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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pais em dificuldades estão a 'entregar' os filhos

2731 famílias pediram ajuda, alegando carências e falta de controlo. 

"Já não consigo fazer nada. Por favor, tome conta dela." Foi com este desabafo que a mãe, cansada de ver a filha ausentar-se de noite para sair com más companhias e de não ter controlo sobre ela, foi à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/ Centro (CPCJ) "deixar" a filha adolescente. O mesmo fez o pai de duas meninas, de dois e quatro anos, após concluir que não tinha condições financeiras para cuidar delas. "Trouxe-as pela mão e disse: 'já não as quero'." , contam ao DN.
Teresa Espírito Santo, presidente da CPCJ de Lisboa/Centro, diz que só nos últimos dois ou três meses, chegaram cerca de dez casos destes.

In: DN

Cristo, o que está a acontecer a nossa sociedade? Pais que "entregam" os filhos como se de uma casa (hipotecada) se tratasse? Pais que ficaram desempregados e não conseguem suportar as despesas dos filhos... Mães que não suportam a rebeldia das filhas... enfim! Que sociedade é esta em que vivemos? Onde estão os valores? 

Penso que desde que se destruiu o conceito de família nuclear como base da sociedade, este tipo de fenómeno se tornou cada vez mais rotineiro. Sem os valores que antigamente eram transmitidos no seu da família, é óbvio que a sociedade se tornou mais desumanizada, mais egoísta  e sem valores.

O resultado está a vista...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 24 de maio de 2011

GNR promoveu 40 coronéis para travar mal-estar contra generais

A Guarda Nacional Republicana promoveu, no início deste ano, 40 novos coronéis, aumentando assim o número de oficiais desta patente para cerca de uma centena. Tratou-se de uma medida de excepção no âmbito do que o Governo decidiu para a função pública, mas que, dentro da própria instituição provocou contestação, uma vez que se mantêm em suspenso as promoções para cerca de 10 mil guardas. Estas promoções serviram, por outro lado, para tentar travar a insatisfação dos oficiais de carreira por não chegarem aos lugares máximos da hierarquia, entregues a 11 generais oriundos do Exército.

Com as promoções de Janeiro deste ano (com retroactivos a Janeiro de 2010) a GNR passou a ter mais de um terço dos seus coronéis a desempenhar serviços administrativos. Apenas 27 dos oficiais com esta patente estão a comandar unidades, 18 correspondentes aos distritos do continente, duas relativas à Madeira e Açores e mais sete móveis.

"Na GNR os postos não são comandados por oficiais [na PSP o comando das esquadras está entregue a comissários e subcomissários, os quais já pertencem à classe de oficiais], mas por sargentos. Os oficiais da GNR estão, na sua maioria, dispersos por serviços burocráticos, de estudos e planeamentos", explicou ao PÚBLICO o presidente da Assembleia Geral da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) José Manageiro.

Este dirigente sindical, assim como dois capitães-majores que preferiram manter o anonimato, entendem que o não aproveitamento para tarefas operacionais de grande parte dos oficiais formados internamente "é um factor de desmotivação" e "um desperdício de recursos". "É incompreensível que, após 100 anos de existência, a GNR continue sem ter um só comandante por si formado", dizem.

Os actuais 11 generais que estão ao serviço da GNR cumprem, todos eles, comissões de três anos. Por norma são destacados para esta força quando se aproximam do final da sua carreira no Exército. É, dizem os contestatários, um modo de enriquecer o currículo e, ao mesmo tempo, engrossar o valor da reforma.

O aumento de promoções junto dos oficiais generais (onde se incluem os coronéis) não é acompanhado pelas classes abaixo, nomeadamente os guardas. De acordo com José Manageiro há cerca de 10 mil efectivos à espera de poderem ascender a guardas principais e, ao mesmo tempo, nota-se, cada vez mais, a falta de pessoal nos postos. "A suspensão dos cursos de admissão ao longo dos últimos três anos fez com que, actualmente, exista uma falta de cerca de mil guardas", refere o dirigente da APG.

Para José Manageiro a componente operacional da GNR pode estar seriamente ameaçada, tanto mais que os sucessivos cortes orçamentais não deixam antever uma melhoria a curto prazo. "A falta de liquidez na GNR não é segredo para ninguém", refere o sindicalista, confirmando as sucessivas reclamações que dão conta de falhas relativamente à existência de viaturas, combustíveis e outros materiais.
 

Pois é, em plena crise, com milhares de praças, soldados e oficiais de patente inferior que estão com as promoções congeladas, estes "senhores" para se poderem reformar com uma pensão de reforma mais alta. Com o pais em crise.
 
É preciso ter uma ousadia... que despudor. Só mesmo em Portugal!
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Crónica do Motorista do Audi A8



Depois de o primeiro ministro José Socrates  ter anunciado o pedido de ajuda,  o país ficou suspenso.
A expectativa era grande, os media anunciavam á exaustão a chegada eminente do FMI.
Eis que na segunda-feira os homens desembarcam na Portela.
Cercados de jornalistas os FMIs (com ar de quem tinha viajado em turística) avançam rapidamente  para a saída e apanham ....o primeiro taxi. ???

O País ficou estupefacto. É conhecido o caso de um reformado que quase sufocou ao engolir abruptamente um ovo cozido quando acompanhava o directo na SIC Notícias.
Os gajos foram de taxi?????
Nem chauffeur nem limusina, nada, niente  ....Taxi!

Portugal pode estar á rasca, mas aqui qualquer quarto secretário de estado tem pelo menos um carro com dois chauffeurs ao dispor, isto para não falar no primeiro ministro que tem 10 chauffers e N carros, o ultimo dos quais é este chiquérrimo Audi A8 com corninhos luminosos.
A surpresa não ficou por aqui.

No dia seguinte os camones foram a butes do hotel até ao Ministério. What??? Então e os carros de vidros escuros, batedores da PSP a cortar o trânsito, a algazarra típica e tão nossa característica, aquele colorido que dá vida à nossa cidade e que tão bem foi copiado pelo pessoal lá do Gabão?

Enfim, esquisito. Só há uma explicação: os gajos, coitados, apreciam o sol, só pode.
E chegaram às 9h??? Mas será que o grau de (sub) desenvolvimento deles ainda não os permitiu descobrir que antes das 10:30 não se trabalha? Coitados…!

Mas o pior ainda estava para vir. Então não é que eles não almoçam, trocando-o por uma coisa a que chamam sandes?????? Espera aí, então não é durante o almoço bem regado no Aviz ou Gambrinos que se trabalha e se tomam as decisões mais importantes? Vê-se logo que daqui não vai sair nada de bom…! Estamos desgraçados!

Só nos faltava mais esta... Cambada de ignorantes incompetentes!
Manuel Andrade

(Chauffer n° 10  com formação específica em Audi A8)

sábado, 23 de abril de 2011

Estado 'trava' refeições a pobres

Instituições de solidariedade queixam-se de não poder alargar apoio devido a regras "incompreensíveis". 



A Segurança Social considera que estes espaços funcionam indevidamente, pondo em causa regras de higiene e segurança alimentar, e "travou" a distribuição das refeições. As situações foram denunciadas pelo presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), e o responsável e presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assegura que se multiplicam pelo País. "Tem sido generalizado quando as instituições fazem um esforço para ajudar quem mais precisa", diz Manuel Lemos. 
 
IN: DN
 
Meus senhores, com tanta gente a passar fome, ainda se põem com questões comezinhas? Mas está tudo grosso ou que? Acho muito bem que as misericórdias violem a lei e distribuam a sopinha que a muitos vai aconchegar o estômago... já que é a única refeição quente que vão fazer durante o dia.
 
Parece que este pais esqueceu os valores da solidariedade e da entre ajuda!...
Epáh... se não podem ajudar... não compliquem!!!
 
Cumprimentos 
Luis Passos

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Teixeira dos Santos acusa Rui Pereira de ilegalidades

«Do ponto de vista orçamental esclarece-se que o Orçamento do MAI tem dotação para pagamento regular de salários,” garante o gabinete de Teixeira dos Santos que adianta uma explicação para as dificuldades de tesouraria: “Eventuais dificuldades para pagamento de outras despesas estão relacionadas com promoções que não tiveram a regular autorização do Senhor MEF [Ministro de Estado e das Finanças]“, lê-se na declaração enviada ao i. De resto, o próprio ministério anuncia que estas nomeações estão ”ser alvo de actuação da Inspecção Geral de Finanças”.» In: Blasfémias 

Leiam AQUI o artigo do I Online sobre a situação em que Finanças desmentem acordo com Administração Interna

Meus senhores, 

Aqui está, uma situação que vem na sequência dos dois posts anteriores. Houveram situações nas forças armadas que não foram autorizadas pelo Ministério das Finanças, nomeadamente não entregar ao Fisco as retenções de IRS que estão a ser feitas a cerca de 50 mil trabalhadores das forças de segurança.

Devido a falta de verbas, O Ministro da Defesa pretendia atrasar o pagamento dos impostos, devido à falta de verbas para pagamento de salários.

O universo dos trabalhadores abrange praticamente todas as forças de segurança, como a PSP, a GNR ou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mas também com os funcionários da Autoridade Nacional de Protecção Civil e da Autoridade de Segurança Rodoviária.
 
Penso que os comentários de Otelo Saraiva de Carvalho não terão sido em vão, penso que Otelo terá sido usado como Porta-Voz de uma corporação descontente, e que não podendo fazer comentários, dado que é crime punível com prisão, um militar fazer ameaças de hipotético golpe de estado, terá sido Otelo Saraiva de Carvalho, pessoa que já fez uma revolução, a dar o click de alerta... vejam lá... olhem que com 800 homens... deitamos o governo abaixo, por isso vejam bem as implicações...

Vamos lá ver... vou continuar a acompanhar isto com alguma atenção! Lembrem-se que quando foi da bancarrota, adivinhei com 7 dias de avanço... vamos lá ver se me engano desta vez!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 29 de março de 2011

O Portugal que merecemos

Portugal enfrenta hoje, por muito que custe a aceitar por muito boa gente (e má também!), o maior desafio da sua história. Consolidada a Independência, expulsos os Mouros, conquistada a Glória, falhado o V Império, perdida a extensão ultramarina da Nação, desperdiçado o ouro e mais um horror de oportunidades, implantados ou experimentados vários regimes, descolonizando e democratizando, mais coisa menos coisa, a Pátria, chegamos ao patamar em que nos encontramos hoje.
Afonso Henriques morreu, D João II e o Marquês do Pombal também e a União Europeia já não se sente nada bem.
O maior português de sempre diz que era de Santa Comba Dão e para cá do Marão mandam os que em Bruxelas estão.
Atrasos tecnológicos a vapor, falta de formação e qualificação à pressão, erros alheios e desperdícios voluntários , auto-estradas a mais e caminhos-de-ferro a menos, barragens com gravuras e bancos com gavetas e sacos azuis. Traumas imperiais, tabus coloniais, defeitos matriciais, cultura ou falta dela.
Camarate’s, BPN’s ou submarinos à parte, temos nem mais nem menos aquilo pelo que lutamos no passado ou construímos no presente. Ou não?
Queríamos mais? Queríamos melhor? Sonhamos mais alto? Ambicionamos chegar mais longe?
Quando? Exactamente quando é que isso aconteceu? Foi um sonho há muito perdido no mar de conforto instalado ou de sobrevivência garantida? Foi um último suspiro no final de um gelado perdido numa infância longínqua? Não sei.

Dizem que temos o país que merecemos. Que o panorama actual é exactamente reflexo da “sociedade” civil ou civilizada, à rasca ou encavacada. Uma realidade enrascada.
Eu sei que temos muito melhores políticos, em todos os partidos e até fora deles, do que aquilo que “a sociedade” acredita ou é levada a acreditar. O que falta? Coragem?
Os cidadãos, que são também contribuintes e parece que alguns até são eleitores de vez em quando, são culpados ou vitimas? Ou ambos?
As elites, escrevem uns, desgraçaram-nos. Em parte até acredito, mas não chega.
E o resto? Onde esta o resto? É isto tudo o que sobra?
Vinho do Porto em copos do Ikea, CDs da Amália vendidos na feira e vídeos do Eusébio a preto e branco?
Será “sim” a resposta à pergunta “E se isto for o melhor que conseguimos?”
Desculpem-me, não me levem a mal, não me julguem por delito de opinião, mas não acredito, isto está muito, muito longe de ser o melhor que conseguimos…

Paulo Ferreira

In: Delito de Opinião

Realmente, acho que temos os piores lideres de sempre, contudo acho que estes lideres são um pouco o reflexo da população portuguesa com os defeitos e virtudes. E um lider fraco faz fraca a forte gente!...
Existe gente de grande valor que não consegue ocupar cargos de destaque devido partidarite que vigora em Portugal, tal como Cavaco referiu, é como a Lei de Gresham, em que nos mercados cambiais, a má moeda afasta a boa moeda. Por acaso concordo com esta teoria, eu varias vezes já fui abordado por partidos políticos para integrar listas para autarquias locais, para fazer parte de juventudes partidárias ou similares mas sempre recusei, porque ao filiar-me e a vincular-me a um determinado partido estava a concordar com a coisa podre, e diz-me com quem andas que eu dir-te-ei quem és. E assim é... 

No caso da Cidade de Faro, precisa-se urgentemente de um presidente de câmara, capaz, honesto, filho da cidade, com amor pela terra, capaz de fazer sacrifícios por ela, que conheça as pessoas, que saiba como pegar nisto e fazer algo de bom.

O Macário Correia não é daqui, o anterior Apolinário também não, eram apenas "aves de arribação" que por aqui passaram para outros voos.

Mas o problema e geral e é transversal a toda a sociedade portuguesa. Por isso eu sou a favor da demissão de toda a classe politica actual, já mostraram que não valem nada... só vem para o governo para tratar da vidinha. Fora com essa gente.

Gente honesta precisa-se... como dizia Hernâni Lopes, só com Honra, Empenho, Carisma, Capacidade, Conhecimento, Humildade e Preserverança se consegue lá chegar.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 28 de março de 2011

Era disto que Portugal precisava


Caros,

Era alguem como a deputada Cidinha Campos que nós precisávamos em Portugal neste momento.

Alguém honesto, com sentido de estado, alguém que ponha o pais e o interessa nacional a frente de qualquer outra questão. Com a gente actual não vamos lá.

Temos de exigir a retirada de cena de toda a actual classe politica... É urgente!
Se não o fizermos seremos culpados do destino que irão ter os nossos filhos e os nossos netos!

Meditem bem!

Luís Passos

domingo, 27 de março de 2011

Irlanda quer que bancos partilhem a dor

Agência Reuters: http://www.reuters.com/article/2011/03/27/us-ireland-bonds-idUSTRE72Q1BV20110327

(Reuters) - Ireland's government wants to impose losses on some senior bondholders in Irish lenders to reduce the burden on taxpayers from a prolonged banking crisis, a senior minister said on Sunday.
Dublin wants to impose losses on banks' senior unsecured bonds not covered by a state guarantee, which currently amount to over 16 billion euros, as part of a new deal with the European Union, the European Central Bank (ECB) and the International Monetary Fund (IMF).
"A sustainable and comprehensive solution for Irish banking that involves recapitalization but also involves an element of burden-sharing ... That is certainly the outcome that the government is looking for," Simon Coveney, minister for agriculture, told state broadcaster RTE.
Under an EU-IMF bailout agreed late last year Ireland can impose losses on banks' junior debt, but the ECB is opposed to treating senior bondholders, which are ranked on a par with depositors, in the same fashion for fear of a contagion risk.
Ireland's new government, elected in February, has said the state cannot afford the current EU-IMF bailout deal and European finance ministers will decide on what sort of concessions they can offer Dublin in coming weeks.
They are awaiting the results of fresh stress tests on Ireland's banks, expected to show a capital hole of around 25 billion euros, on March 31 before deciding on any new deal.
Coveney said investors are already pricing in the possibility of a restructuring of senior bank debt given that it is trading at a discount in the secondary market.
"Markets are already ahead of us on this one. There is an acceptance that there is a possibility if not a likelihood that bondholders in Irish banks may have to share some of the pain," he said.
Analysts widely expect the government to impose losses on senior bondholders in nationalized lenders Anglo Irish Bank and Irish Nationwide because they have sold their deposits and are being wound down.
Hitting any unsecured unguaranteed senior bonds in Bank of Ireland and Allied Irish Banks (AIB), which amount to over 11 billion euros, would be more controversial.
Rumours that AIB was planning to miss a coupon payment on a bond, denied by the bank, helped send the yield on two-year Irish sovereign paper soaring to euro-era highs as investors feared a sovereign restructuring was in the works.
(Editing by David Holmes)


Em Portugal deveria-se tomar medidas semelhantes no que toca ao caso BPN, quem fez as asneiras que as pague, e não o contribuinte. Só assim se elimina o risco moral. Quem investe/empresta é quem paga.

 
É uma questão de justiça porque os contribuintes que não tiveram nada a ver com o que se passou na gestão dos banco, para além disso, quando uma empresa não bancária vai à falência quem "arde" são os seus credores e não o Estado, porque é que com os bancos teria de ser diferente?
 
Cada vez fico mais convencido que com a politica e políticos actuais, o nosso pais não vai a lado nenhum.
 
Cumprimentos cordiais
Luís Passos

quinta-feira, 24 de março de 2011

Passos Coelho: só o Governo sabe se Portugal precisa do fundo de resgate

Caros amigos,

Tenho estado silencioso desde ontem, não fiz qualquer comentário aqui no blog sobre esta temática porque estive expectante a aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Bem, vamos então analisar as várias questões. Comecemos pelos motivos que levaram a saída do Primeiro Ministro. A principal razão pela qual houve tanta polémica, foi o facto de José Sócrates se ter comprometido junto da comissão europeia em aplicar um conjunto de medidas de austeridade de forma a potenciar a consolidação das contas publicas, sem consultar o Presidente da Republica e o Parlamento.

Para enquadrarmos bem o assunto teremos de regressar "Back in Time" ao período em que Cavaco Silva era Primeiro Ministro, aos anos 90, em que o dinheiro jorrava a rodos vindo dos fundos de coesão da então CEE. Devido as reformas da politica agrícola comum, ao excesso de produção de alguns produtos noutros países, na altura pensava-se que deveria haver complementaridade e não deveria haver duplicação de produção, assim não deveria haver países a produzir a mesma coisa, mas deviam complementar-se entre si e depois trocar os produtos. A ideia até não era má, era talvez utópica e impossível de implementar. Assim, para desmantelar os seus sectores produtivos na área da agricultura (em favor da França) e pescas (em favor da Espanha), Portugal recebeu perto de 2 milhões de contos (contos repito) à hora em fundos estruturais para encontrar novas áreas de produção e alterar o seu tecido e mix de produtos.

Portugal em vez de aplicar esse dinheiro eventualmente nalguma industria em que poderia ser competitivo, nas novas tecnologias e no sector do turismo, não... andou a gastar dinheiro mal gasto em infraestruturas, estradas com fartura, betão, betão, betão, tercearizou a economia e destruiu os sectores primário e secundário.

Na altura achava-se que Portugal iria ser a colónia de ferias dos países ricos, que não iríamos precisar de produzir nada porque eles dariam-nos tudo. Foi assim alegremente que entramos nos governos de Guterres.

Este senhor Guterres mais o seu amigo Pina Moura, delapidaram quais vampiros sequiosos todos os fundos que vieram da então CE e depois UE. No período do Cavaco começou o ataque a função publica, com a entrada de boys do partido em barda, subida de impostos, criação de fundações e institutos públicos, enfim, foi o inicio da grande roubalheira. Ainda me lembro dos protestos que marcaram o fim do Cavaquismo na ponte 25 de Abril.

Por certo, as pessoas que lêem este blog se recordam onde foi o primeiro comício do fim do Cavaquismo, foi aqui em FARO, foi um comício duplo, no Largo da Pontinha estava António Guterres, e no Jardim Manuel Bívar estava Fernando Nogueira, discípulo de Cavaco.

Ainda me recordo como se fosse hoje, de ouvir Guterres dizer quem está a favor do betão, do despesismo dos institutos públicos, dos jobs for the boys, das obras sem concurso publico, das adjudicações directas, do quero posso e mando, do aumento de impostos, etc etc, e só andar 500 metros que o lá é o seu lugar.

Pois bem, o reinado de Guterres foi o inicio do assalto ao orçamento, roubou-se o pais como nunca se tinha visto, adjudicou-se obras faraónicas, gastou-se a tripa forra, e o pais só aguentou neste período porque a conjuntura internacional ajudou, taxas de juro baixas e petróleo barato e em Portugal tínhamos uma situação de quase pleno emprego... a taxa de desemprego roçava os 2%.

Com todas estas medidas sem nexo, em que não se fizeram as reformas estruturais que eram necessárias, na Justiça, na Educação, na Banca, no funcionamento dos órgãos de governo, no plano do ordenamento do território (nº de Municípios e Freguesias); Portugal deitou literalmente uma década fora, e quando Durão Barroso chegou ao poder, o pais estava já completamente de tanga, com um estado monstruoso que já vinha do tempo de Cavaco e agravado pela acção dos Socialistas. Nunca se viu tanto job for the boys e tanta podridão como no tempo de Guterres, foi um ve se te havias de cargos, de posições, de obras publicas adjudicadas por ajuste directo e lesivas para o estado. Foi também o inicio das parcerias publico-privadas, transferindo o risco para o estado de obras que eram feitas por privados. Ou seja, se a coisa corresse bem, o privado recebia o lucro, se corresse mal, o estado pagava a diferença. Lindo!!! Assim também quero uma PPP.

Durão Barroso este pouco tempo no governo, mas também não fez nada que se visse, subiu os impostos para aumentar a receita, ainda conseguiu equilibrar um pouco o deficit, mas também falhou redondamente ao não fazer reformas estruturais. Ainda fez alguma coisa na educação, mas de resto... nada... foi um vazio completo, até que se pirou para Bruxelas para um tachito bom!!!

E finalmente temos então José Socrates, herdeiro do legado destes 3 senhores, Cavaco, Guterres e Barroso.
Na altura fizeram uma sindicancia as contas publicas, feita por Vitor Constâncio e foi apurado que o deficit era de 6,83%... 

O governo Socrático só veio pregar o ultimo prego no caixão português... foi o inicio do grande assalto ao orçamento, juntamente com empreiteiros do regime, adjudicaram obras faraónicas, estradas, pontes, viadutos que não eram necessários ou cuja necessidade não era imediata por preços exorbitantes, sempre com derrapagens, não fizeram as reformas estruturais que eram urgentes, desmantelou o que restava do nosso sector primário e secundário, lançando centenas de pessoas no desemprego, dado que os serviços não conseguiam absorver tanta gente, sobretudo com baixa formação académica.

Não percebem nada de finanças publicas e foram tomando medidas avulsas ao som da opinião publica sem se preocuparem com os possíveis malefícios futuros.
Foram barracadas, roubos, trafulhices, aldrabices, criação de fundações para esconder operações, desorçamentação grave, maquilhagem contabilistica, enfim... 

Criaram o IEP e varreram o lixo todo que havia nas Estradas de Portugal para lá de modo a que essas despesas não aparecessem no orçamento, e por isso não contassem como deficit, quem diz o IEP diz outros organismos similares. Criaram mais PPP com condições de exploração pornográficas. Tomaram de assalto os órgãos de poder e decisão, meteram a justiça no bolso, esticaram os tentáculos do polvo as autarquias e ao poder local... enfim... o poder socrático tornou-se omnipresente.

Durante estes anos estes senhores do PS tomaram conta do pais, fizeram o que quiseram e o que toda a gente sabe. O deficit neste momento é monstruoso e ninguém sabe dizer quanto é com exactidão, dada a maquilhagem que existe nas contas publicas e o numero de gatos que existem com rabo de fora. Só uma auditoria é que conseguirá apurar esses valores.

Entretanto, dada a situação do pais a comissão europeia teve de intervir e Portugal ao contrário do que muitos pensam já vem a ser ajudado, tendo  BCE comprado divida portuguesa para ajudar a baixar as taxas de juro, porque caso contrário estas já estariam mais altas que as da Grécia ou da Irlanda.
O PEC I, o PEC II e o PEC III foram ditados pelos técnicos e burocratas em Bruxelas, Sócrates foi lá chamado deve ter levado um belo puxão de orelhas e devem ter-lhe dito... ou fazes isto... ou então... fechamos-vos a torneira.

Agora com o PEC IV foi o mesmo, na semana anterior, Sócrates foi chamado a BERLIN com carácter de urgência pela Chanceler Merkel, dado que na semana anterior tinham estado peritos em Portugal que descobriram um enorme buraco nas contas públicas. A Senhora MERKEL deve-lhe ter dito que teria de fazer aumentar a receita para tapar o buraco encontrado e fazer outros cortes.
Assim, foi-lhe ordenado um conjunto de medidas para que as aplicasse com carácter de urgência. Foi o que Socrates fez, e se as coisas corressem mal e ele tivesse de se demitir... melhor ainda... assim já tem uma desculpa airosa para sair desta trampa toda que provocou.

A oposição aqui, neste caso, mostraram ser um bando de irresponsáveis. Ao chumbarem o PEC IV e com a demissão de Sócrates, Portugal vai ficar quase 60 dias sem governo, não podendo tomar medidas de fundo. Neste momento isso é suicida. E a verdade é que as taxas de juro ja ultrapassaram os 8%. Diriam alguns que a subida das taxas tinha a ver com a falta de credibilidade do governo... MENTIRA!!!!!

Nada mais falso. As taxas de juro elevadas tem a ver com Portugal no seu todo, governo e oposição e a capacidade de pagar as dividas. Portugal tem taxas de crescimento anémicas, rastejantes, na ordem do 1% ao ano... e temos um endividamento na ordem dos 85% do PIB. Assim não é possível. Socrates já a algum tempo que não passava de uma marioneta de Bruxelas e Berlin, o governo já há muito tempo que entrou em "Piloto Automático". Só não vê quem não quer.

Estar lá o Pedro Passos Coelho ou José Socrates não vai fazer diferença nenhuma, porque não é nenhum dos dois que manda... é a Sra. Merkel.

Passos coelho disse hoje ao Expresso em Bruxelas que só o Governo pode dizer se Portugal precisa de recorrer ao fundo de resgate europeu, já que a oposição não tem conhecimento da verdadeira situação financeira do país. Pedro Passos Coelho, que falava à entrada para uma cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), disse ainda acreditar que os seus parceiros da maior família política europeia, entre os quais se contam a chanceler alemã Angela Merkel, entenderão o "chumbo"  do PSD ao Programa de Estabilidade e Crescimento, que precipitou a demissão do primeiro-ministro José Sócrates, pois perceberão que o pior para Portugal seria continuar a ter "um governo fraco".

A senhora Merkel já tinha dito hoje de manhã que o facto do PEC IV ter sido chumbado foi um acto tresloucado de gente irresponsável. E de facto tem razão. Portugal vai dentro de 2 semanas fazer mais uma emissão de divida, e sinceramente não sei o que irá acontecer... sem governo, com orçamento em duodecimos, e em plena campanha eleitoral.

A coisa está mesmo feia, e o pior é que Passos Coelho não é alternativa a Sócrates, e já hoje disse que irá aumentar 1 a 2 pontos percentuais o IVA e eventualmente estudar outras medidas que levem ao aumento da receita, ou seja, mais do mesmo.

Além disso, neste preciso momento em que estou a escrever este texto acabo de saber que a agencia FITCH acaba de baixar o rating de Portugal em 2 níveis. Agora é vão ser elas!

As taxas de juro vão ser monumentais, eu já estava a espera disto, cambada de irresponsáveis!!!!
Era preferível cozinhar o Socrates em banho Maria até Novembro para poder aplicar as medidas anti-crise, conseguir baixar a taxa de juro e eventualmente começar a fazer as reformas, do que isto! Agora vamos pagar todos... segure-se quem poder. Que grande tiro no pé!

E pelo que estou a ver não vai haver auditoria alguma, assim como não vai haver qualquer reforma racional do aparelho de Estado. E não vai, porque, no primeiro caso, ainda descobriam algum rabo de palha do tempo dos governos do PSD/CDS; no segundo, porque acabava com a possibilidade de assistir clientelas. Reformar o Estado deve ser, antes de mais, acabar com serviços inúteis, facilmente substituíveis como direcções gerais, regionais, etc., que são o albergue da rapaziada.

Só me resta dizer... QUE DEUS NOS AJUDE!!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mia Couto - Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. 
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. 
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
  
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.  
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
 
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
  
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
  
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
  
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
  
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
  
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
  
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
  
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
  
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço? “
Mia Couto

terça-feira, 15 de março de 2011

Rir com os nossos cromos - OS GARGALHOFAS


Os nossos ministros... esses malandros... a fazer-nos rir desde 2005!

sábado, 12 de março de 2011

O Funeral do país


Caros,

A manifestação de hoje foi expressiva e mostrou bem o descontentamento popular.
Porém, a algo que falta... É óbvio que Sócrates e Teixeira dos Santos com a ajuda e beneplácito de Ângela Merkel tem vindo a tomar um conjunto de medidas que está a colocar um garrote no pais.

Mas seriam essas medidas necessárias? Eu penso que não seriam se tivessem sido tomadas as "verdadeiras" medidas anti-crise tais como: 
 - Renegociar as parcerias publico-privadas;
 - Extinguir organismos e fundações que não servem para nada;
 - Rever vencimentos dos dirigentes públicos;
 - Averiguar e investigar todos os crimes de corrupção e colarinho branco (façe oculta e similares) e punir os seus responsáveis;
 - Fazer funcionar a justiça regularmente, de modo a atrair investimento e fazer funcionar os órgãos regulares essenciais a uma democracia consolidada (sem justiça tudo o resto deixa de funcionar normalmente).
 - O estado pagar o que deve as empresas a tempo e horas;
 - Colocar a maquina fiscal a funcionar correctamente;
 - Punir quem prevarica;
 - Privatizar empresas como a TAP;
 - Dividir a CP em várias sub-empresas locais ou regionais e privatizar parte delas, deixando os privados ficar com o controlo da gestão;
 - Criar programas de investimento e incentivo a criação do próprio emprego (empreendedorismo - a semelhança do antigo POE - plano operacional da economia);
 - Diminuir a carga fiscal e criar mecanismos de combate a evasão fiscal, se todos pagarmos custa menos a todos.
 - Acabar e ilegalizar todos os partidos actuais... Todos os partidos teriam de ser refundar se quisessem existir. Todas as pessoas que ocuparam ou ocupam cargos políticos hoje estariam inibidas de o fazer no futuro.
 - Ninguém poderia candidatar-se a mais de 2 mandatos consecutivos seja para que cargo publico for.
 - Um unico mandato de 8 anos para o Presidente da Republica, um único mandato de 6 anos para o Primeiro Ministro.
 - Re-estruturar o sector dos bens transaccionáveis, voltar a apoiar a industria da pesca e a agricultura.
 - Apoiar a industria e redireccionar os serviços;
 - Criar um novo sistema de segurança social, baseado no novo paradigma demográfico e na nova situação do pais, o actual está esgotado e vai bater na parede.
 -  Fazer os bancos pagar impostos tal como qualquer industria.
 - Ilegalizar a Maçonaria e perseguir os seus membros, nacionalizar os seus bens, bem como  das restantes sociedades secretas, julgar seus membros por eventuais crimes que tenham cometido contra a pátria Portuguesa.
 - Reestruturar e direccionar a educação;

Estas são só algumas ideias... poucas e desconexas, mas que poderão servir de base para definir-mos o que politicas queremos para o nosso pais!

Está aberta a discussão!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mota-Engil e FCC vão pedir indemnização se nova ponte for adiada

Governo tem quatro dias para avançar com o projecto de alta velocidade entre Lisboa e Poceirão ou metê-lo na gaveta. 

O Governo tem apenas quatro dias, até 17 de Março, para decidir se vai lançar um segundo concurso público internacional para a construção e exploração da nova ponte sobre o Tejo ou se vai fazer cair o projecto, deixando assim incompleta a linha de alta velocidade projectada para ligar Lisboa a Madrid. Se escolher a segunda opção, é certo que os consórcios da espanhola FCC e da Mota-Engil irão exigir o pagamento de uma indemnização. Além disso, garante uma guerra suplementar com o Presidente da República e com o CDS, que já defenderam a suspensão das grandes obras públicas face à crise económica.
O incómodo gerado por este dossier constata-se pelo facto de as fontes oficiais do Ministério das Obras Públicas contactadas pelo Diário Económico se terem escusado a comentar o assunto, remetendo qualquer esclarecimento para, precisamente, 17 de Março. É nesse dia que termina o prazo concedido pelo Código da Contratação Pública para que o dono de obra - neste caso a Rave, empresa pública responsável pelo projecto nacional do TGV - lance um novo concurso. E, até essa quinta-feira, expira o prazo máximo de seis meses após o Governo ter decidido "não adjudicar" o primeiro concurso da nova ponte, alegando a gravidade da situação financeira na altura.
Se a entidade adjudicante desistir do projecto, os consórcios privados terão direito a indemnização. O Diário Económico apurou que os gabinetes de advogados dos agrupamentos da FCC e da Mota-Engil estão já a trabalhar nesse cenário, afinando os valores a reclamar junto do Estado português caso o projecto não avance, e que deverão ser de várias dezenas de milhões de euros por cada um. 


Meus senhores, numa situação de crise profunda, em que se cortam ordenados, se despedem pessoas, se retiram subsídios e abonos de família, se congelam pensões de 300 euros e estes abutres vem pedir indemnizações por uma obra que não fizeram nem gastaram um cêntimo com ela? Pior ainda... como é em regime de PPP, o estado tinha de pagar a obra e os "meninos" só tinham o doce de a explorar e sacar os dividendos??? E caso o negócio não corresse conforme as expectativas o estado cobria a diferença... ou seja, o risco era todo transferido para o estado!!! Lindo serviço! Muito patriótico!

Porque o grande esforço patriótico é só para os pequeninos. As grandes construtoras se tiverem de cortar nem que seja só em fazer menos umas obras pedem logo indemnizações. Ganham se fazem, ganham se não fazem, paga o contribuinte. 

As grandes construtoras estão impacientes, desesperadas em Angola não exigem e ainda pedem ajuda ao estado e presidente para poderem receber os pagamentos em divida e com desconto tenham vergonha, interesseiros procurem novos mercados, associem-se, cooperem, tenham coragem e espírito de iniciativa é o que sempre dizem aos trabalhadores acabem com as benesses dos políticos.
 
Cumprimentos cordiais

Luís Passos