sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

“Portugal está no pior momento desde 1976”

Entrevista conduzida por Maria João Avillez para o Económico

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos fala sobre crise, eleições e o futuro do País. 

 Teorizou e reflectiu em voz alta que é o que gosta fazer, reviu a matéria e reviu-nos a nós, em crise e num "regime bloqueado". Evocou políticos e partidos sem se enternecer e foi capaz da frontalidade do costume e da fidelidade aos seus cavalos de batalha. António Barreto, 68 anos, preside actualmente aos destinos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a "mãe" da "Pordata" (ele é o pai) onde estão hoje em curso 18 projectos (!) sob a sua regência: uns já em vias de concretização, outros ainda em fermentação, mas como todos o solicitam por igual, o trabalho é pesado. No final do ano impôs-se uma pausa - foi para o Vidago - e fez solene recomendação a si mesmo - menos sofreguidão laboral em 2011. Portugal gostaria de contar mais com ele no palco mas aí, ou ele disfarça, ou todas as nostalgias ficaram já irremediavelmente para trás: "não". Barreto está bem como está. Uma sorte.

As presidenciais teriam sido um bom momento de arranque, para a seriedade, a responsabilidade e o trabalho de que Portugal precisa, ou...como falo com um pessimista, já não ia muito a tempo?
Não sou pessimista. Sou céptico, é diferente. Sim, a campanha podia ter sido diferente, os principais candidatos podiam ter exposto mais o seu pensamento, as suas intenções os projectos, mas foram muito cautelosos quanto a isso.

O momento pedia o contrário...
Pedia. Mas caímos sempre no mesmo com este regime que não é semi-presidencial nem coisa nenhuma. Qualquer futuro Presidente da República sabe que dependerá do Parlamento, dos partidos, sabe que não tem poderes e gostava de ter mais... Assim, tiveram cautela e falaram genericamente do desenvolvimento de Portugal!

José Manuel Coelho - SIC Notícias 14jan2011

Caros,

Deixo-vos esta interessantíssima entrevista de José Manuel Coelho.







O Sr. Coelho diz aqui muitas coisas interessantes... Não votei nele, mas admito que se calhar podia ser um bom presidente da Republica, se não se deslumbrar com o poder e não se deixar corromper.

Recomendo sobre este tema a leitura do livro "A queda de um anjo" de Camilo Castelo Branco.




Cumprimentros cordiais

Luís Passos

Grande Entrevista


  Caros,

Convido-os a ver a excelente entrevista que Antonio Barreto deu a Judite de Sousa no programa "Grande Entrevista" sobre a situação do pais e o nosso futuro próximo.

A não perder.

Cumprimentos Cordiais

Luís Passos

Humor

“Prendas enchiam três salas”

Jorge Sampaio foi ouvido no âmbito do processo 'Face Oculta' e defendeu o amigo José Penedos.

"As prendas de Natal não cabiam em três salas. Era sempre a mesma coisa, mas, para mim, era absolutamente indiferente quem me estava a dar a prenda. (...) Nunca comprei uma caneta ou um relógio, mas nunca me senti minorado na minha honestidade por causa disso." As declarações são de Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que ontem fez questão de comparecer pessoalmente no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para defender o amigo José Penedos. Foi no âmbito do processo ‘Face Oculta' e o ex-governante não se coibiu de explicar que o fez pessoalmente - prescindindo do direito de depor por escrito - porque os papéis são silenciosos. Entendeu que devia comparecer em juízo para explicar o que considerava serem factos - "não sou testemunha abonatória", disse - para ajudar o tribunal a decidir.
"Quando fui eleito Presidente da República, ofereceram-me uma galinha. Esse foi um episódio caricato, mas houve outros", contou Sampaio, que depois recordou ter recebido de tudo. Desde peças de louça de extremo mau gosto, até canetas ou relógios suíços. "Esta caneta que uso foi-me oferecida. Mas não sei dizer quem ma deu."
Os elogios para traçar a personalidade de José Penedos foram muitos. Acusado de três crimes de corrupção e participação económica em negócio, o ex-secretário de Estado foi ontem definido como alguém acima de qualquer suspeita. Sampaio realçou a sua postura moral, a sua inflexibilidade e verticalidade.
Os mesmos adjectivos foram usados por António Vitorino, ex--comissário europeu e socialista, que também considerou José Penedos como alguém impoluto. Sobre as prendas que o mesmo terá recebido de Manuel Godinho - o sucateiro que está em prisão preventiva -, António Vitorino também falou em termos genéricos. Explicou que só foi governante "dois Natais" e que a sua experiência era curta. Mas garantiu que as prendas nunca eram devolvidas, sob pena de o facto ser entendido como uma falta de cortesia.
Já na Comissão Europeia, Vitorino diz que foram estabelecidos limites para as prendas. Mas por imposição dos países Nórdicos, que consideravam de mau tom receber presentes.
Sobre as ofertas, o Ministério Público não interrogou as testemunhas. O juiz também nada perguntou. 

EDUARDO CATROGA E ÂNGELO CORREIA EM TRIBUNAL

José Penedos terá ao seu lado um desfile de famosos. Depois de Jorge Sampaio e António Vitorino é a vez, amanhã, de Eduardo Catroga e Ângelo Correia comparecerem no Tribunal Central de Instrução Criminal. Ambos deverão ser confrontados com a oferta de prendas e também com o perfil de Paulo Penedos. A defesa pretende demonstrar em primeira linha que eram normais as ofertas aos membros do Governo e, depois, que se o filho de Penedos alguma vez sugeriu que o pai poderia ajudar o sucateiro era por "vaidade". O MP disse que o sucateiro era mesquinho ao acusar o filho de mentir.
 
'CM' OPÕE-SE À DESTRUIÇÃO

O CM constituiu-se assistente no processo ‘Face Oculta' e opôs-se também à destruição das escutas telefónicas envolvendo José Sócrates. Está em causa o direito de defesa do jornal, na sequência de uma série de processos de difamação interpostos por alguns dos intervenientes. O juiz ainda não se pronunciou.
 
CRIMES COMETIDOS NO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES

Ricardo Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos, já interpôs recurso à destruição das novas escutas detectadas no ‘Face Oculta' e que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates.
Numa longa exposição, o causídico - que defende o advogado de Coimbra - volta a alegar que é nula a decisão do presidente do Supremo de anular e mandar destruir escutas telefónicas de conversas realizadas entre o primeiro-ministro e um suspeito. Explica que eram conversas em que se indiciava "acidental e fortuitamente a prática de crimes cometidos pelo primeiro-ministro no exercício de funções, como, por exemplo, o alegado crime de atentado contra o Estado de Direito", não tendo, por isso, Noronha do Nascimento competência para anular a decisão do juiz de Aveiro.
Garante Sá Fernandes que Noronha só podia ser chamado a validar escutas se os crimes fossem cometidos fora do exercício de funções. "Acresce que a competência do Supremo não cobre, nem tinha de cobrir, os casos em que o primeiro-ministro não é sequer suspeito da prática de qualquer crime e mantém conversas telefónicas com um suspeito", explica, dizendo depois que, se assim fosse, o "juiz teria de adivinhar quem são os interlocutores com quem o suspeito iria falar". 


Já não há moralidade, temos então que um antigo Presidente da República, que ocupou o cargo simbolicamente mais importante do Estado, se gaba de durante o seu mandato ter recebido "prendas de Natal" que "não cabiam em três salas". E acrescenta que "nunca comprei uma caneta ou um relógio mas nunca me senti minorado na minha honestidade por causa disso". E exemplifica dizendo: "Esta caneta que uso foi-me oferecida. Mas não sei dizer quem ma deu". Terá Jorge Sampaio consciência do efeito público que estas suas declarações provocam? É manifesto que o recebimento de prendas não diminui a honestidade de ninguém e sabemos todos que o Presidente Sampaio nunca alteraria as suas decisões em função das prendas que recebeu. Não é isso o que está em causa. O que está em causa é a imagem pública que este tipo de notícias produz nos cidadãos em relação à actividade política, e pela qual um Presidente da República deve ser o primeiro a zelar. O que eu gostaria de ter ouvido um antigo Presidente da República dizer era: "Posso ter ofendido imensa gente durante o meu mandato, mas garanto que todas as prendas que me enviaram foram devolvidas pelos serviços da Presidência. E só uso canetas compradas por mim ou oferecidas pelos meus familiares e amigos". E acho que é isto o que os cidadãos têm o direito de esperar do mais alto magistrado da Nação.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Portugal terá "recessão prolongada"

A agência de notação financeira Standard & Poor's estima uma recessão prolongada nos países periféricos do euro, que inclui Portugal, Espanha, Irlanda e Grécia

A Standard & Poor's indicou hoje que prevê uma recuperação a três velocidades na Europa ocidental e que Portugal fique preso numa recessão prolongada, juntamente com a Espanha, a Irlanda e a Grécia.
Numa nota hoje divulgada, citada pela Bloomberg, a agência de notação financeira projeta que a Alemanha seja a economia que mais cresça nos próximos anos e que seja o motor do crescimento desta região, juntamente com a Finlândia.
Reino Unido, França, Itália e a região do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) deverão crescer entre 1,5 e 2%.

Autocarros antigos - para recordar



Caros,

Aqui vos deixo este excelente vídeo sobre autocarros antigos!

Grandes recordações da nossa Rodoviária Nacional aqui em Faro!!!! Volvos, AECs, UTIC (volvo e AEC), CAMO...

Com especial dedicatória para o meu amigo Luis Guerreiro (motorista da Eva).

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Câmara de Faro quer incluir terreno em Estói no negócio com construtor de habitação nos Braciais

Caros,

Vejam este excelente post no blog "O Palrador"

O que se está a passar é vergonhoso, bando da betoneira ataca de novo.

O que antes era um processo límpido, transparente, de construção de habitação social a custos controlados para realojamento da população das barracas da horta da areia e da lejana está a ser usado pela pandilha de direita que (des)governa este município para fazer negociatas e tirar proveitos imobiliários.

Isto está a saque... quanto vale o terreno de Estoi? Qual o seu valor actual e qual o seu potencial  valor futuro?

Temos de ficar atentos para não deixar este bando da betoneira enriquecer ilicitamente, roubando descaradamente o Povo Farense.


Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A crise do capitalismo


Um vídeo obrigatório para quem gosta de economia, e quer perceber o porque de toda esta crise que sentimos.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Arrumadores Esbarram no Registo Criminal

A Câmara Municipal de Faro quer profissionalizar os arrumadores, atribuindo-lhes uma licença e forçando-os a inscreverem-se nas Finanças e a pagar impostos. A medida segue legislação a nível nacional e meia dúzia já entregaram os pedidos... só que a ficha não estava limpa.  

 
Problemas com drogas, pequenos furtos, agressões. Na capital algarvia, haverá cerca de meia centena de arrumadores de automóveis, que agora terão de se licenciar para poderem ganhar as moedas. O problema é que da meia dúzia que até agora tentou, nenhum deles cumpre com os requisitos, por causa do seu passado. 

Nuno Afonso, 33 anos, trabalha há mais de cinco no Largo de São Francisco. Nuno, que arruma automóveis, recebe uma quantia variável que em tempos chegou a rondar os 100 euros por dia, mas hoje pode variar entre os sete ou oito. 

É apenas um dos muitos que existem em Faro e que agora vão ter de se legalizar, à luz de um novo regulamento - adaptado de um anterior, de 2004 - que a Câmara Municipal, gerida por Macário Correia, quer pôr em andamento. 

"Não sei se vai ser bom ou mau, vamos ter de esperar para ver", diz Nuno, ele que já deu entrada do processo junto da autarquia. "Agora estou à espera, não sei bem o que vai ser preciso fazer", admite, quando questionado sobre o processo de inscrição e de abertura de actividade nas Finanças.

Dá licença? São 15 euros.

A medida não foi bem aceite por todos, sobretudo devido aos 15 euros iniciais que os arrumadores têm de desembolsar, para poderem ter o cartão, mas não só. "Então nós vamos ter de pagar impostos quando às vezes nem recebemos metade do salário mínimo", questiona João Silva, 51 anos, ele que também arruma no Largo de São Francisco. 

O problema é que mesmo para aqueles que queiram estar dentro da lei há barreiras, a começar pelo registo criminal: "Nós não podemos passar um cartão da Câmara a atestar dignidade e respeitabilidade a pessoas que não têm uma situação desejável do ponto de vista do cadastro e a questão é que até agora nenhum dos pedidos cumpre com esse requisito", admite o autarca ao Expresso.
Macário reconhece que o processo não vai ser fácil e diz que só lhe resta esperar que entretanto apareçam pessoas com um melhor historial para poderem ter acesso às licenças de arrumador da Câmara Municipal de Faro.

In:  Expresso

Já aqui tinha referido neste blog, mais precisamente neste post "Novamente os Arrumadores" em que já aludia aos problemas detectados pelo Jornal Expresso, nomeadamente, o problema dos impostos (como taxar, como passar recibo, indexar ao salário mínimo), a questão do registo criminal, situações de inimizades porque alguns irão ficar de fora; enfim, o rol de questões é interminável.

Sr Presidente Macário... deixe-se de questões de superfície e resolva mas é os problemas reais deste concelho que não são poucos. Quando da campanha eleitoral disse que vinha para trabalhar... pois é... até agora ainda não vi nada de jeito...

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

INSANIDADE MARÍTIMA NACIONAL

                                 Foto: Costa Concordia no Porto do Funchal

Retirado do Blog dos Navios e do Mar

Passam-se coisas muito estranhas nos meios marítimo-portuários governamentais com medidas de aparente insanidade porque a sua aplicação prejudica os nossos interesses e denota uma forma irresponsável de gerir questões pontuais sem querer saber de consequências, navegando-se à vista até ao encalhe final.
Depois das tristes taxas do SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que entretanto foram adiadas durante seis meses, (mas o seu anúncio já fez estragos e manchou a imagem de Portugal no mundo marítimo internacional, ao querer impor a iniquidade mais original da desmaritimização, cobrando uma taxa aos tripulantes dos navios para desembarcarem em portos nacionais), agora reforça-se o clima de insanidade com a SANIDADE a impor uma taxa de €500 por navio que entre nos nossos portos, sejam quais forem as circunstâncias.
Em 36 anos de desmaritimização conseguiu-se com muito esforço e toda a inépcia possível praticamente erradicar os navios portugueses dos nossos portos e mesmo das rotas internacionais. Parece que os inimigos do mar ainda não estão satisfeitos, agora há que acabar de vez com a navegação estrangeira entre nós. Gente desta só recupera a sanidade mínima com uma sublevação...
 
A economia nacional está a ser posta em causa, Portugal tem urgentemente de se voltar para o mar, ter uma marinha mercante operacional, ter uma boa marinha de turismo e sobretudo reforçar a área da reparação e construção naval.
Não podemos continuar a depender de estrangeiros para esse fim. O governo de cavaco e os seguintes destruíram toda a nossa frota mercante, pescas e turismo a troco de uns pratos de lentilhas que vieram de Bruxelas. Agora o resultado tá a vista, gastou-se o dinheiro e não se investiu em actividades ou negócios que substituíssem os que estavam a ser extintos. 
Resultado... Desemprego e miséria.
 
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos 

Tudo (quase) na mesma

Por Carlos Alberto Amorim no JN


1 Portugal vai enfrentar a pior parte da crise com o mesmo presidente da República (PR) e o mesmo Governo que já estavam no poder quando aqui ancorou a vertente internacional dessa mesma crise que apenas veio agravar os apuros económicos e financeiros que por cá andavam há muito. Cavaco Silva cumpriu o objectivo a que devotou todas as suas energias e pelo qual omitiu grande parte dos seus deveres como PR no último ano e meio. Não teve adversários à altura. Foi ajudado pelo Governo quando foi preciso. E todos os agentes políticos estão cientes de que nada mudará, nem para melhor nem para pior, neste país.
Desenganem-se aqueles que julgam que o PS sofreu uma derrota - nada mais falso! Sócrates temperou os resultados de ontem com talento e sabedoria políticas, pois uma vitória de Alegre seria o pior desfecho para os seus interesses.
Pelo contrário, Passos Coelho, intencional e perfidamente minimizado como o "presidente da Assembleia Municipal de Vila Real", pode começar a sentir a oposição interna que tem andado pacata: ontem, na RTP, Rui Rio não o conseguiu esconder...
2 . Cerca de metade dos portugueses (nos quais me incluo) decidiram que não valia a pena votar. Excluindo os referendos, terá sido a eleição nacional com a participação mais fraca desde que a democracia foi reinstalada com o 25 de Abril de 1974. Há dez anos, na reeleição de Jorge Sampaio, a abstenção teve níveis semelhantes mas os cadernos eleitorais de então detinham um erro de perto de 8% em relação aos votantes reais - ao contrário de ontem, onde a votação dispunha de cadernos eleitorais "limpos", com um desacerto que não deveria ultrapassar o nível de 1,5%. O que reforça a conclusão de que os portugueses se distanciaram do modo de fazer política em Portugal. Querer fazer análise política enjeitando ou mesmo aperaltando este facto notório constitui um erro absurdo. Do mesmo modo, insistir no reforço da "pedagogia democrática" visando alumiar o pretenso negrume obtuso das consciências dos abstencionistas, como ontem à noite se ouviu em quase toda a Comunicação Social, é de um paternalismo insuportavelmente inepto.
Obviamente que não se deve forçar a lógica ao ponto de colocar todos os abstencionistas no mesmo patamar - convém separar aqueles que não votaram por puro desinteresse dos muitos outros, como eu, que se abstiveram pela enorme desilusão que o funcionamento do sistema político lhes instiga. Estes últimos, desmotivaram-se pela fraquíssima qualidade dos candidatos e, sobretudo, estão convictos de que qualquer resultado de estas Presidenciais - autênticas eleições de segunda categoria - é absolutamente inócuo, quer para a situação nacional quer para o normal desenrolar das suas vidas.
3 . O Cartão do Cidadão foi uma reforma ousada e (muito) cara. Visava a atenuação do flagelo da burocracia e a consequente simplificação da vida dos cidadãos. Já nos dois actos eleitorais de 2009 se percebeu que o novo sistema levantava problemas: eleitores deslocados das suas mesas de voto de sempre, alguns, até, da freguesia ou do concelho onde sempre habitaram. Supunha-se que essas más experiências tivessem sido corrigidas ao mesmo tempo que se fez a "limpeza" dos cadernos eleitorais. Mas tal não aconteceu. O sistema parece ter aluído nestas eleições, perturbando as intenções de muitos eleitores que se viram obrigados a ir para casa sem votar, atarantados, face à barafunda instalada. Ouvi o director-Geral da Administração Interna desculpar-se com os "novos eleitores" - mas bastava passar alguns minutos a ver qualquer canal de notícias para se perceber que a confusão atacava os novos e os velhos eleitores indiscriminadamente. Esta desordem administrativa é uma vergonha (mais uma!) que Portugal está hoje a sofrer na Imprensa internacional. Em qualquer país normal, os responsáveis por gerarem um sistema que reincide em impedir os eleitores de exercerem o seu direito de voto seriam imediatamente demitidos - e o primeiro a sair deveria ser o próprio ministro. Mas somos o que somos e acredito que dificilmente existirá um mero pedido de desculpas...

plano-inclinado: Sociologo António Barreto - PORDATA


Aqui vos deixo a edição do programa Plano Inclinado desta semana.

Para ver com interesse.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

plano-inclinado: Medina Carreira e Soares dos Santos

 
Um debate bastante interessante, porém existe um pormenor que o Dr. Soares dos Santos se esqueceu. A dado ponto ele diz mais ou menos isto - "Nos compramos fruta na america latina e enviamos um avião da Luxair para ir buscar a fruta e está cá em 9 horas nas lojas a um preço competitivo". E que assim sendo, a Agricultura portuguesa teria de ser assim competitiva. 

Penso que para ser competitiva como nesses paises Portugal teria de se escravizar de tal forma que as pessoas teriam de viver na mesma indigência que os povos desse pais. Não há almoços grátis. Para que alguém lucre muito com margens pequenas alguém tem de ser explorado. É a lei da vida. Porque é que a china é competitiva?? Porque o trabalho lá é quase escravo. Foi assim que os grandes impérios se criaram. Até o Português.

Quanto a distribuição dos dividendos antes do ano para fugir aos impostos... Enfim... não comento... O sr. Soares dos Santos é tao bom como os outros.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 22 de janeiro de 2011

Antes do Caminho de Ferro, era assim que se chegava a Lisboa


                                  Foto do vapor "Gomes IV"

Carros de Bombeiros em Faro

Aqui ficam alguns carros de bombeiros antigos para matar saudades:

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS




BOMBEIROS MUNICIPAIS






Recordo-me perfeitamente de ter andado neste carro em 1986 quando da visita dos bombeiros a Escola Primaria P3 do Alto Rodes, sob coordenação da Professora Odete Xarepe.

Aquilo sim, era ensino de alta qualidade, os bombeiros foram a escola, levaram a frota toda, fizeram um simulacro, deram aulas, explicaram como se apagam incêndios, primeiros socorros, o que fazer nos diversos cenários... enfim...

Hoje os miúdos já não tem aulas desta qualidade... é uma pena!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faro Alternativo IV


Para mais informações ou para obtenção de um exemplar, contactar newsfromthesouth@gmail.com .

Forte abraço e obrigado.


Rafael Rodrigues

EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA" !?

"EU ERA UM MÍSERO PROFESSOR, MINHA SENHORA" !?
Esta frase que escapa da boca de Cavaco Silva numa entrevista a uma jornalista amiga diz tudo sobre o pensamento político de Cavaco Silva, o seu carácter e o desprezo que nutre por uma importante classe profissional.

 
Era um mísero professor catedrático que se baldava às aulas na Universidade Nova enquanto as dava na Católica, beneficiando assim de dois ordenados enquanto alguns alunos ficavam sem aulas e prejudicavam a sua licenciatura.

Era um mísero professor catedrático de economia que nada sabia de aplicações de poupanças e desse negócio sabia tanto como um qualquer trolha.
Era um mísero professor que além de vencimento de topo na carreira dos professores ainda acumulava com pensões do governo e do Banco de Portugal.
É um mísero político que tem dos professores uma visão ofensiva para toda a classe e que não hesita em ofender milhares de portugueses só para se armar em ignorante num domínio em que não pode invocar ignorância.
É um mísero político que depois de exercer os mais altos cargos durante mais de quinze anos diz que não é político para não carregar com o estigma de uma classe de políticos corruptos, muitos dos quais foram invenção dele.
É um mísero professor que tem uma luxuosa casa de férias no Algarve.

É um mísero professor que não tem a mais pequena consideração pelos professores deste país, não hesitando em promovê-los a ignorantes para invocar ignorância economia, ele que foi doutorado em York, professor universitário, técnico do Banco de Portugal, primeiro-ministro e Presidente da República.

É um mísero professor que nem tem consideração pela sua profissão e condição de professor doutorado, imagine-se em que conta deverá ter todos os outros portugueses.
É um mísero político que para conquistar a Presidência da República exibe os seus conhecimentos de economia e na hora de esconder a forma como obteve dinheiro fácil disfarça-se de mísero professor que nada sabe de acções.

Resta-nos esperar que os portugueses não escolham um mísero Presidente da República.

Não vou votar!!!

por CARLOS ABREU AMORIM no DN

1. Pela primeira vez desde que fiz 18 anos, não exercerei o direito de voto no próximo domingo. Vou abster-me, num acto pensado que se sustenta na inutilidade do actual modelo de poderes presidenciais e na sua trágica discrepância com a elevação democrática que subjaz à eleição directa e universal do seu titular.
Os poderes presidenciais constantes na Constituição constituem uma amálgama de elementos incoerentes sem sombra de identidade própria. Os seus defensores gostam de o nomear com uma expressão assaz reveladora desse insuperável estado de confusão: seria um modelo semipresidencial misto com pendor parlamentar!
Na prática das últimas décadas percebeu-se que este é o lugar público onde se torna mais perceptível a directa relação entre a dimensão do cargo e a daquele que o exerce. Se o seu titular se reduzir a ser um "Presidente do Conselho Fiscal do Formalismo Constitucional", como sucedeu com Cavaco Silva (e com nove anos e meio dos dez de Jorge Sampaio), então não faz qualquer sentido persistir em elegê-lo por sufrágio directo e universal.
2. Nos últimos quinze anos, este País andou sempre para trás. Qualquer que seja a questão nacional (educação, saúde, justiça, economia, finanças, credibilidade das instituições, o estado de depressão colectiva, etc.), Portugal está muito pior.
No entanto, segundo grande parte dos nossos constitucionalistas, bem como dos cronistas da corte que julgam fazer análise política, nenhuma responsabilidade pode ser assacada aos presidentes da República (PR).
Esta tentativa forçada de desculpabilização é contraproducente - acaba por desvendar que, afinal, o PR não faz qualquer diferença. Se o PR não influenciou as muitas desgraças que nos têm sucedido, então para que é que serve? É um mero distribuidor de alguns cargos e muitas duvidosas honras? Consistirá num simples produtor de avisos ou numa espécie de moralista do caos sem força palpável nos destinos colectivos? E será democraticamente adequado sujeitar o País a eleições presidenciais quando a omissão política do PR é um dado esperado e aceite pela exígua minoria que conhece a Constituição?
3. A ideia contemporânea de participação democrática vive da possibilidade de os cidadãos poderem influir efectivamente nas decisões que vão afectar as suas vidas. A democracia não se esgota em eleições - contudo, é nestas que os cidadãos possuem um instrumento activo para poderem agir sobre a realidade política, procurando alterá-la, através do seu voto. Os dois últimos Presidentes primaram pela apatia, ambos justificando-se com o desenho constitucional dos seus poderes.
Só que a esmagadora maioria dos eleitores julga que o seu voto, no próximo domingo, tem o dom de eleger alguém que pode determinar mudanças reais no País - o que não é verdade. Apesar de tal não ter estado na mente do legislador constituinte, do ponto de vista democrático as eleições presidenciais são uma autêntica fraude constitucional.
Não vou votar porque sei que isso seria um acto inútil e ilusório. E, ainda, porque a abstenção consciente, hoje em dia, é a melhor forma de expressar o repúdio por este sistema em que nos afundámos.





Eu pessoalmente já decidi... irei cumprir o meu dever cívico, mas vou votar em branco, porque não me revejo em nenhum dos candidatos. Este sistema politico chegou ao fim de um ciclo, é preciso sangue novo, caso contrário vamos permanecer neste charco de podridão onde estamos atascados.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

Toucinho do Céu


Uma receita portuguesa, antiga e com tradição. Porque a história da doçaria portuguesa passa inevitavelmente pelos conventos e pelas monjas, que desenvolveram tantas receitas fantásticas a partir daquilo que produziam e criavam, como é o caso das amêndoas, das frutas, dos ovos e do mel. Se a isto juntarmos o açúcar, um bem escasso e raro para a época, e que era normalmente levado até aos conventos como uma oferenda ou como forma de pagamento de orações e promessas, chegamos facilmente à chamada doçaria conventual!
Na nossa história, esta doçaria está sempre ligada a dias especiais. Como o Natal. Portanto, qualquer mesa ficará certamente mais rica nesse dia com este delicioso bolo. Façam-no! E não se preocupem com a quantidade de ovos e açúcar que leva. Esqueçam as dietas, os diabetes, o colesterol e os triglicerideos! Esqueçam o mal que faz e troquem pelo bem que sabe!

Ingredientes:

500g de açúcar

2,5dl de água
200g de miolo de amêndoa moído
150g de doce de chila
18 gemas de ovo
2 ovos inteiros
canela em pó
açúcar em pó
pérolas prateadas

Preparação:

Num tacho misture o açúcar com a água e leve ao lume até atingir o ponto pérola (quando o fio que corre da colher for espesso e ficar uma gota suspensa na extermidade, tem-se o ponto de pérola - cerca de 10 minutos a ferver). Quando o açúcar estiver no ponto, junte a amêndoa moída e o doce de chila e volte a ferver durante 4 minutos.
Retire do lume e quando estiver morno junte-lhe as gemas e os ovos bem batidos. Mexa bem, junte também uma colher de café de canela em pó e leve novamente ao lume, mexendo sempre até engrossar. Retire do lume.
Coloque uma forma redonda previamnete untada com manteiga e forraga com papel vegetal e deite nela o preparado alisando a superfície.Leve ao forno (170ºC) uns 30 a 45 minutos. Retire, desenforme e deixe arrefecer.
Polvilhe abundantemente com o açúcar em pó e decore com as pérolas prateadas.

Bom Apetite!

Receita: As Minhas Receitas

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Faro: «O dia em que Junot foi emboscado» recordado no Pátio das Letras

 
O jornalista do Expresso, Rui Cardoso, estará este sábado, 22, às 16:30 horas, na livraria Pátio das Letras, em Faro, para proferir uma palestra sobre as invasões francesas, sob o tema «O dia em que Junot foi emboscado».

Trata-se de um estudioso da Guerra Peninsular, tendo publicado o livro «Invasões Francesas, 200 anos, mitos, histórias e protagonistas».

O Pátio das Letras recorda que uma semana depois, dia 29, também às 16:30 horas, António Costa Pinto vai proferir uma palestra sobre o tema «Para que servem os Presidentes da República». 
 
Promete ser interessante... Lá estarei!
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Festa de Angariação de Fundos para a Construção da Nova Sede

Caros amigos,

Vamos todos ajudar o Armindo e participar nesta e noutras festas que se vão organizar para ajudar a Associação Recreativa  & Cultural de Músicos a continuar o seu excelente trabalho em prole da comunidade.

É um dever de cidadania participar nestas festas!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos