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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Zona marítima de Faro em vias de renovação com capitais privados

Faro aguarda investimentos na área marítima em prol de nova dinâmica económica.
Tanto o IPTM como a Câmara Municipal de Faro mostram satisfação no surgimento de propostas de investimento privado que promoverão uma nova dinâmica económica para a cidade e um novo posicionamento e relacionamento da capital algarvia com o mar.
Em causa estão dois projetos cujo valor de investimento somado deverá rondar os 70 milhões de euros

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) é responsável por duas áreas marítimas da cidade de Faro que são apontadas como estratégicas para o desenvolvimento da cidade e cujos impactos podem extravasar as fronteiras concelhias e até regionais. Em causa está a zona do Porto Comercial e áreas adjacentes e a zona das Docas junto ao Hotel Eva, alguns terrenos contíguos ao longo da linha férrea e a zona exterior do Hotel Eva.
De acordo com as contas feitas pelo IPTM, o investimento total previsto é de 70 milhões de euros e que após conclusão e início de funcionamento irão resultar em receitas para o IPTM na ordem dos 250 mil euros anuais a que acresce uma variável que resulta do volume de negócios que em termos médios poderá atingir uma valor idêntico ao fixo. “Podemos estimar em 500 mil euros anuais” de receitas, explica diretor delegado do IPTM, Brandão Pires. Verbas que permitirão reforçar o orçamento do IPTM e dar origem a novos investimentos na área náutica que está a receber um interesse crescente de investidores de Barlavento a Sotavento.
Em declarações ao JA, o edil farense, Macário Correia admite que os projetos são interessantes e poderão criar muitos empregos e ter “efeitos colaterais que suscitarão muitas outras atividades complementares”. “O seu arranque é desejado por Faro há muito tempo porque é uma cidade manifestamente metida no mar e bem mas que tem falta que algumas coisas aconteçam porque isto tem um efeito cascata. Umas coisas geram outras”, acrescenta.
“É urgente para que Faro tenha um ritmo de desenvolvimento compatível com o seu estatuto”, concluiu o autarca que contudo frisa: “Estamos ainda na fase de intenções, ainda há um longo caminho até à aprovação final e até ao arranque das obras”.
Não obstante, admite-se satisfeito por ver que mesmo em período de crise estão a surgir investidores privados interessados e garante que a autarquia vai empenhar para que as questões burocráticas possam ser resolvidas dentro dos melhores prazos.
Projeto para zona do Porto Comercial
Para a zona do Porto Comercial surgiu um anteprojeto que está agora a ser divulgado através de edital e que prevê a construção de um Centro de Apoio e Formação a mega iates. Brandão Pires diz que o que está previsto é uma compatibilização da “atividade do Cais Comercial – que é para manter e se possível para aumentar – com um Centro de Apoio e Formação a Mega Iates. É um segmento que ao contrário da economia em geral está em crescimento. Há procura e existe uma grande falta quase desde Inglaterra e mesmo na Espanha há alguma falta de apoio para essas embarcações”.
Esse apoio será fornecido em duas vertentes, ou seja, com a manutenção das embarcações e com a formação de tripulações, uma área onde o projecto agora apresentado aponta para uma relação próxima com a Universidade do Algarve, com a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e com uma instituição inglesa de referência nesta área.
Brandão Pires explica ainda que o projeto está agora a ser objeto de análise de possíveis concorrentes. Se surgirem novas propostas que sejam igualmente interessantes em termos de projeto e contrapartidas para o Estado, será aberto um concurso público. Se não surgirem novas propostas, o projeto apresentado pela empresa PrimeYates, de Carlos Sousa também conhecido pelas (…)


quarta-feira, 9 de março de 2011

Faro: Piloto Carlos Sousa quer investir em negócio de iates

Um centro de apoio a mega iates é o investimento que o piloto de automóveis todo o terreno quer implementar no Porto Comercial de Faro. IPTM vai lançar edital para saber se há outros interessados em utilizar o espaço. 

Segundo Brandão Pires, diretor delegado do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) no Algarve, a projeto ‘Carlos Sousa’ irá rentabilizar o Cais Comercial de Faro, além de “criar uma valência que não há na Península Ibérica, que é o apoio àqueles mega iates que nós vemos nas revistas, que não há nada desde a Inglaterra até ao sul de França”.

Brandão Pires explicou ao Observatório do Algarve que o projeto inclui estaleiro para manutenção e reparação de embarcações, escola internacional para formar tripulantes, alojamento para os próprios alunos do centro e outras estruturas de apoio.
O diretor delegado do IPTM mostrou-se confiante neste projeto da empresa PrimeYates, de Carlos Sousa, mais conhecido do grande público pela profissão de piloto de automóveis de todo o terreno e participações de sucesso em provas como o Rali Dakar.
“É a reconversão de um local que neste momento é uma zona um bocado horrível da cidade de Faro”, afirmou.
Todavia, Brandão Pires alertou que para que o projeto avance é necessário que seja emitido um edital a anunciar a intenção do piloto em utilizar o Cais Comercial de Faro, terreno que pertence ao Domínio Público Marítimo.

“Qualquer um de nós pode manifestar interesse em utilizar uma parcela do Domínio Público Marítimo, ou Portuário, neste caso, e nós [IPTM] analisamos o projeto”, disse.
“Se acharmos que é minimamente interessante, o que podemos fazer é colocar um edital a dizer que a empresa ‘tal’ pretende desenvolver um projeto com ‘estas’ características, em que está associado um investimento ‘x’ e colocamos isso no mercado, a ver se há outros interessados em utilizar aquele espaço. Vamos ver que propostas há. Se houver mais do que uma entram em concorrência”, sintetizou.
Carlos Sousa está ligado à náutica de recreio desde 2001. É um dos sócios da empresa PrimeYates, que representa em exclusivo a marca Ferrete em Portugal e Angola.

Segundo uma notícia do jornal Expresso, o projeto de uma ‘cidade náutica’ para o Porto Comercial de Faro representa um investimento de cerca de 30 milhões de euros e tem em vista a criação de 150 postos de trabalho diretos e 250 indiretos.

IN: Observatório do Algarve

Será este investimento de que se fala? Será esta a nova Marina? Mas isto era para ser no cais comercial... porque se fala então na zona por detrás da doca com Hotel ao lado do EVA?

E o que fazer ao terminal rodoviário? Ir-se-ia manter um hotel de 5 estrelas ao lado de um terminal fedorento e apinhado de gente em hora de ponta para apanhar o autocarro? Penso que não!

Penso então que se calhar isto e tudo especulação... tudo ideias no ar, nada de concreto.

No entanto, devido a minha profissão, cheira-me que anda aqui qualquer jogada de bastidores... penso mais ou menos saber o que... mas ainda não tenho a certeza... a ver vamos... 


Se for o que penso... muita gente vai encher os bolsos!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Actividades Nauticas - Porto de Recreio de Faro

Caros Amigos,

Se leram atentamente o meu post anterior, e se fizeram o download do relatório de ponderação, encontram certamente no ponto 4.1.8.4. o seguinte.

"4.1.8.4 ACTIVIDADES NÁUTICAS - PORTO DE RECREIO DE FARO
O projecto do “Porto de Recreio de Faro” foi objecto de 2 participações no âmbito da Discussão
Pública do POPNRF. Estas participações referem que a localização do Porto de Recreio de
Faro, aprovado em processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), se encontra
inviabilizado por estar integrado numa área de Protecção Parcial Tipo II.

É ainda acrescentado que a capacidade do porto que resultou do processo de AIA, é
insuficiente, pelo que deverão ser criadas condições para se viabilizar um verdadeiro Porto de
Recreio (na baía entre o Porto Comercial e de Faro e a Zona Industrial do Bom João.

R: A localização do Porto de Recreio previsto deverá ser a que resultar dos procedimentos
legalmente previstos, tendo em conta os valores naturais previstos."


Parece que ainda existem pessoas que estão à espera que se faça uma marina atrás da Doca de Faro.

Meus senhores, não tenham esperanças, isso não vai acontecer, como os senhores podem ver no relatório oficial, a aprovação da marina para aquela localização foi chumbada por se tratar de uma área de protecção do tipo II.

Quando foi da campanha eleitoral apresentaram cartazes com imagens virtuais da marina, tudo para enganar o zé povinho, porque este relatório já tinha ido para consulta publica em 2007.

Povo farense, unam-se, informem-se, leiam os documentos oficiais, discutam, criem forums, criem blogs, e actuem, criem movimentos de cidadania para defender os vossos direitos e as vossas ideias.

De outra forma, não vamos lá. Não estejam a espera de um D. Sebastião porque ele não vai aparecer.

Da-me pena ver os grupos de cidadãos em Olhão a trabalhar e a fazer as coisas, e Faro, parado, com uma população mesquinha, à espera que lhe resolvam os problemas.

Porra, como dizia o Pelica... ACORDA FARO!!!!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos