quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dia 12 - 1 milhão na avenida da liberdade



Vamos lá ver… Pode ser que resulte. Os Egípcios encorajaram-nos a tomar medidas. Se todos levarem isto a SÉRIO será complicado…..

12 de Março de 2011 - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.



Humor - "Nova técnica de perseguir pescadores na Ria Formosa"

Isto... Só no Burkina Faso


 Tribunal Constitucional "recuperou" 60 mil votantes


Segundo o JN, o Tribunal Constitucional anunciou terça-feira que votaram nas eleições presidenciais 4.492.453 pessoas. São mais 60.604 do que no mapa oficial dos resultados, mas o número é praticamente o mesmo número que tinha sido anunciado a 23 de Janeiro.
A assembleia de apuramento geral da eleição do Presidente da República, da responsabilidade do Tribunal Constitucional, voltou terça-feira a reunir, depois de ter sido solicitado aos presidentes das assembleias de apuramento distritais "a confirmação ou rectificação" dos dados inicialmente transmitidos, tendo aprovado a correcção dos números.
Assim, ficou apurado que votaram a 23 de Janeiro 4.492.453 eleitores, mais 60.604 do que constava no mapa oficial dos resultados, aprovado pela Comissão Nacional de Eleições apenas com o voto de qualidade do seu presidente, e apenas mais 156 votantes do que o anunciado na noite eleitoral no site www.mj.presidenciais.pt .

Quanto ao número de eleitores inscritos, o número final apurado é de 9.657.312, mais 113.762 do que o dado que constava do mapa oficial e apenas mais 515 do que o número anunciado no dia das eleições (9.656.797).
Segundo o mapa oficial dos resultados, publicado em Diário da República a 15 de Fevereiro por ordem da CNE, tendo em conta a primeira acta da assembleia de apuramento geral, do TC, todos os candidatos registavam um menor número de votos, por comparação com os dados da noite eleitoral, e apenas Cavaco Silva, José Manuel Coelho e Defensor Moura registavam ligeiras subidas nas percentagens de voto.
Cavaco Silva, reeleito para um segundo mandato como Presidente da República, perdia então 22.376 votos em relação aos resultados divulgados na noite eleitoral, Manuel Alegre 14.657, Fernando Nobre 10.486, Francisco Lopes 7.778, José Manuel Coelho 1.255 e Defensor Moura 337.

Agora, segundo os novos dados, os seis candidatos voltam a aproximar-se do número de votos registado a 23 de Janeiro, com uma diferença máxima que não ultrapassa os 1050 votos, seja a mais ou a menos.

Cavaco soma mais 353 votos do que na noite eleitoral, Manuel Alegre menos 799, Fernando Nobre menos 1047, Francisco Lopes mais 96, José Manuel Coelho mais 827 e Defensor Moura mais 998.

Em termos absolutos, o actual Presidente, que toma posse a 9 de Março, recebeu 2.231.956 votos (2.231.603 a 23 de Janeiro), Alegre 831.838 (832.637), Nobre 593.021 (594.068), Lopes 301.017 (300.921), Coelho 189.918 (189.091) e Defensor Moura 67.110 (66.112).

Na acta da CNE relativa à reunião na qual foi aprovado o mapa oficial dos resultados eram referidos "erros" e "incorrecções" no apuramento, e apontada, nas declarações de voto, a omissão "na contabilidade final de cerca de 120 mil eleitores e cerca de 60 mil votos no distrito de Setúbal", enquanto no distrito de Viseu "são contabilizados mais 40 mil eleitores e mais cerca de 20 mil votos".

Isto é vergonhoso, será que Portugal nos próximos actos eleitorais precisa de observadores internacionais que acompanhem as eleições e garantam o normal decurso do processo eleitoral?

Se isto acontece numas presidenciais, imaginem nas eleições autárquicas... se calhar é assim que muitos caciques se mantêm no poder... não sei... mas da-me que pensar...

Isto... isto nem no Burkina Faso... safa!!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os Lusiadas - Versão Revista e actualizada


Adaptação moderna dos Lusíadas
  
                          I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

                          II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

                        III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

                        IV

E vós, ninfas do Douro onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Portugal aos olhos dos americanos da TWA



 Portugal na década de 1960 (TWA) from Gonçalo Ramos Ferreira on Vimeo.


