sábado, 19 de fevereiro de 2011

Portugal aos olhos dos americanos da TWA



 Portugal na década de 1960 (TWA) from Gonçalo Ramos Ferreira on Vimeo.


Um retrato de Portugal, feito nos anos 60, num video promocional da companhia aérea americana TWA - Trans World Airline.
De facto neste vídeo Portugal é retratado como um local bucólico, sem grandes infra-estruturas fora dos meios urbanos, com grande parte da população no sector primário (pescas e agricultura), sem grandes vias de comunicação, um pais essencialmente pobre mas com um grande passado (tal como Salazar gostava de afirmar).

Hoje temos vias de comunicação, temos a geração mais bem preparada de sempre, mas somos um pais pobre na mesma, atrasado e sem perspectivas. Pergunto eu... O que terá mudado ao longo destes anos todos? Apenas alguns factores de ordem social, tercearizou-se a economia, destruíram-se os sectores produtivos, mas a pobreza geral continuou, ou seja, a população hoje não vive melhor que vivia, tem é o nível de conforto adaptado aos tempos actuais, mas isso não significa que viva melhor.

Um video bem interessante, a não perder.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

A MUSICA DO FARO É FARO

Cliquem na imagem para ouvirem a musica exclusiva do Blog, por Barbra Straisend.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Geração "à Rasca"


Caros,

Aqui vos deixo o trabalho apresentado pela SIC sobre o estado actual do pais.

Estamos perante a geração mais qualificada de sempre, porém, esta não se consegue enquadrar na sociedade actual. Não há emprego, mesmo para as profissões mais qualificadas; as poucas propostas que vão aparecendo, dada a muita procura e a reduzida oferta apresentam salários baixíssimos e condições de trabalho que não dignificam a profissão. E é só para quem quer!

Empresas que continuam à espera que os clientes as procurem, sem terem um papel pro-activo nos desígnios das suas próprias empresas. Os empresários não têm visão e vivem na subsidio-dependência.

Os empresários no momento em que os “Contabilistas” os informam que vão ter lucro (muitas vezes miserável) o primeiro pensamento que lhes ocorre é, “vou comprar um carro para não pagar imposto em sede de IRC”, no entanto não sabem que a grosso modo a compra do carro apenas lhes permitem “poupar” ¼ do valor da viatura * Tx imposto, mas que para isso vão sofrer com as tributações autónomas durante o tempo de vida da viatura e estão muitas vezes a assumir a responsabilidade de um financiamento de l prazo que em boa verdade não sabem sequer se o vão conseguir pagar.

Ainda não se aperceberam que a concessão de crédito aos seus clientes é uma realidade bem perturbante, na medida em que o cliente só paga se quiser, não existe um planeamento de tesouraria ou tão pouco um planeamento de cobrança muitos apenas se lamentam que os clientes não pagam, mas em bom rigor nada fazem para cobrar.
 
Empresas com níveis de concentração que deitam por terra até a Lei de Pareto, empresas que com clientes com posições dominantes de 90% do volume de negócios e que vivem sorridentes achando que o mundo nunca vai mudar… tantas no sector eléctrico, que fornecem apenas para 1 ou 2 clientes (armazenistas e distribuidores).

Enfim acho que vivemos na sobra de 40 anos de erros, a banca como achava que era melhor emprestar ao estado ou a particulares para compra de habitação ou crédito pessoal do que emprestar ao empresariado dado que dado que o risco era maior e a margem de lucro menor, foi-se desguarnecendo a industria e fomentando os serviços. Agora temos um sector terciário gigante e um primário e secundário anões.

Para manter o estado social, gerar empregabilidade e sustentabilidade social é necessário melhorarmos a nossa economia, e para o fazer e preciso produzir produtos que lá fora queiram comprar, que nos consigamos produzir bem e com valor acrescentado. Caso contrário, dentro de 5 anos vamos bater na parede.

O que é grave é que o estado gastou uma fortuna para formar estas gerações e agora a única alternativa é a emigração. Assim além de estarmos a financiar a economia de outros países estamos a destruir o estado social, dado que esses países nada contribuíram para a formação daquelas pessoas. Vão diminuir as contribuições para a segurança social, e como temos uma população cada vez mais envelhecida, não auguro nada de positivo. Não é possível fazer omeletes sem ovos. O estado social tem os dias contados.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ILHA DE FARO SOB RISCO IMINENTE

Associação de Utentes da Ilha de Faro

Comunicado de imprensa
A AUIF (Associação dos Utentes da Ilha de Faro) encontra-se extremamente preocupada com a falta de uma solução para travar o processo de erosão costeira que desde há muito se faz sentir na Ilha de Faro. Esta situação, que se agrava particularmente no Inverno, quando a agitação marítima é mais intensa, poderá causar danos irreversíveis na Ilha nos próximos dias, face à previsão de forte ondulação (5 metros) que coincidirá com a existência de marés vivas.

Já este Inverno por diversas vezes se registaram galgamentos da duna, que obrigaram a cortes no acesso à Ilha de Faro e ao derrube de casas na zona poente. Esta situação é particularmente grave, quando existem na Ilha de Faro dezenas de famílias que ali habitam de forma permanente, e que assim se vêem isoladas, impedidas de aceder ou sair da Ilha e com os seus bens sob permanente ameaça.

A tudo isto as Autoridades do Ambiente com responsabilidades sobre esta faixa da costa, assistem de forma passiva, mesmo depois de inúmeros estudos que ao longo de décadas têm sido realizados pelos (ditos) melhores especialistas nacionais. A Sociedade POLIS Ria Formosa, que tem nas suas linhas de programação uma intervenção para solucionar esta situação, continua a alimentar os mesmos especialistas de sempre, com a encomenda de mais estudos. Os mesmos cujas propostas de intervenção apontam para acções como as que recentemente ocorreram na Fuzeta, onde foram gastos 1 milhão de euros que o mar levou em 2 dias; ou os 6 milhões de euros gastos na alimentação artificial da zona de Vale do Lobo, que deveriam durar 10 anos, mas onde, decorridos 6 meses, parte substancial da areia já desapareceu.

As soluções destesespecialistas passam sempre pelo derrube das construções existentes (curiosamente a zona mais frágil da Ilha de Faro é a central, onde curiosa e praticamente não existem construções). Como é,
certamente, do conhecimento da POLIS Ria Formosa existem outras soluções, talvez mais dispendiosas (à partida), mas mais eficazes, duradoiras e mais baratas a médio/longo prazo. São vários os exemplos de sucesso por esse Mundo fora, mas aqui na Ilha de Faro, a solução que se parece perspectivar é uma vez mais precária, com resultados que todos antecipam ser de curta duração. Como se já não bastasse tanto descrédito, o próprio Presidente da Câmara Municipal de Faro recentemente reconheceu em entrevista a um órgão de informação regional que “até agora tem havido muitos estudos e pouca acção … trabalho concreto só mesmo o vento e as marés é que o fizeram”.

Mas não ficou por aqui Macário Correia, pois não deixou de ironizar sobre a actuação da Sociedade POLIS Ria Formosa, afirmando que “Há mais papeis (sobre a Praia de Faro) do que grãos de areia. Acho que deveria haver mais cuidado com o uso dos dinheiros públicos”. Curiosamente a Câmara Municipal de Faro é um dos accionistas da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa S.A. - Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria Formosa.

Por estas razões urge intervir, basta de palavreado e estudos! Se os responsáveis e especialistas de sempre não têm nem estratégia, nem soluções efectivas ou capacidade para resolver este problema, que se demitam! Esperemos que não o façam apenas depois de a duna romper, de metade da Ilha de Faro desaparecer e do próprio aeroporto poder vir a ser afectado. A Ilha de Faro, os seus habitantes e utentes merecem mais respeito e melhor sorte.

Ilha de Faro, 15 de Fevereiro de 2011
A Direcção

Plano Inclinado: Economia e Finanças - Aumento de Exportações

Caros,

Aqui vos deixo a ultima edição do programa "Plano Inclinado" com o Prof. Medina Carreira, o Jornalista Mário Crespo e o convidado o Engº Henrique Neto.

O tema e a necessidade de melhor a economia, aumentar as exportações para ganhar competitividade e sustentabilidade.

Um programa a não perder.

Cumprimentos cordiais


Luís Passos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Acessibilidade bloqueia acessibilidade - o paradigma do Largo do Carmo

Caros,

Ontem ao passar pelo Largo do Carmo e ao reparar nos factos que relatarei a seguir nem quis acreditar no que estava a ver... ainda olhei umas 3 ou 4 vezes para me certificar que estava a ver as coisas correctamente.

Na Igreja do Carmo construiu-se recentemente junto à alfarrobeira do lado direito uma rampa para cadeiras de rodas.

Até ai tudo bem, obra bastante meritória para que os nossos visitantes deficientes possam tirar partido e visitar a excelente Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Capela dos Ossos.

Porém, o asno engenheiro civil que coordenou os trabalhos da referida obra, ou porque não estava no projecto, ou porque tirou o curso nas novas oportunidades ou ainda porque tirou o curso ao domingo na independente ao resolver um problema criou um ainda maior.

Se repararem, existem uns pilaretes de betão para impedir que os automóveis entrem para a calçada do Largo e a transformem em estacionamento. Só que ao construir a rampa, esta ocupou espaço na via publica que antes estava liberto para passagem, e ninguém avisou o engenheiro que tinha de retirar pelo menos os dois últimos pilarates para permitir a passagem no passeio.

Reparem nas seguintes fotos.



(clicar nas imagens para ampliar - grande resolução)

Quando estas fotos foram tiradas o estacionamento estava vazio, mas normalmente costuma estar cheio de carros. Com o espaço ocupado desta forma, com carros ficam 20 cm para o peão passar entre a esquina e o carro e o pilarete. Quem vier com um carrinho de compras ou uma cadeira de rodas tem de ir para o meio da rua com carros a circular vindos das suas costas a grande velocidade (perigosíssimo) para desviar deste obstáculo. 

Agora imaginem um cego que vem a andar com a sua varinha ou com o seu cão guia, como é que ultrapassa uma situação destas? Isto viola os demais regulamentos em vigor no que toca a acessibilidades.

Vamos la Sr. Presidente Macário, largue lá a politiquice, as tricas, as rádios locais, as questões que não interessam nada, e mande lá reparar esta situação... até lhe digo como fazer... basta retirar os 2 primeiros pilaretes... 

Quer melhor serviço publico que este? Até leva solução e tudo... e sem pagar nada!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos


Poda das árvores da Alameda

Caros,

A coisa de dias reparei que as Árvores do lago dos patos da Alameda tinham sido todas podadas, com um corte muito radical.

Agora aquela zona parece um Jardim ZEN, daqueles estilo japonês, só árvores com tronquinhos. Será que era isto que se pretendia? Ou será que aplicou-se o mesmo método em todas as árvores da cidade, tipo receita global? É que em várias ruas de faro fizeram o mesmo... e em árvores de espécies diferentes.

Eu preferia muito mais o lagos dos patos como estava que alem de muito mais bonito, tinha muita sombra.
Agora é um local estéril... como são esses novos jardins japoneses que se fazem agora... é a nova moda!

Eu detesto!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



(clicar para ampliar)

O fim da avenida das palmeiras

Caros,

Como já havia antevisto neste post, "Alameda - O Fim da Avenida das Palmeiras" , neste momento foram cortadas 95% das palmeiras da avenida, sobraram 1 ou 2 que também não vão durar muito.

Aqui fica a foto de um dos cortes



No final, depois dos cortes efectuados o resultado final foi este:



(clique em qualquer foto para ampliar - grande resolução)

Assim, aquela que é a via mais emblemática da Alameda neste momento é uma Avenida sem alma, sem a sua imponência, nem sei o que parece... está descaracterizada... é urgente reabilitar este local.
Não sei o que os técnicos do Município de Faro estão a prever para este local, é obvio que não pode ficar como está. Uma vez que está fora de questão colocar novas palmeiras, sugiro por exemplo que se coloquem Ciprestes, altos como pináculo de catedral, apontando para o céu...  devolvendo a imponência e a dignidade ao local, para alem de que serviriam para os pombos fazerem ninho. 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os ares condicionados - trelissas não são para todos

Caros,

Após passar na Rua Mouzinho de Albuquerque, deparei-me com este triste espectáculo.


Anda o Macário e os seus muchachos a chatiar tudo e todos, por causa dos ares condicionados, como aconteceu numa Rua não muito longe daqui, com o Pedro Graça, da oculista, que foi obrigado a gastar um dinheirão para mandar fazer uma trelissa para tapar uma maquina pequena de ar condicionado; vemos então a agência do Banif. 

Maquinas de ar condicionado as catadupas e duas Unidades de tratamento de ar, tudo a vista... que belo exemplo... 

Sr Macário, uns são cidadãos de primeira... e outros de segunda! Ainda bem que o já falta pouco tempo para o senhor se ir embora! VÁ E NÃO VOLTE!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Uma Ruina em Faro a solicitar acção de demolição

Caros,

No outro dia passei na rua Gil Eanes, e deparei-me com este edifício sinistro.

Mais de 2/3 do Edifício já ruíram, estando a fachada poente de pé por estar suportada por estacaria de aço.

Toda a estrutura do 1º andar já colapsou, tendo apenas ficado a parte que corresponde ao actual café, a funcionar no R/C.

Como é possível manter um café a funcionar num edifício que não reúne as condições de estabilidade estática para estar habitável e funcional?

Ao abrigo da lei do arrendamento, os estabelecimentos comerciais necessitam que um engenheiro electrotécnico verifique a instalação eléctrica do mesmo e passe o respectivo termo de responsabilidade da conformidade da mesma... quem iria assumir tal responsabilidade num edifício em derrocada? Estará legal?

O departamento de Urbanismo da CMF anda a dormir? Era exigir já ao senhorio a reparação do edificio ou sua demolição compulsiva. Estão a espera de que? Que se verifique uma derrocada, morram as pessoas que estiverem no café ou que aquele edifício ao ruir leve os outros ao lado atrás?

Enfim... anda ao Macário a preocupar-se com rádios locais e outras tretas e tricas... com os verdadeiros problemas aqui ao lado. 

Isso faz-me lembrar uma frase que uma vez me disse o Eng. Camilo, "uns andam preocupados com as formiguinhas enquanto por tras está a passar uma manada de elefantes".

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Facebook - Esse antro de cuscivilhice pimba!

A lição da Praça Tahrir

Como quem vê o fim por perto Mubarak agarra-se ao poder como uma lapa. É quase sempre patético ver um fim de um diatador. Por mais dignidade que tente manter, quando a força bruta deixa de funcionar fica apenas a megalomania de um simples ser humano que se julga indispensável. Mas uma coisa é certa: Mubarak tem os dias contados. Até ele o sabe. Apenas procura uma saída que não seja a de ser escorraçado do seu próprio país.

Talvez venha aí a democracia. E seria uma lição extraordinária. Uma lição, antes de mais, para os que sempre encontram nas culturas alheias a incapacidade de viver em liberdade. Enganam-se, como deviam saber. Todos os povos têm uma sede natural de liberdade. Uma lição para os que acreditaram que a democracia só podia nascer como ato civilizador do Ocidente. À bomba, se preciso fosse. Como se a liberdade não tivesse de ser sempre uma conquista. 

Todos se lembram da teoria do dominó. A intervenção militar no Iraque faria nascer ali uma democracia. E a partir daquele exemplo os vizinhos, maravilhados com tamanho feito, se converteriam à democracia entregue a casa e fabricada em gabinetes de Washington. José Manuel Fernandes até deixou cair uma lágrima furtiva quando os tanques do invasor chegaram a Bagdade e comparou aquele dia ao nosso 25 de Abril. A arrogância imperial tem sempre qualquer coisa de ingenuidade quando se maravilha com os seus próprios crimes. Sabemos que nada disso aconteceu. Apenas morte e ódio. A conclusão seguinte foi a única que estava à mão: aqueles povos não foram feitos para a liberdade.
Pois o efeito dominó aconteceu. Não a partir do Iraque. Começou na Tunísia. Da única forma que pode começar. Pelas mão do seu próprio povo. E alastrou para o Egito, para a Argélia, para a Jordânia, para o Iémen. Não foi graças à intervenção de nenhum libertador externo. Pelo contrário, foi contra os seus aliados de sempre. Apanhou a Europa e os EUA de surpresa. A Casa Branca tenta dar uma cambalhota rápida e depois de décadas de cumplicidade com a ditadura tem a suprema lata de dar conselhos aos egípcios. Sarkozy e ministros tentam explicar como passaram férias às custas do dinheiro roubado aos egípcios. E são atacados pelos socialistas, os mesmos que tinham, na sua Internacional, a companhia de Mubarak e Ben Ali. Enquanto os egípcios se libertam do ditador, arriscando a sua vida, a Europa e os EUA envergonham-se da sua própria hipocrisia. 

Todos os povos, mais tarde ou mais cedo, procuram a liberdade. E só a essa, conquistada por si e sem tutores, dão realmente valor. A praça Tahrir serve de lição. Não apenas aos que sofrem a opressão de outras ditaduras - de Havana a Teerão -, mas aos que julgam que a democracia se exporta à bomba, contra a vontade dos que devem construir. 

Daniel Oliveira in Expresso

Na minha analise, penso que o que se passou nestas localidades deve ser bem analisado e reflectido pelo povo português. Recordo-me perfeitamente aqui à uns anos de o povo descontente com a governação, proferir frases como "Quando é que vem ai a revolução??"; "quando é que voltamos ao caminho de Abril??"; "Foi para isto que fizemos uma revolução??"; "Quando é que as forças voltam novamente a pegar em armas e a depor o governo?". 

Bem realmente em Portugal existe este mito sebastiânico que um dia há-de vir um salvador que vai resolver os problemas todos do nosso pais, e por isso as pessoas não precisam de correr para encontrar soluções. As pessoas encostam-se... o Exercito que faça revoluções, as Forças Militarizadas que façam revoluções, mas o povo... revoluções? nahhh Estão condenadas ao fracasso a partida... pensavam eles.

Como bem se viu, precisamente ao contrario. O povo nem sabe o poder que tem. 
Em Portugal o povo e espoliado, enganado, imbecilizado por uma cleptocracia decadente que toda a riqueza absorve; o povo, esse, macambuzio e imbecilizado... deixa-se ir... votando sempre nos mesmos patetas, acreditando nas mesmas historias da carochinha...

Vivemos neste momento numa ditadura de partidos, bem pior que a de Salazar. Antes no tempo do Estado Novo, quem fosse apanhado a falar mal do governo, era apanhado pela PIDE, levava uns chapadões e umas vergastadas ou passava uns tempos na cadeia. Agora se falares mal do governo és despedido ou ostracizado (lembram-se do professor charrua??). Antigamente para poderes atingir altos cargos tinhas de ser membro da União Nacional, hoje em dia tens de ser membro do partido que tiver no governo. Volta-se o disco... mas a musica é a mesma.

Por isso apoio o movimento 1 milhão na avenida, o povo tem de se deixar de patetices e agarrar o touro pelos cornos, ser dono do seu destino. Colocar esta corja toda para correr daqui para fora, nomear um governo de salvação nacional, vigorante durante um período de 5 anos até as contas publicas estarem em ordem de modo a conseguir relançar-se a economia, por o pais a produzir riqueza, melhorar a qualidade do ensino, e fazer de Portugal um pais moderno, prospero e com futuro.

Está nas mãos dos Portugueses... Ontem já era tarde!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Transatlânticos - Episódio 4 e Ultimo (Endless Voyage)

Caros,

Vos apresento o ultimo episódio da serie "Os transatlânticos", que espero sinceramente que tenha sido do vosso agrado. É um importante documento histórico, bastante agradável de ver, permitindo uma aprendizagem consolidada sobre o tema.

Neste episódio vemos o declínio da actividade comercial de transporte regular de passageiros a nível mundial. O nascimento de alguns gigantes como o Oriana, o Camberra, o France, o Queen Elisabeth 2 e muitos outros.

Com o declínio da actividade comercial dos transatlânticos, devido aos aviões a jacto, pensou-se que seria o fim para estes leviatans, mas apenas seria o inicio de uma nova actividade - O mercado de Cruzeiros.

Assim vemos o aparecimento dos novos navios de cruzeiro, os novos gigantes, maiores que qualquer transatlântico ate já construído. Porém estes novos navios de cruzeiro são construídos com outra perspectiva, não são rápidos, nem construídos para suportar as condições de mar menos favoráveis, e francamente, são muito mais feios que os transatlânticos tradicionais.

No tempo dos grandes navios de cruzeiro, os mares já não são considerados autoestradas que têm de ser percorridas no menor tempo possível, mas um destino em si mesmo, e decerto que neste campo irão aparecer barcos fabulosos na esteira desses objectos fantásticos que mudaram o mundo - OS TRANSATLANTICOS.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
Parte I 

Parte II

Parte III

Parte IV

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um discurso muito actual - Aguiar Branco

 

Neste momento de crise que o pais atravessa, re-encontrei o discurso que Aguiar Branco no dia 25 de Abril de 2010, e não pude deixar de concordar mais com o diagnostico que ele fez.

Um estado gordo e decrépito, reaccionário, que tudo decide, que entra nas nossas casa, nas nossas empresas, que comprime direitos e garantias, que abdica do exercício da justiça e se enfarta dos nossos impostos então temos uma vergonha de classe politica e de governo.

Quando o estado se apropria da riqueza do pais não para bem comum, mas para de uma plutocracia, o estado tornou-se num estado sectário, que distorce a igualdade de oportunidades e sorve para uns os recursos que deviam estar à disposição de todos.

36 anos volvidos após Abril... Salgueiro Maia foi a Lisboa acabar com o "Estado a que chegámos", pois vejamos então o Estado que chegamos todos os dias... destruímos o nosso pais... 

Como o conseguiremos re-erguer? Este e o novo desafio da próxima década!

Um discurso a não perder... (e eu que detesto políticos).

Cumprimentos cordiais

RUA FM - Macário quer uma nova Rádio Local


O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), reivindicou a abertura de uma rádio local, numa carta enviada ao ministro dos Assuntos Parlamentares. O autarca referiu que Faro é a única capital de distrito que não tem uma rádio local e que é "imperioso" corrigir a situação. "Sem uma rádio de cariz local, informativa e generalista, o concelho vê-se, neste domínio, impossibilitado de ombrear em pé de igualdade com as demais cidades da região", concluiu Macário Correia.

O diretor da RUA FM demonstrou em comunicado, «o seu espanto com a afirmação de que Faro não tem uma rádio local», na sequência do comunicado ontem divulgado pela Câmara Municipal de Faro.
«Ao afirmar-se isto, é ignorado todo o trabalho que a Rádio Universitária do Algarve tem feito ao longo dos últimos oito anos», garante Pedro Duarte, diretor da RUA FM.

A Câmara de Faro anunciou hoje que a reivindicação de uma rádio local para a capital algarvia não teve o objectivo de "depreciar" ou "subalternizar" o papel da Rádio Universidade do Algarve. 

"Esta tomada de posição não visou depreciar ou subalternizar o papel da RUA FM, cujo esforço meritório para prover a cobertura de manifestações políticas, culturais e sociais do concelho é credor do nosso reconhecimento e louvor. A RUA FM desempenha, desde o seu nascimento, um elemento crucial de reforço e sintonia da comunidade académica com os cidadãos sendo apreciada como uma iniciativa coroada de êxito", lê-se num comunicado da câmara divulgado hoje.
A autarquia adianta ainda que tornou públicas as diligências junto do ministro dos Assuntos Parlamentares para que se pudesse fazer um concurso público para preenchimento de "frequência radiofónica que se encontra atribuída a Faro e que não está a ser utilizada por qualquer operador".

A mim o que me parece é que o Sr. Presidente Macário anda a procura de tempo de antena, quer ter um órgão de comunicação social do "regime" para poder "passar" a sua mensagem. Vergonha, mudam-se os tempos mas as técnicas são sempre as mesmas. 

Senhor Macário, não disse que vinha para Faro para trabalhar e refazer a capitalidade? Até agora ainda não vi nada... felizmente que está quase no fim do seu unico mandato.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Transatlânticos - Episódio 3 (The Great Duel)

Caros,

Aqui vos deixo o terceiro episódio da Série "Os Transatlânticos", - O grande duelo (The Great Duel).

Este episódio retrata o duelo entre os navios Queen Mary e Normandie pela posse do galhardete azul.
Tal como aconteceu na 1ª Guerra Mundial, a 2ª Guerra Mundial que se avizinhava iria ser também um conflito total, em que os navios iriam ser sacrificados para cumprir a estratégia militar. Os navios Queen Mary e Queen Elizabeth devido a sua capacidade conseguiram encurtar a guerra.

Houveram algumas perdas como o REX que foi bombardeado e o luxuoso Normandie, perdido estupidamente devido a incúria dos americanos no decurso da transformação em transporte de tropas.

Neste episodio vemos o nascimento do S.S. United States, o navio mais rápido do mundo, ainda hoje é detentor do galhardete azul da travessia para Oeste do Atlantico (a Este já foi batida por um catamaran), com uma velocidade superior a 35 nós.

No final dos anos 50, com a aparecimento dos aviões a jacto, parecia que os Transatlânticos enfrentavam a extinção... No entanto era o inicio de uma nova corrida pela supremacia dos mares, que veremos amanhã no próximo episódio.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Esplanada de São Luís Parque - Outro cinema para recordar


(Clicar para ampliar) 
Inaugurou-se em Faro no dia 1 de Julho de 1950 a esplanada “S. Luís Parque” mandada construir pela empresa do Cine-Teatro Farense, dotando assim a cidade de um espaço destinado privilegiado para a realização de espectáculos durante a temporada de verão, que decorria entre meados de Junho e finais de Setembro.

A localização, a extensão e comodidade do recinto permitiu às autoridades competentes na matéria qualificá-la como a melhor do país, tendo em consideração que reúne os meios necessários para a realização de todo o tipo de espectáculos, desde a projecção de cinema, a representação de peças de teatro, espectáculos desportivos (boxe, por exemplo) récitas estudantis, espectáculos de variedades, festivais de folclore, bailes, festas dos santos populares, etc. Em suma, previa-se que assumisse um papel fulcral nas actividades culturais e recreativas da cidade durante a época de verão, numa altura em que a indústria do turismo começava a dar os primeiros passos.

Para a festa da inauguração, realizada a 1 e 2 de Julho de 1950, organizou-se um programa festivo no qual tomaram parte a orquestra dirigida pelo maestro Fernando de Carvalho, as artistas Júlia Barroso (algarvia muito conhecida e apreciada), José António, Maria do Carmo, Maria Pazzo, Graciette Melo e Rui de Mascarenhas, num misto de fados e canções, tão do agrado popular. Para apresentar os artistas, animar o público e quebrar a saturação musical, actuaram também dois grandes artistas da rádio e conhecidos comediantes do teatro de revista, Humberto Madeira e Miguel Simões, que depois de fazerem algumas burlescas imitações de figuras populares, procederam a um hilariante “sketch” composto em verso, entre o “sr. Lucas e o Dr. Matias”, no qual retratavam num finíssimo humor negro algumas das mais conhecidas figuras da região. Os artistas eram acompanhados com solos de viola executados por Alfredo Costa. A noite encerrou com um animado baile.

O cinema em si só foi inaugurado a 3 e 4 de Julho com a projecção do célebre filme Joana d’Arc, interpretada pela consagrada artista Ingrid Bergman, que teve casa cheia, numa agradável noite, de amena temperatura, quase tropical.

Creio que, infelizmente, os nomes dos artistas aqui citados já não fazem parte do mundo dos vivos. Também infelizmente já não existe a magnífica esplanada de Faro, onde nos finais dos anos setenta ainda cheguei a ver algumas fitas, que por serem reprises tinham a plateia quase deserta. Também ali ouvi Júlio Iglésias num espectáculo memorável e também por ali passaram vários artistas da nossa moderna canção.
Esta pequena nota serve para avivar a memória dos farenses que na antiga esplanada viveram momentos de prazer e de felicidade, lamentando que no mamaracho denominado “Alhandra”, implantado naquele espaço, não exista um pequeno estúdio de cinema com o nome de “S. Luís Parque”.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cinema Santo António - Recordar

Caros,

A propósito do post Memórias do Cinema de Faro no Blog "A Defesa de Faro", venho apresentar uma colecção de fotografias do antigo Santo António para recordar esses velhos tempos.

De facto se o Santo António tivesse sido preservado, o seu centro comercial transformado numa FNAC, o seu cinema continuado com uma sala apetrechada com mobiliário moderno, novo sistema de ar condicionado e novos WC, tinha tudo para ser um sucesso. Entre as projecções de cinema, as peças de teatro e mesmo congressos e seminários, iria ser o ponto de encontro de culturas na baixa de Faro.

Foi falta de visão! Aqui fica então as fotografias para a imortalidade.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

(antiga entrada pela rua Vasco da Gama)


(corredor de acesso as traseiras e bilheteiras antigas - já desactivadas a muitos anos)


(entrada das traseiras, ao fundo havia uma porta de madeira que dava para o centro comercial)

(maquina de Projectar onde o Sr. Fantasia e o Hilário projectavam os filmes todos os dias)



(sala de cinema - palco e a geral com cadeiras de madeira)

(Ultima projecção - Filme "Cinema Paradiso")

Eu também lá estava no ultimo dia e ainda conservo com muito carinho um friso da cadeira onde estive sentado pela ultima vez, com o respectivo numero da cadeira. Vou mandar fazer uma placa em mármore e aparafusar lá o friso, com uma chapinha identificadora da data, local e acontecimento!

(CLICAR EM QUALQUER IMAGEM PARA AMPLIAR)

SOPONATA - Quando Portugal tinha Marinha Mercante

  Em 1 de Setembro de 1939, quando teve início a Segunda Guerra Mundial, a Marinha de Comércio Portuguesa não dispunha de um único navio-tanque, (vulgo petroleiro), o que colocou sérios problemas ao nosso País em termos de abastecimento de combustíveis líquidos.
Foi então cometida ao Instituto Português de Combustíveis a espinhosa missão de assegurar o transporte de petróleo e seus derivados para Portugal, missão essa, extraordinariamente complicada pelo facto do mundo se encontrar em guerra o que tornava os combustíveis preciosos e mesmo vitais para as nações beligerantes.
A solução foi recorrer-se ao afretamento de navios-tanque estrangeiros, geralmente de países neutros, onerosos e difíceis de conseguir pois os que os possuíam necessitavam deles para as suas próprias importações.
Apesar de tudo, o Instituto Português de Combustíveis conseguiu afretar alguns navios-tanque estrangeiros, nomeadamente suecos.
Por outro lado, em 9 de Janeiro de 1943, entrou ao serviço o primeiro navio-tanque Português, o "SAM BRÁS", que foi construído, no Arsenal do Alfeite, por encomenda da Armada Nacional, e que veio trazer uma prestimosa ajuda ao abastecimento do País.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial as coisas começaram a normalizar-se.
O despacho nº 100, de 10 de Agosto de 1945, promulgado pelo Ministro da Marinha, Capitão-de-mar-e-guerra Américo de Deus Rodrigues Thomaz, visando a reorganização e a renovação da Marinha de Comércio Portuguesa, deu origem à construção de catorze navios de passageiros e de trinta e seis cargueiros e preconizava ainda quatro navios-tanque, sendo dois de 10.000 toneladas de porte bruto atribuídos à Companhia Colonial de Navegação e dois de 12.000 toneladas a atribuir, um à Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes e o outro à Companhia Nacional de Navegação. Porém o despacho nº 150, de 24 de Novembro de 1945, do mesmo ministro, veio introduzir alterações ao despacho nº 100, determinando a constituição de uma nova empresa armadora que operasse todos os navios-tanque nacionais por se ter reconhecido que, desse modo, os interesses do País ficariam melhor acautelados.
Constituída pelas três principais companhias de navegação:
Companhia Colonial de Navegação;
Companhia Nacional de Navegação;
Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes e
por cinco empresas que operavam em Portugal como importadoras e distribuidoras de combustíveis líquidos:
Shell Company of Portugal, Ltd.;
Socony-Vacuum Oil Company;
Companhia Portuguesa dos Petróleos – Atlantic;
Sociedade Nacional de Petróleos – Sonap – e Sacor (Sociedade Anónima Concessionária da Refinação de Petróleos); nasceu, por escritura de 13 de Junho de 1947, a Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, SA, abreviadamente designada por SOPONATA.

Os seus primeiros navios foram os petroleiros suecos "GLOMDAL", "KALMIA" e "GLIMINGEHUS", adquiridos ao instituto Português de Combustíveis, em 7 de Agosto de 1947, e rebaptizados "AIRE", "GEREZ" e "MARÃO", respectivamente.

 (Navio Tanque "Aire")
Navio Tanque  "Sameiro"
Seguiu-se-lhes o "SAMEIRO", que foi lançado à água, no Arsenal do Alfeite, no dia 28 de Agosto de 1946, ainda com a bandeira da Companhia Colonial de Navegação à qual foi comprado pela SOPONATA em 29 de Janeiro de 1948, tendo iniciado a primeira viagem em 8 de Fevereiro, a Aruba.
A quinta unidade foi o navio-tanque "ALVELOS", consideravelmente maior que o "SAMEIRO" e a primeira construída propositadamente para a SOPONATA. A sua construção teve lugar no estaleiro belga John Cockerill SA, em Hoboken onde, no dia 20 de Maio de 1950, foi entregue à empresa armadora.
O "SÃO MAMEDE", navio-tanque gémeo do "SAMEIRO", igualmente construído no Arsenal do Alfeite e também, inicialmente, destinado à Companhia Colonial de Navegação, entrou ao serviço em 27 de Julho de 1951, indo aumentar a frota da SOPONATA.
Navio Tanque "Claudia"
Em 17de Agosto de 1951 a SOPONATA adquiriu, em segunda mão, a uma companhia de navegação das Honduras, um pequeno navio-tanque de nome "CLÁUDIA" que havia sido construído nos Estados Unidos, em 1944, para a Marinha Norte Americana, sob a designação Y80.
Afretado pela Sacor Marítima, Lda. em 1951 acabou por lhe ser vendido a 31 de Janeiro de 1961.
Tanto a SOPONATA como a Sacor Marítima mantiveram-lhe o nome "CLÁUDIA".
Navio Tanque Bornes
Seguiram-se-lhe o "BORNES", o "CERCAL" e o "DONDO", navios gémeos do "ALVELOS" e construídos no mesmo estaleiro belga. Entraram ao serviço da SOPONATA em 1951, 1952 e 1955 respectivamente.
O "FOGO" foi a décima segunda unidade a integrar a frota da SOPONATA. Também foi construído no citado estaleiro belga sendo porém substancialmente maior que os navios da classe "ALVELOS".
O quinto e último navio daquela classe foi o "ERATI" que, ao contrário dos seus quatro irmãos mais novos, foi construído em Portugal, no Arsenal do Alfeite, sendo à data o maior navio construído no nosso País, como anteriormente já o tinham sido os gémeos "SAMEIRO" e "SÃO MAMEDE" e, antes deles o já citado navio-tanque da Armada, o "SÃO BRÁS" (1). O "ERATI" entrou ao serviço em 1958.
Gémeo do "FOGO", mas construído em Portugal, mais uma vez no Arsenal do Alfeite, surge o "GERÊS" que com os seus 191,65 metros de comprimento de fora a fora e o porte bruto de 27.418 toneladas, foi até 1979, o maior navio construído em estaleiros Portugueses. Entrou ao serviço em 30 de Outubro de 1962.
Seguiu-se um par de gémeos o "HERMÍNIOS" e o "INAGO" construídos no estaleiro Kawasaki Dockyard em Kobe, no Japão. Entraram ao serviço em 1960 e 1963 respectivamente. Tiveram a particularidade de serem os últimos navios-tanque da SOPONATA a terem a superstrutura que integra a ponte de comando localizada a meio-navio, como todos os que os antecederam (2) , acontecendo que a unidade seguinte, o "JECI", e todas as subsquentes passaram a apresentar a ponte de comando englobada numa única superstrutura, situada à ré, e da qual continuou a emergir a chaminé.

O "JECI", que não teve nenhum gémeo na SOPONATA, foi também construído em Kobe no estaleiro Kawasaki Dockyard e entrou ao serviço em 2 de Junho de 1966.
Navio Tanque "Larouco"
A unidade seguinte, o "LAROUCO", foi encomendada ao estaleiro da Lisnave, na Margueira mas, a construção do casco foi subcontratada no estaleiro A.G. Weser, em Bremen, Alemanha. Foi baptizado na Margueira em 23 de Junho de 1969, e entregue à SOPONATA em 10 de Julho do mesmo ano. Foi um outro caso de "filho único".
Seguidamente foi incorporado na frota em 17 de Abril de 1973 o "ORTINS BETTENCOURT" construído em Kobe, Japão e primo muito próximo dos três gémeos "MARÃO", "MONTEMURO" e "MAROFA" construídos na Suécia. Entraram ao serviço da SOPONATA também em 1973, excepto o último que entrou em 1974.

 (Navio Tanque "Montemuro")
Navio tanque "São Mamede"
Em 1977 e 1978 foi a vez de serem incorporados na SOPONATA um segundo "SAMEIRO" e um quase gémeo que foi baptizado "S. MAMEDE" (3) ambos construídos em Itália.
Vieram depois os três gigantes "NEIVA", "NOGUEIRA" e "NISA" que com os seus 346 metros de comprimento de fora a fora e o porte bruto de 323.000 toneladas foram os maiores navios Portugueses de todos os tempos. Entraram ao serviço em 1976, 1979 e 1983 respectivamente.

 
  (navio tanque "Nisa")



(Navio tanque "Neiva")

Integraram a frota em 1980, 1987 e 1988 um segundo "ALVELOS", um segundo "AIRE" e um segundo "CERCAL", comprados em segunda mão.
Encomendados aos Estaleiros Navais de Setúbal Setenave/Salisnor um segundo "BORNES", um segundo "ERATI" e um segundo "INAGO", entraram ao serviço em 1990, 1992 e 1993 respectivamente.
Em 1996 integrou a frota da SOPONATA uma unidade que, ao contrário de todas as anteriores, não era um navio-tanque. Tratou-se dum porta-contentores comprado em segunda mão, ao qual foi dado o nome de "SONGO" e que operou em serviço de cabotagem na costa de Moçambique até 2001, posto o que foi vendido.
Navio Tanque "Portel"
Posteriormente entraram ao serviço da SOPONATA os navios-tanque "JECI" e "GERES" em 1999, "SINTRA" em 2000, "PENEDA" em 2002 e "PORTEL" em 2003. 
Este segundo "JECI" foi vendido em 2003 enquanto que os quatro restantes, bem como o segundo "BORNES", o segundo "ERATI" e o segundo "INAGO", já atrás mencionados, constituem a frota actual.
Navio Tanque "Peneda"
Esta é, em traços muito breves, uma extremamente sucinta enumeração dos trinta e oito navios que, durante os seus cinquenta e seis anos de vida, têm integrado a frota da Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, SA.
Aqui lhe auguramos um brilhante e próspero futuro uma vez que, das seis empresas armadoras Portuguesas (4) , com alguma expressão, que existiam, quando em 1956, abraçámos a carreira do mar, a SOPONATA é, hoje em dia, como honrosa excepção, a única sobrevivente.




José Ferreira dos Santos
Capitão da Marinha Mercante
Membro Efectivo da Academia de Marinha

NOTAS:
(1) Os navios-tanque "SAM BRÁS", "SAMEIRO", "ERATI" e "GERES", construídos todos no Arsenal do Alfeite, com os comprimentos de fora afora de 108,75, 138,50, 163,72 e 191,65 metros, respectivamente, foram sucessivamente, às datas das suas construções, os maiores navios construídos em Portugal. Em 1979 foi construído em Setúbal, pela Setenave, o navio-tanque "NOGUEIRA ", que com os seus 346 metros de comprimento fora-a-fora e 323.000 toneladas de porte bruto, continua a ser, até hoje, o maior navio construído no nosso País
  (2) Excepção feita ao pequeno "CLÁUDIA ", comprado em segunda mão, e que devido à sua pequenez apenas podia ser utilizado em serviço costeiro e tráfego local, ao passo que todos os restantes navios-tanque da SOPONATA eram unidades oceânicas.
  (3) É curioso notar que a ortografia do nome do " SÃO MAMEDE" de 1951 difere da do "S. MAMEDE" de 1978. Também a ortografia do nome do "GEREZ" de 1947 é diferente da do segundo e do terceiro "GERES", de 1962 e 1999, respectivamente.
(4) As cinco empresas de navegação já desaparecidas eram a Empresa Insulana de Navegação, a Companhia Nacional de Navegação, a Companhia Colonial de Navegação, a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, Lda. e a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos.

Fotos: http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/
          Google
          http://navios.no.sapo.pt/naviost.html

Caros, 

Cada vez que estudo a história do nosso passado recente tenho mais orgulho no nosso pais, só me envergonho do nosso povo quando vejo que estamos a ser (des)governados por uma corja que tem destruído os nossos sectores produtivos e o nosso povo aceita tudo isto de bom grado. Triste povo este sem memória!


Um povo sem memória é um povo sem futuro.

Cumprimentos cordiais



Luís Passos