terça-feira, 5 de abril de 2011

Bancos portugueses deixam de dar crédito ao Estado

Líderes dos maiores bancos reuniram-se ontem secretamente no Banco de Portugal. Foram dizer que não emprestarão mais dinheiro ao Estado. E agora? Resta pedir ajuda. E já: 15 mil milhões de euros de apoio intercalar. Só a política está a travá-lo.

A banca portuguesa encheu: não vai comprar mais dívida pública nos próximos meses; e quer um pedido de ajuda intercalar à Comissão Europeia. O Negócios sabe que ontem houve uma reunião no Banco de Portugal para tomar estas decisões. E sabe também de quanto é o apoio necessário: 15 mil milhões de euros. Só para chegar ao Verão.





Nada que aqui no Blog Faro é Faro já não se tivesse previsto... e todos os leitores deste blog o sabiam, por isso não foram apanhados de surpresa.
Durão Barroso entretanto já disse que não há ajuda intercalar para ninguem, se querem ajuda tem de recorrer ao Fundo de Estabalização Finaceira com apoio do FMI.
Segundo o Expresso:
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, reiterou hoje, em Estrasburgo, que a União Europeia está pronta para responder a um eventual pedido de ajuda de Portugal, mas disse desconhecer a possibilidade de uma "ajuda intercalar".
"Não sei do que estão a falar", afirmou, quando questionado por jornalistas sobre a possibilidade de ser concedida uma ajuda intercalar a Portugal, um cenário que, segundo noticia hoje o Jornal de Negócios, é defendido pelos líderes dos principais bancos portugueses, que decidiram também não emprestar mais dinheiro ao Estado.
Durão Barroso indicou que compete às autoridades portuguesas decidir sobre um pedido de ajuda externa, pois só Portugal pode "saber se tem financiamento assegurado", mas garantiu que "a Comissão Europeia, a União Europeia estão prontas para ajudar qualquer pedido que Portugal queira fazer".
Interrogado sobre se uma primeira ajuda pode ser concedida a título intercalar, de emergência, o presidente do executivo comunitário disse não ter ouvido falar de tal cenário, lembrando que o instrumento que a União Europeia possui atualmente é o Fundo Europeu de Estabilização Financeira.
Hoje, também o Público noticia que responsáveis nacionais e europeus estão a avaliar a possibilidade de a União Europeia conceder um empréstimo de curto prazo a Portugal antes das eleições legislativas antecipadas de 5 de junho, se o país não conseguir garantir todas as suas necessidades de financiamento.
"Não sei de que ajuda intercalar está a falar. O que está previsto, o mecanismo que temos, é um mecanismo financeiro, para a estabilidade financeira, um mecanismo da UE em que participa também o FMI (...); disso (ajuda intercalar), não sei do que estão a falar", afirmou, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu.
Em passo de corrida, e questionado sobre os sucessivos cortes no 'rating' da dívida portuguesa pelas agências de notação, Durão Barroso limitou-se a dizer que "é preocupante, é muito preocupante".
A agência de notação Moody's baixou hoje em um nível a classificação de risco de pagamento da dívida de Portugal, passando-o para "Baa1", e admitiu que poderá fazer outras revisões em baixa.

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