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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Al-Qaeda nomeia Saif Al-Adel líder interino da rede

A Al-Qaida designou como líder interino Saif Al-Adel, de 50 anos, que estava à frente da fação egípcia da rede terrorista fundada por Usama Bin Laden, revelou hoje a cadeia americana CNN.
 
 
Saif Al Adel, também conhecido como Muhamad Ibrahim Makkawi, foi escolhido a título "provisório" perante um nervosismo da comunidade "jihad" e a crescente incerteza sobre o sucessor de Bin Laden, morto numa operação dos comandos dos Estados Unidos no Paquistão, a 1 de maio, indica a estação televisiva norte-americana, citando Noman Benotman, membro da Al-Qaeda há mais de 20 anos e que recentemente deixou a rede.

A decisão foi tomada no seio de um grupo composto por seis a oito líderes da Al-Qaeda que se reuniu na região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão, perante a impossibilidade de uma reunião formal do conselho de chefes do grupo.

Segundo Noman Benotman, a nomeação de Saif Al Adel serve para medir a reação no seio da rede terrorista, sobretudo por parte dos membros da Arábia Saudita e Iémen que defendem que o sucessor de Usama Bin Laden deve ser oriundo da península arábica.

Saif al-Adel, que já era um dos líderes da rede terrorista, lutou contra o exército soviético no Afeganistão durante a década de 1980, tendo permanecido no país até à queda do regime talibã, em 2001, e de lá fugido para o Irão.

A partir do Irão, Saif al-Adel montou uma ramificação da Al-Qaeda na Arábia Saudita, que tem realizado vários atentados terroristas no país desde 2003.

Depois da morte de Bin Laden, especialistas apontaram Ayman al-Zawahiri, também egípcio e número dois da Al-Qaeda, como o seu mais provável sucessor na liderança da rede.
 
IN: DN 
 
Ora aqui está mais um monte de bullshit!!! (da pura).
 
A Al-Qaeda não existe... como organização, é apenas uma lista que agentes da CIA a operar no Afeganistão, no tempo da guerra com os russos. América precisa de ter inimigos. Por isso mesmo que seja ou não novo líder, é apenas mais um nome para todos acreditarem.

Este será apenas o rosto que interessa mostrar, o resto são operações da CIA, decididas em Washington.
O resto... são tretas!
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 29 de março de 2011

Recordando o paquete NIASSA


Para quem viu o post Paquetes Portugueses neste blog, um dos navios lá retratados é o Niassa.
Vamos conhecer um pouco mais sobre a sua historia. Paquete da Companhia Nacional de Navegação. Foi construído nos estaleiros Cockerill, de Hoboken (Antuérpia-Bélgica), em 1955. Era um navio com 16 330 toneladas de deslocamento, medindo 151,27 metros de comprimento por 19,44 metros de boca. Os seus cinco porões tinham capacidade para receber 13 250 m3 de frete diverso, incluindo 600 m3 de carga frigorífica; e as suas cabines podiam acomodar 22 passageiros em 1ª classe e 300 outros em classe turística. Tinha 132 tripulantes. A sua poderosa máquina diesel permitia-lhe atingir a velocidade de cruzeiro de 16 nós. A viagem inaugural do «Niassa» começou em Lisboa a 7 de Setembro de 1955 e levou o navio até aos portos da então África Oriental Portuguesa. Ainda nesse mesmo ano, o navio foi fretado pelo Ministério do Exército para transportar tropas e material bélico para o Extremo-Oriente e para as colónias africanas. Facto que se repetiu antes de eclodirem as chamadas guerras coloniais e que se acentuou nos anos 60 e 70 do século XX, enquanto decorreram esses conflitos em Angola, na Guiné e em Moçambique. Em Janeiro de 1973, quase dezoito anos depois de ter entrado ao serviço, o «Niassa» foi reclassificado pelos estaleiros de Glásgow (Escócia), voltando à carreira de África, alternando as viagens de carácter civil com os afretamentos militares. Depois da independência das colónias, o paquete limitou as suas viagens africanas ao arquipélago de Cabo Verde, para onde rumou até 1977. Afretado pela CTM, o navio fez 8 idas e volta à Madeira. Nos seus últimos tempos de vida, precisamente durante uma dessas viagens, o «Niassa» ainda se distinguiu, ao rebocar e salvar o cargueiro «Cedros», muito maltratado pelos efeitos de violento temporal que rebentou ao largo da costa portuguesa. Tornado obsoleto, o paquete foi desactivado em 1978 e vendido no ano seguinte a um sucateiro espanhol, que o mandou rebocar até Bilbau para demolição. 

Ficha Técnica:
Navio de passageiros a motor, construído de aço, em 1954-1955. 
Nº oficial: H 435; Indicativo de chamada: CSAW. 
Arqueação bruta: 10.742 toneladas; 
Arqueação líquida: 6.257 toneladas; 
Porte bruto: 9.706 toneladas. 
Deslocamento leve / máximo: 6.624 / 16.330 toneladas. 
Capacidade de carga: 5 porões para 13.249 m3 de carga geral, incluindo 597 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 151,27 m; 
Comprimento pp.: 139,60 m; 
Boca: 19,44 m; 
Pontal: 11,95 m; 
Calado: 8,37 m. 
Máquina: 1 motor diesel Doxford-Ansaldo, com 6.800 bhp a 115 rpm (Máx. 7 150 bhp a 117 rpm), 
1 hélice. 
Velocidade: 16 nós. 
Passageiros: 322 (22 - 1ª., 300 em turística)
Tripulantes: 132. 
Custo: 135.000.000$00.