Um retrato de Portugal, feito nos anos 60, num video promocional da companhia aérea americana TWA - Trans World Airline.
De facto neste vídeo Portugal é retratado como um local bucólico, sem grandes infra-estruturas fora dos meios urbanos, com grande parte da população no sector primário (pescas e agricultura), sem grandes vias de comunicação, um pais essencialmente pobre mas com um grande passado (tal como Salazar gostava de afirmar).

Hoje temos vias de comunicação, temos a geração mais bem preparada de sempre, mas somos um pais pobre na mesma, atrasado e sem perspectivas. Pergunto eu... O que terá mudado ao longo destes anos todos? Apenas alguns factores de ordem social, tercearizou-se a economia, destruíram-se os sectores produtivos, mas a pobreza geral continuou, ou seja, a população hoje não vive melhor que vivia, tem é o nível de conforto adaptado aos tempos actuais, mas isso não significa que viva melhor.

Um video bem interessante, a não perder.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

A MUSICA DO FARO É FARO

Cliquem na imagem para ouvirem a musica exclusiva do Blog, por Barbra Straisend.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Geração "à Rasca"


Caros,

Aqui vos deixo o trabalho apresentado pela SIC sobre o estado actual do pais.

Estamos perante a geração mais qualificada de sempre, porém, esta não se consegue enquadrar na sociedade actual. Não há emprego, mesmo para as profissões mais qualificadas; as poucas propostas que vão aparecendo, dada a muita procura e a reduzida oferta apresentam salários baixíssimos e condições de trabalho que não dignificam a profissão. E é só para quem quer!

Empresas que continuam à espera que os clientes as procurem, sem terem um papel pro-activo nos desígnios das suas próprias empresas. Os empresários não têm visão e vivem na subsidio-dependência.

Os empresários no momento em que os “Contabilistas” os informam que vão ter lucro (muitas vezes miserável) o primeiro pensamento que lhes ocorre é, “vou comprar um carro para não pagar imposto em sede de IRC”, no entanto não sabem que a grosso modo a compra do carro apenas lhes permitem “poupar” ¼ do valor da viatura * Tx imposto, mas que para isso vão sofrer com as tributações autónomas durante o tempo de vida da viatura e estão muitas vezes a assumir a responsabilidade de um financiamento de l prazo que em boa verdade não sabem sequer se o vão conseguir pagar.

Ainda não se aperceberam que a concessão de crédito aos seus clientes é uma realidade bem perturbante, na medida em que o cliente só paga se quiser, não existe um planeamento de tesouraria ou tão pouco um planeamento de cobrança muitos apenas se lamentam que os clientes não pagam, mas em bom rigor nada fazem para cobrar.
 
Empresas com níveis de concentração que deitam por terra até a Lei de Pareto, empresas que com clientes com posições dominantes de 90% do volume de negócios e que vivem sorridentes achando que o mundo nunca vai mudar… tantas no sector eléctrico, que fornecem apenas para 1 ou 2 clientes (armazenistas e distribuidores).

Enfim acho que vivemos na sobra de 40 anos de erros, a banca como achava que era melhor emprestar ao estado ou a particulares para compra de habitação ou crédito pessoal do que emprestar ao empresariado dado que dado que o risco era maior e a margem de lucro menor, foi-se desguarnecendo a industria e fomentando os serviços. Agora temos um sector terciário gigante e um primário e secundário anões.

Para manter o estado social, gerar empregabilidade e sustentabilidade social é necessário melhorarmos a nossa economia, e para o fazer e preciso produzir produtos que lá fora queiram comprar, que nos consigamos produzir bem e com valor acrescentado. Caso contrário, dentro de 5 anos vamos bater na parede.

O que é grave é que o estado gastou uma fortuna para formar estas gerações e agora a única alternativa é a emigração. Assim além de estarmos a financiar a economia de outros países estamos a destruir o estado social, dado que esses países nada contribuíram para a formação daquelas pessoas. Vão diminuir as contribuições para a segurança social, e como temos uma população cada vez mais envelhecida, não auguro nada de positivo. Não é possível fazer omeletes sem ovos. O estado social tem os dias contados.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ILHA DE FARO SOB RISCO IMINENTE

Associação de Utentes da Ilha de Faro

Comunicado de imprensa
A AUIF (Associação dos Utentes da Ilha de Faro) encontra-se extremamente preocupada com a falta de uma solução para travar o processo de erosão costeira que desde há muito se faz sentir na Ilha de Faro. Esta situação, que se agrava particularmente no Inverno, quando a agitação marítima é mais intensa, poderá causar danos irreversíveis na Ilha nos próximos dias, face à previsão de forte ondulação (5 metros) que coincidirá com a existência de marés vivas.

Já este Inverno por diversas vezes se registaram galgamentos da duna, que obrigaram a cortes no acesso à Ilha de Faro e ao derrube de casas na zona poente. Esta situação é particularmente grave, quando existem na Ilha de Faro dezenas de famílias que ali habitam de forma permanente, e que assim se vêem isoladas, impedidas de aceder ou sair da Ilha e com os seus bens sob permanente ameaça.

A tudo isto as Autoridades do Ambiente com responsabilidades sobre esta faixa da costa, assistem de forma passiva, mesmo depois de inúmeros estudos que ao longo de décadas têm sido realizados pelos (ditos) melhores especialistas nacionais. A Sociedade POLIS Ria Formosa, que tem nas suas linhas de programação uma intervenção para solucionar esta situação, continua a alimentar os mesmos especialistas de sempre, com a encomenda de mais estudos. Os mesmos cujas propostas de intervenção apontam para acções como as que recentemente ocorreram na Fuzeta, onde foram gastos 1 milhão de euros que o mar levou em 2 dias; ou os 6 milhões de euros gastos na alimentação artificial da zona de Vale do Lobo, que deveriam durar 10 anos, mas onde, decorridos 6 meses, parte substancial da areia já desapareceu.

As soluções destesespecialistas passam sempre pelo derrube das construções existentes (curiosamente a zona mais frágil da Ilha de Faro é a central, onde curiosa e praticamente não existem construções). Como é,
certamente, do conhecimento da POLIS Ria Formosa existem outras soluções, talvez mais dispendiosas (à partida), mas mais eficazes, duradoiras e mais baratas a médio/longo prazo. São vários os exemplos de sucesso por esse Mundo fora, mas aqui na Ilha de Faro, a solução que se parece perspectivar é uma vez mais precária, com resultados que todos antecipam ser de curta duração. Como se já não bastasse tanto descrédito, o próprio Presidente da Câmara Municipal de Faro recentemente reconheceu em entrevista a um órgão de informação regional que “até agora tem havido muitos estudos e pouca acção … trabalho concreto só mesmo o vento e as marés é que o fizeram”.

Mas não ficou por aqui Macário Correia, pois não deixou de ironizar sobre a actuação da Sociedade POLIS Ria Formosa, afirmando que “Há mais papeis (sobre a Praia de Faro) do que grãos de areia. Acho que deveria haver mais cuidado com o uso dos dinheiros públicos”. Curiosamente a Câmara Municipal de Faro é um dos accionistas da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa S.A. - Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria Formosa.

Por estas razões urge intervir, basta de palavreado e estudos! Se os responsáveis e especialistas de sempre não têm nem estratégia, nem soluções efectivas ou capacidade para resolver este problema, que se demitam! Esperemos que não o façam apenas depois de a duna romper, de metade da Ilha de Faro desaparecer e do próprio aeroporto poder vir a ser afectado. A Ilha de Faro, os seus habitantes e utentes merecem mais respeito e melhor sorte.

Ilha de Faro, 15 de Fevereiro de 2011
A Direcção

Plano Inclinado: Economia e Finanças - Aumento de Exportações

Caros,

Aqui vos deixo a ultima edição do programa "Plano Inclinado" com o Prof. Medina Carreira, o Jornalista Mário Crespo e o convidado o Engº Henrique Neto.

O tema e a necessidade de melhor a economia, aumentar as exportações para ganhar competitividade e sustentabilidade.

Um programa a não perder.

Cumprimentos cordiais


Luís Passos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Acessibilidade bloqueia acessibilidade - o paradigma do Largo do Carmo

Caros,

Ontem ao passar pelo Largo do Carmo e ao reparar nos factos que relatarei a seguir nem quis acreditar no que estava a ver... ainda olhei umas 3 ou 4 vezes para me certificar que estava a ver as coisas correctamente.

Na Igreja do Carmo construiu-se recentemente junto à alfarrobeira do lado direito uma rampa para cadeiras de rodas.

Até ai tudo bem, obra bastante meritória para que os nossos visitantes deficientes possam tirar partido e visitar a excelente Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Capela dos Ossos.

Porém, o asno engenheiro civil que coordenou os trabalhos da referida obra, ou porque não estava no projecto, ou porque tirou o curso nas novas oportunidades ou ainda porque tirou o curso ao domingo na independente ao resolver um problema criou um ainda maior.

Se repararem, existem uns pilaretes de betão para impedir que os automóveis entrem para a calçada do Largo e a transformem em estacionamento. Só que ao construir a rampa, esta ocupou espaço na via publica que antes estava liberto para passagem, e ninguém avisou o engenheiro que tinha de retirar pelo menos os dois últimos pilarates para permitir a passagem no passeio.

Reparem nas seguintes fotos.



(clicar nas imagens para ampliar - grande resolução)

Quando estas fotos foram tiradas o estacionamento estava vazio, mas normalmente costuma estar cheio de carros. Com o espaço ocupado desta forma, com carros ficam 20 cm para o peão passar entre a esquina e o carro e o pilarete. Quem vier com um carrinho de compras ou uma cadeira de rodas tem de ir para o meio da rua com carros a circular vindos das suas costas a grande velocidade (perigosíssimo) para desviar deste obstáculo. 

Agora imaginem um cego que vem a andar com a sua varinha ou com o seu cão guia, como é que ultrapassa uma situação destas? Isto viola os demais regulamentos em vigor no que toca a acessibilidades.

Vamos la Sr. Presidente Macário, largue lá a politiquice, as tricas, as rádios locais, as questões que não interessam nada, e mande lá reparar esta situação... até lhe digo como fazer... basta retirar os 2 primeiros pilaretes... 

Quer melhor serviço publico que este? Até leva solução e tudo... e sem pagar nada!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos


Poda das árvores da Alameda

Caros,

A coisa de dias reparei que as Árvores do lago dos patos da Alameda tinham sido todas podadas, com um corte muito radical.

Agora aquela zona parece um Jardim ZEN, daqueles estilo japonês, só árvores com tronquinhos. Será que era isto que se pretendia? Ou será que aplicou-se o mesmo método em todas as árvores da cidade, tipo receita global? É que em várias ruas de faro fizeram o mesmo... e em árvores de espécies diferentes.

Eu preferia muito mais o lagos dos patos como estava que alem de muito mais bonito, tinha muita sombra.
Agora é um local estéril... como são esses novos jardins japoneses que se fazem agora... é a nova moda!

Eu detesto!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



(clicar para ampliar)

O fim da avenida das palmeiras

Caros,

Como já havia antevisto neste post, "Alameda - O Fim da Avenida das Palmeiras" , neste momento foram cortadas 95% das palmeiras da avenida, sobraram 1 ou 2 que também não vão durar muito.

Aqui fica a foto de um dos cortes



No final, depois dos cortes efectuados o resultado final foi este:



(clique em qualquer foto para ampliar - grande resolução)

Assim, aquela que é a via mais emblemática da Alameda neste momento é uma Avenida sem alma, sem a sua imponência, nem sei o que parece... está descaracterizada... é urgente reabilitar este local.
Não sei o que os técnicos do Município de Faro estão a prever para este local, é obvio que não pode ficar como está. Uma vez que está fora de questão colocar novas palmeiras, sugiro por exemplo que se coloquem Ciprestes, altos como pináculo de catedral, apontando para o céu...  devolvendo a imponência e a dignidade ao local, para alem de que serviriam para os pombos fazerem ninho. 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os ares condicionados - trelissas não são para todos

Caros,

Após passar na Rua Mouzinho de Albuquerque, deparei-me com este triste espectáculo.


Anda o Macário e os seus muchachos a chatiar tudo e todos, por causa dos ares condicionados, como aconteceu numa Rua não muito longe daqui, com o Pedro Graça, da oculista, que foi obrigado a gastar um dinheirão para mandar fazer uma trelissa para tapar uma maquina pequena de ar condicionado; vemos então a agência do Banif. 

Maquinas de ar condicionado as catadupas e duas Unidades de tratamento de ar, tudo a vista... que belo exemplo... 

Sr Macário, uns são cidadãos de primeira... e outros de segunda! Ainda bem que o já falta pouco tempo para o senhor se ir embora! VÁ E NÃO VOLTE!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Uma Ruina em Faro a solicitar acção de demolição

Caros,

No outro dia passei na rua Gil Eanes, e deparei-me com este edifício sinistro.

Mais de 2/3 do Edifício já ruíram, estando a fachada poente de pé por estar suportada por estacaria de aço.

Toda a estrutura do 1º andar já colapsou, tendo apenas ficado a parte que corresponde ao actual café, a funcionar no R/C.

Como é possível manter um café a funcionar num edifício que não reúne as condições de estabilidade estática para estar habitável e funcional?

Ao abrigo da lei do arrendamento, os estabelecimentos comerciais necessitam que um engenheiro electrotécnico verifique a instalação eléctrica do mesmo e passe o respectivo termo de responsabilidade da conformidade da mesma... quem iria assumir tal responsabilidade num edifício em derrocada? Estará legal?

O departamento de Urbanismo da CMF anda a dormir? Era exigir já ao senhorio a reparação do edificio ou sua demolição compulsiva. Estão a espera de que? Que se verifique uma derrocada, morram as pessoas que estiverem no café ou que aquele edifício ao ruir leve os outros ao lado atrás?

Enfim... anda ao Macário a preocupar-se com rádios locais e outras tretas e tricas... com os verdadeiros problemas aqui ao lado. 

Isso faz-me lembrar uma frase que uma vez me disse o Eng. Camilo, "uns andam preocupados com as formiguinhas enquanto por tras está a passar uma manada de elefantes".

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



(clickar para ampliar)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Facebook - Esse antro de cuscivilhice pimba!

A lição da Praça Tahrir

Como quem vê o fim por perto Mubarak agarra-se ao poder como uma lapa. É quase sempre patético ver um fim de um diatador. Por mais dignidade que tente manter, quando a força bruta deixa de funcionar fica apenas a megalomania de um simples ser humano que se julga indispensável. Mas uma coisa é certa: Mubarak tem os dias contados. Até ele o sabe. Apenas procura uma saída que não seja a de ser escorraçado do seu próprio país.

Talvez venha aí a democracia. E seria uma lição extraordinária. Uma lição, antes de mais, para os que sempre encontram nas culturas alheias a incapacidade de viver em liberdade. Enganam-se, como deviam saber. Todos os povos têm uma sede natural de liberdade. Uma lição para os que acreditaram que a democracia só podia nascer como ato civilizador do Ocidente. À bomba, se preciso fosse. Como se a liberdade não tivesse de ser sempre uma conquista. 

Todos se lembram da teoria do dominó. A intervenção militar no Iraque faria nascer ali uma democracia. E a partir daquele exemplo os vizinhos, maravilhados com tamanho feito, se converteriam à democracia entregue a casa e fabricada em gabinetes de Washington. José Manuel Fernandes até deixou cair uma lágrima furtiva quando os tanques do invasor chegaram a Bagdade e comparou aquele dia ao nosso 25 de Abril. A arrogância imperial tem sempre qualquer coisa de ingenuidade quando se maravilha com os seus próprios crimes. Sabemos que nada disso aconteceu. Apenas morte e ódio. A conclusão seguinte foi a única que estava à mão: aqueles povos não foram feitos para a liberdade.
Pois o efeito dominó aconteceu. Não a partir do Iraque. Começou na Tunísia. Da única forma que pode começar. Pelas mão do seu próprio povo. E alastrou para o Egito, para a Argélia, para a Jordânia, para o Iémen. Não foi graças à intervenção de nenhum libertador externo. Pelo contrário, foi contra os seus aliados de sempre. Apanhou a Europa e os EUA de surpresa. A Casa Branca tenta dar uma cambalhota rápida e depois de décadas de cumplicidade com a ditadura tem a suprema lata de dar conselhos aos egípcios. Sarkozy e ministros tentam explicar como passaram férias às custas do dinheiro roubado aos egípcios. E são atacados pelos socialistas, os mesmos que tinham, na sua Internacional, a companhia de Mubarak e Ben Ali. Enquanto os egípcios se libertam do ditador, arriscando a sua vida, a Europa e os EUA envergonham-se da sua própria hipocrisia. 

Todos os povos, mais tarde ou mais cedo, procuram a liberdade. E só a essa, conquistada por si e sem tutores, dão realmente valor. A praça Tahrir serve de lição. Não apenas aos que sofrem a opressão de outras ditaduras - de Havana a Teerão -, mas aos que julgam que a democracia se exporta à bomba, contra a vontade dos que devem construir. 

Daniel Oliveira in Expresso

Na minha analise, penso que o que se passou nestas localidades deve ser bem analisado e reflectido pelo povo português. Recordo-me perfeitamente aqui à uns anos de o povo descontente com a governação, proferir frases como "Quando é que vem ai a revolução??"; "quando é que voltamos ao caminho de Abril??"; "Foi para isto que fizemos uma revolução??"; "Quando é que as forças voltam novamente a pegar em armas e a depor o governo?". 

Bem realmente em Portugal existe este mito sebastiânico que um dia há-de vir um salvador que vai resolver os problemas todos do nosso pais, e por isso as pessoas não precisam de correr para encontrar soluções. As pessoas encostam-se... o Exercito que faça revoluções, as Forças Militarizadas que façam revoluções, mas o povo... revoluções? nahhh Estão condenadas ao fracasso a partida... pensavam eles.

Como bem se viu, precisamente ao contrario. O povo nem sabe o poder que tem. 
Em Portugal o povo e espoliado, enganado, imbecilizado por uma cleptocracia decadente que toda a riqueza absorve; o povo, esse, macambuzio e imbecilizado... deixa-se ir... votando sempre nos mesmos patetas, acreditando nas mesmas historias da carochinha...

Vivemos neste momento numa ditadura de partidos, bem pior que a de Salazar. Antes no tempo do Estado Novo, quem fosse apanhado a falar mal do governo, era apanhado pela PIDE, levava uns chapadões e umas vergastadas ou passava uns tempos na cadeia. Agora se falares mal do governo és despedido ou ostracizado (lembram-se do professor charrua??). Antigamente para poderes atingir altos cargos tinhas de ser membro da União Nacional, hoje em dia tens de ser membro do partido que tiver no governo. Volta-se o disco... mas a musica é a mesma.

Por isso apoio o movimento 1 milhão na avenida, o povo tem de se deixar de patetices e agarrar o touro pelos cornos, ser dono do seu destino. Colocar esta corja toda para correr daqui para fora, nomear um governo de salvação nacional, vigorante durante um período de 5 anos até as contas publicas estarem em ordem de modo a conseguir relançar-se a economia, por o pais a produzir riqueza, melhorar a qualidade do ensino, e fazer de Portugal um pais moderno, prospero e com futuro.

Está nas mãos dos Portugueses... Ontem já era tarde!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Transatlânticos - Episódio 4 e Ultimo (Endless Voyage)

Caros,

Vos apresento o ultimo episódio da serie "Os transatlânticos", que espero sinceramente que tenha sido do vosso agrado. É um importante documento histórico, bastante agradável de ver, permitindo uma aprendizagem consolidada sobre o tema.

Neste episódio vemos o declínio da actividade comercial de transporte regular de passageiros a nível mundial. O nascimento de alguns gigantes como o Oriana, o Camberra, o France, o Queen Elisabeth 2 e muitos outros.

Com o declínio da actividade comercial dos transatlânticos, devido aos aviões a jacto, pensou-se que seria o fim para estes leviatans, mas apenas seria o inicio de uma nova actividade - O mercado de Cruzeiros.

Assim vemos o aparecimento dos novos navios de cruzeiro, os novos gigantes, maiores que qualquer transatlântico ate já construído. Porém estes novos navios de cruzeiro são construídos com outra perspectiva, não são rápidos, nem construídos para suportar as condições de mar menos favoráveis, e francamente, são muito mais feios que os transatlânticos tradicionais.

No tempo dos grandes navios de cruzeiro, os mares já não são considerados autoestradas que têm de ser percorridas no menor tempo possível, mas um destino em si mesmo, e decerto que neste campo irão aparecer barcos fabulosos na esteira desses objectos fantásticos que mudaram o mundo - OS TRANSATLANTICOS.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
Parte I 

Parte II

Parte III

Parte IV

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um discurso muito actual - Aguiar Branco

 

Neste momento de crise que o pais atravessa, re-encontrei o discurso que Aguiar Branco no dia 25 de Abril de 2010, e não pude deixar de concordar mais com o diagnostico que ele fez.

Um estado gordo e decrépito, reaccionário, que tudo decide, que entra nas nossas casa, nas nossas empresas, que comprime direitos e garantias, que abdica do exercício da justiça e se enfarta dos nossos impostos então temos uma vergonha de classe politica e de governo.

Quando o estado se apropria da riqueza do pais não para bem comum, mas para de uma plutocracia, o estado tornou-se num estado sectário, que distorce a igualdade de oportunidades e sorve para uns os recursos que deviam estar à disposição de todos.

36 anos volvidos após Abril... Salgueiro Maia foi a Lisboa acabar com o "Estado a que chegámos", pois vejamos então o Estado que chegamos todos os dias... destruímos o nosso pais... 

Como o conseguiremos re-erguer? Este e o novo desafio da próxima década!

Um discurso a não perder... (e eu que detesto políticos).

Cumprimentos cordiais

RUA FM - Macário quer uma nova Rádio Local


O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), reivindicou a abertura de uma rádio local, numa carta enviada ao ministro dos Assuntos Parlamentares. O autarca referiu que Faro é a única capital de distrito que não tem uma rádio local e que é "imperioso" corrigir a situação. "Sem uma rádio de cariz local, informativa e generalista, o concelho vê-se, neste domínio, impossibilitado de ombrear em pé de igualdade com as demais cidades da região", concluiu Macário Correia.

O diretor da RUA FM demonstrou em comunicado, «o seu espanto com a afirmação de que Faro não tem uma rádio local», na sequência do comunicado ontem divulgado pela Câmara Municipal de Faro.
«Ao afirmar-se isto, é ignorado todo o trabalho que a Rádio Universitária do Algarve tem feito ao longo dos últimos oito anos», garante Pedro Duarte, diretor da RUA FM.

A Câmara de Faro anunciou hoje que a reivindicação de uma rádio local para a capital algarvia não teve o objectivo de "depreciar" ou "subalternizar" o papel da Rádio Universidade do Algarve. 

"Esta tomada de posição não visou depreciar ou subalternizar o papel da RUA FM, cujo esforço meritório para prover a cobertura de manifestações políticas, culturais e sociais do concelho é credor do nosso reconhecimento e louvor. A RUA FM desempenha, desde o seu nascimento, um elemento crucial de reforço e sintonia da comunidade académica com os cidadãos sendo apreciada como uma iniciativa coroada de êxito", lê-se num comunicado da câmara divulgado hoje.
A autarquia adianta ainda que tornou públicas as diligências junto do ministro dos Assuntos Parlamentares para que se pudesse fazer um concurso público para preenchimento de "frequência radiofónica que se encontra atribuída a Faro e que não está a ser utilizada por qualquer operador".

A mim o que me parece é que o Sr. Presidente Macário anda a procura de tempo de antena, quer ter um órgão de comunicação social do "regime" para poder "passar" a sua mensagem. Vergonha, mudam-se os tempos mas as técnicas são sempre as mesmas. 

Senhor Macário, não disse que vinha para Faro para trabalhar e refazer a capitalidade? Até agora ainda não vi nada... felizmente que está quase no fim do seu unico mandato.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Transatlânticos - Episódio 3 (The Great Duel)

Caros,

Aqui vos deixo o terceiro episódio da Série "Os Transatlânticos", - O grande duelo (The Great Duel).

Este episódio retrata o duelo entre os navios Queen Mary e Normandie pela posse do galhardete azul.
Tal como aconteceu na 1ª Guerra Mundial, a 2ª Guerra Mundial que se avizinhava iria ser também um conflito total, em que os navios iriam ser sacrificados para cumprir a estratégia militar. Os navios Queen Mary e Queen Elizabeth devido a sua capacidade conseguiram encurtar a guerra.

Houveram algumas perdas como o REX que foi bombardeado e o luxuoso Normandie, perdido estupidamente devido a incúria dos americanos no decurso da transformação em transporte de tropas.

Neste episodio vemos o nascimento do S.S. United States, o navio mais rápido do mundo, ainda hoje é detentor do galhardete azul da travessia para Oeste do Atlantico (a Este já foi batida por um catamaran), com uma velocidade superior a 35 nós.

No final dos anos 50, com a aparecimento dos aviões a jacto, parecia que os Transatlânticos enfrentavam a extinção... No entanto era o inicio de uma nova corrida pela supremacia dos mares, que veremos amanhã no próximo episódio.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Esplanada de São Luís Parque - Outro cinema para recordar


(Clicar para ampliar) 
Inaugurou-se em Faro no dia 1 de Julho de 1950 a esplanada “S. Luís Parque” mandada construir pela empresa do Cine-Teatro Farense, dotando assim a cidade de um espaço destinado privilegiado para a realização de espectáculos durante a temporada de verão, que decorria entre meados de Junho e finais de Setembro.

A localização, a extensão e comodidade do recinto permitiu às autoridades competentes na matéria qualificá-la como a melhor do país, tendo em consideração que reúne os meios necessários para a realização de todo o tipo de espectáculos, desde a projecção de cinema, a representação de peças de teatro, espectáculos desportivos (boxe, por exemplo) récitas estudantis, espectáculos de variedades, festivais de folclore, bailes, festas dos santos populares, etc. Em suma, previa-se que assumisse um papel fulcral nas actividades culturais e recreativas da cidade durante a época de verão, numa altura em que a indústria do turismo começava a dar os primeiros passos.

Para a festa da inauguração, realizada a 1 e 2 de Julho de 1950, organizou-se um programa festivo no qual tomaram parte a orquestra dirigida pelo maestro Fernando de Carvalho, as artistas Júlia Barroso (algarvia muito conhecida e apreciada), José António, Maria do Carmo, Maria Pazzo, Graciette Melo e Rui de Mascarenhas, num misto de fados e canções, tão do agrado popular. Para apresentar os artistas, animar o público e quebrar a saturação musical, actuaram também dois grandes artistas da rádio e conhecidos comediantes do teatro de revista, Humberto Madeira e Miguel Simões, que depois de fazerem algumas burlescas imitações de figuras populares, procederam a um hilariante “sketch” composto em verso, entre o “sr. Lucas e o Dr. Matias”, no qual retratavam num finíssimo humor negro algumas das mais conhecidas figuras da região. Os artistas eram acompanhados com solos de viola executados por Alfredo Costa. A noite encerrou com um animado baile.

O cinema em si só foi inaugurado a 3 e 4 de Julho com a projecção do célebre filme Joana d’Arc, interpretada pela consagrada artista Ingrid Bergman, que teve casa cheia, numa agradável noite, de amena temperatura, quase tropical.

Creio que, infelizmente, os nomes dos artistas aqui citados já não fazem parte do mundo dos vivos. Também infelizmente já não existe a magnífica esplanada de Faro, onde nos finais dos anos setenta ainda cheguei a ver algumas fitas, que por serem reprises tinham a plateia quase deserta. Também ali ouvi Júlio Iglésias num espectáculo memorável e também por ali passaram vários artistas da nossa moderna canção.
Esta pequena nota serve para avivar a memória dos farenses que na antiga esplanada viveram momentos de prazer e de felicidade, lamentando que no mamaracho denominado “Alhandra”, implantado naquele espaço, não exista um pequeno estúdio de cinema com o nome de “S. Luís Parque”.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cinema Santo António - Recordar

Caros,

A propósito do post Memórias do Cinema de Faro no Blog "A Defesa de Faro", venho apresentar uma colecção de fotografias do antigo Santo António para recordar esses velhos tempos.

De facto se o Santo António tivesse sido preservado, o seu centro comercial transformado numa FNAC, o seu cinema continuado com uma sala apetrechada com mobiliário moderno, novo sistema de ar condicionado e novos WC, tinha tudo para ser um sucesso. Entre as projecções de cinema, as peças de teatro e mesmo congressos e seminários, iria ser o ponto de encontro de culturas na baixa de Faro.

Foi falta de visão! Aqui fica então as fotografias para a imortalidade.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

(antiga entrada pela rua Vasco da Gama)


(corredor de acesso as traseiras e bilheteiras antigas - já desactivadas a muitos anos)


(entrada das traseiras, ao fundo havia uma porta de madeira que dava para o centro comercial)

(maquina de Projectar onde o Sr. Fantasia e o Hilário projectavam os filmes todos os dias)



(sala de cinema - palco e a geral com cadeiras de madeira)

(Ultima projecção - Filme "Cinema Paradiso")

Eu também lá estava no ultimo dia e ainda conservo com muito carinho um friso da cadeira onde estive sentado pela ultima vez, com o respectivo numero da cadeira. Vou mandar fazer uma placa em mármore e aparafusar lá o friso, com uma chapinha identificadora da data, local e acontecimento!

(CLICAR EM QUALQUER IMAGEM PARA AMPLIAR)