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sábado, 2 de julho de 2011

Passos: cortar no subsídio? «Isso é um disparate»

O primeiro-ministro garantiu, alguns meses antes das eleições, que não iria cortar no subsídio de Natal. Na medida agora apresentada não há um corte específico sobre o 14º mês, mas o imposto extraordinário tem como referência 50 por cento desse valor.

Pedro Passos Coelho garantiu a 1 de Abril deste ano, numa visita a uma escola, que caso fosse primeiro-ministro não iria cortar o subsídio de Natal. Esta quinta-feira, na sua estreia como primeiro-ministro no Parlamento, foi exactamente sobre o valor-referência do 14º mês - o equivalente a 50 por cento deste - que incidiu a sua primeira medida de austeridade extraordinária.

Durante uma visita à Escola Secundária de Forte da Casa, no concelho de Vila Franca de Xira, o presidente do PSD foi abordado por duas estudantes que lhe perguntaram: «Vai tirar os subsídios de férias aos nossos pais?». Passos Coelho respondeu à criança: «Eu nunca ouvi falar disso no PSD. Eu já ouvi o primeiro-ministro dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas e também com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate». As duas jovens concordaram: «Pois, também nós achamos». «Isso é um disparate», reforçou Passos Coelho.

Nesse mesmo dia, quanto a um eventual aumento de impostos, o presidente do PSD disse ainda que, numa situação extrema», numa «situação limite», se tiver de optar, prefere «mil vezes olhar para os impostos sobre o consumo do que estar a ir às pensões das pessoas que têm 200 e tal ou 300 e tal euros».

Esta quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou um imposto extraordinário equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal, em sede de IRS, para valores acima do salário mínimo nacional, ou seja, 485 euros.

Passos Coelho prometeu pormenores sobre a aplicação deste imposto, que irá render 800 milhões de euros aos cofres do Estado, para as próximas duas semanas.


Ahhh... pois é!!! Bela boca morre o peixe! 

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Primeiro Ministro da Islandia julgado por negligência

Segundo o jornal Washington Times, o Parlamento da Islândia (Alþingi) aprovou por 33 votos a 30 que o ex-primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde seja julgado em um tribunal especial por suposta negligência durante seu mandato, no qual houve um colapso bancário no país em Outubro de 2008. 

Segundo o jornal Washigton Times, o primeiro ministro Islandês Geir Haarde será o primeiro líder mundial a comparecer perante um tribunal especial para julgar actos de negligência  na condução dos negócios públicos, na sequência da crise financeira que o pais atravessou. Este artigo já tem uns meses, é de Outubro do ano passado, e pode ser lido aqui.

REYKJAVIK, Iceland (AP) — Iceland‘s former prime minister has become the first world leader to be referred to a special court for possible prosecution on charges that he acted negligently in the lead-up to the country’s financial crisis.
Tuesday’s parliament vote means that former Prime Minister Geir Haarde will appear before a special court for allegedly failing to prevent the financial crash of 2008.
Iceland‘s debt-fueled financial system collapsed at the height of the worldwide financial crisis, sending its currency tumbling and unemployment soaring.
 
Aqui na nossa santa terrinha, os políticos cometeram todo o tipo de crimes, aldrabaram, mentiram, praticaram gestão danosa, porventura até roubaram, etc, etc, e ninguém os faz enfrentar um julgamento.

É pela certeza de impunidade que os nossos políticos estão descansados e como o povo é sereno e carneiro, mais descansados ainda ficam.

Julgo que no final destas eleições dever-se-ia constituir uma comissão composta por juizes e economistas que iriam avaliar a performance dos nossos políticos e deveriam ser condenados pelos crimes de atentado contra o estado português sob forma de negligência no exercício de funções governativas e / ou outros crimes que vierem a ser apurados.

Mas não me parece que em Portugal haja gente com "eles" no sitio para desencadear um processo destes. Só mesmo na Islândia e países com nível de civilização superior ao nosso.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos