sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fitch corta ‘rating’ de Portugal em três níveis

A Fitch esmagou o ‘rating' de Portugal, baixando-o em três níveis, de ‘A-' para ‘BBB-'. O País fica a apenas um degrau da classificação de "lixo". 
 
O ‘downgrade' é justificado por ser agora menos provável que Portugal accione um pedido de ajuda externa, que a Fitch vê como indispensável, até às eleições legislativas de 5 de Junho.
"A severidade do ‘downgrade', de três níveis, reflecte sobretudo a preocupação da Fitch de que um pedido de ajuda externa é agora menos provável no curto prazo depois do anúncio, ontem, da realização de eleições a 5 de Junho", escreve Douglas Renwick, responsável da agência de notação financeira, num comunicado enviado à comunicação social.

Outra justificação invocada para o corte de ‘rating' foi a revisão em alta do défice português de 2010, que se cifrou em 8,6% do PIB, bem acima dos 7,3% prometidos a Bruxelas. Segundo a Fitch, tudo isto provoca um problema de calendário: "A rejeição parlamentar de medidas adicionais de austeridade e as próximas eleições significa que o reforço da consolidação orçamental não deverá avançar antes do terceiro trimestre de 2011". Por isso, segundo a Fitch, o objectivo de baixar o défice para 4,6% este ano está em perigo.

‘Rating' nacional à deriva

O ‘downgrade' de hoje significa que desde 24 de Março o ‘rating' português atribuído pela Fitch tombou cinco níveis, de ‘A+' para ‘BBB-'. E pode continuar a descer, dado que o ‘outlook' é negativo.
"O outlook negativo indica a probabilidade de um ‘downgrade' no curto prazo. A decisão será influenciada pela avaliação da agência em relação à evolução da situação orçamental, incluindo um eventual custo com o reforço do capital do sistema financeiro português. Também reflecte o risco de intensificação dos riscos macroeconómico e financeiro nos próximos meses, que a agência acredita que poderiam ser amenizados com uma intervenção da UE e do FMI", lê-se no mesmo relatório.

Portugal fica assim com um ‘rating' mais baixo que a própria Irlanda, já sob a alçada do FMI, sendo que há apenas um país na zona euro com uma classificação mais baixa: a Grécia
 
In: Economico

Tal como já havia referido no post anterior, este post vem justificar o meu comentário, ou seja, ninguém acredita que nos vamos aguentar ate 5 de Junho.
 
Por isso o Presidente da Republica deve agir já... decidindo depressa e bem. 
Caso contrário o pais vai pagar muito caro. Cavaco é co-responsável por esta crise, juntamente com José Socrates.
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos

Cavaco diz que corte de rating "é exagero muito grande"

O Presidente da República considerou hoje "um exagero muito grande" o corte do rating de Portugal em três níveis realizado pela agência de notação internacional Fitch, sublinhando que a situação portuguesa "não o justifica de forma nenhuma".

"Essa notícia não é uma boa notícia, mas entendo que a situação portuguesa não o justifica de forma nenhuma, considero um exagero muito grande aquilo que hoje foi feito por parte de uma agência de rating", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.
Cavaco Silva falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração de um hotel na Quinta da Marinha, em Cascais.
A agência de notação internacional Fitch cortou hoje o rating de Portugal em três níveis, de A- para BBB-, estando agora a um nível de ser considerado "lixo" ('junk').

In: DN ECONOMIA

Carissimos,

Já todos percebemos que Cavaco Silva não está a altura do cargo que ocupa. Em vez de se por com estas questões devia era urgentemente criar um governo de iniciativa presidencial composto por elementos de todos os partidos, e delinear já um plano de emergência e salvação nacional, de acção imediata com o auxilio do FEEF/FMI. 

Segundo João Duque, professor do ISEG, isso poderia poupar-nos 3 mil milhões de euros no curto prazo e ainda mais no longo prazo.

É urgente actuar, não nos podemos arrastar neste marasmo até 5 de Junho, isso seria uma loucura, 2 meses em que iríamos andar aqui ao sabor das ondas. 

As agências de rating já se aperceberam disso, e por isso desconfiam que tenhamos possibilidade de cumprir.

Além disso, as nossas contas estão cheias de contabilidade criativa, quase que de certo o nosso deficit externo não é 80% do PIB como é anunciado mas deve andar já entre 120% a 150% do PIB.

Isto é uma verdadeira doidice... nunca o pais vai conseguir pagar esta divida, a não ser que tenha taxas de crescimento da economia na ordem dos 7% ao ano ou mais... e mesmo assim tinha de ter muita austeridade.

A unica saida que vejo para isto seria correr com toda a classe politica, e criar-se um governo de união nacional para acabar com a situação actual... mesmo que para isso fosse necessário suspender a democracia por uns tempos.  

O tempo urge... cada hora, cada dia que passa, estamos mais perto do abismo... esta gente não tem noção do que está a fazer...  As próximas gerações estão comprometidas!

Agora é que se vem quem são os verdadeiros estadistas... quem tem ou não tem sentido de estado e de dever publico.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Fitch corta 'rating' - Portugal está no limiar do 'lixo'

NOTICIA DE ULTIMA HORA

Fitch corta 'rating' - Portugal está no limiar do 'lixo'

A agência de notação internacional Fitch cortou hoje o 'rating' de Portugal em três níveis, para BBB-, deixando o nosso país a um nível de ser considerado 'lixo' ('junk').
"A severidade do corte do rating em três níveis reflecte sobretudo a preocupação da Fitch de que um pedido de ajuda externo atempado é muito menos provável no curto prazo, na sequência do anúncio de eleições legislativas antecipadas para 5 de Junho", escreve Douglas Renwick, director de ratings soberanos numa nota da agência.
"A Fitch já considerava que apoio externo atempado era um mecanismo-chave para o rating quando baixou Portugal para 'A-' a 24 de Março. A agência encara a ajuda externa como necessária para aumentar a credibilidade da consolidação fiscal de Portugal e o esforço de reforma económica, bem como para assegurar a sua posição financeira", acrescenta a mesma nota.
A Fitch cortou o rating soberano de longo prazo de A- para BBB- e de curto prazo para F3 (estava em F2), mantendo ambos em observação negativa.
A piorar o cenário, escreve a Fitch, a "revisão em alta significativa da dívida pública e do défice de 2010 (agora em 92,4 por cento e 8,6 por cento do PIB, respectivamente), também anunciados ontem [quinta-feira] enfraqueceram ainda mais o perfil de crédito de Portugal e sublinham a magnitude do desafio de consolidação fiscal que o novo governo enfrentará".
"A rejeição no Parlamento das medidas para fortalecer o orçamento para 2011 e as eleições que se avizinham significam que uma consolidação adicional não deverá ser implementada antes do terceiro trimestre de 2011, no mínimo", adianta a agência de notação.
A Fitch também tem pouca confiança que Portugal consiga cumprir o objectivo de reduzir o défice para 4,6 por cento este ano.
"Face à fraca perspectiva macroeconómica, a Fitch considera que há um risco significativo de derrapagem da meta do défice para este ano, de 4,6 por cento do PIB", indica a mesma nota.
Assim, a Fitch conclui que o pacote de ajuda financeira da UE/FMI - com condições severas em termos de políticas - é "necessário para assegurar um financiamento sustentável e para restaurar sustentabilidade da dívida de médio prazo e a confiança dos investidores em Portugal".
Qualquer atraso em aderir a um programa credível da UE/FMI "aumenta os riscos com vista a obter estabilidade económica e financeira", indica a agência, acrescentando que a "actual crise deverá agravar a recessão económica".


Meus amigos,

Isto faz-me lembrar um doente que está numa Unidade de Cuidados Intensivos em que os parentes estão todos à porta, a espera de noticias do paciente, entretanto vem um enfermeiro e diz... Um dos rins deixou de funcionar, passado um bocado vem outro medico e diz: - O fígado ta a fraquejar. Passado um bocado é o pulmão... e por ai fora...

Assim está Portugal, parece um doente em fase terminal em que os orgãos vão falecendo a pouco e pouco, até ao falecimento... ou seja... até a entrada do FEEF/FMI.

A coisa está negra... esta semana foi a Standard & Poor's a classificar Portugal com BBB.- agora foi a Fitch. A próxima semana vai ser decisiva! Muita coisa irá acontecer.

Aproveitem este fim de semana para descontrair!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Ainda o leilão da divida de hoje...

Caros,

Conforme foi publicado no post Ainda não foi hoje que Portugal bateu na parede... , aqui no blog Faro é Faro, a agencia REUTERS publica hoje um artigo de 3 páginas sobre o mesmo leilão com o titulo CORRECTED - WRAPUP2 - Portugal pays heavily to borrow, S&P cuts Ireland em que basicamente referem os mesmos tópicos também indicados no post aqui do FARO É FARO mas acrescentam algo:

 - "Portugal está agora a pagar, por um empréstimo a 15 meses, uma taxa de juro mais elevada que a Espanha para empréstimos a 10 ano - uma clara indicação do risco que os investidores agora associam a Portugal(...) Richard McGuire, um especialista em dívida do Rabobank, referiu que apesar do leilão de Sexta (01/04) ter demonstrado que Portugal ainda podia aceder aos mercados em caso de necessidade, a tendência não era animadora. "Na prática, (Portugal) está insolvente - ie está claramente numa situação em que a dívida está a ser emitida para cobrir o serviço da dívida [ie, juros e capital], o que resulta num [efeito] "bola de neve" de dívidas" - Ver pag 1 e 2 do artigo.

 Vem assim deste modo confirmar as minhas previsões que caso não batêssemos na parede hoje, iremos bater em Junho. O problema agora é que aparentemente ninguém quer ficar com o ónus te der de chamar o FEEF/FMI para intervir, porque sabe que isso poderá ter implicações a longo prazo, em termos eleitorais.

Assim, Portugal não se governa nem se deixa governar, e aqui anda ao sabor das ondas, como naufrago a tentar por a cabeça fora de água, até que não aguenta mais e se deixa afogar, quando poderia tudo isto ter sido evitado, tendo pedido socorro atempadamente.
O Presidente da Republica que com a sua acção determinada, forte e incisiva deveria ter apaziguado os mercados dando transmitindo sinais de confiança,  deveria ter posto fim a tempo e horas ao conflito institucional vigente, servindo de mediador entre as partes (PS e restantes partidos) no sentido de evitar a situação actual. Cavaco foi um factor de instabilidade, pondo em primeiro plano ódios e cóleras pessoais em vez do interesse nacional.

O problema português e estrutural e de crescimento económico,  ou seja, para sustentar o actual modelo social a economia nacional precisa crescer, e o estado precisa racionalizar recursos e diminuir a despesa. Isto é básico.  A receita já a muito tempo que se sabe qual é... Resta saber é quem é que "os tem no sitio" para implementar estas medidas.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



Queremos politicos a recibo verde

(Clique para ampliar)

Bem diziam os Romanos - No sul da peninsula há um povo que não se governa nem se deixa governar

 O Presidente da República entende que o Governo pode pedir ajuda externa, a Comissão Europeia há quinze dias que faz saber que o Governo, do ponto de vista de Bruxelas, pode pedir ajuda externa, a conselheira do FMI acha que só um milagre poderia evitar a necessidade do recurso à ajuda externa, o presidente do Eurogrupo considera que é uma questão de Lisboa definir quem é competente para pedir ajuda externa, o BCE julga que é "uma decisão que só Portugal pode tomar". "Portugal", porém, acha que não tem

- "legitimidade";
- "condições";
- "poder";
- e "a credibilidade que é necessária para poder merecer a confiança que é necessária por parte das entidades externas que nos podem ajudar".

Está finalmente claro por que razão o "Portugal" enterrou, no exacto momento em que enterrou, Portugal numa crise política?


Via Cachimbo de Magritte

Esta frase foi escrita por um general romano em serviço na Ibéria em carta enviada ao Imperador. É atribuída ao General Galba, que teria sido um dos primeiros governadores romanos na península, no Séc III antes de Cristo.

Referia-se o general romano aos Lusitanos, uma tribo guerreia que habitava também uma parte do actual território nacional. Não foi fácil às legiões romana dominarem os Lusitanos que ofereceram acesa resistência. Lembremos um dos seus chefes: Viriato.

Parece que a célebre frase aplicada aos nossos antepassados se pode igualmente aplicar aos portugueses da actualidade. Não nos governamos nem queremos que nos governem.

Num país endividado até ao tutano a quem não faltará muito os credores deixarão de emprestar dinheiro ou então fá-lo-ão com juros incomportáveis, os portugueses continuam a soprar para o lado:
- No Natal de 2010, os portugueses gastaram mais dinheiro do que no ano transacto.
- Ao contrário do que se verifica na Europa, em Portugal acelerou a compra de carros novos no último trimestre de 2010.
- Tudo o que era local de passagem de ano e tudo o que era avião pejou de portugueses.

Poupança? Prevenir o futuro? Investir? Nada disso. Gastar, gastar, gastar. Parece que o pensamento de muita gente anda por aqui: quem vier depois de nós que feche a porta, isto é, que pague as dívidas. Que direito temos nós de fazer pagar às gerações futuros as dívidas que elas não contraíram?

Existe uma burguesia média e média-alta citadinas para quem a máxima é gozar a vida, sem horizontes nem amanhãs. Parece que três deuses enchem por completo o coração desta gente: prazer, ter, e poder. Valores? Que valores? Cada um que se safe! Egoístas até ao fundo, só pensam no seu próprio bem-estar, o resto é paisagem.
E se pensarmos que é esta gente que, através de lobbys bem organizados e pouco ou nada transparentes, está por trás dos decisores políticos, económicos e jornalísticos, compreendemos que estamos bem entregues... A crise começa na ausência de valores, derivam muito daqui as crises económicas e sociais.

Há ainda a célebre mania nacional do dar nas vistas. Da primazia do parecer sobre o ser. "Se o meu vizinho goza, eu também tenho do gozar." Não interessa como, não interesse o futuro que se hipoteca...

Depois queixamo-nos dos políticos. É certo que, na maioria das vezes, com razão. Mas os políticos emergem do povo que somos, são portugueses como os outros. Se os políticos são fracos, é porque nos tornamos num povo fraco.
Ainda não nos habituamos a castigar nas urnas os mentirosos e falsos e a premiar quem nos diz a verdade, mesmo quando esta não nos é agradável. Vejamos o caso das últimas eleições legislativas. Quem é que o povo escolheu? Sócrates. Exactamente aquele que todos já sabiam que não cumpre o que promete, aquele que hoje diz uma coisa e daqui a dias o contrário...

Há ainda uma mentalidade dependentista na sociedade portuguesa. Parece que as Câmaras e o Estado é que têm de fazer tudo. Não queremos o comunismo, mas depois acabamos por proceder como se vivêssemos num estado comunista. Não há emprego? Culpa do Estado e das Câmaras. Não há empresas? Culpa do Estado e das Câmaras? Há pobres? O Estado e as Câmaras que resolvam...
Precisamos de despertar para a cidadania plena, tanto na reivindicação, na vigilância aos governos, na manifestação dos nossos pontos de vista, como na realização, na iniciativa, na solidariedade...
Quanto menos precisarmos dos políticos, menos dependência deles teremos, mas servidores os tornaremos, menos corrupção existirá...

Às vezes parecemos um povo infantil: só causas concretas e imediatas nos movem. Somos capazes de fazer uma manifestação porque na cantina de uma escola foi encontrada uma lagartixa na sopa, mas nunca nos movimentamos por valores.
Como é que um povo sente uma minoria de privilegiados (gestores, boys e muitos ricos) a ganhar loucuras e não se revolta, não se manifesta quando no mesmo país há reformas que não dão sequer para os medicamentos?
Via Viriatus15 
    
Realmente depois deste Carnaval todo... este pais não se governa nem se deixa governar.
O presidente da Republica é o grande culpado da situação actual, com os seus paninhos quentes, "cooperação estratégica" e falinhas mansas isto chegou onde chegou.
 
Neste momento o que Portugal precisa é que o  mais alto magistrado da nação tome as rédias e o pulso do pais no sentido de na ausência do governo tornar o pais governável e evitar um conflito institucional, bem como assegurar o regular funcionamento das instituições.
   
Nada disso está a acontecer, o pais está a partir-se aos bocados, provavelmente a assembleia da republica vai polarizar-se após as eleições, com os votos dispersos pelos partidos não sendo possível fazer compromissos à esquerda e à direita. Em resumo... é o caos completo.
     
O que era necessário era um entendimento entre partidos, a criação de um governo de salvação nacional, em que todos os partidos irão assumir a responsabilidade pelas medidas que irão ser necessárias de forma a tirar-mos o pais da situação actual.
    
De outra forma, como os partidos governam para as clientelas e para as eleições, não se vão fazer as reformas estruturais e vai-se empurrar com a barriga, excepto se conseguirem diabolizar uma entidade externa, como o FMI por exemplo e dizer... Vamos fazer isto mas é porque eles nos impõem, caso contrário... irá ficar sempre tudo na mesma. 
  
Portugal hoje precisa desesperadamente de um estadista, alguém com capacidade de gerir o problema institucional e com enorme sentido de estado. Cavaco não é nada disto. Quem quer não pode e quem pode não quer...
  
Assim vai Portugal!!!
   
Cumprimentos cordiais


Luis Passos 

 

A loucura a que este pais Chegou...

 Se bem percebo o país desatou a rir porque Paulo Futre anunciou que o futuro do Sporting passa por um jogador chinês. Vi o vídeo em questão e não percebo o que causou tal galhofa. Em primeiro lugar porque aos olhos de quem está de fora da mística e de tudo o mais que caracteriza os adeptos do futebol, as declarações de Paulo Futre em nada destoam daquilo que todos os dias outros dirigentes, candidatos a tal e a massa associativa (adoro esta expressão!) dizem a propósito dos mais variados assuntos. Por estranho que pareça, pelo menos aos ignorantes em matérias de esférico, como é o meu caso, os mais comedidos e razoáveis diante dos microfones parecem ser os jogadores.

Em segundo lugar também me causou perplexidade que não se entendesse a relevância do “tal jogador fantástico” chinês. Afinal não é de modo algum inédita a contratação de determinados jogadores por causa da sua nacionalidade ou pela especial ligação que mantêm a determinados regimes, sobretudo aqueles cujas contas públicas não são escrutinadas para não dar má imagem dos seus políticos. Ou será que Al-Saadi Kadafhi, filho do ditador líbio, envergou a camisola do Perugia, do Udinese e do Sampdoria por causa dos seus dotes enquanto jogador? Se os chineses estiverem dispostos a encher aviões de adeptos para verem o “tal jogador fantástico” chinês de que fala Paulo Futre não me parece que fosse mau negócio contratar o dito chinês que certamente não faria pior figura que Al-Saadi Kadafhi no campeonato italiano.

