quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SOPONATA - Quando Portugal tinha Marinha Mercante

  Em 1 de Setembro de 1939, quando teve início a Segunda Guerra Mundial, a Marinha de Comércio Portuguesa não dispunha de um único navio-tanque, (vulgo petroleiro), o que colocou sérios problemas ao nosso País em termos de abastecimento de combustíveis líquidos.
Foi então cometida ao Instituto Português de Combustíveis a espinhosa missão de assegurar o transporte de petróleo e seus derivados para Portugal, missão essa, extraordinariamente complicada pelo facto do mundo se encontrar em guerra o que tornava os combustíveis preciosos e mesmo vitais para as nações beligerantes.
A solução foi recorrer-se ao afretamento de navios-tanque estrangeiros, geralmente de países neutros, onerosos e difíceis de conseguir pois os que os possuíam necessitavam deles para as suas próprias importações.
Apesar de tudo, o Instituto Português de Combustíveis conseguiu afretar alguns navios-tanque estrangeiros, nomeadamente suecos.
Por outro lado, em 9 de Janeiro de 1943, entrou ao serviço o primeiro navio-tanque Português, o "SAM BRÁS", que foi construído, no Arsenal do Alfeite, por encomenda da Armada Nacional, e que veio trazer uma prestimosa ajuda ao abastecimento do País.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial as coisas começaram a normalizar-se.
O despacho nº 100, de 10 de Agosto de 1945, promulgado pelo Ministro da Marinha, Capitão-de-mar-e-guerra Américo de Deus Rodrigues Thomaz, visando a reorganização e a renovação da Marinha de Comércio Portuguesa, deu origem à construção de catorze navios de passageiros e de trinta e seis cargueiros e preconizava ainda quatro navios-tanque, sendo dois de 10.000 toneladas de porte bruto atribuídos à Companhia Colonial de Navegação e dois de 12.000 toneladas a atribuir, um à Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes e o outro à Companhia Nacional de Navegação. Porém o despacho nº 150, de 24 de Novembro de 1945, do mesmo ministro, veio introduzir alterações ao despacho nº 100, determinando a constituição de uma nova empresa armadora que operasse todos os navios-tanque nacionais por se ter reconhecido que, desse modo, os interesses do País ficariam melhor acautelados.
Constituída pelas três principais companhias de navegação:
Companhia Colonial de Navegação;
Companhia Nacional de Navegação;
Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes e
por cinco empresas que operavam em Portugal como importadoras e distribuidoras de combustíveis líquidos:
Shell Company of Portugal, Ltd.;
Socony-Vacuum Oil Company;
Companhia Portuguesa dos Petróleos – Atlantic;
Sociedade Nacional de Petróleos – Sonap – e Sacor (Sociedade Anónima Concessionária da Refinação de Petróleos); nasceu, por escritura de 13 de Junho de 1947, a Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, SA, abreviadamente designada por SOPONATA.

Os seus primeiros navios foram os petroleiros suecos "GLOMDAL", "KALMIA" e "GLIMINGEHUS", adquiridos ao instituto Português de Combustíveis, em 7 de Agosto de 1947, e rebaptizados "AIRE", "GEREZ" e "MARÃO", respectivamente.

 (Navio Tanque "Aire")
Navio Tanque  "Sameiro"
Seguiu-se-lhes o "SAMEIRO", que foi lançado à água, no Arsenal do Alfeite, no dia 28 de Agosto de 1946, ainda com a bandeira da Companhia Colonial de Navegação à qual foi comprado pela SOPONATA em 29 de Janeiro de 1948, tendo iniciado a primeira viagem em 8 de Fevereiro, a Aruba.
A quinta unidade foi o navio-tanque "ALVELOS", consideravelmente maior que o "SAMEIRO" e a primeira construída propositadamente para a SOPONATA. A sua construção teve lugar no estaleiro belga John Cockerill SA, em Hoboken onde, no dia 20 de Maio de 1950, foi entregue à empresa armadora.
O "SÃO MAMEDE", navio-tanque gémeo do "SAMEIRO", igualmente construído no Arsenal do Alfeite e também, inicialmente, destinado à Companhia Colonial de Navegação, entrou ao serviço em 27 de Julho de 1951, indo aumentar a frota da SOPONATA.
Navio Tanque "Claudia"
Em 17de Agosto de 1951 a SOPONATA adquiriu, em segunda mão, a uma companhia de navegação das Honduras, um pequeno navio-tanque de nome "CLÁUDIA" que havia sido construído nos Estados Unidos, em 1944, para a Marinha Norte Americana, sob a designação Y80.
Afretado pela Sacor Marítima, Lda. em 1951 acabou por lhe ser vendido a 31 de Janeiro de 1961.
Tanto a SOPONATA como a Sacor Marítima mantiveram-lhe o nome "CLÁUDIA".
Navio Tanque Bornes
Seguiram-se-lhe o "BORNES", o "CERCAL" e o "DONDO", navios gémeos do "ALVELOS" e construídos no mesmo estaleiro belga. Entraram ao serviço da SOPONATA em 1951, 1952 e 1955 respectivamente.
O "FOGO" foi a décima segunda unidade a integrar a frota da SOPONATA. Também foi construído no citado estaleiro belga sendo porém substancialmente maior que os navios da classe "ALVELOS".
O quinto e último navio daquela classe foi o "ERATI" que, ao contrário dos seus quatro irmãos mais novos, foi construído em Portugal, no Arsenal do Alfeite, sendo à data o maior navio construído no nosso País, como anteriormente já o tinham sido os gémeos "SAMEIRO" e "SÃO MAMEDE" e, antes deles o já citado navio-tanque da Armada, o "SÃO BRÁS" (1). O "ERATI" entrou ao serviço em 1958.
Gémeo do "FOGO", mas construído em Portugal, mais uma vez no Arsenal do Alfeite, surge o "GERÊS" que com os seus 191,65 metros de comprimento de fora a fora e o porte bruto de 27.418 toneladas, foi até 1979, o maior navio construído em estaleiros Portugueses. Entrou ao serviço em 30 de Outubro de 1962.
Seguiu-se um par de gémeos o "HERMÍNIOS" e o "INAGO" construídos no estaleiro Kawasaki Dockyard em Kobe, no Japão. Entraram ao serviço em 1960 e 1963 respectivamente. Tiveram a particularidade de serem os últimos navios-tanque da SOPONATA a terem a superstrutura que integra a ponte de comando localizada a meio-navio, como todos os que os antecederam (2) , acontecendo que a unidade seguinte, o "JECI", e todas as subsquentes passaram a apresentar a ponte de comando englobada numa única superstrutura, situada à ré, e da qual continuou a emergir a chaminé.

O "JECI", que não teve nenhum gémeo na SOPONATA, foi também construído em Kobe no estaleiro Kawasaki Dockyard e entrou ao serviço em 2 de Junho de 1966.
Navio Tanque "Larouco"
A unidade seguinte, o "LAROUCO", foi encomendada ao estaleiro da Lisnave, na Margueira mas, a construção do casco foi subcontratada no estaleiro A.G. Weser, em Bremen, Alemanha. Foi baptizado na Margueira em 23 de Junho de 1969, e entregue à SOPONATA em 10 de Julho do mesmo ano. Foi um outro caso de "filho único".
Seguidamente foi incorporado na frota em 17 de Abril de 1973 o "ORTINS BETTENCOURT" construído em Kobe, Japão e primo muito próximo dos três gémeos "MARÃO", "MONTEMURO" e "MAROFA" construídos na Suécia. Entraram ao serviço da SOPONATA também em 1973, excepto o último que entrou em 1974.

 (Navio Tanque "Montemuro")
Navio tanque "São Mamede"
Em 1977 e 1978 foi a vez de serem incorporados na SOPONATA um segundo "SAMEIRO" e um quase gémeo que foi baptizado "S. MAMEDE" (3) ambos construídos em Itália.
Vieram depois os três gigantes "NEIVA", "NOGUEIRA" e "NISA" que com os seus 346 metros de comprimento de fora a fora e o porte bruto de 323.000 toneladas foram os maiores navios Portugueses de todos os tempos. Entraram ao serviço em 1976, 1979 e 1983 respectivamente.

 
  (navio tanque "Nisa")



(Navio tanque "Neiva")

Integraram a frota em 1980, 1987 e 1988 um segundo "ALVELOS", um segundo "AIRE" e um segundo "CERCAL", comprados em segunda mão.
Encomendados aos Estaleiros Navais de Setúbal Setenave/Salisnor um segundo "BORNES", um segundo "ERATI" e um segundo "INAGO", entraram ao serviço em 1990, 1992 e 1993 respectivamente.
Em 1996 integrou a frota da SOPONATA uma unidade que, ao contrário de todas as anteriores, não era um navio-tanque. Tratou-se dum porta-contentores comprado em segunda mão, ao qual foi dado o nome de "SONGO" e que operou em serviço de cabotagem na costa de Moçambique até 2001, posto o que foi vendido.
Navio Tanque "Portel"
Posteriormente entraram ao serviço da SOPONATA os navios-tanque "JECI" e "GERES" em 1999, "SINTRA" em 2000, "PENEDA" em 2002 e "PORTEL" em 2003. 
Este segundo "JECI" foi vendido em 2003 enquanto que os quatro restantes, bem como o segundo "BORNES", o segundo "ERATI" e o segundo "INAGO", já atrás mencionados, constituem a frota actual.
Navio Tanque "Peneda"
Esta é, em traços muito breves, uma extremamente sucinta enumeração dos trinta e oito navios que, durante os seus cinquenta e seis anos de vida, têm integrado a frota da Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, SA.
Aqui lhe auguramos um brilhante e próspero futuro uma vez que, das seis empresas armadoras Portuguesas (4) , com alguma expressão, que existiam, quando em 1956, abraçámos a carreira do mar, a SOPONATA é, hoje em dia, como honrosa excepção, a única sobrevivente.




José Ferreira dos Santos
Capitão da Marinha Mercante
Membro Efectivo da Academia de Marinha

NOTAS:
(1) Os navios-tanque "SAM BRÁS", "SAMEIRO", "ERATI" e "GERES", construídos todos no Arsenal do Alfeite, com os comprimentos de fora afora de 108,75, 138,50, 163,72 e 191,65 metros, respectivamente, foram sucessivamente, às datas das suas construções, os maiores navios construídos em Portugal. Em 1979 foi construído em Setúbal, pela Setenave, o navio-tanque "NOGUEIRA ", que com os seus 346 metros de comprimento fora-a-fora e 323.000 toneladas de porte bruto, continua a ser, até hoje, o maior navio construído no nosso País
  (2) Excepção feita ao pequeno "CLÁUDIA ", comprado em segunda mão, e que devido à sua pequenez apenas podia ser utilizado em serviço costeiro e tráfego local, ao passo que todos os restantes navios-tanque da SOPONATA eram unidades oceânicas.
  (3) É curioso notar que a ortografia do nome do " SÃO MAMEDE" de 1951 difere da do "S. MAMEDE" de 1978. Também a ortografia do nome do "GEREZ" de 1947 é diferente da do segundo e do terceiro "GERES", de 1962 e 1999, respectivamente.
(4) As cinco empresas de navegação já desaparecidas eram a Empresa Insulana de Navegação, a Companhia Nacional de Navegação, a Companhia Colonial de Navegação, a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, Lda. e a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos.

Fotos: http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/
          Google
          http://navios.no.sapo.pt/naviost.html

Caros, 

Cada vez que estudo a história do nosso passado recente tenho mais orgulho no nosso pais, só me envergonho do nosso povo quando vejo que estamos a ser (des)governados por uma corja que tem destruído os nossos sectores produtivos e o nosso povo aceita tudo isto de bom grado. Triste povo este sem memória!


Um povo sem memória é um povo sem futuro.

Cumprimentos cordiais



Luís Passos

HUMOR - A Banca

Comboios a Vapor em Faro


Aqui temos uma locomotiva Henshel e Sohn, capaz de atingir os 80 km/h. Este era o comboio típico que circulava entre Lagos e V.R.S. António, composto por 2 a 3 carruagens de madeira pintadas de verde.

De certeza que muita gente ao ver a foto vai reconhecer de imediato o tipo de material circulante.

Essas carruagens de madeira foram depois em 1959 metalizadas nas oficinas do barreiro, o que se fez foi retirar todo o interior e colocar placas de chapa a envolver o exterior e interior (tipo sandwich).

O resultado obtido nessas carruagens foi o que se pode ver na foto seguinte, e ficaram conhecidas para a historia como as "Metalizadas do Barreiro".

Mesmo depois do vapor ter acabado, estas carruagens continuaram a ser utilizadas pelas locomotivas diesel. Apenas dispunham de travão por vácuo. Para o fornecimento de energia (iluminação e aquecimento a óleo) estava acoplado a cada boogie um gerador que era accionado por três corrias. No tempo do vapor a iluminação deveria ser com petróleo ou azeite (alguém pode confirmar???).


Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Estação de Comboios de Faro no tempo do Vapor


Tenho a certeza que todos as pessoas que são de fora de Faro e que para aqui vieram estudar no liceu ou na Escola Industrial e Comercial de Faro (Tomás Cabreira) por aqui passaram vindos da sua casa a caminho da escola. Muita gente por aqui passou, desde o mais pobre artesão até a um Presidente da República.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Fontainhas e o seu Ford Escort, junto a doca


O fontainhas com o seu Ford Escort a fazer uma rallyzada junto a sede do Ginásio Clube Naval, provavelmente nos anos 70. Grandes maquinas, as deste tempo, já com motor com dulpa arvore de cames à cabeça!

Luis Passos

Os Transatlânticos - Episódio 2 (Ships of War)

Carissimos,

Aqui está o episódio 2 da serie "Os Transatlânticos" - The Liners

Este episodio, continuando do ponto onde o episodio 1 parou, o inicio da I Guerra Mundial, vai retratar como os Transatlânticos foram utilizados como Cruzadores Armados e posteriormente como navios de transporte de tropas. Foram estes que realmente permitiram uma guerra à escala global conseguindo transportar grandes quantidades de homens e armas num período de tempo relativamente curto, de como poderiam ser sacrificados para responder as demandas militares.

A historia do afundamento do "Lusitânia" é contada em detalhe, como o infame Winston Churchill usou a vida de 1100 pessoas para tentar atrair os Estados Unidos para a I Guerra Mundial.

No período do pós-guerra tivemos o período da emigração massiva para os Estados Unidos, o documentário mostra e retrata bem Ellis Island e a forma como os emigrantes eram tratados.

O período do pós-guerra, os doidos anos 20, e o aparecimento de um navio que marcou toda a historia da navegação, não por ser o maior ou o mais rápido, mas por introduzir um novo conceito de decoração - a ART DECO. Estamos é claro a falar do "ILE DE FRANCE". Desde estrelas do cinema ou intelectuais todos queriam ser vistos nas viagens para a Europa no Ile-de-France. Era um "Boullevard" no Mar. Segundo F. Scott. Malcolm Brinning no seu livro "The Say of the Grand Sallon", ele diz que as noites no Ile de France vão ser lembradas por tudo e mais alguma coisa, excepto pelo facto de serem passadas no Mar.

 Com o fim da depressão, paises como Italia, já recuperada inicia o processo de construção de navios como o Augustus, o Conte di Savoia e o Rex (vencedor do Galhardete Azul).

A Alemanha, também já recuperada lança os gemeos Bremen e Europa, ambos ganham o galhardete azul e introduzem um novo conceito  - Streamlining (aerodinamica).

Segue-se então o novo duelo entre a Grã-Bretanha e a França, que devido a depressão e obrigada a parar a construção do seu novo navio o "Queen Mary", enquanto a França continua a construir o "Normandie", projecto da autoria do engenheiro russo emigrado em França, Vladimir Yorkvitch.

O Normandie e considerado por muitos o melhor e mais fabuloso navio construído até hoje, de facto concordo, o Normandie era fabuloso e tinha um sistema de motores completamente inovador. Usava o sistema Turbo-Eléctrico, ou seja, turbinas a vapor accionavam potentes geradores que por sua vez iam alimentar motores eléctricos que accionavam os hélices. A vantagem disto e menos peso, porque como as turbinas só rodam num sentido, era necessário ter em cada veio uma turbina de vante e uma turbina de ré, resolve o problema dos alinhamentos de veio e diminui as vibrações. O Normandie foi acima de tudo um navio Hi-tech, quer para o seu tempo quer para os dias de hoje, muitas das inovações e processos construtivos desses navios continuam imbatíveis, até hoje!
O Normandie captura o galhardete azul da travessia mais rápida do atlântico logo na viagem inaugural.

Começa aqui então a luta entre os dois navios mais famosos do atlântico, o Queen Mary e o Normandie.

Cumprimentos cordiaias

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LOCOMOTIVAS BRISSONNEAU EM FARO

(clickar em qualquer imagem para ampliar)

Caros,

Encontrei este anuncio na net, estas Locomotivas Brissonneau et Lotz durante muitos anos operaram na linha do Algarve, fazendo todos os transportes regionais entre Lagos e V.R.S. António, que chegaram a Portugal em 1962. Foram as primeiras locomotivas Diesel, junto com as Nohabs a substituir o vapor em Faro, por volta do ano de 1969.

A Locomotiva na sua pintura inicial da CP (verde escuro e lista branca):


Na CP foi-lhes atribuído o numero CP 12XX (série 1200) e eram conhecidas como as "Flausinas".

Podemos ver aqui umas fotografias destas locomotivas em Faro, nas cores da CP.


Reparem na antiga vedação da linha junto ao naval e no antigo camião VOLVO da Cerveja SAGRES.




Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Os Transatlânticos - Episódio 1 (Mayden Voyage)

Caros,

A partir de hoje vou publicar aqui diariamente 1 episódio do documentário "The Liners" (Os Transatlânticos).
O primeiro vai ser publicado hoje e o ultimo na sexta-feira, 1 por cada dia.

Cada um destes episódios tem a duração de 1 hora, e os vídeos são de alta qualidade, podem ver o vídeo em modo de écran grande, que não há distorção.

O episódio de hoje retrata o fim da idade das escunas e clippers a vela, a revolução industrial e os primeiros navios a vapor como o "Savanah",  o S.S. Great Britain, o Great Eastern e o Great Western do visionario Brunell, e o inicio do período dos SuperLiners, como o Lusitânia e o Mauretânia.

A historia da construção do Titanic e sua classe (Olympic e Brittanic) tb é contada em pormenor, bem como dos navios rivais da Alemanha, nomeadamente o Imperator, o Waterland e o Bismarck.

É uma preciosidade esta série... quem gosta de navios deve ver!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

PARTE I


PARTE II
 
  
PARTE III


PARTE IV

AFINAL NÃO SOMOS POBRES...SOMOS ESTÚPIDOS

Enviaram-me isto por email...
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.


Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...



Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparadocom os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têmnada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*

*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais

ou os vossos 2.080 Euros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Movimento no Facebook quer juntar um milhão na Av. da Liberdade

O apelo de juntar um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão dos políticos já juntou mais de 9.500 pessoas. 



O mais recente grupo de contestação do Facebook diz no nome o que se propõe a fazer: "1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política".
O objectivo do grupo - que junta anónimos insatisfeitos com a situação do país de várias orientações políticas, incluindo monárquicos e anarquistas - é conquistar apoiantes e debater a futura manifestação, que ainda não tem data marcada.

Recorde-se que os apelos na Internet feitos recentemente no Egipto ou na Tunísia levaram à revolta da população. Os jovens que mobilizaram a contestação atribuiram um papel decisivo ao Facebook, Twitter e blogues.

In: Economico


Penso que isto pode ser o inicio de uma revolução em Portugal, se o povo souber aproveitar esta oportunidade, e esta a hora! Mas como o povo e manso... não sei não... mas adorava ver 1 milhão de pessoas a marchar pela avenida abaixo.
Luis Passos


Bristol Channel Cutter: Um tributo a Sam L Morse

Foi-me enviado por email por um amigo:


Boas,

Aqui vai mais um filme sobre barcos, barcos a sério.

O barco é um BCC (Bristol Channel Cuter) desenhado por um grande arquitecto - Lyle Hess e construido pelo estaleiro Saltecmarine, desculpem Sam L. Morse.



São só 38 minutos de filme mas vale a pena

Espero que  gostem
A. Forra

Vale bem a pena ver estes 38 minutos, quem gosta verdadeiramente de barcos não deve perder! Mostra tudo o processo construtivo, moldagem, resinagem, desmoldagem, acabamentos, etc.
A não perder!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Festa 21ºAniversário da Ass.R.C.Músicos

    A ARCM está a preparar a Festa do 21ºAniversário terá lugar na sua sede a 19 de Fevereiro de 2011, com abertura de portas às 21h e que consistirá num espectáculo com a participação de vários amigos que, desta forma quiseram dar o seu contributo artístico e solidário em defesa da ARCM:
Viviane / Rockestra / Orquestra de Ritmo do Algarve /  Original Electro Groove / MOPHO / Moçoilas / Luís B. Rocha – Set do Surfista / Dj Pedro Nunez / Dj Labsound / Dj Von Tuga / Vj Zayle / Te-Atrito
    A ARCM apela à participação de todos os sócios, amigos e comunidade em geral neste grande evento que, por sua vez, está integrado na “Campanha do Tijolo”, campanha de tem por objectivo a angariação de fundos e apoios para a construção da futura sede da ARCM.
A entrada é gratuita para os sócios que paguem pelo menos uma quota e tem o valor de 3Tijolos para os restantes amigos que visitem a associação nesta noite.