domingo, 27 de março de 2011

Londres: 400 mil pessoas na rua contra austeridade

Os britânicos saíram hoje às ruas para protestar contra as medidas de austeridade do Governo. Os sindicatos dizem que o número de manifestantes pode chegar ao meio milhão

 

Click aqui para ver o video no site do expresso

Click aqui para ver video no site do jornal Guardian 

Cerca de 400 mil pessoas estão nas ruas de Londres a protestar contra as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo para diminuir o défice.
"A Marcha pela alternativa" estava convocada desde outubro e sgundo o jornal inglês "The Guardian " é o maior protesto da década no país.
Estudantes, reformados, trabalhadores do setor público e privado vieram de várias regiões do Reino Unido para participar no protesto.

Marcha pacífica... com confrontos

Apesar de ser apresentada como uma marcha pacífica, já houve confrontos entre polícia e manifestantes, que terão atirado garrafas e tintas para montras de lojas em Oxford Street.
A manifestação foi convocada pelos principais sindicatos britânicos e apoiada por diversas organizações, entre as quais as de professores, pacifistas e de jovens. O Unite, o maior sindicato britânico, estima que venham a estar presentes nas ruas perto de meio milhão de pessoas.
"Não acabem com a Grã-Bretanha"; "não aos cortes", "defendamos os nossos serviços públicos", são as frases mais ouvidas no protesto.
Na frente, Brendan Barber, o secretário-geral do Trades Union Congress (TUC), plataforma que reúne 58 dos principais sindicatos do país, congratulou-se pela resposta ao apelo.
"Estamos aqui para enviar uma mensagem ao governo de que somos fortes e unidos", afirmou, prometendo continuar a lutar contra os "cortes selvagens" e para proteger "os serviços, empregos e vidas das pessoas".
Mas cedo percebeu-se que havia manifestantes interessados em fazer ouvir a voz de outra forma quando uma coluna de jovens vestidos de preto, alguns de caras tapadas e com bandeiras anarquistas, se separou.

Bombas de fumo e tinta

Várias centenas de pessoas, vigiadas de perto por polícias de intervenção, caminharam para Oxford Street e lançaram bombas de fumo e tinta contra lojas de roupa e bancos, chegando a estilhaçar vitrinas.
Era nesta artéria comercial que o movimento UK Uncut tinha apelado a ocupar lojas de empresas que acusa de evasão fiscal e cujos impostos poderiam ajudar a evitar os cortes orçamentais.

Loja de luxo invadida


Mais tarde, um grupo conseguiu entrar numa Fortnum and Mason, uma loja de luxo, originando alguns confrontos com a polícia à entrada.
Andrew, que seguiu o protesto alternativo segurando um cartaz onde se lia No Cuts [Não aos cortes], mostrou compreensão pelo que considera atos "não de violência, mas desobediência".
Alaistair, que viajou de Edimburgo para se juntar ao UK Uncut, afirmou à Lusa que os objetivos das duas frentes de protesto eram semelhantes, nomeadamente na defesa dos serviços públicos e da criação de empregos.
Porém, em vez dos políticos, prefere responsabilizar aqueles que estão na origem da crise económica. "Há imenso dinheiro por aí, milhares de milhões de lucros", argumentou.  

Parece que em Inglaterra também já existe uma população "à rasca", que das duas uma, ou está na mó de baixo, sem emprego, sem hipoteses de progressão e reclama condições mínimas e dignidade, outra, a população com muitos privilégios que os viu ser cortados.

Tal como em Portugal, existem essas duas variantes... vamos ver no que isto vai dar... O cerco está a apertar-se, o povo, que está em baixo está a ser esmifrado com impostos, condenado ao desemprego e a escravatura... A revolução francesa nasceu de algo semelhante, quando o povo de Paris estava mergulhado na miséria e na fome.

Estamos a viver um tempo de mudança, grandes acontecimentos se avizinham...

Cumprimentos cordiais 

Luís Passos

Humor Politico... ou talvez não

Paquetes Portugueses

Caros,
Convido-os a ver este vídeo em que aparecem alguns dos mais importantes paquetes portugueses, do glorioso período dos anos 50-70.

De certeza que irão recordar muitas historias!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

P.S. - Álvaro... esta é para ti... alem do Infante estiveste nalgum destes navios?

Humor - Socrates e Texeira

Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril

Numa altura em que o discurso político vai no sentido da conter custos, Governo aumenta os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.

Ministros, autarcas e directores-gerais, a partir de Abril todos estão autorizados a gastar mais dinheiro. No caso dos presidentes de câmara, o montante dos contratos que podem decidir por ajuste directo pode chegar aos 900 mil euros (até agora o máximo era 150 mil). Isto porque na véspera do debate parlamentar sobre a quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), que incluiu cortes nas pensões e nos benefícios sociais, o Governo fez publicar em Diário da República o Decreto-Lei 40/2011, que estabelece as novas regras para autorização de despesas com os contratos públicos.

IN: DN 

Meus senhores, os políticos andam a gozar com todos nos portugueses!!! Obrigam a população a medidas fortes de austeridade, redução de salários, redução de pensões, cortes nos subsídios de desemprego e doença, nos abonos de família, e agora... os autarcas podem gastar a TRIPA FORRA? Podem autorizar ajustes directos ate 900 mil euros? Que é isto? Está tudo louco?

Meus senhores... é urgente fazer-se qualquer coisa para por fim a este Estado a que chegamos, porque caso contrário... é este que põe fim a nós!

Meditem nisto... Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

Irlanda quer que bancos partilhem a dor

Agência Reuters: http://www.reuters.com/article/2011/03/27/us-ireland-bonds-idUSTRE72Q1BV20110327

(Reuters) - Ireland's government wants to impose losses on some senior bondholders in Irish lenders to reduce the burden on taxpayers from a prolonged banking crisis, a senior minister said on Sunday.
Dublin wants to impose losses on banks' senior unsecured bonds not covered by a state guarantee, which currently amount to over 16 billion euros, as part of a new deal with the European Union, the European Central Bank (ECB) and the International Monetary Fund (IMF).
"A sustainable and comprehensive solution for Irish banking that involves recapitalization but also involves an element of burden-sharing ... That is certainly the outcome that the government is looking for," Simon Coveney, minister for agriculture, told state broadcaster RTE.
Under an EU-IMF bailout agreed late last year Ireland can impose losses on banks' junior debt, but the ECB is opposed to treating senior bondholders, which are ranked on a par with depositors, in the same fashion for fear of a contagion risk.
Ireland's new government, elected in February, has said the state cannot afford the current EU-IMF bailout deal and European finance ministers will decide on what sort of concessions they can offer Dublin in coming weeks.
They are awaiting the results of fresh stress tests on Ireland's banks, expected to show a capital hole of around 25 billion euros, on March 31 before deciding on any new deal.
Coveney said investors are already pricing in the possibility of a restructuring of senior bank debt given that it is trading at a discount in the secondary market.
"Markets are already ahead of us on this one. There is an acceptance that there is a possibility if not a likelihood that bondholders in Irish banks may have to share some of the pain," he said.
Analysts widely expect the government to impose losses on senior bondholders in nationalized lenders Anglo Irish Bank and Irish Nationwide because they have sold their deposits and are being wound down.
Hitting any unsecured unguaranteed senior bonds in Bank of Ireland and Allied Irish Banks (AIB), which amount to over 11 billion euros, would be more controversial.
Rumours that AIB was planning to miss a coupon payment on a bond, denied by the bank, helped send the yield on two-year Irish sovereign paper soaring to euro-era highs as investors feared a sovereign restructuring was in the works.
(Editing by David Holmes)


Em Portugal deveria-se tomar medidas semelhantes no que toca ao caso BPN, quem fez as asneiras que as pague, e não o contribuinte. Só assim se elimina o risco moral. Quem investe/empresta é quem paga.

 
É uma questão de justiça porque os contribuintes que não tiveram nada a ver com o que se passou na gestão dos banco, para além disso, quando uma empresa não bancária vai à falência quem "arde" são os seus credores e não o Estado, porque é que com os bancos teria de ser diferente?
 
Cada vez fico mais convencido que com a politica e políticos actuais, o nosso pais não vai a lado nenhum.
 
Cumprimentos cordiais
Luís Passos

sábado, 26 de março de 2011

Sócrates e Merkel querem que PSD se comprometa com mais austeridade

Presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, deixou "completamente claro" ao PSD que "são necessários mais esforços"

 José Sócrates e Angela Merkel pediram ontem a Passos Coelho que anuncie medidas de austeridade alternativas às que o PSD chumbou, de forma a reforçar a confiança de que Portugal cumprirá as metas. "O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) foi reprovado num momento difícil para Portugal sem que ninguém tenha apresentado qualquer alternativa. E isso teve efeitos negativos na situação do país", afirmou Sócrates no final do Conselho Europeu. "Se os partidos querem contribuir para a melhoria da credibilidade, então que apresentem alternativas. Já que não o fizeram antes, façam-no agora."

Sócrates tenta assim que Passos Coelho, até agora numa posição confortável enquanto oposição, se comprometa antes das eleições com o mesmo tipo de medidas que o governo apresentou. O primeiro-ministro acusou ainda a oposição de "não ter o mínimo de consciência do interesse nacional e o mínimo de respeito pelo país".

Angela Merkel, que reunira no dia anterior com José Sócrates e Pedro Passos Coelho, seguiu a mesma linha e afirmou que a oposição "tem de revelar publicamente, é muito importante que o faça, que medidas propõe para atingir os objectivos". "Esperemos que resulte. Não estou optimista nem pessimista. Isso é indispensável se queremos acalmar os mercados", acrescentou.

Jean-Claude Juncker encontrou-se também com o líder do PSD, a quem pediu garantias. "Tive uma conversa com o líder da oposição [...] que quer ser primeiro- -ministro, e deixei completamente claro [...] que são necessários esforços suplementares para a consolidação", afirmou. "Todos os partidos relevantes em Portugal sabem, e têm de saber, que somos muito exigentes quando se trata de metas que definimos em comum."

Na conferência de imprensa de ontem, Sócrates irritou-se com uma pergunta de uma jornalista acerca da capacidade de Portugal de refinanciar a dívida, garantindo: "Portugal tem condições para se financiar no mercado." Acrescentou ainda que "Portugal não precisa de aderir a nenhum resgate".

O primeiro-ministro indicou ainda que os números provisórios da execução orçamental de Março o deixam optimista. "Março ainda não acabou, mas temos boas indicações, e dos três meses, o que já é um padrão em relação a este ano." N. A.

Paquete Funchal muda de cor - O regresso aos velhos tempos

Caros,

O paquete Funchal, o ultimo dos grandes navios que Portugal tinha a operar no Atlântico vai mudar as suas cores actuais (branco cruzeiro) para o preto mate.

Podemos ver então uma foto actual:


Depois da Transformação em Maio próximo, o Funchal vai ficar assim (Imagem criada por computador, não é fotografia):

Já agora para poderem comparar, aqui vos deixo uma fotografia do Paquete Funchal em 1961:


Fotos: http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/
Pesquisa: http://www.transportes-xxi.net/tmaritimo/funchal

Acho que agora com a risca dourada no casco ainda fica mais bonito!

Para quem não conhece a historia do paquete Funchal, aqui fica um pequeno resumo:

O Funchal é um navio de cruzeiros de estilo clássico elevado pela sua graciosa silhueta. Foi lançado à água em 10 de Fevereiro de 1961, sendo o maior navio alguma vez construído pelos estaleiros Helsingor Skibsvaerft A/S, na Dinamarca, por encomenda da EIN – Empresa Insulana de Navegação. É dos poucos navios que, desde o seu lançamento até à actualidade, retém o mesmo nome.

Foi operado pela EIN como navio de linha entre o continente e as ilhas, prestando um serviço de grande qualidade. Contudo, no início da década de 1970, o tráfego aéreo provocou um grande decréscimo nas viagens marítimas, pelo que se decidiu, em 1973, remodular profundamente o Paquete para o tornar num navio de cruzeiros, não tocando praticamente no seu design exterior, exceptuando o Convés Promenade que foi extendido à popa. Foi aquando desta intervenção que o FUNCHAL viu as suas duas turbinas a vapor substituídas por motores Diesel. No ano seguinte, a EIN decidiu vendê-lo  à CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos. Em 1985, foi abatido da frota desta companhia e vendido, em leilão, à Arcalia Shipping, do grego George Potamianos, que na altura afirmou “quando o vi, perdi a cabeça. O português que fez este navio espectacular era um génio: o casco é o melhor que há no mundo e por causa do desenho só tem metade do consumo”. Reparado em 1995, foi totalmente reconstruído e posto de novo a navegar. Em 2003 sofreu uma agradável remodelação e, com isto, está novo, fresco, agradável e pronto para navegar mais 30 ou 40 anos.

Os seus bares acolhedores e as suas áreas espaçosas oferecem aos seus passageiros um ambiente refinado, à semelhança de um grande iate. Os passageiros desfrutam da sua atmosfera especial e deixam-se seduzir por este navio, que convida a momentos únicos no mar. O Funchal é considerado, dos navios em exercício, um dos mais alegres!

A bordo do FUNCHAL os passageiros têm à disposição: restaurantes, deck buffet, salão de festas, vários bares, piscina, centro médico, casino, discoteca, cinema, sala de jogos, biblioteca, cabeleireiro, fotógrafo, boutique, mini-ginásio, lavandaria, três elevadores e serviços de comunicação por telefone e fax via satélite. Todos os camarotes têm telefone interno, música e ar condicionado. Todas as Suites e Duplos Premium estão equipados com secador de cabelo, TV via satélite e Mini-Bar.

Ao Serviço da Classic International Cruises

O Paquete FUNCHAL conserva no seu interior a mística atmosfera dos grandes paquetes clássicos, se a este factor juntarmos o excelente serviço e ainda a tripulação que é na sua maioria portuguesa teremos a combinação ideal para que se proporcione umas férias inesquecíveis.

O ambiente familiar vivido a bordo e ainda o requinte das refeições, são o complemento que o Paquete FUNCHAL, último dos Paquetes Portugueses a navegar nos nossos mares, lhe pode oferecer a bordo.

Um cruzeiro proporciona as férias ideais para toda a família. As crianças (até aos 11 anos), sempre que ocupem um camarote com dois adultos, em 3ª e/ou 4ª camas usufruem de uma tarifa especial. Poderá ficar descansado porque há staff qualificado a bordo expressamente para divertir e entreter as crianças, não esquecendo de lhes ensinar as regras base de segurança a bordo e de preservação da natureza marítima; os mais pequeninos têm ainda a oportunidade de aprender alguns truques de magia, de assistir às sessões especiais de cinema infantil ou de participar em actividades como pintura, colagens, ginástica, caça ao tesouro... enfim inúmeras actividades que os vão manter ocupados durante o cruzeiro.

É tempo de descansar. De se divertir. De fazer amigos. É tempo de viver o prazer de um cruzeiro a bordo do Paquete FUNCHAL, aproveitando as actividades a bordo, ou para relaxar e apreciar o horizonte e gozar as carícias do sol que a brisa suave do mar ajuda a refrescar.

Durante o dia poderá participar nas inúmeras actividades pensadas especialmente para si. A área da piscina é muito convidativa para um mergulho e para agradáveis momentos ao sol. Após a visita do porto de escala poderá refrescar-se com uma agradabilíssima bebida e apreciar o pôr-do-sol, enquanto revê os acontecimentos do dia.

Logo vem a noite, animada à medida de cada um. Descubra os prazeres de uma refeição requintada, num ambiente elegante e de convívio. A noite de gala é a mais esperada, onde as Senhoras com os seus magníficos vestidos são acompanhadas pelos Cavalheiros elegantemente vestidos. Após o jantar não perca o espectáculo de gala e depois pode optar por ouvir musica no bar e terminar a noite na discoteca. Para os “mais aventureiros” ainda recomendamos o Casino com a Roleta, Black Jack ou ainda as Slot Machines.

Num só cruzeiro poderá desfrutar de:

- Cinco refeições diárias (pequeno almoço, almoço, lanche, jantar e ceia);

- Cocktail de Boas Vindas e Jantar de Gala;

- Espectáculos todas as noites;

- Música ao vivo nos bares, antes e depois das refeições, e também pela noite dentro;

- Discoteca todas as noites;

- Actividades durante o dia, que vão desde torneios de ping-pong, setas, “shuffleboard” (jogo típico de bordo), pólo aquático... a aulas de ginástica, danças de salão ou mesmo sapateado, ou ainda - para quem prefere exercitar as células cinzentas - jogos culturais ou teste aos conhecimentos musicais... um vasto leque de actividades para todos os gostos e idades.

- Nos cruzeiros com mais de 5 dias realiza-se a Noite de Máscaras, estando todos os passageiros convidados a participar no concurso de fantasias e o Arraial à Portuguesa na área da piscina com música típica ao vivo, pastelinhos de bacalhau, pastéis de nata e arroz doce...

- O Paquete Funchal está equipado ainda com: casino, sala de jogo, cabeleireiro, lavandaria e loja “duty-free”.

- Em cada porto de escala são organizadas excursões opcionais de forma a permitir aos passageiros o aproveitamento do tempo em terra.

Os passageiros podem optar por 9 categorias de camarotes, dos beliches interiores às suites - independentemente da categoria que escolham, nas actividades, refeições e vida a bordo... não há distinção entre os passageiros. A diferença de valor da tarifa refere-se única e exclusivamente ao alojamento.

Dados Técnicos do Paquete FUNCHAL

Data de Lançamento a agua:
10 de Fevereiro de 1961
Construtor
Helsingør Skipsværft og Maskinbyggeri, Dinamarca
Arqueação Bruta
90563 TAB
Comprimento fora-a-fora
154,60 m
Boca
19,05 m
Calado
6,50 m
Pontal
9,15 m
Capacidade dos porões de carga
3.483 m3
Máquina principal
2 x Stork-Werkpoor Diesel Engines
Potência
10.000 BHP
Velocidade original [1961]
20 nós
Velocidade actual
16 nós
Corrente Eléctrica
220 V  - - 50 Hz
Estabilizadores
Denny Brown
Passageiros
651
Convés
Navigators
Promenade
Açores
Madeira
Algarve
Estoril
Camarotes
241
Total de Camas
470 + 88
Elevadores
3
História
Companhia Insulana de Navegação "FUNCHAL" [1961-1974]
Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos "FUNCHAL" [1974-1985]
Arcalia Shipping "FUNCHAL" [1985- ]
Convés Navigators
Buffet [exterior]
Convés Promenade
Biblioteca [10 lugares]
Boutique
Casino "Zarco Hall"
Fotógrafo
Lido Bar [exterior]
Piscina [exterior]
Porto Bar [70 lugares]
Sala de Jogos [16 lugares]
Salão de Beleza
Salão Ilha Verde [375 lugares]
Salão Gama [110 lugares]
Slot Machines
Convés Açores
Restaurante Coimbra [77 lugares]
Restaurante Lisboa [402 lugares]
Convés Madeira
Centro Médico   

Financial Times: Portugal teria a ganhar se virasse província do Brasil

Colunista do Financial Times lança uma proposta provocadora para resolver a crise de dívida: que Portugal seja anexado pelo Brasil. 
 
A imprensa britânica não poupa na ironia para apontar saídas para a crise de dívida que Portugal atravessa. A equipa de colunistas do Lex do Financial Times diz que Portugal poderia se tornar uma província do Brasil.
"Aqui vai uma maneira ‘out-of-the-box' para lidar com o problema: anexação pelo Brasil (uma década de 4% de crescimento anual do PIB, muito mais elevado recentemente). Portugal seria uma grande província, mas longe de ser dominante: 5% da população e 10% do PIB".
E falam das vantagens, apesar da perda de ‘status'.
"A antiga colônia tem algo a oferecer, mesmo para além da diminuição dos ‘spreads' de crédito e, proporcionalmente, déficits em contas correntes governamentais muito mais baixos. O Brasil é um dos BRIC, o centro emergente do poder mundial. Isto soa melhor do que uma cansada e velha União Europeia", escreve o FT, numa alusão aos avanços e recuos do Velho Continente em lidar com a crise de dívida soberana.
Além disso referem que a UE considera Portugal problemático: "Sem governo, elevada resistência à austeridade e crônico desempenho econômico".

IN: Economico

Enfim... não sei se não seria uma solução... como isto está... venha o diabo e escolha!

Em 1580 perdemos a independência devido a uma crise dinástica e situação económica semelhante à actual. Agora já não há dinastias nem monarquias, mas há políticos de formação e qualidade duvidosa, há vendepatrias que trocam o seu pais por um punhado de lentilhas e lucro fácil.
Estamos perante um dilema semelhante ao de 1580, e ainda a procissão vai no adro... Esperamos os episódios dos próximos capítulos.   

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Big Brother vai chegar a Faro

Segundo o blog Faro para a Coisa, a Câmara Municipal de Faro está a instalar, nas principais artérias da cidade, câmaras de vigilância destinadas à regularização do tráfego rodoviário. As principais entradas de Faro, as avenidas Calouste Gulbenkian e Almeida Carrapato e a Baixa da capital algarvia são os locais onde serão instaladas seis câmaras. "O objectivo destas câmaras é vigiar o trânsito e ajudar a Polícia de Segurança Pública no controlo rodoviário na cidade" explicou ao Correio da Manhã Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro.

A autarquia disponibilizou cerca de cinco mil euros para implementar este dispositivo na cidade. Macário Correia quer o sistema a funcionar em Faro "dentro de um mês".
Por outro lado, o autarca farense não tem dúvidas sobre a legalidade da medida. "As câmaras instaladas não servirão para vigiar as pessoas, mas unicamente o fluxo de trânsito, como já acontece em algumas cidades do País", salientou. No entanto, Macário Correia admite que, no futuro, as câmaras de vigilância possam vir a ser utilizadas para reforçar a segurança de pessoas na capital algarvia.
"Quando a Comissão de Protecção de Dados permitir o visionamento das pessoas, aumentaremos o número de câmaras, de modo a podermos dar maior segurança aos munícipes farenses", referiu Macário Correia.
 
Eu pergunto, se em Faro não existe um serviço local de transito radiofónico, se as autoridades (PSP) locais não conseguem escoar o transito, não por incapacidade destas mas porque as infraestruturas não permitem tal densidade de transito, para que raio vão servir essas câmaras... Mais valia gastar esse dinheiro a melhorar os acessos e infraestruturas.

Mais despesismo... tipicamente Macariano!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Rumuneração dos gestores publicos


Caros,
Aqui vos deixo a compilação de algumas empresas publicas, lista completa dos seus gestores e respectivos ordenados brutos, adicionais e regalias.

Bastante elucidativo da roubalheira, escárnio e humilhação que o povo português vem sofrendo nos últimos anos. Só da vontade de meter esta gente toda no campo pequeno e fuzila-la.

O levantamento aparentemente foi feito pelo CDS/PP, retirado do blog Democracia em Portugal.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

RemuneraçõesGestoresPublicos

sexta-feira, 25 de março de 2011

Portugal diz que pagará o que for preciso para evitar a banca rota

Portugal poderá equacionar um empréstimo bancário e “pagar aquilo que for preciso” para obter a liquidez que falta para os reembolsos de dívida de Abril, dizem fontes europeias citadas pela Dow Jones. O objectivo é aguentar até às eleições sem pedir ajuda, assegurando que o País não entre em insolvência em Junho.

Fontes oficiais citadas pela agência dizem que Portugal está a equacionar uma colocação privada de dívida (uma espécie de “bridge-loan”) com vista a reforçar a liquidez de forma a pagar os reembolsos de dívida de Abril.

O País já emitiu acima de 13 mil milhões de euros em dívida este ano, mas utilizou já cerca de 10 mil milhões de euros no reembolso de dívida de curto prazo. O que, mesmo conseguindo mais alguma liquidez de curto prazo que permita o reembolso dos 4,2 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro em Abril, o Estado fica com os cofres depauperados antes do reembolso de Junho (4,9 mil milhões de euros). E com a solvência em risco.

Uma fonte, citada pela Dow Jones, disse que “ainda não está reunida toda a liquidez necessária para Abril, mas o Governo está confiante de que é possível cumprir com esse reembolso”.

Caso o Ministério das Finanças não consiga ir ao mercado colocar dívida de curto prazo, um empréstimo bancário seria uma medida provisória que permitiria ganhar algum tempo para negociar um pacote de resgate com a UE e com o FMI, que os responsáveis pretendem que, a acontecer, venha só depois das eleições.

Mas é “inevitável” que a ajuda chegue antes do reembolso de dívida de Junho, sendo necessário ainda ter em conta o pagamento de cupões anuais e o financiamento do novo défice.

Ambas as fontes europeias citadas pela agência dizem que um resgate é “inevitável”, mas estão convencidas que é possível encontrar uma medida provisória que permita aguentar até às eleições.

“Toda a Zona Euro, incluindo Portugal, está convencida que um resgate a Portugal é inevitável. O valor rondaria os 80 mil milhões de euros. Mas nenhum político em Portugal quer ter o ónus de pedir o resgate antes das eleições, portanto querem esperar até depois das eleições”, disse uma das fontes.

Portugal na banca rota daqui a 7 dias

Continhas simples. Em Abril (para os mais distraídos, é já daqui a 7 dias) Portugal necessita cerca de 5 mil milhões de euros para pagar juros (0.7) e redimir títulos de dívida vencidos (4.3). Segundo uma fonte do Insituto de Gestão do Crédito Público as disponibilidades serão cerca de 4 mil milhões. Pois é. Ou arranjamos rapidamente mil milhões de euros ou falhamos o pagamento. O termo mais usado é "bancarrota".
 

Sócrates a chorar... PEDI A DEMISSÃO...


Leia aqui a letra adaptada por Vasco Palmeirim:

Deitado na minha cama
estou chorando à luz das velas
O que é que vão dizer
os meus amigos de Bruxelas?
Tentei convencer a oposição aceitar o PEC...
... Estive a falar pró bonec...

Eram nove menos cinco
Fui a Belém pedir a demissão.
Demorei ainda um bocadinho
Porque o presidente estava de roupão.
Ai estou triste
Sou um 1º Ministre
que pediu a demissão.

Preciso de acalmar
Não gosto de whisky, vou fazer um chá
Preciso de espairecer
vou fazer jogging a ouvir Lady Gaga
A oposição não quis saber de soluções
Cambada de chumbões!

Eram nove menos cinco
Fui a Belém pedir a demissão.
Está uma confusao aqui, mas o Éfe éme i
nao precisa vir, não!
Ai estou triste
Sou um 1º Ministre
que pediu a demissão.

Via: Democracia em Portugal

Estudo conclui que empresas públicas aumentam o número de contratações imediatamente antes e depois das mudanças de governo

Estudo conclui que empresas públicas aumentam o número de contratações imediatamente antes e depois das mudanças de governo.

"No jobs for the boys", foi a famosa tirada de António Guterres na primeira reunião da direcção do PS depois da vitória nas legislativas de 1995. O aviso tinha o objectivo de acalmar o apetite do aparelho socialista, afastado há dez anos do poder. No entanto, os números mostram que os boys não só têm um apetite insaciável, como sempre tiveram jobs. Os períodos imediatamente antes e depois de todas as eleições legislativas entre 1980 e 2008 foram aqueles em que as empresas públicas mais trabalhadores contrataram. "É evidente que são casos de compadrio ou nepotismo."

A conclusão é de Pedro Martins, professor de Economia Aplicada na Faculdade Queen Mary, da Universidade de Londres, que realizou o estudo. "Os nossos resultados indicam um impacto sistemático do ciclo político nos timings das empresas públicas em Portugal", diz o estudo. "Encontramos provas significativas de um grande aumento de contratações logo a seguir a um novo governo tomar posse, principalmente se for de uma cor política diferente (esquerda ou direita) do governo anterior. Além disso, as contratações tendem a aumentar antes de o novo governo tomar posse, independentemente do resultado das eleições."

A análise de Pedro Martins recua 30 anos e, segundo o investigador, é a primeira a provar empiricamente a existência deste tipo de fenómeno. Foram consideradas empresas públicas aquelas em que o Estado detém ou detinha pelo menos 50% do capital accionista. Para evitar que os resultados fossem influenciados pela evolução da economia ou por efeitos sazonais, as empresas privadas foram incluídas como grupo de controlo. As observações mostram que nestas empresas se assiste ao efeito contrário: uma mudança nos cargos de topo tem como resultado um abrandamento das contratações "porque a nova administração ainda se está a adaptar", diz.

Também segundo o estudo, nas empresas públicas, os contratados têm um ordenado em média 17% mais alto que nas privadas. São mais novos, com mais escolaridade e normalmente ocupam uma posição mais baixa na hierarquia. Ficam também mais tempo na empresa.

laranja? rosa? tanto faz Os dados mostram que pouco importa qual o partido no governo. Os jobs são de todos os que chegam ao poder. O aumento do número de contratados é transversal a PS e PSD, que lideraram o país nos últimos 30 anos, com a ocasional participação do CDS.

Os resultados - ver infografia em baixo - permitem observar picos de contratação cada vez que que o poder muda de cor. Perto do período eleitoral, "o número de contratações pode chegar a aumentar 50%", refere Pedro Martins ao i.

O efeito não se nota só em cargos de topo, onde a amostra é mais reduzida. É nas posições médias que se regista mais este fenómeno. Para o investigador, o impacto dos ciclos eleitorais nas empresas públicas é de tal forma significativo que é um dos factores que ajudam a explicar a "diferença de desempenho entre as empresas privadas e públicas". E deixa duas recomendações: limitar as contratações no período imediatamente anterior às eleições e aumentar a transparência. 
 

Alguém viu Cavaco por aí?


O momento não será o mais adequado para que o Chefe do Estado esqueça uma palavrinha aos portugueses. De esclarecimento, de encorajamento... enfim, um sinal qualquer de que está vivo e no seu posto.
No entanto, ainda agora findos os noticiários televisivos, -  nada, silêncio absoluto.
Terá afirmado - quando?, onde? - que o Governo  mantém a "plenitude de funções até à aceitação" do pedido de demissão ontem apresentado pelo 1º Ministro.
Oxalá o Governo esteja de acordo com o Presidente da República e, de malas prontas embora, não seja criada uma crise institucional sobre a já famosa crise política.
Parece igualmente certo que amanhã receberá os representantes dos partidos políticos. E, logo na segunda-feira, o Príncipe Carlos de Inglaterra.
Talvez o Chefe do Estado aprenda algo - com esta última visita.

Portugal viu de novo o rating cortado pela S&P, desta vez para BBB - Lixo

No relatório que enviou acerca da sua decisão de cortar o rating da República Portuguesa para BBB, a Standard & Poor’s deixou em aberto a possibilidade de fazer um novo corte na classificação financeira de Portugal no prazo de uma semana, dependendo das decisões que saiam das reuniões do Conselho Europeu.

“Com base na informação e expectativas actuais, poderemos baixar o rating de Portugal em mais um nível, assim que os detalhes do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) sejam oficialmente anunciados”, refere a agência, minutos antes de essa decisão ser anunciada. “Em concreto, se acreditarmos que o MEE aumenta a probabilidade de os credores portugueses serem sujeitos a uma reestruturação em resultado dos termos do empréstimo do MEE, ficando subordinados ao crédito do MEE, ou se as obrigações portuguesas virem a sua liquidez reduzida materialmente, poderemos descer o rating de Portugal. Esperamos que essa decisão possa ter lugar tão cedo quanto a próxima semana.”
Caso se confirme um novo corte, o investimento em dívida portuguesa seria fixado em BBB- e ficaria apenas a um nível de ser considerado especulativo, isto é ‘lixo’ (junk).

Hoje de manhã veio a confirmação, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou nesta quinta-feira de "A-" para "BBB" a nota do crédito soberano a longo prazo de Portugal, após a rejeição do plano de austeridade apresentado pelo Governo português.
"Em nossa opinião", assinala a agência em comunicado, "o resultado (da rejeição) aumentou a incerteza política, o que poderia prejudicar a confiança do mercado e aguçar o risco de financiamento de Portugal".

"Achamos que o próximo Governo não terá outra opção senão adotar algum tipo de versão dessas propostas de reforma, dado o aparentemente fraco apetite dos investidores pela dívida de Portugal", assinalou Eileen Zhang, analista de crédito da agência.

A S&P mantém a qualificação de "A-2" para o crédito a curto prazo, que segue na situação de "CreditWatch" (acompanhamento), na qual foi incluído em 30 de novembro de 2010, com implicações negativas. 

Caros,

Isto já nem com a queda do governo vai lá, o que significa que não era a falta de confiança dos governantes que estava a influenciar a economia. Eu sempre defendi aqui neste blog que o maior problema português era a falta de politicas de longo prazo e a ausência de reformas estruturais.

O resultado está a vista... já ninguem acredita que Portugal consiga cumprir, independentemente de quem esteja no poder. Além disso Passos Coelho não é factor de confiança, mas sim um galarote que quer chegar ao poder para tomar o orçamento de assalto, e toda a gente lá fora já viu isso.
Só vejo para a nossa salvação uma saida... Inssureição popular, acabar com a actual classe politica e começar tudo de novo, como uma nova folha de papel. Tomar medidas violentissimas de austeridade, tal como Salazar fez, acabar com a roubalheira, endireitar as contas publicas e depois... talvez consigamos algum progresso e prosperidade. 

Está nas nossas mãos.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Wall Street Journal - Absentismo escolar em Portugal e seu impacto na economia

Portugal bateu no fundo


Um importante artigo no Wall Street Journal ("A Nation of Dropouts Shakes Europe" faz um diagnóstico deprimente mas certeiro da destruição causadas pelo socialismo. (minha tradução e meus destaques)

1. É preciso aumentar ainda mais os impostos:
"O estado da educação em Portugal diz muito acerca da razão pela qual este irá, com grande probabilidade, necessitar de ajuda externa e porque a factura será alta e difícil. Portugal necessita crescer o suficiente para conseguir pagar a enorme dívida acumulada."

2. É preciso evitar cortes na despesa pública a todo o custo:
"Cortes rápidos e dolorosos, que já estão a ser impostos por todo o continente, são o primeiro passo."

3. Aliás, foi o aumento da despesa que salvou o país da recessão
"A economia - tanto o sector privado como público - acumulou um défice externo superior a 130 mil milhões de euros durante a última década. O estado não tem um orçamento equilibrado, quanto mais um saldo positivo, há mais de 30 anos. (...) O peso da dívida pública, detida em parte por residentes, vai chegar esta ano aos 90% do PIB. A economia portuguesa, o que incluí tanto o sector público como privado, deve ao exterior um montante superior a dois anos de produção de riqueza."

4. O neo-liberalismo irlandês era um "tigre de papel"
"A Irlanda, apesar da brutal crise bancária, continua entre as nações mais ricas da Europa."

5. É preciso mais esquemas como as "novas oportunidades"
"Somente 28% da dos portugueses entre os 25 e os 64 anos terminou o ensino secundário. Na Alemanha são 95%, na República Checa 93% e nos EUA 89%."

6. Aliás, a educação pública é um modelo e a educação privada é uma ameaça aos ideias de justiça e igualdade
"O sistema [público de educação] está calcificado. A administração central exerce um controlo apertado. Os currículos são simultanêamente pouco exigentes e rígidos. As taxas de abandono são elevadas. (...) O Externato de Penafirme, tal outras 90 escolas com "contractos de associação" onde o estado paga uma taxa de gestão a uma entidade privada, segue as linhas gerais do currículo oficial mas selecciona os seus professores. (...) Os resultados dos exames colocam Penafirme nos melhores 15% de todos o país. É a melhor em Torres Vedras (...) Para a actual ministra, Isabel Alçada, direccionar os escassos recursos públicos para entidades privadas como Penafirme enquanto as escolas públicas sofrem de graves carências, "não é justo". 
 

Editorial do Financial Times... Violento


É demasiado tarde para os políticos portugueses culparem quem quer que seja senão eles próprios pela sua crise de dívida soberana. A Irlanda, Espanha e sem dúvida a Grécia podem justificadamente lamentar que, mesmo tendo apertado o cinto, as rendibilidades das suas obrigações estão a ser pressionadas pelo processo desorganizado de condução da política europeia. Mas, depois da turbulência do ano passado, Lisboa ainda não interiorizou a necessidade de viver à altura dos seus meios.

Falta a ambos, Governo e oposição, credibilidade. A austeridade do Governo foi fingida: a redução do défice no ano passado resultou de truques contabilísticos baseados na passagem à esfera pública de um fundo privado de pensões. (Não se podendo acusar a União Europeia por isto, ela é culpada de cumplicidade: as suas regras contabilísticas encorajam estes truques e penalizam aqueles que honram os compromissos dos seus fundos de pensões). A oposição mostrou que tem por prioridade a vantagem política, ao votar contra as novas medidas de austeridade, forçando a demissão de Sócrates. (...)

Política de Verdade

Represento uma política de verdade e de sinceridade, contraposta a uma política de mentira e de segredo. Advoguei sempre que se fizesse a política da verdade, dizendo-se claramente ao povo a situação do País, para o habituar à ideia dos sacri­fícios que haviam um dia de ser feitos, e tanto mais pesados quanto mais tardios.
Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos gran­diosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.
Advoguei sempre uma política de administração, tão clara e tão sim­ples como a pode fazer qualquer boa dona de casa — política comezinha e modesta que consiste em se gastar bem o que se possui e não se despen­der mais do que os próprios recursos.
António de Oliveira Salazar


Apresentação de Medina Carreira na sala do Senado

 
 
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quinta-feira, 24 de março de 2011

Fitch corta "rating" de Portugal em dois níveis devido à crise política

A agência de notação financeira tinha dito que a crise política não tinha implicações no "rating", mas acaba de cortar a notação do país em dois níveis, no dia seguinte ao da demissão de José Sócrates.

A agência de notação financeira Fitch anunciou hoje um corte de doís níveis no “rating” de Portugal, de A+ para A-, ameaçando novas reduções.

O corte do "rating" é justificado com a crise política em Portugal, depois de o chumbo do PEC, ontem no Parlamento, ter provocado a demissão do Governo.

“A revisão em baixa reflecte os riscos acrescidos em torno da implementação das políticas e do financiamento do défice à luz da inviabilização, pelo Parlamento português, das medidas de consolidação orçamental e da demissão do primeiro-ministro”, argumenta Douglas Renwick director da Fitch para o "rating" de soberanos.

A agência escreve que o facto de o Parlamento português ter inviabilizado as novas medidas de austeridade, levando à demissão do Governo, aumenta “significativamente as hipóteses de Portugal pedir assistência multilateral num prazo próximo”.

“A incapacidade do Parlamento aprovar as medidas (PEC IV), e a incerteza política decorrente, enfraqueceu a credibilidade do programa português de reformas orçamentais e estruturais”.

“Dada a falta de melhoria nas condições de financiamento, a Ficht não assume mais que Portugal consiga neste ano aceder aos mercados a taxas comportáveis”, avisa a agência de notação.

A agência Fitch alerta ainda que sem um pacote de apoio financeiro credível do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, Portugal sofrerá novo corte de 'rating', possivelmente em vários níveis, nos próximos meses.


Ainda há dois dias, a Fitch afirmava que a disputa política entre PS e PSD não colocava em risco a notação de Portugal, porque não constituía uma ameaça imediata ao cumprimento da meta do défice para 2011, 4,6% do PIB.

Portugal, argumentava então a agência de notação, "já adoptou um orçamento de austeridade para 2011, por isso as disputas políticas não constituem um risco imediato para a meta do défice para este ano"

"O nosso rating para Portugal já é negativo, reflectindo as nossas preocupações sobre a redução do défice e o acesso ao mercado", afirmava o mesmo Douglas Renwick, em declarações à agência Lusa.

Angela Merkel lamenta que Parlamento português tenha chumbado medidas

José Gomes Ferreira e António José Teixeira comentam crise política e eventual pedido de ajuda externa