Mas o que mais me surpreende na reacção galhofeira à intervenção de Paulo Futre é o facto de se ter considerado delirante a antevisão de Futre de centenas de chineses a desembarcarem semanalmente na Portela donde rumariam a Alvalade, enquanto o Sporting cobraria comissões às companhias de aviação, aos hotéis, aos restaurantes, aos museus… frequentados pelos ditos chineses. Vão desculpar-me mas estão a rir-se de quê? Já se esqueceram das figuras patéticas observadas neste país aquando da visita a Portugal do presidente chinês em Novembro do ano passado? Os jornais de referência encheram-se então de títulos que em nada divergem dos arrebatamentos de Paulo Futre com o departamento chinês do Sporting: Homem mais poderoso do mundo em Lisboa para comprar dívida”; Hu Jintao está em Portugal para comprar a dívida”; “Presidente chinês garante: “O futuro é promissor“…E agora que Lula veio a Portugal os títulos gloriosos voltaram a sair da gaveta, só que onde em Novembro passado se lia China lê-se agora Brasil.

Confesso que sinto uma vergonha profunda durante aquelas horas em que só se fala do presidente do país mais poderoso do mundo, do governante da nação mais rica do planeta ou do líder do país mais irmão que vão resolver a nossa crise. Peço aos céus que ninguém naquelas comitivas veja a televisão portuguesa, ouça os noticiários das nossas rádios ou passe os olhos pela nossa imprensa pois de tudo aquilo emana um misto de sabujice, própria de quem está desesperado, e de chico-espertismo característico de quem viveu acima das suas possibilidades e agora espera sacar uns trocos a uns dirigentes que na verdade considera uns novos-ricos.

Poucas horas depois deste deprimente exercício, o presidente do país mais poderoso do mundo, o governante da nação mais rica do planeta e o líder do país mais irmão, partem com um ar que me parece ligeiramente escarninho e declarando que sim, que vão tomar em consideração o nosso caso. Estes visitantes não resolvem os nossos problemas mas poupam-nos o exercício de nos confrontarmos com os nossos erros e sobretudo fazem-nos companhia nas horas do medo. Por causa desse pavor ao momento em que nos veremos ao espelho, mal eles partem pegamos na fanfarra da GNR e nas borlas e capelos dos doutoramentos honoris causa até que outro presidente do país mais poderoso do mundo, governante da nação mais rica do planeta ou líder do país mais irmão aterre na Portela e o circo possa recomeçar.
Ao pé destes arrebatamentos com os salvadores da nossa ruína, arrebatamentos estes que foram precedidos e induzidos pelos arrebatamentos em torno dos modelos da riqueza – uns dias era finlandês, outros “escandinavo renovado” e outros ainda do MIT – as antevisões de Paulo Futre parecem-me um exemplo de equilíbrio e sensatez.

O triste sintoma do estado de alienação a que chegámos é que o país desata a rir perante a descrição dos chineses salvando o Sporting e já não reage perante o espectáculo do presidente do país mais poderoso do mundo, do governante da nação mais rica do planeta e do líder do país mais irmão que, agora sim, desta vez é que vai ser resolverão o problema da nossa dívida

In: PÚBLICO Via Blasfémias

Sondagem do Faro é Faro

Vote na sondagem do Faro é Faro... na barra lateral...

Acha que Portugal vai entrar em default em Junho Próximo?

Agradeço as respostas, bastando clicar no quadrado da resposta respectiva e depois em VOTAR.

Apenas será considerado 1 voto por computador.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Financial Times: - Portugal apenas ganhou tempo

Caros,
Este excelente artigo de hoje no Financial Times, assinado por Peter Wise, explica como Portugal apenas conseguiu ganhar tempo até as próximas eleições. A ajuda internacional terá de vir mais tarde.
Começo a pensar que Sócrates se vai candidatar as eleições para as perder, e que isto foi tudo um teatro, ou seja, Socrates não quer ganhar estas eleições! Como o pais está na bancarrota e o estado não tem mais dinheiro, provavelmente até poderá haver um colapso total, caso falte dinheiro para fazer face as despesas primárias, Socrates e o PS fizeram as asneiradas e agora saem de fininho, culpando os partidos da oposição da hecatombe causada pela sua acção de fazer cair o governo. Mais sabe ele que as hipoteses de ser reeleito são diminutas.
Realmente Socrates é ainda mais maquiavélico que o que se pensava. Agora não sei o que será melhor, se dar a governação a Passos Coelho para ele vir "assaltar o orçamento" (se é que ainda há orçamento) com os seus boys e continuar o mesmo regabofe, ou recolocar Socrates de novo no governo e fazê-lo pagar o odioso de ter de aguentar o barco em período do crise.
De qualquer modo, Portugal já perdeu a soberania há muito tempo, e estamos a ser governados de Bruxelas. Entre ter uma marioneta Socrates ou uma Coelho, é apenas uma questão de estilo.
Aqui vos deixo o artigo do FT.

“Portugal has gained time with this auction,” said Filipe Silva, head of debt trading with Banco Carregosa. “The operation was a success in that the government was able to borrow at below the market rate. But it’s still paying too high a yield for short-term debt”. 


Cumprimentos cordiais
Luís Passos

Warning raises heat on Portugal

Caros,
Leiam o excelente artigo publicado no Financial Times, que por motivos de copyright não o posso publicar aqui mas deixo um link para quem o quiser ler. Portugal está de facto a ser pressionado e muito dificilmente irá deixar de receber ajuda externa em Junho.
One investor said: “Portugal is the next trigger point. It is difficult to see how the country can avoid a bail-out, which could then trigger problems for Spain.”

http://www.ft.com/cms/s/0/9d8336d6-5bb2-11e0-b8e7-00144feab49a.html#ixzz1IGl1jNTM

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Herança Socialista

O povo é sereno...


Até quando???

Ainda não foi hoje que Portugal bateu na parede...

O IGCP colocou hoje no mercado 1.645 milhões de euros em Obrigações do Tesouro com um juro de 5,793%.
 
O instituto responsável pela gestão da dívida de Portugal colocou hoje no mercado 1.645 milhões de euros em Obrigações do Tesouro com maturidade em Junho de 2012, num leilão extraordinário onde a procura superou em 1,4 vezes a oferta.

Este rácio ficou, contudo, abaixo do verificado no último leilão comparável, realizado em Julho último, onde a procura superou em 2,3 vezes a oferta.

Os 1.645 milhões de euros colocados ficaram acima do montante indicativo de 1.500 milhões de euros anunciado pelo IGCP no dia de ontem, com um juro de 5,793%, abaixo das actuais taxas de mercado para os títulos de dívida com esta maturidade, acima de 6%.

Contudo, na última emissão comparável de Julho, o juro fixou-se nos 3,159%. Os operadores contactados pelo Diário Económico apontavam para juros de 6,4%. De acordo com as mesmas fontes de mercado, Portugal já tinha compradores, nomeadamente o Brasil e a China.

"Com este leilão, Portugal comprou mais tempo na sua luta para não pedir um 'bailout'. As amortizações de Abril deverão já estar asseguradas, embora para as de Junho se tenha de esperar para ver", comentou Filipe Silva, gestor de dívida do Banco Carregosa, à Reuters.

O mesmo especialista adiantou que "a taxa foi surpreendentemente mais baixa do que o mercado secundário está a negociar, que se situa acima dos 6%, e o montante foi também acima do indicativo. O Estado português continua a ter quem acredite que consegue amortizar a sua dívida. No entanto, mantém-se que a taxa é extremamente elevada".

  • OBRIGAÇÕES DO TESOURO COM MATURIDADE A JUNHO DE 2012

  Hoje Emissão anterior
Data da
Emissão
 1 de Abril de 2011 14 de Julho de 2010
Montante Indicativo 1.500 milhões 1.000 a 1.500 milhões 
Montante Colocado 1.645
milhões
877
milhões
Taxa Média Ponderada 5,793% 3,159%
Rácio Procura/Oferta 1,4 2,3

Fonte: IGCP

IN: ECONOMICO 


O estado lá conseguiu colocar a divida, para perfazer o total de 5 mil milhões de modo a pagar aos nossos credores... tinhamos 4 mil milhões, fomos buscar mais mil milhões e meio.

Em Junho vence novamente outra tranche  da divida, desta vez serão 6 mil milhões, conforme se pode verificar no quadro acima. Vamos ver como Portugal conseguirá arranjar o dinheiro, ou através de colocação de divida ou se terá de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. 

De qualquer modo, esse problema pertencerá apenas ao governo que sair das próximas eleições de 5 de Junho. Nessa altura terá de recorrer ao FEEF/FMI, não haverá alternativas, alias o ministro alemão das finanças já disse neste artigo que Portugal recorrerá ao fundo em Junho. 

Pensei que pudéssemos entrar em default já em Abril, tinha sido melhor e tinha-se antecipado o inadiável, assim vamos andar nesta agonia ate Junho, quando finalmente entrarmos em default.

O Presidente da Republica com o comunicado que fez ontem também não aqueceu nem arrefeceu, não mobilizou os Portugueses nem lhes deu alento... No momento de crise que se vive hoje precisava-se um Presidente que interviesse de forma positiva, mobilizasse a população para os sacrifícios que ai vêem e fosse o catalisador do nosso ressurgimento económico. Não, temos um Presidente que é apenas uma figura cinzenta e que não consegue galvanizar nem um caracol.

Temos os governantes que o pais merece...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

HUMOR

Cavaco Silva encontra-se com Obama e Lula da Silva.

No meio da conversa, Lula abre a camisa e mostra o peito, - Isto é como o Brasil, forte e invejado!!!
Obama desce as calças, vira o rabo e diz, - Isto é como a América, impenetrável!!!
Cavaco, desce as calças e, mostrando o pirilau e diz, - Isto é como Portugal, nunca mais se vai levantar!!!

O nosso futuro anda a ser discutido assim...

PORTAGENS NA VIA DO INFANTE NÃO!MAS A EXISTIREM, SÓ A 2 CÊNTIMOS POR KM.

Comunicado da Faro 1540 - Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro

A FARO 1540 vem pelo presente comunicado e com base no que foi discutido na última Conferência “Cidades pela Retoma – Acessibilidades e Transportes”, organizado por esta associação, manifestar o seu profundo desagrado pelo pagamento de portagens na Via do Infante (A22) que, ao que tudo indica, vão começar no dia 15 de Abril. Esta imposição será um forte rombo na economia da região e na vida dos algarvios.
Se bem que o conceito do utilizador-pagador, nos tempos de dificuldades financeiras que o país atravessa pareça correcto, não é menos válido o conceito SCUT, que visa diminuir e minimizar assimetrias entre o país procurando fomentar o dinamismo económico e a circulação célere de bens, pessoas e serviços nas zonas menos desenvolvidas ou mais periféricas de Portugal continental. Recorde-se que, a este propósito, entre 2006 e 2008, para manter esta estratégica económica, houve um aumento de 7,5 cêntimos por litro de combustível*1 (2,5 cêntimos/ano) para pagar as vias sem custo para o utilizador (SCUT). Curioso que, agora que as portagens estão em funcionamento já em quase todo o país, não tenha surgido ainda nenhuma indicação sobre o término deste imposto nos combustíveis.
No caso concreto da Via do Infante convém referir que o lanço desta estrada entre VRSA e Alcantarilha foi co-financiada em parte, com o apoio da União Europeia, nomeadamente através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e a restante parte financiada pelo Estado português. O restante troço, até Lagos foi concluído em 2003 pela Euroscut, grupo que passou a garantir a manutenção, construção e gestão da A22 desde o ano 2000.
Muitos especialistas defendem que esta via não pode ser considerada uma Auto-Estrada em virtude de não cumprir os requisitos técnicos impostos a estas estradas, para além de ter um escoamento manifestamente insuficiente e perigoso das águas pluviais; falta de condições próprias do pavimento betuminoso e betão em diversos locais ao longo de toda a via rápida; separador central em betão armado ao longo de toda a via rápida, o qual não garantiu nem pode garantir nunca, que em caso de acidente os veículos passem para o sentido inverso de circulação aumentando a gravidade do acidente; falta de raile de segurança nas laterais da via rápida ao longo de quase toda a A22 (condição obrigatória para definição de Auto-estrada) e perfil de estrada sinuoso o qual não obedece aos parâmetros de auto-estrada nem no traçado de curvas nem no perfil altimétrico (condição obrigatória para definição de Auto-estrada).
Para além destes pontos bastante pertinentes acresce a falta de uma alternativa viável à A22 uma vez que a EN 125 é praticamente uma rua que atravessa a maior parte das cidades algarvias não garantindo condições satisfatórias de segurança e de escoamento de tráfego. Como é evidente, as portagens na A22 vão provocar o aumento do tráfego automóvel na 125 que vai inevitavelmente provocar a diminuição da mobilidade no Algarve; maior desinteresse do turista pelo Algarve em comparação com Espanha e outros destinos concorrentes; diminuição da qualidade de vida do cidadão; diminuição da produtividade; mais mortes e acidentes que implicam despesas como a cobrança de seguros de vida, tratamentos hospitalares, aumento de dívidas incobráveis e gastos com pensões de invalidez e reformas.
Por tudo isto a FARO 1540 considera que as despesas directas e indirectas provocadas pela introdução de portagens vão ser sobejamente superiores às receitas geradas por estas e que devia prevalecer o bom senso mantendo a Via do Infante como SCUT.
No entanto, mesmo que se decida implementar portagens, (e uma vez que estas portagens visam pagar as despesas de manutenção das SCUTS) a  FARO 1540  não considera justo, que o valor previsto a ser cobrado na Via do Infante (7 cêntimos/km) seja somente 1 cêntimo mais barato que os preços praticados pela Brisa na A2, empresa esta que para além das despesas de manutenção e gestão ainda visa o lucro.
Por outro lado, tal como já alertado, dos 133 km da Via do Infante, 94 km foram construídos com recurso a fundos comunitários e somente 38,3 km (entre Alcantarilha e Lagos) foram pagos já num contrato SCUT. Assim considera-se que só esses 38,7 km são passíveis de serem portajados. Contudo a FARO 1540 não considera correcto que só o lado do Barlavento da Via do Infante esteja sujeita a portagens, tanto mais que vemos o Algarve como um todo indissociável. Neste sentido, o custo inerente a estas portagens no Barlavento devem ser diluídas por toda a Via do Infante passando o custo do km a representar 2 cêntimos em detrimento dos 7 cêntimos anunciados. Assim, uma viagem de ida e volta de Lagos a VRSA passaria a custar 5,32 €uros em vez dos 18,62 €uros que estão previstos.
A FARO 1540 considera que a existirem portagens, este valor dos 2 cêntimos por km é de facto o valor justo na Via do Infante pelas questões anteriormente mencionadas (inexistência de alternativa, não ser auto-estrada e construída em parte por fundos da União Europeia) e está convicta que poucos reflexos negativos teria na vida dos algarvios e na economia da região.

*1 http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/aumento-dos-combustiveis-paga-scut

INE e Eurostat revêem em alta défice do Estado dos últimos 4 anos


Depois da Visita Diálogo (a expressão é do INE, ver aqui “Procedimento dos Défices Excessivos“) que o Eurostat realizou em Portugal nos passados dias 17 e 18 de Janeiro ficou acente proceder à revisão do défice público dos anos de 2007 a 2010 por incorporação das responsabilidades relativas à reclassificação de algumas empresas públicas de transportes (REFER, Metro de Lisboa e Metro do Porto) bem como pela incorporação das garantias executadas, prestadas pelo Estado ao BPP e pelas imparidade assumidas no BPN após a sua nacionalização.
No quadro seguinte apresentam-se os cenários antes e depois destas alterações, surgindo sublinhado o valor de 2010, hoje conhecido pela primeira vez:
Défice Público em % do PIB
  Antes da revisão
  2007 2008 2009 2010
  2,7 3 9,5 6,8
  Acréscimo (em pontos percentuais)
Refer, ML e MP 0,4 0,5 0,5 0,5
BPN 0 0 0 1
BPP 0 0 0 0,3
  Depois da revisão
  2007 2008 2009 2010
  3,1 3,5 10 8,6

Fonte: http://economiafinancas.com/

 
Em Setembro de 2009, o défice orçamental prometido por José Sócrates e Teixeira dos Santos, quando foram a eleições, fixava-se em 5,9%.

Ontem, descobrimos que afinal é de 10%. Já este ano, o primeiro-ministro e o ministro das Finanças garantiram que o défice orçamental de 2010 seria inferior a 7%. Ontem, o INE divulgou que é de 8,6%. 

É urgente que se faça uma auditoria correcta e minuciosa as contas públicas, de modo a que o governo, seja ele qual for, que saia das eleições de 5 de Julho não tenha desculpa para futuras asneiradas e disparates e saiba exactamente com o que conta. O próprio presidente da Republica deveria ser o garante do regular funcionamento das instituições e deveria ser o primeiro a exigir que se conheça a realidade dos números.

Lá por a União Europeia ter o rabo preso... e de o governo Socrates estar entalado, não quer dizer que os Portugueses tenham de ficar entalados. É preferível saber a realidade, e traçar um plano realista e serio para nos tirar desta situação, fazendo os sacrifícios que tiverem de ser feitos.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Primeiro Ministro da Islandia julgado por negligência

Segundo o jornal Washington Times, o Parlamento da Islândia (Alþingi) aprovou por 33 votos a 30 que o ex-primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde seja julgado em um tribunal especial por suposta negligência durante seu mandato, no qual houve um colapso bancário no país em Outubro de 2008. 

Segundo o jornal Washigton Times, o primeiro ministro Islandês Geir Haarde será o primeiro líder mundial a comparecer perante um tribunal especial para julgar actos de negligência  na condução dos negócios públicos, na sequência da crise financeira que o pais atravessou. Este artigo já tem uns meses, é de Outubro do ano passado, e pode ser lido aqui.

REYKJAVIK, Iceland (AP) — Iceland‘s former prime minister has become the first world leader to be referred to a special court for possible prosecution on charges that he acted negligently in the lead-up to the country’s financial crisis.
Tuesday’s parliament vote means that former Prime Minister Geir Haarde will appear before a special court for allegedly failing to prevent the financial crash of 2008.
Iceland‘s debt-fueled financial system collapsed at the height of the worldwide financial crisis, sending its currency tumbling and unemployment soaring.
 
Aqui na nossa santa terrinha, os políticos cometeram todo o tipo de crimes, aldrabaram, mentiram, praticaram gestão danosa, porventura até roubaram, etc, etc, e ninguém os faz enfrentar um julgamento.

É pela certeza de impunidade que os nossos políticos estão descansados e como o povo é sereno e carneiro, mais descansados ainda ficam.

Julgo que no final destas eleições dever-se-ia constituir uma comissão composta por juizes e economistas que iriam avaliar a performance dos nossos políticos e deveriam ser condenados pelos crimes de atentado contra o estado português sob forma de negligência no exercício de funções governativas e / ou outros crimes que vierem a ser apurados.

Mas não me parece que em Portugal haja gente com "eles" no sitio para desencadear um processo destes. Só mesmo na Islândia e países com nível de civilização superior ao nosso.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos