Mostrar mensagens com a etiqueta Politicos nacionais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Politicos nacionais. Mostrar todas as mensagens
domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Cavaco recebe Augusto Santos Silva
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu esta tarde em audiência no Palácio de Belém o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
Na página da agenda do site da Presidência da República é apenas referido que o encontro aconteceu às 18h30, não existindo qualquer referência ao motivo da reunião.
Entretanto, o item relativo à reunião semanal com o primeiro-ministro, José Sócrates, que estava marcada para às 17h00, foi retirado da agenda disponível no site da Presidência da República.
Contactada pela Lusa, fonte de Belém adiantou apenas que a audiência de Cavaco Silva com José Sócrates não teve lugar a pedido do gabinete do primeiro-ministro.
Esta manhã, o chefe de Estado já tinha recebido em audiência o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e também nessa altura a agenda da reunião não foi divulgada.
O ministro da Presidência é o interlocutor do Governo na discussão inter-partidária com a oposição no processo negocial sobre a ajuda externa.
In: Correio da Manhã
Bem isto só deixa transparecer que o regular funcionamento das instituições não se está a verificar. Quanto à reunião do ministro da defesa com o presidente da republica, por acaso não seria por causa disto?
Ainda hoje falei com um militar amigo (o mesmo com que falei no post sobre o Otelo) e as coisas estão muito feias... por enquanto está tudo calmo, mas se as coisas ficarem feias, a tropa vem para a rua. Já se fala num novo 25 de Abril abertamente, e na TV também já ouvi algumas ameaças veladas.
Politicos, não se ponham a pau, não... Ainda vão parar todos ao Campo Pequeno!
Cumprimentos cordiais
Luís
terça-feira, 19 de abril de 2011
O carácter destes políticos é mesmo assustador
por PEDRO TADEU no DNSe fossemos todos uns anjos, discutíamos as soluções dos problemas do País apenas em função do maior ou menor valor que atribuíamos às propostas que os políticos apresentam ao povo.
Poderíamos até encarar, sem preconceitos, soluções menos ortodoxas ou menos banais, pois estaríamos abertos a modelos ideológicos e de construção de sociedade diferentes do que se impôs e que, pelas contradições que incorpora, caminha cíclica e inevitavelmente para crises do tipo que agora vivemos.
Justificávamos assim o nosso voto pelas ideias, apenas pelas ideias, conforme as achássemos melhores ou piores... Mas isso era num mundo de anjos.
Como não somos anjos mas sim pessoas, na hora da decisão do voto contam as ideias e muitas outras coisas. Por exemplo, os nossos próprios interesses particulares - quando votamos, votamos também naquilo que achamos que nos beneficia mais ou prejudica menos. E não ignoramos aquilo que julgamos ser a personalidade ou o carácter das pessoas que se propõem governar-nos - e, por isso, votamos nos que achamos mais competentes, mais honestos, mais capazes, pois sem essas qualidades até as melhores ideias nos conduzem ao inferno.
Por isso, não é irrelevante, de maneira alguma, termos dados objectivos sobre a personalidade dos políticos. Por isso, é útil ao eleitorado perceber como eles se comportam socialmente, como é o seu processo decisório, com quem se relacionam, como gerem a sua vida particular, como reagem face à adversidade...
Poderíamos até encarar, sem preconceitos, soluções menos ortodoxas ou menos banais, pois estaríamos abertos a modelos ideológicos e de construção de sociedade diferentes do que se impôs e que, pelas contradições que incorpora, caminha cíclica e inevitavelmente para crises do tipo que agora vivemos.
Justificávamos assim o nosso voto pelas ideias, apenas pelas ideias, conforme as achássemos melhores ou piores... Mas isso era num mundo de anjos.
Como não somos anjos mas sim pessoas, na hora da decisão do voto contam as ideias e muitas outras coisas. Por exemplo, os nossos próprios interesses particulares - quando votamos, votamos também naquilo que achamos que nos beneficia mais ou prejudica menos. E não ignoramos aquilo que julgamos ser a personalidade ou o carácter das pessoas que se propõem governar-nos - e, por isso, votamos nos que achamos mais competentes, mais honestos, mais capazes, pois sem essas qualidades até as melhores ideias nos conduzem ao inferno.
Por isso, não é irrelevante, de maneira alguma, termos dados objectivos sobre a personalidade dos políticos. Por isso, é útil ao eleitorado perceber como eles se comportam socialmente, como é o seu processo decisório, com quem se relacionam, como gerem a sua vida particular, como reagem face à adversidade...
Nos últimos tempos tivemos informação clara e transparente sobre o carácter de alguns políticos. Compreendemos o alcance perigoso do egocentrismo de Fernando Nobre. Detectámos ser Passos Coelho capaz de mentir acerca das conversas que teve com José Sócrates. Já apanhámos o primeiro-ministro, nem sei quantas vezes, em seis anos de múltiplas contradições, de constantes suspeitas perigosas. Voltámos a ver como a pura estupidez estoirou politicamente com Otelo Saraiva de Carvalho (com estilhaços para muita boa esquerda). Olhamos perplexos para um Presidente da República que aceita, sem tugir, ralhetes, embora indirectos, de um comissário europeu. Vemos todos os dias Teixeira dos Santos deitar para o lixo a credibilidade técnica que tinha, numa incrível atitude de total falta de amor-próprio.
Não podemos exigir aos políticos que sejam uns anjos. Mas olhar para este panorama que estamos a viver e esperar que daqui saiam líderes capazes, verdadeiros estadistas, isso sim, é ser totalmente anjinho.
Não podemos exigir aos políticos que sejam uns anjos. Mas olhar para este panorama que estamos a viver e esperar que daqui saiam líderes capazes, verdadeiros estadistas, isso sim, é ser totalmente anjinho.
Etiquetas:
Comentário,
Cronicas,
Politicos nacionais
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Quem o viu e quem o vê...
Basílio Horta, fundador do CDS, ex-ministro da Aliança Democrática, virulento opositor a Mário Soares nas eleições presidenciais de 1991, sete vezes eleito deputado pelo CDS a. P. P. e d. P. P., a última das quais em 2002, foi agora incluído nas listas eleitorais do Partido Socialista como cabeça de lista pelo círculo de Leiria.
Etiquetas:
Aldrabões,
Basilio Horta,
Politicos nacionais,
Vira-casacas
sábado, 16 de abril de 2011
Maria Flor Pedroso entrevista: Jorge Miranda
Caros,
Aqui vos deixo a entrevista de Maria Flor Pedroso a Jorge Miranda, na Antena 1 (em vídeo).
É uma entrevista OBRIGATÓRIA para quem gosta de ciência politica.
Existe um bug no site da RTP que ao clicar no link inicia-se ao vivo a transmissão do sinal da Antena 1. Para parar de ouvir a Antena 1 deverá carregar no botão STOP no espaço EMISSÃO MAIS RECENTE - AUDIO. Depois já é possível clicar em Play no vídeo que está em baixo sem ouvir o vídeo e o rádio simultâneamente.
Divirtam-se... Cumprimentos cordiais
Luís Passos
Etiquetas:
Antena 1,
João Miranda,
Maria Flor Pedroso,
Politicos nacionais
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
As melhores frases e gafes
“Estes debates no Parlamento deveriam passar em horário nobre da TV em vez das novelas habituais.
Dá para rir, há quem diga que chore, enfim... um autêntico festim!
Eu divirto-me. Yes I do.”
Etiquetas:
Humor,
Politicos nacionais
terça-feira, 5 de abril de 2011
Portugal, um País próximo da Revolta Social?
O que começou por ser a “Revolução dos Jasmins” na Tunísia e que rapidamente se alastrou a outros países árabes, com maior ou menor sucesso, não pode deixar ninguém indiferente. Isto demonstra que sim, é possível. As pessoas quando o desejam, muitas vezes motivadas já pelo desespero, conseguem triunfar sobre a repressão, a corrupção e a tirania.
Africa é um continente de profundos contrastes. Possui imensos recursos naturais, tem das mais belas paisagens do Mundo e paradoxalmente continua subdesenvolvido. Infelizmente tem sido palco de muitos conflitos, sejam eles étnicos, tribais e religiosos. Com o patrocínio da ONU procurou-se instituir eleições “livres” em muitos dos países que aí se encontram. Estas “democracias” não são mais que cleptocracias ou autocracias. Tenho dúvidas se em África haverá mesmo alguma democracia digna desse nome.
Claro que em Portugal a situação é totalmente diferente. Temos uma democracia “imperfeita” pois está assente numa partidocracia em que os dois partidos do arco governativo, pela situação confortável que têm, só estão interessados em manter o “status quo”. Isso viu-se recentemente quando ambos inviabilizaram uma proposta que pretendia limitar os vencimentos dos gestores públicos ao do Presidente da República. Na prática, estes partidos alternantes são iguais nos seus propósitos. Servirem-se do País quando chegam ao poder distribuindo cargos pelas respectivas clientelas. Até nas nossas embaixadas já se colocam “boys”. A única coisa que realmente muda, são os protagonistas. Tudo o resto se mantém. E é curioso que o que estes partidos da governação têm em comum são as clientelas externas que, indiferentemente de quem está no poder, pretendem continuar a beneficiar dos habituais tratamentos de “favor”. Por isso é que fazem “donativos” para ambos os partidos. Claro que devem alegar que assim contribuem para a consolidação do nosso sistema democrático!
Se tivermos em conta que estas revoltas sociais no Magrebe tiveram na sua génese o elevado desemprego, a miséria, a corrupção e o nepotismo, então pouco faltará para que Portugal tenha também esses ingredientes no peso certo. Não será por acaso que no Facebook e nos correios electrónicos de muita gente já circula um apelo à concentração de 1 milhão de pessoas a exigir a demissão de toda a classe política. Os argumentos são bastante válidos e pertinentes, os quais passo a transcrever de seguida:
““ Exmos, Senhores,
Cá vai um importante contributo, para que o Ministro das Finanças -e todos vocês não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar. Acabou o recreio e o receio!Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!
Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;
2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200€ ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75€, ? nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA...;
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos. “”
Perante isto, resta saber até quando a classe política vai continuar a subestimar os Portugueses, confiando sempre no chavão de que somos um povo de brandos costumes. É que já não há mais nenhuma face para dar tal é o número de “estaladas” que recebemos.
Na minha modesta opinião… a contagem decrescente já começou.
Via BLOG BICADINHAS
Caros,
Penso que só num caso extremo poderá dar-se uma revolta em Portugal semelhante à da Tunísia, por diversas razões:
- O Povo português é manso, e avesso a essas aventuras;
- Para tal acontecer teria de o pais bater na parede totalmente, sem hipótese de recuperar, ou seja, ficar sem dinheiro para pagar reformas e pensões e a economia entrar numa espiral recessiva que o desemprego chegue aos 30% ou mais, e pelo menos 60% nas camadas jovens.
- Teria de haver um aumento da cidadania e consciência e espírito nacional, o povo português é muito individualista, só quando lhe forem ao bolso em forte é que vai tomar medidas, até lá, pimenta no cu dos outros... é refresco.
- As pessoas militam nos partidos políticos como se de clubes de futebol se tratasse. Eu tenho vários amigos em alguns partidos, que quando os critico, mesmo eles sabendo que tenho razão, ficam ofendidos, era como se eu chegasse ao pé de um benfiquista e dissesse que o clube dele é uma bosta! Isso impede as pessoas de pensarem racionalmente e pela sua cabeça, levando a votarem com "clubite" e não no estrito interesse da nação.
Se repararem o 25 de Abril só aconteceu porque foi no decurso da crise dos oficiais milicianos, porque havia a guerra colonial e os militares já estavam fartos dela e por fim por pressões e "ajudas" americanas.
Não estão criadas as condições para outro 25 de Abril, e tenho muitas duvidas que algo de bom saísse dele. Basta ver o nosso passado recente.
Cumprimentos cordiais
Luís Passos
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
O Portugal que merecemos
Portugal enfrenta hoje, por muito que custe a aceitar por muito boa gente (e má também!), o maior desafio da sua história. Consolidada a Independência, expulsos os Mouros, conquistada a Glória, falhado o V Império, perdida a extensão ultramarina da Nação, desperdiçado o ouro e mais um horror de oportunidades, implantados ou experimentados vários regimes, descolonizando e democratizando, mais coisa menos coisa, a Pátria, chegamos ao patamar em que nos encontramos hoje.
Afonso Henriques morreu, D João II e o Marquês do Pombal também e a União Europeia já não se sente nada bem.
O maior português de sempre diz que era de Santa Comba Dão e para cá do Marão mandam os que em Bruxelas estão.
Atrasos tecnológicos a vapor, falta de formação e qualificação à pressão, erros alheios e desperdícios voluntários , auto-estradas a mais e caminhos-de-ferro a menos, barragens com gravuras e bancos com gavetas e sacos azuis. Traumas imperiais, tabus coloniais, defeitos matriciais, cultura ou falta dela.
Camarate’s, BPN’s ou submarinos à parte, temos nem mais nem menos aquilo pelo que lutamos no passado ou construímos no presente. Ou não?
Queríamos mais? Queríamos melhor? Sonhamos mais alto? Ambicionamos chegar mais longe?
Quando? Exactamente quando é que isso aconteceu? Foi um sonho há muito perdido no mar de conforto instalado ou de sobrevivência garantida? Foi um último suspiro no final de um gelado perdido numa infância longínqua? Não sei.
Eu sei que temos muito melhores políticos, em todos os partidos e até fora deles, do que aquilo que “a sociedade” acredita ou é levada a acreditar. O que falta? Coragem?
Os cidadãos, que são também contribuintes e parece que alguns até são eleitores de vez em quando, são culpados ou vitimas? Ou ambos?
As elites, escrevem uns, desgraçaram-nos. Em parte até acredito, mas não chega.
E o resto? Onde esta o resto? É isto tudo o que sobra?
Vinho do Porto em copos do Ikea, CDs da Amália vendidos na feira e vídeos do Eusébio a preto e branco?
Será “sim” a resposta à pergunta “E se isto for o melhor que conseguimos?”
Desculpem-me, não me levem a mal, não me julguem por delito de opinião, mas não acredito, isto está muito, muito longe de ser o melhor que conseguimos…
Paulo Ferreira
In: Delito de Opinião
Realmente, acho que temos os piores lideres de sempre, contudo acho que estes lideres são um pouco o reflexo da população portuguesa com os defeitos e virtudes. E um lider fraco faz fraca a forte gente!...
Existe gente de grande valor que não consegue ocupar cargos de destaque devido partidarite que vigora em Portugal, tal como Cavaco referiu, é como a Lei de Gresham, em que nos mercados cambiais, a má moeda afasta a boa moeda. Por acaso concordo com esta teoria, eu varias vezes já fui abordado por partidos políticos para integrar listas para autarquias locais, para fazer parte de juventudes partidárias ou similares mas sempre recusei, porque ao filiar-me e a vincular-me a um determinado partido estava a concordar com a coisa podre, e diz-me com quem andas que eu dir-te-ei quem és. E assim é...
No caso da Cidade de Faro, precisa-se urgentemente de um presidente de câmara, capaz, honesto, filho da cidade, com amor pela terra, capaz de fazer sacrifícios por ela, que conheça as pessoas, que saiba como pegar nisto e fazer algo de bom.
O Macário Correia não é daqui, o anterior Apolinário também não, eram apenas "aves de arribação" que por aqui passaram para outros voos.
Mas o problema e geral e é transversal a toda a sociedade portuguesa. Por isso eu sou a favor da demissão de toda a classe politica actual, já mostraram que não valem nada... só vem para o governo para tratar da vidinha. Fora com essa gente.
Gente honesta precisa-se... como dizia Hernâni Lopes, só com Honra, Empenho, Carisma, Capacidade, Conhecimento, Humildade e Preserverança se consegue lá chegar.
Cumprimentos cordiais
Luís Passos
sexta-feira, 25 de março de 2011
Política de Verdade
Represento uma política de verdade e de sinceridade, contraposta a uma política de mentira e de segredo. Advoguei sempre que se fizesse a política da verdade, dizendo-se claramente ao povo a situação do País, para o habituar à ideia dos sacrifícios que haviam um dia de ser feitos, e tanto mais pesados quanto mais tardios.
Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos grandiosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.
Advoguei sempre uma política de administração, tão clara e tão simples como a pode fazer qualquer boa dona de casa — política comezinha e modesta que consiste em se gastar bem o que se possui e não se despender mais do que os próprios recursos.
Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos grandiosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.
Advoguei sempre uma política de administração, tão clara e tão simples como a pode fazer qualquer boa dona de casa — política comezinha e modesta que consiste em se gastar bem o que se possui e não se despender mais do que os próprios recursos.
António de Oliveira Salazar
Etiquetas:
Politica de verdade,
Politicos nacionais,
Portugal,
Salazar
quarta-feira, 23 de março de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
O Estado doCrime - Corrupção no tratamento de residuos
Caros,
Quero convida-los a ver mais esta reportagem sobre a corrupção que graça por este pais, neste caso, o tratamento de resíduos...
Retrata em pormenor uma situação à da Siderurgia Nacional do Seixal, abordada no post anterior.
Parece de facto retirado de um episódio de "O polvo" ou "O padrinho".
Cumprimentos cordiais
Luís Passos
Etiquetas:
Corrupção,
Economia Nacional,
Politicos nacionais,
TVI
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
TGV - Os grandes erros do projecto
PARTE I
PARTE II
Vejam bem meus senhores, vejam o erro em que nós nos fomos meter!!! Não passa tudo de um logro, não é o actual TGV que nos interessa, mas sim uma ligação de mercadorias que vá directo a IRUN-HENDAYE para podermos receber mercadorias mais baratas.
Espanha está a mudar a bitola para bitola standard e nos andamos aqui a fazer asneiras com comboios de passageiros, e ainda por cima para Madrid... que não interessa nada.
Triste pais este... tristes politicos.
Cumprimentos cordiais
Luís Passos
Etiquetas:
Combóio,
Economia,
Politicos nacionais,
TGV
Juros da dívida portuguesa disparam para recorde
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a acentuar a subida, tendo já atingido um novo máximo histórico nos 6,655%, acima do anterior recorde de 28 de Setembro, fixado nos 6,554%.
Este é, desde a criação do euro, a contrapartida mais elevada que os investidores cobraram entre si para a negociação de dívida portuguesa.
Depois de ontem a Reserva Federal dos EUA anunciar novas medidas de estímulo, os investidores internacionais estão a acorrer aos mercados accionistas. O resultado é uma desvalorização das obrigações e, em simultâneo, um encarecimento dos juros.
"Há um claro afastamento dos investidores do mercado da dívida e uma procura por outros activos mais arriscados, como as acções e as matérias-primas", disse à Lusa Ricardo Marques, da IMF - Informação de Mercados Financeiros. "Hoje temos o preço da dívida a dez anos a cair [e os juros a subirem] em todos países europeus. Portugal e a Irlanda acabam por ser mais afectados porque já tinham outros problemas", acrescentou Filipe Silva, gestor do mercado de dívida do Banco Carregosa.
Os custos de financiamento da Irlanda estão a disparar 24 pontos base, para os 7,685%.
Os juros da Alemanha estão a subir três pontos base no prazo a 10 anos, levando a uma dilatação do “spread” entre a dívida portuguesa e a alemã para mais de 420 pontos, também próximo dos máximos desde a criação do euro.
In: Negócios Online
Etiquetas:
Crise Económica,
Juros da Dívida,
Orçamento de Estado,
Politicos nacionais
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco Silva: "Sinto tristeza com a situação que vivemos"
Caros,
Já leram a entrevista do Sr. Presidente da Republica Aníbal Cavaco Silva ao Expresso?? Não?
Então leiam-na aqui.
Foi primeiro-ministro durante dez anos, é Presidente há cinco, eventualmente recandidata-se. Era este Portugal que esperava encontrar?
Não. As minhas ambições para Portugal, nas quais me tenho empenhado ao longo da minha vida política, apontavam para um Portugal muito diferente. Eu sei bem a situação em que deixei Portugal em 1995 e tenho muito orgulho. Aliás, relatórios internacionais que são isentos sobre a situação portuguesa, ou as palavras de Jacques Delors, um socialista francês, deixaram-me algum orgulho. Eu tinha a ambição, que não abandono, que Portugal se aproxime da média do rendimento da UE. Eu acredito que podemos apesar de tudo vencer. Já passámos por situações muito difíceis, acredito na vontade inabalável do povo português de ultrapassar as dificuldades. Lembro-me bem dos acordos com o FMI, participei na delegação técnica que fez as negociações, mas Silva Lopes explicou, e bem, que neste caso é diferente. Aconselhava que se ouvissem as suas palavras, é um homem muito conhecedor, analisa muito bem as matérias e é sério na sua apresentação.
Então Sr. Presidente, tem vergonha da situação em que vivemos? E diz isso com toda a desfaçatez? Então enquanto presidente não poderia ter tomado as medidas e as iniciativas para corrigir o que de mal estava a ser feito? O Presidente da Republica é o garante do bom funcionamento das instituições; se estas não estavam a funcionar bem cabe-lhe a si, Sr. Presidente, o dever de garantir que estas assim funcionem.
Agora não adianta chorar sobre o leite derramado. O mal está feito. Resta agora ver o que se pode fazer e minorar os danos que assolam este desgraçado pais.
O pior de tudo, é que não vejo alternativa no horizonte a esta cambada de políticos corruptos e vende-pátrias que temos hoje, precisávamos de um novo Salazar...
O triste pais...
Cumprimentos cordiais
Luís Passos
Etiquetas:
Cavaco Silva,
Política,
Politicos nacionais
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O homem que todos querem ver pelas costas
Mas na verdade o homem de quem todos dependem. Falo de José Sócrates naturalmente. O PS vive na esperança que o PSD ou o PR façam aquilo que em devido tempo o PS não fez: criar uma situação que leva à saída de Sócrates de cena. Infelizmente para o PS agora é tarde: as alternativas à liderança de José Sócrates foram empalidecendo de cada vez que o PS se tornou cúmplice do indefensável e disse sim ao que bem sabe que devia ter dito não.
Sócrates é ignorantíssimo, fútil, não tem sentido de Estado e tomou decisões na sua vida académica, profissional e política que a maior parte dos portugueses, até o conhecerem como primeiro-ministro, repudiaria liminarmente. Mas tem uma noção agudíssima do poder. Enquanto o exerceu de facto transformou o aparelho de Estado na sua máquina e fez de cada português um dependente do Estado.
Continua a fazê-lo agora, quando já não se pode dizer que exerce o poder porque neste momento trata sim ou de arranjar uma situação que lhe permita sair condignamente ou de conseguir uma legitimidade reforçada no cargo de primeiro-ministro.
José Sócrates começou por dizer que se demitiria caso o Orçamento fosse chumbado. Qualquer primeiro-ministro de um governo minoritário em Portugal sabe que pode ter um orçamento chumbado. Até agora José Sócrates nem sequer se deu ao trabalho de explicar essa sua decisão. Aceita-se como natural. E nele é natural. Este é um exemplo. Mas podem arranjar-se centenas deles.
Em tempos de crise homens assim transmitem uma imagem de segurança que não é irrelevante quando se sabe que se têm de ganhar eleições e sobretudo enfrentar forte contestação. Certamente que muitos desejariam ver Sócrates pelas costas. Mas são ainda mais aqueles que no seu partido e fora dele temem o vazio que essa ausência poderia gerar.
In: Publico 22/10/2010
Etiquetas:
Crise Económica,
Politica,
Politicos nacionais
Subscrever:
Mensagens (Atom)








