quarta-feira, 8 de junho de 2011

Se as eleições americanas fossem hoje, Obama empataria com adversário republicano

Como é que se sabe que o efeito Bin Laden sobre a popularidade de Obama já era? O descontentamento dos americanos com a forma como o seu Presidente está a lidar com a economia atingiu um novo pico. De acordo com uma sondagem Washington Post-ABC News, seis em dez americanos desaprovam a actuação de Obama relativamente à economia e ao défice.

A mesma sondagem, realizada no início de Junho, indica que existe um pessimismo generalizado no país, numa altura em que o desemprego subiu para os 9,1 por cento e o preço dos combustíveis continua elevado – factores que podem comprometer seriamente a reeleição de Barack Obama no próximo ano. Dois em três americanos dizem que o país está na direcção errada e quase seis em dez consideram que a economia ainda não começou a recuperar da recessão de 2008.

Este pessimismo americano tem-se manifestado nas sondagens dos últimos meses, mas foi subitamente atenuado pelo anúncio da morte de Osama bin Laden, no início de Maio, que melhorou substancialmente a imagem de Obama na opinião pública. A sondagem do Washington Post e ABC parecem mostrar que esse período de graça terminou.

As más notícias para o Presidente americano continuam: a mesma sondagem revela um empate técnico entre Obama e Mitt Romney, o ex-governador do estado de Massachusetts que anunciou a semana passada a sua candidatura à Casa Branca pelo Partido Republicano. Pergunta: “Se as eleições presidenciais tivessem lugar hoje e os candidatos fossem Obama e Mitt Romney, em quem votaria?” Tanto Obama como Romney receberam 47 por cento da intenção de voto; quando a pergunta foi dirigida a eleitores registados (cuja probabilidade de votar é maior), Romney obteve uma ligeira vantagem, 49 por cento contra 46 por cento.

Uma outra sondagem, da Quinnipiac University, divulgada ontem em Washington, dá vantagem a Obama: 47 por cento contra 41 por cento para Romney. Quase metade dos inquiridos – 48 por cento – considera que Obama não merece ser reeleito; 46 por cento defendem a sua reeleição.

Romney, que já tinha disputado as primárias republicanas em 2008, antes de perder para John McCain, emerge nas duas sondagens como o mais sério candidato do campo republicano para 2012, embora o alinhamento esteja longe de estar concluído: ainda há potenciais candidatos que não anunciaram as suas intenções – Sarah Palin, Jon Huntsman, Michele Bachmann, ou mesmo o ex-mayor de Nova Iorque Rudolph Giuliani.

Nas últimas sondagens, Romney ganhou grande distância em relação a todos eles – até há pouco tempo, ele não atingia sequer 20 por cento das intenções de voto, e tinha uma menor vantagem sobre os outros potenciais candidatos republicanos.

Mas Peter Brown, subdirector do centro de sondagens da Quinnipiac University, lembrou ontem que é muito cedo para tirar conclusões. Faltam 18 meses para as presidenciais e os números irão variar até lá. O futuro das eleições, avisou, vai estar noutros valores: “O preço do galão de gasolina e a taxa de desemprego são mais importantes do que os números das sondagens”. 


De facto o efeito Bin Laden durou pouco. Vamos ver qual é o próximo coelho que o grupo da NWO vai tirar da cartola para re-eleger Barack Obama.

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

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