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domingo, 17 de julho de 2011

DSK, o ouro de Fort Knox e Sexo

Recebi este texto por mail. Acho a historia bastante verosímil, nada que já não se falasse já há vários anos (que já não existia ouro em Fort Knox). Com uma divida brutal e com uma moeda já moribunda, os Estados Unidos ainda não deram a ultima cartada. Vão fazer tudo para continuar a ter o mesmo standard of living, e se não conseguirem, levam o mundo para uma 3ª Guerra Mundial.
 
Para Sarkozy este desfecho também foi favorável, dado que assim livrou-se de um potencial adversário nas presidenciais, que muito provavelmente ganharia as eleições.
 
Deixo-vos então o texto que recebi:
 
Na manhã de 14 Maio, o dia em que foi preso, Dominique Strauss-Kahn (DSK) tinha sido aconselhado pelos serviços secretos franceses (DGSE) a abandonar os EUA e regressar rapidamente à Europa, descartando-se do telemóvel para evitar que pudesse ser localizado. A delicadeza da informação secreta que lhe tinha sido entregue por agentes "delatores" da CIA justificava tal precaução.
Strauss-Kahn tinha viajado para os Estados Unidos para clarificar as razões que levavam os norte-americanos a protelar continuamente o pagamento devido ao FMI de quase 200 toneladas de ouro. A dívida, com pagamento acordado há vários anos, advém de ajustes no sistema monetário - "Special Drawing Rights (SDR's). As preocupações do FMI sobre o pagamento norte-americano ter-se-iam avolumado recentemente. Nesta viagem Strauss-Kahn estaria na posse de informação relevante que indiciava que o ouro em questão já não existe nos cofres fortes de Fort Knox nem no NY Federal Reserve Bank.

Mas Strauss-Kahn terá cometido um erro fatal: ligou para o hotel, já da plataforma de embarque, pedindo que o telefone lhe fosse enviado para Paris, o que permitiu aos serviços secretos americanos agir nos últimos minutos. O resto dos factos são do conhecimento público.

Já em prisão domiciliária, em Nova Iorque, DSK terá pedido ajuda ao seu amigo Mahmoud Abdel Salam Omar, um influente banqueiro egípcio. Era muito importante, para fundamento da defesa, que o egípcio lhe
conseguisse obter a informação privilegiada sobre a "mentira" do ouro, que DSK tinha deixado "voar" em NY, para justificar a teoria da perseguição. No entanto a intervenção voluntariosa do banqueiro egípcio saiu gorada. Dias depois Salam Omar foi igualmente preso nos Estados Unidos, também ele acusado de assédio sexual a uma empregada de hotel. Relatórios de diferentes serviços secretos internacionais convergem na conclusão: os factos que motivaram a prisão do egípcio são altamente improváveis, Salam Omar é um muçulmano convicto e um homem com 74 anos de idade.

A inversão de sentido na história da suite do Sofitel de NY começava aqui a ganhar consistência e outros factos viriam ajudar.

Em Outubro de 2009, Pequim terá recebido dos EUA cerca de 60 toneladas de ouro, num pagamento devido pelos americanos aos chineses, como acerto de contas no balanço de comércio externo.
Com a entrega, Pequim testou a genuinidade do ouro recebido tendo concluído que se tratava de "ouro falso". Eram barras de tungsténio revestido a cobertura de ouro. As 5.700 barras falsas estavam devidamente identificadas com chancela e número de série indicando a origem - Fort Knox, USA.

O congressista Ron Paul, candidato às eleições presidenciais de 2012, solicitou no final do ano passado uma auditoria à veracidade das reservas do ouro federal que foi rejeitada pela administração Obama.
Numa entrevista recente, questionado sobre a possiblidade de ter desaparecido o ouro federal de fort Knox, o congressista Ron Paul gelou os interlocutores respondendo liminarmente: "É bem provável!"

À "boca fechada" têm vindo, aqui e ali, a escapar informações, a avolumar-se incertezas sobre as reservas de ouro norte-americanas. Mas as notícias referentes aos fortes indícios que de o ouro seja apenas virtual têm colhido uma tímida atenção na comunicação social americana.

A "verdadeira história" por detrás da prisão de DSK, agora pública, consta de um relatório secreto preparado pelos serviços de segurança russos (FSB) para o primeiro-ministro Vladimir Putin. Talvez por isso
Putin tenha sido o primeiro lider mundial a assumir publicamente a ideia de que DSK terá sido "vítima de uma enorme conspiração americana".

Estes factos, a confirmarem-se, em nada ilibam DSK na suspeição que sobre si recai do eventual crime de assédio sexual a uma empregada do hotel mas, quem sabe, essa possa revelar-se como a pequena e ingénua ponta de um grande iceberg. A ser verdade, os serviços secretos norte-americanos, seguramente bem informados, terão sabido tirar partido das fraquezas do inimigo-alvo, aniquilando-o com eficácia cirurgica - um pequeno crime de costumes, tão ao gosto do imaginário popular, pode bem ter contribuído para abafar crimes de contornos bem mais sérios, por eliminação de testemunha ou de prova.

Entretanto DSK prepara activamente a defesa em tribunal arregimentando já um verdadeiro "crack team" de ex-espiões da CIA, investigadores, detectives e media advisors.

domingo, 3 de julho de 2011

Documentário: Os Homens do Monopólio

Parte I


Parte II

Parte III

 Meus senhores, 
Deixo-vos mais um excelente documentário legendado em Português, para que percebam o que aconteceu ao mundo, economicamente falando, nos últimos 80 anos, e percebam o que causou a crise actual. Um documento de visão obrigatória!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 2 de julho de 2011

Passos: cortar no subsídio? «Isso é um disparate»

O primeiro-ministro garantiu, alguns meses antes das eleições, que não iria cortar no subsídio de Natal. Na medida agora apresentada não há um corte específico sobre o 14º mês, mas o imposto extraordinário tem como referência 50 por cento desse valor.

Pedro Passos Coelho garantiu a 1 de Abril deste ano, numa visita a uma escola, que caso fosse primeiro-ministro não iria cortar o subsídio de Natal. Esta quinta-feira, na sua estreia como primeiro-ministro no Parlamento, foi exactamente sobre o valor-referência do 14º mês - o equivalente a 50 por cento deste - que incidiu a sua primeira medida de austeridade extraordinária.

Durante uma visita à Escola Secundária de Forte da Casa, no concelho de Vila Franca de Xira, o presidente do PSD foi abordado por duas estudantes que lhe perguntaram: «Vai tirar os subsídios de férias aos nossos pais?». Passos Coelho respondeu à criança: «Eu nunca ouvi falar disso no PSD. Eu já ouvi o primeiro-ministro dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas e também com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate». As duas jovens concordaram: «Pois, também nós achamos». «Isso é um disparate», reforçou Passos Coelho.

Nesse mesmo dia, quanto a um eventual aumento de impostos, o presidente do PSD disse ainda que, numa situação extrema», numa «situação limite», se tiver de optar, prefere «mil vezes olhar para os impostos sobre o consumo do que estar a ir às pensões das pessoas que têm 200 e tal ou 300 e tal euros».

Esta quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou um imposto extraordinário equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal, em sede de IRS, para valores acima do salário mínimo nacional, ou seja, 485 euros.

Passos Coelho prometeu pormenores sobre a aplicação deste imposto, que irá render 800 milhões de euros aos cofres do Estado, para as próximas duas semanas.


Ahhh... pois é!!! Bela boca morre o peixe! 

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

Documentario completo - "Let's Make Money"

Para quem quiser compreender o mundo actual, um documentário OBRIGATÓRIO!

Com legendas em Português!

Parte I


Parte II

 
Parte III
 
Parte IV

ParteV

ParteVI
 
ParteVII

ParteVIII

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Trailer: - Documentário "Let's make money"

Documentário de altíssimo nível, essencial para se entender o mundo em que vivemos pela óptica financeira internacional. Dos mesmos criadores do documentário "We Feed the World".

Apesar de todo o velho discurso feito pelos neoliberais de que a globalização traria benefícios para todos os países ajudando a diminuir a pobreza no 3° Mundo, o que viu-se de fato foi em geral aumento desenfreado da miséria, onde o salário de um indivíduo geralmente mal cobre uma pobre subsistência.

O documentário mostra as chamadas "economias emergentes" por dentro, na visão de grandes investidores, bem como o cotidiano miserável dos homens, mulheres e crianças trabalhadoras nesses países.

Mostra também as idéias do Consenso de Washington, responsável pelas políticas liberais que moldaram nosso mundo econômico atual, assim como os mecanismos de colonização moderna como o FMI e Banco Mundial, perpetuando a injusta dívida dos países mais pobres em troca de suas riquezas. Explica o que são os paraísos fiscais, por onde passa a maioria do capital financeiro para encobrir os donos corruptos.

John Perkins, antigo assassino de economias, que também já apareceu aqui no documentário "The War on Democracy", explica detalhadamente como era o seu ofício de levar as riquezas de países de 3° Mundo, sob a supervisão das instituições internacionais.

Passa ainda pela miséria que aflora nos EUA e pelas raízes da crise económica espanhola causada pela bolha imobiliária.

"Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro."

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pais em dificuldades estão a 'entregar' os filhos

2731 famílias pediram ajuda, alegando carências e falta de controlo. 

"Já não consigo fazer nada. Por favor, tome conta dela." Foi com este desabafo que a mãe, cansada de ver a filha ausentar-se de noite para sair com más companhias e de não ter controlo sobre ela, foi à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/ Centro (CPCJ) "deixar" a filha adolescente. O mesmo fez o pai de duas meninas, de dois e quatro anos, após concluir que não tinha condições financeiras para cuidar delas. "Trouxe-as pela mão e disse: 'já não as quero'." , contam ao DN.
Teresa Espírito Santo, presidente da CPCJ de Lisboa/Centro, diz que só nos últimos dois ou três meses, chegaram cerca de dez casos destes.

In: DN

Cristo, o que está a acontecer a nossa sociedade? Pais que "entregam" os filhos como se de uma casa (hipotecada) se tratasse? Pais que ficaram desempregados e não conseguem suportar as despesas dos filhos... Mães que não suportam a rebeldia das filhas... enfim! Que sociedade é esta em que vivemos? Onde estão os valores? 

Penso que desde que se destruiu o conceito de família nuclear como base da sociedade, este tipo de fenómeno se tornou cada vez mais rotineiro. Sem os valores que antigamente eram transmitidos no seu da família, é óbvio que a sociedade se tornou mais desumanizada, mais egoísta  e sem valores.

O resultado está a vista...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

domingo, 26 de junho de 2011

Se a Grécia não se aguenta...

... leia o que pode acontecer neste artigo do "Economist".

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Membros do Governo não pagam viagens em voos da TAP

Pedro Passos Coelho não terá pago o bilhete da sua viagem de ida e volta a Bruxelas na TAP. 

O Negócios soube, junto de fonte ligada ao anterior Executivo, que é prática corrente os ministros e os secretários de Estado serem dispensados do pagamento de bilhete nas deslocações oficiais em que utilizam os serviços da companhia aérea portuguesa.

A TAP, contactada, recusou-se a prestar esclarecimentos sobre esta prática, mas segundo o Negócios apurou todos os membros de anteriores governos foram abrangidos por este benefício, assim como os actuais.

O gabinete do primeiro-ministro, contactado, também não quis prestar esclarecimentos. “Não fazemos comentários sobre isso. A fuga de informação não partiu de nós e não quisemos tirar vantagens dela”, sublinhou ao Negócios um assessor de Passos Coelho.

Ao voar em económica para Bruxelas Pedro Passos Coelho apenas possibilitou que a TAP ficasse com um lugar em executiva livre, onde o preço cobrado é bastante ao superior ao praticado na classe económica. Em deslocações desta natureza o Estado é apenas responsável pelo pagamentos dos bilhetes dos técnicos que viajam com o primeiro-ministro, um ministro ou um secretário de Estado, os quais utilizam sempre a classe económica.

Pedro Passos Coelho, questionado na quinta-feira pela Lusa sobre a decisão de voar em económica para estar presente na reunião do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas declarou: "Aconteceu assim, como acontecerá sempre nas minhas viagens dentro da Europa.

Trata-se de um exemplo que cumprirei. Disse que faria e estou a fazer, não é para fazer alarde sobre ele". Na circunstância, o primeiro-ministro sublinhou que não foi do seu gabinete que partiu a “divulgação sobre essa matéria".

Ora aqui está uma maneira interessante de passar divida publica para divida privada. O governo viaja de avião, mas não paga bilhete, ou seja, a TAP assume assim a despesa da deslocação do primeiro ministro. Como a TAP está proibida de receber ajudas do estado, pelos tratados europeus (tal como as suas congéneres) não estou a ver onde está a vantagem para a TAP em transportar o executivo graciosamente. O estado devia pagar como qualquer passageiro.
No caso de Pedro Passos Coelho, é óbvio que a fuga partiu do seu gabinete, para que só se falasse deste incidente em vez dos assuntos discutidos na cimeira, e resultou, porque se falou mais no transporte de PPC do que das consequências que ai vêm para Portugal e para os Portugueses.
Penso que de facto nada irá mudar, dado que em alguns casos muito raramente a TAP conseguirá vender todos os lugares de executiva em voos europeus, a maioria de certo irá vazio, e PPC irá cá atrás em económica. Esta atitude de Pedro Passos Coelho é pura demagogia.

Uma atitude de louvar da parte dele era se ele passasse a viajar em económica, mas pagando bilhete! Isso sim era de homem!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ingleses dizem que preferem ver Grécia na bancarrota que ajudar!

O chanceler  do Tesouro britânico declarou ontem que o Reino Unido ficará de fora de um segundo plano de resgate à Grécia e o mayor de Londres pediu ontem a Atenas que abandone o euro.

 
 
Se o Le Monde e os jornais alemães iniciaram hoje uma campanha publicitária paga pelas multinacionais alemãs e francesas a favor do euro ("O euro é necessário"), o The Telegraph, em Londres, noticiava que o chanceler do Tesouro inglês (ministro das Finanças) George Osborne foi muito claro de que o Reino Unido ficará de fora de um novo pacote de resgate à Grécia e que um debate de urgência entre deputados britânicos, de todos os partidos, discutira cenários em que a Grécia seria forçada a abandonar o euro.
Também, o mayor de Londres, Boris Johnson, declarou, na sua coluna no Daily Telegraph, que a Grécia deveria regressar à sua antiga moeda, o dracma. E o antigo secretário dos negócios estrangeiros inglês Jack Straw, dos trabalhistas, foi mais longe ao declarar que um fim "rápido" do euro seria preferível a uma "morte lenta" da moeda única.
As posições britânicas contrastam com a reafirmação por parte de japoneses e chineses do seu apoio às iniciativas europeias de emissão de obrigações pela Facilidade Europeia de Estabilização Financeira, que se destinam a suportar os planos de resgate.


Meus caros, a coisa está negra, a Grécia parece uma esponja, todo o dinheiro que lá entra e absorvido de imediato, nem se sabe para onde vai...

Deste modo, alguns países já estão fartos de contribuir. Mas por outro lado, foram estes que impingiram a Grécia "brinquedos caros" como submarinos, material militar, etc.

Por outro lado, a Grécia para entrar no clube do Euro "falsificou o exame de admissão", martelando as suas contas, aldrabando, iludindo. A economia Grega é uma mistificação, toda a gente rouba, toda a gente foge aos impostos, a produtividade é baixa e a organização das entidades é má.

Portugal pode ser arrastado para uma situação idêntica caso não tenha juízo. Se as medidas de austeridade não fizerem efeito, se não conseguirmos por a nossa economia a crescer e cortarmos na despesa, havemos de chegar a uma altura que não temos dinheiro para honrar os nossos compromissos, e aí ninguém nos vai querer ajudar e será o "salve-se quem poder".

Se a Grécia sair do Euro, poderão outros países também sair do Euro, e no caso de Portugal, voltar ao Escudo seria péssimo, porque a nossa divida está em Euros, e ao desvalorizar o Escudo a nossa divida só iria aumentar cada vez mais, diminuir o poder de compra das famílias e disparar a inflação.

Vamos ficar atentos ao caso grego, que poderá vir em breve a servir-nos de espelho.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Keiser Report: - Situação na Grécia e eventual saida da Grécia do Euro


Grécia está prestes a sair da zona Euro. O FMI quer recolher directamente impostos na Grécia, o que significa uma entrega completa de soberania.

Vamos ver se Portugal não segue o mesmo caminho! Um programa a não perder!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crise económica levou mais de 23 mil portugueses a emigrar

No ano passado, o número de portugueses que procurou melhores condições de vida fora de Portugal foi o segundo maior da década. 

No ano passado, por cada português que saiu do País à procura de trabalho, houve um estrangeiro que chegou com o mesmo objectivo. Um ano antes, o rácio era de dois imigrantes por cada emigrante. E se é certo que há cada vez mais pessoas a tentar a sorte lá fora, em 2010 houve mesmo uma quebra recorde no número de imigrantes que vieram para Portugal. A crise explica as quebras passadas e dita a tendência futura. Nos próximos anos, marcados pela austeridade e pela falta de postos de trabalho, dificilmente o País conseguirá atrair mais imigrantes e evitar um aumento da emigração, sobretudo entre os mais jovens e com maiores qualificações.

Em 2010, entraram em Portugal 27.575 imigrantes, de acordo com os dados publicados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes à população residente e que indicam uma quebra de 734 indivíduos para 10.636979, o primeiro recuo desde 2002. É o fluxo de entradas mais baixo da última década, pelo menos. Em sentido contrário seguem os números da emigração: no ano passado, saíram 23.760 pessoas do país, em busca de melhores oportunidades lá fora. É o segundo maior fluxo desde o início do milénio - superado apenas pelas 26.800 saídas registadas em 2007.

Alexandre Abreu, investigador do Centro de Estudos Demográficos da Universidade de Lisboa, explica que "os movimentos migratórios tendem a autoregular-se de forma pró-cíclica", pelo que "numa conjuntura económica desfavorável, em que não há trabalho, é natural que a tendência imigratória seja diminuir". 

Caros,
Nada que já não tivesse referido em posts anteriores, com a contracção da economia e consequente diminuição da procura interna, desapareceram centenas de postos de trabalho. Como não apareceu um outro sector que absorvesse essa mão de obra... o destino foi a emigração. 

Neste momento está a voltar a ver-se um fenómeno engraçado que é a emigração de mão de obra pouco qualificada, o típico pedreiro, canalizador, continuo, etc... tal como acontecia nos anos 60, e está também a emigrar a mão de obra muito qualificada (formação superior).
A juntar-se a esta situação, temos uma diminuição real dos salários, devido ao excesso de oferta em alguns sectores. Resultado, pessoas a trabalhar sem motivação (trabalham porque precisam de sobreviver e pagar contas), alheamento da afinidade à empresa onde trabalham e uma baixa estrondosa da produtividade.
A juntar à crise de crédito já existente... temos a tempestade perfeita!

Deixo-vos este video do Diário de Noticias sobre o tema, os novos pobres e a crise económica.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O preço de Cavaco Silva


  45 000€, por dia.É obra.
Por dia...nada de confusões, por dia!!!.....   
  
45 mil euros por dia para a Presidência da República.
As contas do Palácio de Belém
O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano
(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus
12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva
entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa,
gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros)
sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros)
e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que 'custa' 46,6 milhões de euros anuais.

E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva,
a desfaçatez de nos vir dizer  que:
"os sacrifícios são para ser 'distribuídos' por todos os portugueses"...

sábado, 28 de maio de 2011

INAUGURAR OBRA SEM PAGAR UM CÊNTIMO

Imagine caro(a) leitor(a) que lhe davam a possibilidade de comprar casas, carros de luxo, e até viajar para destinos exóticos. Tudo feito com a premissa de que não teria de pagar um cêntimo durante 10 anos. O que faria? Recusaria a oferta? Desconfiava de tanta fartura? Pois muito bem. E se lhe dissessem que poderia ter isso tudo, mas não teria de pagar nada? Ou que quem pagaria seriam outros, quiçá mesmo os filhos que ainda não tem? Aceitaria ou não?

O exemplo pode parecer descabido, mas não é. Foi exactamente isto que foi feito pelos governos nos últimos 15 anos, com especial incidência para os últimos 6, com as chamadas parcerias público-privadas (as famosas PPPs). As PPPs são acordos entre o Estado e empresas privadas com intuito de executar uma obra ou de gerir uma infra-estrutura (como um hospital). Assim, depois de adjudicada, os privados contraem empréstimos junto dos bancos para poderem construir a empreitada (auto-estradas, pontes ou túneis), sabendo que só irão começar a receber compensações monetárias por parte do Estado passados 5 ou 10 anos. A vantagem é que, após esse período, o Estado paga aos privados generosas rendas de exploração da obra durante 30 ou 40 anos.

O negócio é altamente vantajoso para as partes envolvidas: os governos inauguram as auto-estradas e os hospitais, enquanto os privados e os bancos beneficiam de contratos altamente lucrativos. Quem perde com isto tudo são os contribuintes e as gerações futuras, bem como os governos vindouros. São eles que pagam a factura, sem que tenham tido qualquer possibilidade de decidir se a obra valia a pena ou não. Ou seja, quem fica bem na fotografia das inaugurações são os governos actuais, e quem desembolsa o dinheiro são os próximos governos e os nossos filhos.

Tudo somado, as PPPs já totalizam mais de 50 mil milhões de euros, ou 30% do PIB nacional. Valores que ainda não entram nas contas défices do Estado nem na dívida pública, pois as rendas só começarão a ser desembolsadas em 2013. Infelizmente, estas rendas só irão agravar ainda mais a já delicada situação financeira do nosso Estado e, assim, irão dar azo a mais impostos ou cortes de despesas.
Por outras palavras, as PPPs transformaram-se numa maneira dos governos fazerem obra sem terem de pagar ou sem terem de se preocuparem com o impacto dessas despesas nos défices orçamentais. E é por causa destas práticas irresponsáveis e deste lamentável populismo que chegámos à situação em que hoje nos encontramos. Uma vergonha, portanto. E uma vergonha que urge corrigir o quanto antes. 

Álvaro Santos Pereira in Desmistos

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os custos da campanha eleitoral

Como é sabido, já tinha comentado este assunto aqui no Faro é Faro neste post - Orçamentos de campanha ascendem a mais de 6,7 milhões de euros.

Sempre pensei que os partidos fossem comedidos nos gastos, dado que estamos em plena bancarrota, não há dinheiro para pagar os nossos compromissos e estamos a espera que venha o dinheiro da ajuda externa para os conseguir honrar, e vamos agora gastar segundo já ouvi dizer mais de 7 milhões de euros?

Mas está tudo doido?

Hoje dei uma volta por Faro e está tudo cheio de outdoors dos partidos, com campanha... em Olhão idem. Quanto é que isto custa? Hoje em Faro vi uma coisa curiosa... um carro de som do PSD... quanto gasóleo aquela carrinha irá queimar até ao final da campanha? E quantas carrinhas andarão pelo pais? Quanto custará o seu aluguer? enfim... assim se esvaem 7 milhões com os quais se faziam 2 escolas secundárias ou 2 centros de saude regionais equipados ou 4 escolas primárias de pequena dimensão... 

Quero-vos deixar este vídeo, penso que é de um partido recente, o MEP, mas que é extremamente interessante e aborda esta temática de uma forma muito curiosa.


Segundo alguém deixou na caixa de comentários existe uma petição a correr para "Por uma campanha eleitoral sem custos para as finanças públicas" que para a lerem e subscrevem basta clicarem sobre o link com o nome da petição.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos


FMI arrasa Grécia. Novos cortes a caminho

Governo grego aplica mais austeridade: 6 mil milhões de euros.

O programa de ajustamento da Grécia está a descarrilar e o governo tem de aplicar maior austeridade, no valor de 6 mil milhões de euros, para conseguir reduzir o défice orçamental de 10,5% do PIB em 2010 para 7,6% no final deste ano.

O ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, anunciou ontem que o novo pacote de austeridade será especificado nos próximos dias, apenas um mês depois de o executivo ter definido um plano de 26 mil milhões de euros que incluía já parte das receitas do seu programa de privatizações (50 mil milhões de euros até 2015).

O empréstimo de 110 mil milhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional à Grécia implica a "estrita condicionalidade", ou seja, um programa agressivo de consolidação orçamental e reformas estruturais. Se a Grécia não cumprir as metas definidas, arrisca-se a não receber as próximas tranches do empréstimo.

Ontem, o líder da missão do FMI na Grécia, Poul Thomsen, deixou um aviso sério: "A visão que parece estar a impor-se é a de que o programa do governo não está a funcionar. O programa irá descarrilar sem o reforço das reformas estruturais nos próximos meses."

As palavras duras do FMI seguiram-se à exigência dos ministros das Finanças europeus e do comissário dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, para que a Grécia avance rapidamente nas reformas económicas e no programa de privatizações.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e Olli Rehn admitiram na terça-feira que poderia haver uma "reestruturação suave" da dívida grega, com o alargamento das maturidades dos empréstimos. Porém, o Banco Central Europeu veio ontem contrariar essa opção: "A reestruturação da dívida acabará com parte ou mesmo a totalidade do capital dos bancos gregos e por isso é uma receita para a catástrofe", disse Jurgen Stark, membro do conselho-executivo do BCE.
 

É com esta e outras noticias que começamos a perceber o porque do afastamento de Strauss-Khan da direcção do FMI.
As medidas aplicadas a Grécia não estão a resultar e o pais está cada vez mais endividado. Segundo li num artigo do Finantial Times, já se estava a preparar um segundo pacote de ajuda na ordem dos 70 mil milhões de euros, e era Strauss-Khan quem liderava o processo.
Mais uma vez a Grécia encaminha-se para a catástrofe. Agora estou convencido que os estados deviam ter privatizado alguns sectores da economia no tempo das vacas gordas e ter conseguido um bom valor pela sua participação, porque agora em tempo de vacas magras vai ser tudo privatizado ao desbarato. Quem agradece são os grandes grupos económicos que vão comprar barato. Alias... não sejamos ingénuos, esta crise foi provocada para permitir essa transferência de riqueza, e transferir divida privada da banca para os estados (o povo que pague a crise).
 
Se houvesse políticos dignos desse nome, nada disso teria acontecido, pois não se teriam endividado os países, tinham-se privatizado sectores na altura própria e hoje estaríamos bem melhor.
 
No meu entender o estado não deve possuir empresas de transportes, energia, investimento, etc etc. O que o estado deve fazer é ser o regulador e árbitro da actividade económica, fazer aplicar a justiça, recolher os impostos, promover e fazer chegar a educação a todos, garantir a equidade, fazer as leis, garantir a segurança e a soberania nacional, emitir moeda, garantir a saúde para todos e promover o estado social.

Assim não teríamos abusos de privados, porque a acção reguladora do estado seria firme, teríamos um mercado mais competitivo, teríamos mais investimento e mais emprego e um pais mais rico. 
Mas não, temos um estado que representa mais de 50% da economia nacional, uma administração publica monstruosa, uma burocracia idêntica à dos Faraós e um sistema de justiça que faz da vara saca-rolhas. Assim não saímos do buraco em que nos afundamos cada vez mais... tal como os gregos.

É preciso intervir já... termos um governo capaz, que se entendam entre si (coisa que não acontece hoje), que trabalhem pelo desenvolvimento económico nacional, que tenham sentido de estado e capacidade de vencer os desafios que ai se aproximam. Caso contrário vamos acabar como os gregos. Não tarda muito e estará em breve uma reestruturação da divida grega.

E nós... com a economia actual, ainda não recebemos o dinheiro do FMI, mas não tarda muito está ai uma reestruturação da divida a porta! 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desempregados sem subsídio são já 54 por cento dos inscritos

De repente, Portugal tornou-se num país com uma situação social mais degradada. Fruto da nova metodologia seguida pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no seu Inquérito ao Emprego, o número de empregos caiu e o desemprego subiu.


A taxa de desemprego saltou de 11,4 para 12,4 por cento. E subiu a fatia dos desempregados que procuram um novo emprego sem receber qualquer subsídio de desemprego. No primeiro trimestre de 2011, eram 54 por cento desse grupo quando no trimestre anterior eram tidos como sendo 48 por cento.

Ainda não se conhece inteiramente por que razão técnica os "novos" números do mercado de trabalho sofreram esta evolução. Mas possivelmente tem que ver com as lacunas dos números anteriores.

Em Janeiro passado, os responsáveis do INE já tinham alertado para as alterações. Apesar da perturbação que cria sempre uma quebra de série - por impedir a comparabilidade dos números históricos -, a alteração foi tida como "necessária", à semelhanças das ocorridas em 1983, 1992 e 1998. Alegou-se que era algo que já estava em estudo desde 2006 e que seria menos intrusivo para a vida das famílias inquiridas por ser feita por telefone. Isso reduziria os tempos de recolha e, por isso, diminuiria em 40 por cento os custos para o INE (800 mil euros anuais). Mas também uma melhoria das taxas de resposta: dos actuais 60-70 para 80 por cento.

Ontem, a nota do INE descreveu a nova metodologia: "A primeira entrevista é feita presencialmente e as cinco inquirições seguintes por telefone", quando a familía inquirida o autorizar. Nada mais muda, nomeadamente "os objectivos, periodicidade, amostra, esquema de rotações, classificações, conceitos e idade de referência da população activa".

Mas se assim é, como é possível que apenas uma forma diferente de inquirição à mesma amostra resulte numa descida de quase 80 mil pessoas empregadas (de 4945,7 para 4866 mil) e uma subida de 55,6 mil desempregados (de 633,3 mil para 688,9 mil), fazendo a taxa de desemprego saltar um ponto percentual? O INE não soube esclarecer esta dúvida do PÚBLICO. A resposta que enviou repetiu a metodologia descrita.

Recibos verdes são 129 mil

Quando é alterada a metodologia, verifica-se uma quebra da série histórica e os números deixam de ser comparáveis com os do passado. O INE comprometeu-se a assegurar a comparabilidade com os dados passados, mas ontem só foi fornecido o número de empregados, dos desempregados e a taxa de desemprego estimada com as duas metodologias. Por isso, apenas é possível traçar a nova fotografia do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2011.

Dos 5554,8 mil activos (menos 0,4 por cento que no mesmo período de 2010), havia 688,9 mil desempregados (mais 6,9 por cento de variação homóloga). Daqui resulta uma taxa de desemprego de 12,4 por cento, muito próxima já dos 13 por cento estimados pela Comissão Europeia para 2012.

A subida do número de desempregados situa-se sobretudo no escalão mais jovem. "Antes", no quarto trimestre de 2010, havia 95,5 mil desempregados até 24 anos; "agora", passou-se para 123,9 mil. A taxa de desemprego entre os jovens passou de 23 para 27,8 por cento. Mas o "novo" desemprego pesou também entre os desempregados com idades entre 35 e 44 anos - de 139,4 mil para 160,4 mil.

Os desempregados de longa duração são já 53 por cento do universo. Dos que procuram um novo emprego, são mais de 56 por cento os que o esperam há mais de um ano, mas apenas 46 por cento deles recebe subsídio de desemprego. Mas caso se conte com os que procuram um primeiro emprego, então apenas 31 por cento dos desempregados recebe subsídio. Haverá ainda que contar com 173,9 mil pessoas que gostariam de trabalhar mais horas. Esse "subemprego visível" situou-se em 3,6 por cento.

Mas a fotografia dos que tinham emprego não parece ter melhorado. Até 2010, os números estimados pela anterior metodologia mostravam que, de Junho de 2008 ao final de 2010, a crise "fechou" 262 mil postos de trabalho no sector não público, enquanto o emprego no Estado subiu até 42 mil pessoas. No primeiro trimestre de 2011, o emprego caiu 1,3 por cento face ao mesmo período de 2010.

Não há base de comparação, mas Portugal ainda era um país essencialmente de serviços. Mais de 62 por cento dos empregados trabalhavam nos serviços. A maioria estava no comércio (23 por cento), na educação (12,6 por cento), saúde e apoio social (11,6 por cento) e na administração pública (10,3 por cento). Havia apenas 17 por cento na indústria e 9,2 por cento na construção, contra dez por cento na agricultura e pescas.

A maior fatia - 62 por cento - tinha o ensino básico. A esses, soma-se os que tinham o ensino secundário - 19 por cento. A mão-de-obra jovem é diminuta - 6,6 por cento. A maior fatia tinha idades superiores a 45 anos - 41,8 por cento. Uma matriz de habilitações que não protege do desemprego.

Os trabalhadores por conta de outrem representavam 78 por cento do total de 4,866 milhões de empregados. Cerca de 22 por cento tinham um contrato a prazo. E, entre esses, havia 129 mil que eram prestadores de serviços (como os falsos recibos verdes).


A situação está negra, 54 por centro dos desempregados já perderam o apoio social. Um dos indicadores para medir bem a situação é o numero de casas que as famílias vão começar a entregar aos bancos. Como não têm dinheiro para pagar as prestações, vão perder as casas.

Outro bom indicador é o numero de pessoas a procura do primeiro emprego, ai também se poderá medir a taxa de absorção laboral e em que áreas é que a absorção é maior e menor.
Penso que até ao final do ano devemos chegar aos 800 mil desempregados e isso é péssimo, porque temos uma economia rastejante na ordem do 1%, inflação de quase 4% e temos taxas de juro do emprestimo do FMI a 5.7%. Como é que vai ser?

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desemprego dispara para 12,4% no trimestre

A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para o valor recorde de 12,4% no primeiro trimestre de 2011. 
 
 
O valor acaba de ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e revela um aumento da taxa de desemprego quer face aos 11,1% observados no trimestre anterior quer em relação aos 10,6% registados no primeiro trimestre de 2010.

O relatório revela que o aumento relativamente aos últimos três meses do ano passado e ao trimestre homólogo reflecte o efeito de alterações introduzidas no modo de recolha e a modificações no questionário do inquérito ao emprego. No entanto, o INE também vai apresentar no boletim a divulgar às 15 horas as estimativas que se obteriam na ausência de alterações à metodologia.

Ontem, o IEFP revelou que, em Abril, estavam inscritos 541.974 desempregados, o que representa uma quebra de 5% face ao mesmo período de 2010, e um recuo mensal de 1,8%. São números que contrariam os valores hoje anunciados pelo INE e que indiciam que muitos desempregados já não estão a recorrer aos centros de emprego.


Meus caros,

Como já havia sido afirmado ontem, aqui, no Faro é Faro neste post uma redução de 5% na taxa de desemprego não é verosímil e tratava-se apenas de propaganda eleitoraleira.

Porque para que se verificasse uma descida de 5%, o desemprego teria de ter diminuído pelo menos em metade em termos homólogos. Com a crise que o pais enfrenta e a quantidade de empresas que fecha diariamente e manda centenas para o desemprego todos os dias não é possível termos taxas de crescimento da empregabilidade. Para além do que isso teria de ser reflectido no PIB, e em termos homólogos o que temos é uma contracção do PIB (dai dizer-se que estamos em recessão).

Logo, trata-se de pura propaganda do PS que foi desmentida pelo Instituto Nacional de Estatística.
O povo precisa de abrir os olhos e perceber. O que me faz pena é que a maioria do povo português não tem instrução suficiente para perceber estas coisas, porque só assim se justificam os resultados que o PS está a ter nas sondagens (em parte também se justifica pela muito má qualidade da oposição).

É provável que a taxa de desemprego diminua nos próximos tempos, mas não será pelo aumento da empregabilidade, será sim pelo aumento da emigração.

Vão ser muito complicados os próximos tempos, e o povo precisa de estar atento. Espero que o Faro é Faro seja um Farol que possa ajudar as pessoas a perceber melhor estes fenómenos e maningâncias, ajudando a desmascarar esta canalha politica que nos (des)governa.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos