quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

HUMOR - A Banca

Comboios a Vapor em Faro


Aqui temos uma locomotiva Henshel e Sohn, capaz de atingir os 80 km/h. Este era o comboio típico que circulava entre Lagos e V.R.S. António, composto por 2 a 3 carruagens de madeira pintadas de verde.

De certeza que muita gente ao ver a foto vai reconhecer de imediato o tipo de material circulante.

Essas carruagens de madeira foram depois em 1959 metalizadas nas oficinas do barreiro, o que se fez foi retirar todo o interior e colocar placas de chapa a envolver o exterior e interior (tipo sandwich).

O resultado obtido nessas carruagens foi o que se pode ver na foto seguinte, e ficaram conhecidas para a historia como as "Metalizadas do Barreiro".

Mesmo depois do vapor ter acabado, estas carruagens continuaram a ser utilizadas pelas locomotivas diesel. Apenas dispunham de travão por vácuo. Para o fornecimento de energia (iluminação e aquecimento a óleo) estava acoplado a cada boogie um gerador que era accionado por três corrias. No tempo do vapor a iluminação deveria ser com petróleo ou azeite (alguém pode confirmar???).


Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Estação de Comboios de Faro no tempo do Vapor


Tenho a certeza que todos as pessoas que são de fora de Faro e que para aqui vieram estudar no liceu ou na Escola Industrial e Comercial de Faro (Tomás Cabreira) por aqui passaram vindos da sua casa a caminho da escola. Muita gente por aqui passou, desde o mais pobre artesão até a um Presidente da República.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Fontainhas e o seu Ford Escort, junto a doca


O fontainhas com o seu Ford Escort a fazer uma rallyzada junto a sede do Ginásio Clube Naval, provavelmente nos anos 70. Grandes maquinas, as deste tempo, já com motor com dulpa arvore de cames à cabeça!

Luis Passos

Os Transatlânticos - Episódio 2 (Ships of War)

Carissimos,

Aqui está o episódio 2 da serie "Os Transatlânticos" - The Liners

Este episodio, continuando do ponto onde o episodio 1 parou, o inicio da I Guerra Mundial, vai retratar como os Transatlânticos foram utilizados como Cruzadores Armados e posteriormente como navios de transporte de tropas. Foram estes que realmente permitiram uma guerra à escala global conseguindo transportar grandes quantidades de homens e armas num período de tempo relativamente curto, de como poderiam ser sacrificados para responder as demandas militares.

A historia do afundamento do "Lusitânia" é contada em detalhe, como o infame Winston Churchill usou a vida de 1100 pessoas para tentar atrair os Estados Unidos para a I Guerra Mundial.

No período do pós-guerra tivemos o período da emigração massiva para os Estados Unidos, o documentário mostra e retrata bem Ellis Island e a forma como os emigrantes eram tratados.

O período do pós-guerra, os doidos anos 20, e o aparecimento de um navio que marcou toda a historia da navegação, não por ser o maior ou o mais rápido, mas por introduzir um novo conceito de decoração - a ART DECO. Estamos é claro a falar do "ILE DE FRANCE". Desde estrelas do cinema ou intelectuais todos queriam ser vistos nas viagens para a Europa no Ile-de-France. Era um "Boullevard" no Mar. Segundo F. Scott. Malcolm Brinning no seu livro "The Say of the Grand Sallon", ele diz que as noites no Ile de France vão ser lembradas por tudo e mais alguma coisa, excepto pelo facto de serem passadas no Mar.

 Com o fim da depressão, paises como Italia, já recuperada inicia o processo de construção de navios como o Augustus, o Conte di Savoia e o Rex (vencedor do Galhardete Azul).

A Alemanha, também já recuperada lança os gemeos Bremen e Europa, ambos ganham o galhardete azul e introduzem um novo conceito  - Streamlining (aerodinamica).

Segue-se então o novo duelo entre a Grã-Bretanha e a França, que devido a depressão e obrigada a parar a construção do seu novo navio o "Queen Mary", enquanto a França continua a construir o "Normandie", projecto da autoria do engenheiro russo emigrado em França, Vladimir Yorkvitch.

O Normandie e considerado por muitos o melhor e mais fabuloso navio construído até hoje, de facto concordo, o Normandie era fabuloso e tinha um sistema de motores completamente inovador. Usava o sistema Turbo-Eléctrico, ou seja, turbinas a vapor accionavam potentes geradores que por sua vez iam alimentar motores eléctricos que accionavam os hélices. A vantagem disto e menos peso, porque como as turbinas só rodam num sentido, era necessário ter em cada veio uma turbina de vante e uma turbina de ré, resolve o problema dos alinhamentos de veio e diminui as vibrações. O Normandie foi acima de tudo um navio Hi-tech, quer para o seu tempo quer para os dias de hoje, muitas das inovações e processos construtivos desses navios continuam imbatíveis, até hoje!
O Normandie captura o galhardete azul da travessia mais rápida do atlântico logo na viagem inaugural.

Começa aqui então a luta entre os dois navios mais famosos do atlântico, o Queen Mary e o Normandie.

Cumprimentos cordiaias

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LOCOMOTIVAS BRISSONNEAU EM FARO

(clickar em qualquer imagem para ampliar)

Caros,

Encontrei este anuncio na net, estas Locomotivas Brissonneau et Lotz durante muitos anos operaram na linha do Algarve, fazendo todos os transportes regionais entre Lagos e V.R.S. António, que chegaram a Portugal em 1962. Foram as primeiras locomotivas Diesel, junto com as Nohabs a substituir o vapor em Faro, por volta do ano de 1969.

A Locomotiva na sua pintura inicial da CP (verde escuro e lista branca):


Na CP foi-lhes atribuído o numero CP 12XX (série 1200) e eram conhecidas como as "Flausinas".

Podemos ver aqui umas fotografias destas locomotivas em Faro, nas cores da CP.


Reparem na antiga vedação da linha junto ao naval e no antigo camião VOLVO da Cerveja SAGRES.




Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Os Transatlânticos - Episódio 1 (Mayden Voyage)

Caros,

A partir de hoje vou publicar aqui diariamente 1 episódio do documentário "The Liners" (Os Transatlânticos).
O primeiro vai ser publicado hoje e o ultimo na sexta-feira, 1 por cada dia.

Cada um destes episódios tem a duração de 1 hora, e os vídeos são de alta qualidade, podem ver o vídeo em modo de écran grande, que não há distorção.

O episódio de hoje retrata o fim da idade das escunas e clippers a vela, a revolução industrial e os primeiros navios a vapor como o "Savanah",  o S.S. Great Britain, o Great Eastern e o Great Western do visionario Brunell, e o inicio do período dos SuperLiners, como o Lusitânia e o Mauretânia.

A historia da construção do Titanic e sua classe (Olympic e Brittanic) tb é contada em pormenor, bem como dos navios rivais da Alemanha, nomeadamente o Imperator, o Waterland e o Bismarck.

É uma preciosidade esta série... quem gosta de navios deve ver!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

PARTE I


PARTE II
 
  
PARTE III


PARTE IV

AFINAL NÃO SOMOS POBRES...SOMOS ESTÚPIDOS

Enviaram-me isto por email...
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.


Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...



Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparadocom os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têmnada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*

*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais

ou os vossos 2.080 Euros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Movimento no Facebook quer juntar um milhão na Av. da Liberdade

O apelo de juntar um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão dos políticos já juntou mais de 9.500 pessoas. 



O mais recente grupo de contestação do Facebook diz no nome o que se propõe a fazer: "1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política".
O objectivo do grupo - que junta anónimos insatisfeitos com a situação do país de várias orientações políticas, incluindo monárquicos e anarquistas - é conquistar apoiantes e debater a futura manifestação, que ainda não tem data marcada.

Recorde-se que os apelos na Internet feitos recentemente no Egipto ou na Tunísia levaram à revolta da população. Os jovens que mobilizaram a contestação atribuiram um papel decisivo ao Facebook, Twitter e blogues.

In: Economico


Penso que isto pode ser o inicio de uma revolução em Portugal, se o povo souber aproveitar esta oportunidade, e esta a hora! Mas como o povo e manso... não sei não... mas adorava ver 1 milhão de pessoas a marchar pela avenida abaixo.
Luis Passos


Bristol Channel Cutter: Um tributo a Sam L Morse

Foi-me enviado por email por um amigo:


Boas,

Aqui vai mais um filme sobre barcos, barcos a sério.

O barco é um BCC (Bristol Channel Cuter) desenhado por um grande arquitecto - Lyle Hess e construido pelo estaleiro Saltecmarine, desculpem Sam L. Morse.



São só 38 minutos de filme mas vale a pena

Espero que  gostem
A. Forra

Vale bem a pena ver estes 38 minutos, quem gosta verdadeiramente de barcos não deve perder! Mostra tudo o processo construtivo, moldagem, resinagem, desmoldagem, acabamentos, etc.
A não perder!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Festa 21ºAniversário da Ass.R.C.Músicos

    A ARCM está a preparar a Festa do 21ºAniversário terá lugar na sua sede a 19 de Fevereiro de 2011, com abertura de portas às 21h e que consistirá num espectáculo com a participação de vários amigos que, desta forma quiseram dar o seu contributo artístico e solidário em defesa da ARCM:
Viviane / Rockestra / Orquestra de Ritmo do Algarve /  Original Electro Groove / MOPHO / Moçoilas / Luís B. Rocha – Set do Surfista / Dj Pedro Nunez / Dj Labsound / Dj Von Tuga / Vj Zayle / Te-Atrito
    A ARCM apela à participação de todos os sócios, amigos e comunidade em geral neste grande evento que, por sua vez, está integrado na “Campanha do Tijolo”, campanha de tem por objectivo a angariação de fundos e apoios para a construção da futura sede da ARCM.
A entrada é gratuita para os sócios que paguem pelo menos uma quota e tem o valor de 3Tijolos para os restantes amigos que visitem a associação nesta noite. 
 

O Blog Faro é Faro já tem uma C-Box Online






Para podermos discutir ainda mais a nossa cidade, de forma construtiva e ponderada acabei de criar a C-BOX que podem encontrar no MENU à direita. Usem e abusem, discutam, falem dos problemas desta cidade e aproveitem para socializar.

O blog Faro é Faro sempre foi um blog aberto, sem censura, sem dogmas, tratando os problemas "Pelos cornos" sem rodeios ou floreados.


Tentei que nestes 3 meses de postagens, em que mais de 6500 pessoas visitaram o blog e foram publicados cerca de 380 posts, tentou-se elevar o nível da discussão, apresentando textos sobre os mais variados assuntos, desde a nossa historia, os nossos problemas, náutica, economia e política.

Tenho pena dos posts não serem muito comentados e não haver grande partilha de ideias e experiências, mas espero que com a C-Box as pessoas não fiquem tão "acanhadas".

Um abraço a todos, espero continuar a contar com a vossa preferência.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Plano-Inclinado: A divida externa de Portugal

 
Mais uma edição do programa com Medina Carreira e Mário Crespo, desta vez o convidado é  o DR. Carlos Monjardino (Presidente da Fundação Oriente) para debaterem A Divida Externa de Portugal, a relação da China com Europa.
 
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos 

Ruinas Romanas do Milreu


Imperdoável, quem for de Faro e nunca ter visitado este importante pedaço da nossa historia, em Estoi.

Faça uma visita guiada em fotografias aqui!

Embarcações Farenses

Lancha "PRIMOS"


Lanchão-motor PRIMOS, 27,67m/108,58tb, construído em 1946 por António Geraldo, Faro, para Leonel Rosa Agostinho, Faro, saindo a barra do Douro, década de 60. / (c) foto de Rui Amaro /.

A reconstrução do SANTA MARIA MANUELA


Caros,

Este lugre, o Santa Maria Manuela é um dos 3 famosos lugres bacalhoeiros construídos nos estaleiros da CUF, a saber, o ARGUS, O CREOULA e o SANTA MARIA MANUELA.

Aqui vos deixo um pouco da historia do navio:
 
O Santa Maria Manuela era um lugre de 4 mastros construído nos estaleiros da Companhia União Fabril, em Lisboa durante 1937 no tempo recorde de 60 dias para a Empresa de Pesca de Viana.
O aço da construção, de grande qualidade, destinava-se originalmente a dois navios de guerra que, por diversas circunstâncias acabaram por se não construir, sendo finalmente utilizado na construção do
Santa Maria Manuela e do seu irmão gémeo, o Creoula.
A partir daquele ano, realizou dezenas de campanhas de pesca do bacalhau na Terra Nova e Groenlândia. Em viagem normal navegava com 54 pescadores, 10 moços de convés, 2 cozinheiros, 3 oficiais de máquinas, 2 oficiais de ponte e capitão. Podia carregar mais de 12.000 quintais de bacalhau salgado e bem como cerca de 60 toneladas de óleo de figado de bacalhau.
Anualmente, durante o Inverno, era desmastreado sendo revisto todo o seu aparelho fixo e de laborar bem como as duas andainas de pano.
Navegava geralmente a motor e à vela obtendo, assim, a melhor velocidade e qualidades de manobra. Com mau tempo fazia boa capa podendo, com bom tempo, alcançar os 12/13 nós de velocidade percorrendo a distância até Portugal em cerca de 9 dias.
A forma do casco do
Santa Maria Manuela é a dos tradicionais lugres à vela da primeira metade deste século utilizados na pesca do bacalhau que vieram a ser conhecidos internacionalmente no seu conjunto como a famosa "Portuguese White Fleet".
 
 
Trata-se de um navio de quilha corrida e leme ordinário no seu prolongamento, grande calado, pequeno pontal e boca ficando assim com as formas afiadas que apresenta. A proa é de colher, saindo aí o gurupés. A popa é arredondada com um lançamento acentuado. A borda falsa é corrida tendo várias portas de mar, buzinas maiores para as espias e outras mais pequenas para passagem das escotas das extêndulas. O convés é em tabuado corrido, assente sobre vigas e longarinas, tendo um pequeno desnível a meia nau, interrompido por vários rufos, 4 mastros e cabrestantes.
A Empresa de Pesca de Viana manteve o navio em actividade até 1962, ano em que o vendeu a um armador da praça de Aveiro - a Empresa de Pesca Ribau - que ainda operou com o navio na sua forma original durante alguns anos.
No fim da década de sessenta, o navio iniciou uma fase de importantes transformações sendo-lhe retirados sucessivamente os mastros, acrescentado um novo convés, uma ponte de comando e nova motorização. Tais alterações foram ditadas por imperativos de viabilização económica bem como pelas inovações tecnológicas introduzidas na pesca do bacalhau tendo, em consequência, sido abandonada a pesca do bacalhau à linha em doris e introduzido o sistema de redes de emalhar com baleeiras de alumínio e alador directo do navio bem como o sistemas de "long-line".
Em 1993, apesar de todas as transformações sofridas, o navio é considerado obsoleto sendo abatido por demolição ao registo dos navios de pesca.
Em 1994, alguns membros fundadores da actual Fundação Santa Maria Manuela unidos pelos mesmos ideais, conscientes do valor dos salvados na eminência de serem vendidos para o estrangeiro e, com a prestimosa ajuda do Armador, decidiu comprar toda a sucata de ferro do navio (parte do casco e alguns equipamentos actualmente no Estaleiro de S.Jacinto, SA em Aveiro) e iniciar o presente processo de recuperação da réplica do
Santa Maria Manuela segundo o projecto original, de 1937, tendo em vista alcançar os objectivos estatutários da Fundação.
Características
    Comprimento fora a fora: 62,83 m. Comprimento entre perpendiculares: 50,20 m. Boca: 9,9 m. Pontal: 5,94 m. Imersão média: 4,55 m. Deslocamento máximo: 1237 ton. Água doce: 184 m3 Combustível: 80 m3 Motor: Diesel de 150 KW
Lotação Tripulação fixa: 13
Instruendos: 26
Convidados (máx.): 6

Para ficarem a saber ainda mais sobre como era a vida a bordo destas embarcações convido-os a ver o documentários "White Ships", rodado a bordo do Santa Maria Manuela quando este ainda estava no activo.


Cumprimentos cordiais
Luís Passos



A geração lixada pelos 'direitos adquiridos'

Um casal jovem paga uma renda 25 vezes superior à renda do casalinho de 60 anos (por um apartamento idêntico no mesmo prédio). Este é o exemplo maior de uma política que beneficiou quem se instalou primeiro, isto é, uma política que lixou a minha geração.


I. A lei das rendas , a segurança social e as leis laborais criaram um ambiente que se tornou inimigo das gerações mais novas. Portugal está bloqueado em locais-chave, porque leis e direitos protegem uma geração em detrimento das mais novas. E não há maior exemplo disso do que o mercado de arrendamento. No centro de Lisboa, pessoas têm casas arrendadas por 15, 20 euros. Porquê? Porque estas rendas foram congeladas há décadas. E os políticos nunca tiveram coragem de enfrentar esta geração de inquilinos privilegiados (que têm direito a habitação quase gratuita). Resultado: a minha geração ficou sem um meio que é absolutamente central no começo da vida adulta em qualquer país civilizado e incivilizado: o mercado de arrendamento. Mais: sem a solução de um mercado de rendas competitivo (i.e., barato), a minha geração enforcou-se no crédito à habitação, contribuindo assim para o nosso maior problema: o endividamento. Mas, de forma inacreditável, os políticos não falam disto. Há um silêncio de morte sobre este assunto, porque, então, pá, há direitos adquiridos a proteger. E também não podemos reclamar contra as reformas, porque isso é ir contra os direitos adquiridos (cala-te, paga estas reformas a 80% do último salário, e terás como recompensa uma reforma nos 40%, se tiveres sorte; cala-te e trabalha). Também é pecado falar de reformas da lei laboral que deem aos empresários mais meios para criarem novos empregos (cala-te, pá, que isso é fascismo; cala-te e emigra, vai trabalhar para terras onde os direitos não são adquiridos mas trabalhados todos os dias).
II. Uma carta de uma leitora do Expresso (último sábado), Joana Cansado Carvalho, diz tudo o que há a dizer sobre a geração lixada pelos direitos adquiridos. É ler e espalhar:
"Tenho 29 anos e trabalho a recibos verdes. Para que fique claro, aqui vai a tradução: sou jovem, não vivo do subsídio de desemprego; e não tenho contrato de trabalho, não gozando assim dos direitos a ele associados (baixa, férias, etc.). Não lamento a instabilidade da minha situação (...) e gosto do que faço. No entanto, escutando os nossos políticos, os manifestantes das ruas, os participantes em debates televisivos, nunca se ouve falar do milhão de portugueses que, como eu, dependem de si próprios para se sustentarem nesta época de crise. Ninguém diz, por exemplo, que o crescimento extraordinário do país que se seguiu à entrada da CEE se fez apesar da nossa lei laboral, e não por causa dela; foi o elemento de flexibilidade representado pelos trabalhadores de recibos verdes que compensou a rigidez de um sistema baseado em direitos adquiridos por uma geração que viveu o PREC - não era mais produtiva, não estava mais bem preparada, simplesmente estava lá em 1974 (...) E quem afirma, sem papas na língua, que o dinheiro que descontamos para a segurança social é pura caridade, porque nunca vamos recuperá-lo? A questão é matemática e bastante fácil de compreender: havia muito mais gente a descontar para pagar as pensões dos reformados quando o sistema foi concebido do que há hoje em dia (...) para qualquer trabalhador a recibos verdes, as recentes alterações ao código contributivo são um insulto (...) Está na altura de lembrar aos senhores que viveram o PREC e aos políticos que têm filhos e netos na minha situação que só lhes ficava bem se percebessem que o nosso futuro depende da sua capacidade de facilitarem as urgentes reformas estruturais, abdicando dos famosos direitos adquiridos que mais não são do que privilégios inexplicados pelo passado e inexplicáveis face ao que aí vem". 

In: Expresso

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pesca do bacalhau os dias de glória e de miséria

Convido-os a ver este fabuloso documentário sobre a pesca do bacalhau na Terra Nova.