Mostrar mensagens com a etiqueta Manifestação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manifestação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Assembleia Popular no Rossio

Parece que isto agora é pegadiço, primeiro foi em Madrid, agora é em Lisboa.
Algumas das ideias propaladas são interessantes - uma auditoria às contas públicas. É imperioso saber quanto é que nós devemos na realidade. Sem isso fica complicado.
Outras ideias a meu ver são um bocadinho extremistas, nacionalizar o tecido produtivo é um disparate. O estado não deve ser dono de negócios. O papel do estado na economia deve ser o de arbitro, fazendo as leis, regulando as actividades, fazendo cumprir os preceitos, recolher os impostos  e garantir os serviços sociais. Neste momento o estado já tem um peso na economia superior a 50%, é demasiado, a economia fica toda dependendo do estado... assim não dá... não se gera riqueza porque o estado e como um buraco negro que suga tudo a volta para se manter a funcionar.
De qualquer modo são interessantes estes movimentos. No telejornal ainda não ouvi falar nada sobre isto! Querem lá ver que andam por ai lápis azuis?
Cumprimentos cordiais 
Luís Passos 

Protestos frente ao comício de Sócrates em Faro

O comício do PS desta noite com José Sócrates, em Faro, está a ser marcado por protestos da população que se reuniu próximo do local onde se realiza a acção de campanha, ao ar livre. 
 

 Várias dezenas de pessoas fazem protestos distintos: alguns manifestam-se contra o alto desemprego da região, outros reclamam da introdução de portagens na Via do Infante e outros ainda apresentam cartazes dizendo "Fartos de ser roubados".
Palavras de ordem como "Auditorias às contas públicas!" e "Portagens na A22 não!" são ouvidas dentro recinto, conseguindo mesmo perturbar as actividades do comício, bem como o sossego dos moradores.

In: Diário de Noticias

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Comissão de Utentes da A22 volta aos protestos pela quinta vez


 A Comissão de Utentes da Via do Infante e o Movimento do Facebook «Algarve: Portagens na A22 – Não» vão organizar uma nova marcha lenta contra a introdução de portagens na Via do Infante.
O objetivo é dificultar os acessos ao aeroporto, através da acumulação excessiva de tráfego.

A concentração está agendada para o Parque das Cidades, junto ao Estádio Algarve, de onde a caravana partirá em marcha lenta para EN125.

No itinerário, há passagens pelas rotundas do aeroporto e do centro comercial Fórum Algarve, estando o término do roteiro marcado para o largo de São Francisco, já no casco urbano de Faro.

A ação deverá contar com a participação de utentes espanhóis de Ayamonte e de outras partes da Andaluzia, tal como aconteceu na «Marcha do Guadiana», a 9 de Abril. É esperada a presença do alcaide de Ayamonte.

Com a extensão além-fronteiras, a organização espera voltar a conferir dimensão internacional ao protesto, já que acredita que os impactos negativos da cobrança se vão refletir na vizinha Andaluzia.

No espaço de oito meses, esta será a quinta jornada de protesto contra as portagens.

A primeira foi realizada a 8 de outubro, tendo-se seguido outras a 26 de novembro, 19 de março e 9 de abril.

Segundo a organização, o protesto de 19 de março, realizado na Via do Infante, entre os nós de Boliqueime e Albufeira, reuniu perto de 10 mil pessoas, «um número nunca antes visto no Algarve».


Quem escreveu o artigo no Barlavento Online esqueceu-se de dizer o mais importante... Quando é a manifestação! Se alguém souber diga que coloco aqui!

Cumprimentos cordiais



Luís Passos

A marcha de protesto será no dia 28 de Maio, com concentração no Parque das Cidades a partir das 15.30 h. Daqui seguirá em marcha lenta, pelas 16 h, passando pelas rotundas do aeroporto, do Fórum Algarve, rotunda do Hospital e terminando no Largo de S. Francisco, em Faro.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Diálogo com um jovem 'à rasca'

- Então, foste à manifestação da geração à rasca?

- Sim, claro.

- Quais foram os teus motivos?

- Acabei o curso e não arranjo emprego.

- E tens respondido a anúncios?

- Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa.

Mas de inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que os meus pais me dão. Estou aborrecido.

- Bom, mas então por que não respondes a anúncios de emprego?

- Err...

- Certo. Mudando a agulha: felizmente não houve incidentes.

- É verdade, mas houve chatices.

- Então?

- Quando cheguei ao viaduto Duarte Pacheco já havia fila.

- Seguramente gente que ia para as Amoreiras.

- Nada disso. Jovens à rasca como eu. E gente menos jovem. Mas todos à
rasca.

- Hum... E estacionaste onde? No parque Eduardo VII?

- Tás doido?! Um Audi TT cabrio dá muito nas vistas e aquela zona é manhosa. Não, tentei arranjar lugar no parque do Marquês. Mas estava cheio.

- Cheio de...?

- De carros de jovens à rasca como eu, claro. Que pergunta!

- E...?

- Estacionei no parque do El Corte Inglés. Pensei que se me despachasse cedo podia ir comprar umas coisinhas à loja gourmet.

- E apanhaste o metro.

- Nada disso. Estava em cima da hora e eu gosto de ser pontual.
Apanhei um táxi. Não sem alguma dificuldade, porque havia mais jovens à rasca atrasados.

- Ok. E chegaste à manif.

- Sim, e nem vais acreditar.

- Diz.

- Entrevistaram-me em directo para a televisão.

- Muito bom. O que disseste?

- Que era licenciado e estava no desemprego. Que estava farto de pagar para as reformas dos outros.

- Mas, se nunca trabalhaste, também não descontaste para a segurança social.

- Não? Pois... não sei.

- Deixa-me adivinhar: és licenciado em Estudos Marcianos.

- F***-se! És bruxo, tu?

- Palpite. E então, gritaste muito?

- Nada. Estive o tempo todo ao telemóvel com um amigo que estava na manif do Porto.

E enquanto isso ia enviado mensagens para o Facebook e o Twitter pelo iPhone e o Blackberry.

- Mas isso não são aparelhinhos caros para quem está à rasca?

- São as armas da luta. A idade da pedra já lá vai.

- Bem visto.

- Quiriquiri-quiriquiri-qui! Quiriquiri-quiriquiri-qui!

- Calma, rapaz. Portanto despachaste-te cedo e ainda foste à loja gourmet.

- Uma merda! A luta é alegria, de forma que continuámos a lutar Chiado acima, direitos ao Bairro Alto.

Felizmente uma amiga, que é muito previdente, tinha reservado mesa.

- Agora os tascos do Bairro aceitam reservas?

- Chamas tasco ao Pap'Açorda?

- Errr... E comeram bem?

- Sim, sim. A luta é cansativa, requer energia. Mas o pior foi o
vinho. Aquele cabernet sauvignon escorregava...

- Não me digas que foste conduzir nesse estado.

- Não. Ainda era cedo. Nunca ouviste dizer que a luta continua? E continuou em direcção ao Lux

Fomos de táxi. Quatro em cada um, porque é preciso poupar guito para o verão. Ah... a praia, as esplanadas, as miúdas giras e com pouca roupa...

- Já não vou ao Lux há algum tempo, mas com a crise deve estar meio morto, não?

- Qual quê! Estava à pinha. Muita malta à rasca.

- E daí foste para casa.

- Não. Apanhei um táxi para um hotel. Quatro estrelas, que a vida não está para luxos.

- Bom, és um jovem consciente. Como tinhas bebido e...

- Hã?! Tu passas-te! A verdade é que conheci uma camarada de luta e... bem... sabes como é.

- Resolveram fazer um plenário?

- Quê? Às vezes não te percebo.

- Costuma acontecer. E ficaram de ver-se?

- Ha! Ha! Ha! De ver-se, diz ele. Não estás a ver a cena. De manhã chegámos à conclusão que ela era bloquista e eu voto no Portas. Saiu porta fora. Acho que foi tomar o pequeno-almoço à Versailles.

- Tu tomaste o teu no hotel.

- Sim, mas mandei vir o room service, porque ainda estava meio ressacado.

- Depois pagaste e...

- A crédito, atenção. Com o cartão gold do Barclays.

- ... rumaste a casa.

- Sim, àquela hora a A5 não tinha trânsito. Já não havia malta à rasca a entupir o tráfego.

- Moras onde? Paço d'Arcos? Parede?

- Que horror! Não, não. Moro na Quinta da Marinha, numa casita modesta que os meus pais se vêem à rasca para pagar. Para a próxima levo-os comigo.

domingo, 27 de março de 2011

Londres: 400 mil pessoas na rua contra austeridade

Os britânicos saíram hoje às ruas para protestar contra as medidas de austeridade do Governo. Os sindicatos dizem que o número de manifestantes pode chegar ao meio milhão. 

 

Click aqui para ver o video no site do expresso

Click aqui para ver video no site do jornal Guardian 

Cerca de 400 mil pessoas estão nas ruas de Londres a protestar contra as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo para diminuir o défice.
"A Marcha pela alternativa" estava convocada desde outubro e sgundo o jornal inglês "The Guardian " é o maior protesto da década no país.
Estudantes, reformados, trabalhadores do setor público e privado vieram de várias regiões do Reino Unido para participar no protesto.

Marcha pacífica... com confrontos

Apesar de ser apresentada como uma marcha pacífica, já houve confrontos entre polícia e manifestantes, que terão atirado garrafas e tintas para montras de lojas em Oxford Street.
A manifestação foi convocada pelos principais sindicatos britânicos e apoiada por diversas organizações, entre as quais as de professores, pacifistas e de jovens. O Unite, o maior sindicato britânico, estima que venham a estar presentes nas ruas perto de meio milhão de pessoas.
"Não acabem com a Grã-Bretanha"; "não aos cortes", "defendamos os nossos serviços públicos", são as frases mais ouvidas no protesto.
Na frente, Brendan Barber, o secretário-geral do Trades Union Congress (TUC), plataforma que reúne 58 dos principais sindicatos do país, congratulou-se pela resposta ao apelo.
"Estamos aqui para enviar uma mensagem ao governo de que somos fortes e unidos", afirmou, prometendo continuar a lutar contra os "cortes selvagens" e para proteger "os serviços, empregos e vidas das pessoas".
Mas cedo percebeu-se que havia manifestantes interessados em fazer ouvir a voz de outra forma quando uma coluna de jovens vestidos de preto, alguns de caras tapadas e com bandeiras anarquistas, se separou.

Bombas de fumo e tinta

Várias centenas de pessoas, vigiadas de perto por polícias de intervenção, caminharam para Oxford Street e lançaram bombas de fumo e tinta contra lojas de roupa e bancos, chegando a estilhaçar vitrinas.
Era nesta artéria comercial que o movimento UK Uncut tinha apelado a ocupar lojas de empresas que acusa de evasão fiscal e cujos impostos poderiam ajudar a evitar os cortes orçamentais.

Loja de luxo invadida


Mais tarde, um grupo conseguiu entrar numa Fortnum and Mason, uma loja de luxo, originando alguns confrontos com a polícia à entrada.
Andrew, que seguiu o protesto alternativo segurando um cartaz onde se lia No Cuts [Não aos cortes], mostrou compreensão pelo que considera atos "não de violência, mas desobediência".
Alaistair, que viajou de Edimburgo para se juntar ao UK Uncut, afirmou à Lusa que os objetivos das duas frentes de protesto eram semelhantes, nomeadamente na defesa dos serviços públicos e da criação de empregos.
Porém, em vez dos políticos, prefere responsabilizar aqueles que estão na origem da crise económica. "Há imenso dinheiro por aí, milhares de milhões de lucros", argumentou.  

Parece que em Inglaterra também já existe uma população "à rasca", que das duas uma, ou está na mó de baixo, sem emprego, sem hipoteses de progressão e reclama condições mínimas e dignidade, outra, a população com muitos privilégios que os viu ser cortados.

Tal como em Portugal, existem essas duas variantes... vamos ver no que isto vai dar... O cerco está a apertar-se, o povo, que está em baixo está a ser esmifrado com impostos, condenado ao desemprego e a escravatura... A revolução francesa nasceu de algo semelhante, quando o povo de Paris estava mergulhado na miséria e na fome.

Estamos a viver um tempo de mudança, grandes acontecimentos se avizinham...

Cumprimentos cordiais 

Luís Passos

sábado, 12 de março de 2011

Geração à Rasca - A Manifestação



Caros,

Aqui vos deixo a minha impressão da manifestação de Faro... Para mim foi uma desilusão completa a todos os níveis.

Primeiro porque esperava um Largo de São Francisco cheio... nem 1/4 estava... a mole humana mal chegava ao segundo desvio.
Depois foi o vazio completo de discursos e de ideias, entre umas poesias mais ou menos popularuchas, ninguém disse nada de jeito, não se foi ao âmago das questões, não se discutiu a economia, não se apontaram caminhos, não houve tertúlia, apenas uns quantos a lamentarem-se ao microfone por não terem emprego... sinceramente... eu esperava mais.

Espero sinceramente que a Manif de Lisboa tenha sido mais profícua que esta, que se tenham debatido ideias, levantado questões e sobretudo apresentado soluções e caminhos. 

Outra questão que me fez preocupar foi a ideia de que esta malta supostamente "à rasca" apenas quer ter os mesmos privilégios que a geração anterior teve, não está interessada em construir uma sociedade nova e mais equilibrada. Fiquei muito preocupado com o vazio de conteúdos, o vazio de ideias e a ausência de liderança.

Estou a pensar criar uma tertulia ou um forum de discussão sobre esta materia, ainda nao sei como o vou fazer... mas penso que o que faz falta e discussão... discussão e conteudo.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos