sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Não vou votar!!!

por CARLOS ABREU AMORIM no DN

1. Pela primeira vez desde que fiz 18 anos, não exercerei o direito de voto no próximo domingo. Vou abster-me, num acto pensado que se sustenta na inutilidade do actual modelo de poderes presidenciais e na sua trágica discrepância com a elevação democrática que subjaz à eleição directa e universal do seu titular.
Os poderes presidenciais constantes na Constituição constituem uma amálgama de elementos incoerentes sem sombra de identidade própria. Os seus defensores gostam de o nomear com uma expressão assaz reveladora desse insuperável estado de confusão: seria um modelo semipresidencial misto com pendor parlamentar!
Na prática das últimas décadas percebeu-se que este é o lugar público onde se torna mais perceptível a directa relação entre a dimensão do cargo e a daquele que o exerce. Se o seu titular se reduzir a ser um "Presidente do Conselho Fiscal do Formalismo Constitucional", como sucedeu com Cavaco Silva (e com nove anos e meio dos dez de Jorge Sampaio), então não faz qualquer sentido persistir em elegê-lo por sufrágio directo e universal.
2. Nos últimos quinze anos, este País andou sempre para trás. Qualquer que seja a questão nacional (educação, saúde, justiça, economia, finanças, credibilidade das instituições, o estado de depressão colectiva, etc.), Portugal está muito pior.
No entanto, segundo grande parte dos nossos constitucionalistas, bem como dos cronistas da corte que julgam fazer análise política, nenhuma responsabilidade pode ser assacada aos presidentes da República (PR).
Esta tentativa forçada de desculpabilização é contraproducente - acaba por desvendar que, afinal, o PR não faz qualquer diferença. Se o PR não influenciou as muitas desgraças que nos têm sucedido, então para que é que serve? É um mero distribuidor de alguns cargos e muitas duvidosas honras? Consistirá num simples produtor de avisos ou numa espécie de moralista do caos sem força palpável nos destinos colectivos? E será democraticamente adequado sujeitar o País a eleições presidenciais quando a omissão política do PR é um dado esperado e aceite pela exígua minoria que conhece a Constituição?
3. A ideia contemporânea de participação democrática vive da possibilidade de os cidadãos poderem influir efectivamente nas decisões que vão afectar as suas vidas. A democracia não se esgota em eleições - contudo, é nestas que os cidadãos possuem um instrumento activo para poderem agir sobre a realidade política, procurando alterá-la, através do seu voto. Os dois últimos Presidentes primaram pela apatia, ambos justificando-se com o desenho constitucional dos seus poderes.
Só que a esmagadora maioria dos eleitores julga que o seu voto, no próximo domingo, tem o dom de eleger alguém que pode determinar mudanças reais no País - o que não é verdade. Apesar de tal não ter estado na mente do legislador constituinte, do ponto de vista democrático as eleições presidenciais são uma autêntica fraude constitucional.
Não vou votar porque sei que isso seria um acto inútil e ilusório. E, ainda, porque a abstenção consciente, hoje em dia, é a melhor forma de expressar o repúdio por este sistema em que nos afundámos.





Eu pessoalmente já decidi... irei cumprir o meu dever cívico, mas vou votar em branco, porque não me revejo em nenhum dos candidatos. Este sistema politico chegou ao fim de um ciclo, é preciso sangue novo, caso contrário vamos permanecer neste charco de podridão onde estamos atascados.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

Toucinho do Céu


Uma receita portuguesa, antiga e com tradição. Porque a história da doçaria portuguesa passa inevitavelmente pelos conventos e pelas monjas, que desenvolveram tantas receitas fantásticas a partir daquilo que produziam e criavam, como é o caso das amêndoas, das frutas, dos ovos e do mel. Se a isto juntarmos o açúcar, um bem escasso e raro para a época, e que era normalmente levado até aos conventos como uma oferenda ou como forma de pagamento de orações e promessas, chegamos facilmente à chamada doçaria conventual!
Na nossa história, esta doçaria está sempre ligada a dias especiais. Como o Natal. Portanto, qualquer mesa ficará certamente mais rica nesse dia com este delicioso bolo. Façam-no! E não se preocupem com a quantidade de ovos e açúcar que leva. Esqueçam as dietas, os diabetes, o colesterol e os triglicerideos! Esqueçam o mal que faz e troquem pelo bem que sabe!

Ingredientes:

500g de açúcar

2,5dl de água
200g de miolo de amêndoa moído
150g de doce de chila
18 gemas de ovo
2 ovos inteiros
canela em pó
açúcar em pó
pérolas prateadas

Preparação:

Num tacho misture o açúcar com a água e leve ao lume até atingir o ponto pérola (quando o fio que corre da colher for espesso e ficar uma gota suspensa na extermidade, tem-se o ponto de pérola - cerca de 10 minutos a ferver). Quando o açúcar estiver no ponto, junte a amêndoa moída e o doce de chila e volte a ferver durante 4 minutos.
Retire do lume e quando estiver morno junte-lhe as gemas e os ovos bem batidos. Mexa bem, junte também uma colher de café de canela em pó e leve novamente ao lume, mexendo sempre até engrossar. Retire do lume.
Coloque uma forma redonda previamnete untada com manteiga e forraga com papel vegetal e deite nela o preparado alisando a superfície.Leve ao forno (170ºC) uns 30 a 45 minutos. Retire, desenforme e deixe arrefecer.
Polvilhe abundantemente com o açúcar em pó e decore com as pérolas prateadas.

Bom Apetite!

Receita: As Minhas Receitas

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Faro: «O dia em que Junot foi emboscado» recordado no Pátio das Letras

 
O jornalista do Expresso, Rui Cardoso, estará este sábado, 22, às 16:30 horas, na livraria Pátio das Letras, em Faro, para proferir uma palestra sobre as invasões francesas, sob o tema «O dia em que Junot foi emboscado».

Trata-se de um estudioso da Guerra Peninsular, tendo publicado o livro «Invasões Francesas, 200 anos, mitos, histórias e protagonistas».

O Pátio das Letras recorda que uma semana depois, dia 29, também às 16:30 horas, António Costa Pinto vai proferir uma palestra sobre o tema «Para que servem os Presidentes da República». 
 
Promete ser interessante... Lá estarei!
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Festa de Angariação de Fundos para a Construção da Nova Sede

Caros amigos,

Vamos todos ajudar o Armindo e participar nesta e noutras festas que se vão organizar para ajudar a Associação Recreativa  & Cultural de Músicos a continuar o seu excelente trabalho em prole da comunidade.

É um dever de cidadania participar nestas festas!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ARCM está de parabéns: em dois dias, duas cidades, nove entidades e 4340 assinaturas



Nos dias 13 e 14 de Janeiro foi feita a entrega do “Apelo em Defesa da Associação Recreativa e Cultural de Músicos” às entidades a quem este era dirigido.

Na quinta-feira, a ARCM foi recebida pessoalmente pelos Sr(a).s Presidente da Câmara Municipal de Faro – Macário Correia, Presidente da Assembleia Municipal de Faro – Luís Coelho, Directora Regional de Cultura do Algarve – Dália Paulo e Adjunta da Governadora Civil – Ana Passos.

Na Sexta Feira, na deslocação que a ARCM fez à capital, foi a vez de ser recebida pelo Sr. Presidente da Assembleia da República – Jaime Gama e no Gabinete do Primeiro Ministro pelo Sr. Assessor dos assuntos sociais e laborais, Dr. Artur Penedos.
Não tendo sido possível agendar audiência para esse dia, a ARCM deu entrada da petição nos serviços da Presidência da República e no Ministério da Cultura.

O documento original com 4340 subscrições foi entregue na Assembleia da República que lhe dará seguimento legal para que seja levado a discussão em plenário. A Cada um dos restantes destinatários foi entregue uma cópia do documento com pedido de apreciação. (ver anexo)

A ARCM foi ainda recebida pela direcção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

A ARCM agradece desde já aos 4340 subscritores e aos sócios e amigos que tornaram possível levar mais longe o “Apelo em Defesa da Associação Recreativa e Cultural de Músicos”, que durante vários meses circulou de mão em mão pela cidade de Faro e pela Região. Um reconhecimento especial vai para aos artistas - músicos e actores - que participaram nos "Ensaios na Rua" e que levaram a ARCM para fora de portas em acções de grande visibilidade.

Este é um importante passo para levar aos mais altos responsáveis da região e do país, a voz da ARCM e dos que reconhecem a importância de salvaguardar a continuidade do seu projecto de mais de 20 anos a desenvolver cultura.




Vamos embora Armindo, continuar com este excelente projecto. Já sabes que podes contar comigo... 

Um abraço

Luís Passos 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Plano Inclinado: - "Como sair desta crise?"

Caros,

Aqui vos deixo mais uma edição do programa "Plano Inclinado", a primeira deste ano!

Mário Crespo e Medina Carreira convidam o Prof. António Nogueira Leite para debaterem o tema: "Como Sair desta crise?"

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Politica... Ontem e Hoje! Pessoas e factos


Para meditar...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dois Milhões de Pobres

 
 
A situação é preocupante, cada vez mais pessoas dependem do estado para sobreviver, e o estado com os compromissos que tem não vai conseguir alimentar tantas bocas.
Até o presidente, neste vídeo, diz para as pessoas não recorrerem a instituições do estado:



Enfim... e ainda digo... isto ainda não bateu no fundo... ainda não...

Quanto bater no fundo... quero ver... vai ser lindo!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Ares Condicionados do Macário

Caros,

Fui passear ao fórum no outro dia e deparei-me com este exemplo engraçado! Um sem numero de maquinas de ar condicionado, medonhas, na via publica, junto aquele barracão horrível à entrada de Faro que é o novo pavilhão de exposições.

Pois contei nada mais nada menos que 19 máquinas, em que 8 delas estavam voltadas para a fechada principal.

Então senhor Macário, onde estão as treliças brancas para esconder aquelas máquinas medonhas? Ainda por cima na entrada mais nobre da cidade?... Pois é... faz o que eu digo... Não faças o que eu faço!!!

Haja Pachorra!!!!

Luis Passos




Tomás Cabreira - Momentos finais



Já falta pouco para que nada reste... 
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

LOL.... É voce, Sr. Professor? Quantas vezes?



Prof. Cavaco, você para ser honesto e que precisa de nascer 2x.... e mesmo assim se calhar não chega!!!

Afinal cavaco já precisa de nascer no minimo 3x



Cada cavadela cada minhoca, dá sempre brinde! Grande trabalho da revista visão!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Cavaco não se lembra como pagou a casa nem como tratou da papelada!



Epah, estes políticos ou comem muito queijo, ou então sofrem de amnesias selectivas e temporárias.

Haja alguém que trate destes doentinhos, de modo a poderem viver normalmente!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Precisam de nascer 2x para serem mais honestos que eu! - Notasse... Notasse...


Não era cavaco que dizia que era preciso nascer duas vezes para serem tão honestos como ele? 
Humm... Humm... cheira-me que Cavaco até ao final desta campanha eleitoral ainda vai ter dobrar a língua, a casa de Cavaco está construída em zona ilegal, a poucos metros das arribas, não existe no registo da conservatória do Registo Predial de Albufeira e por isso trata-se de uma construção ilegal, tão ilegal com algumas das casas da Praia de Faro.

Para além disso, os restantes vizinhos são todas pessoas "distintas" e envolvidas em situações com a justiça.

A empresa que geria o empreendimento era tinha sede em Gibraltar, um paraíso fiscal ideal para entidades duvidosas. Aqui há gato com o rabo de fora.

Como Cavaco pagou esta moradia, pagou o imposto de siza ou IMT??? Como conseguiu a ligação de energia eléctrica se o processo de construção não existe na Câmara de Albufeira, dado que tem de existir um certificado de exploração emitido após a vistoria da Certiel... humm... Quem assinou a ficha electrotécnica para o processo que foi para Câmara... e quanto as aguas e esgotos? A que colector está ligado... se a urbanização não existe legalmente... como são pagas as taxas de saneamento?
Há aqui muita coisa  para explicar, e agora estão a desenterrar-se cada vez mais coisas contra Cavaco.

Cheira-me que poderemos ter aqui um novo Nixon... hum.... para bom entendedor...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Vamos lá ajudar o Rapaz - Votem no Concurso de fotos


Retirado do Blog "A DEFESA DE FARO

Sou um jovem de faro e atento ao vosso blog gostaria de pedir a vossa ajuda para divulgar uma foto no blog que aqui se for possivel de forma aos farenses poderem votar e ajudarem-me a ficar no 2º lugar do concurso que acaba amanha dia 15. a foto é da decoração da Rua de Santo Antonio , e o concurso foi organizado pela canon...

Malta é o seguinte preciso de ajuda, não custa nada, passo a explicar.
Para ajudar são precisos 2 passos.

1 - Só tens de Gostar de Canon Portugal


Obrigado.
E se partilhares esta mensagem um Muito Obrigado.

conto convosco
Hugo Galego

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eanes recusou acções ao preço de acionistas de referência


Ramalho Eanes diz que os bancos lhe propuseram acções ao preço de accionistas de referência, mas recusou sempre.

Em Setúbal, durante uma acção de campanha do candidato presidencial Cavaco Silva, a cuja comissão de honra preside, Ramalho Eanes considerou que a questão das acções da SLN que foram detidas por Cavaco Silva "devia ser esclarecida, mas não devia ser explorada", acrescentando que, na sua opinião pessoal, o assunto "está suficientemente esclarecido".

A este propósito, Ramalho Eanes falou da sua experiência com as instituições bancárias: "Eu não sou um homem que tenha um grande aforro, mas tenho sido contactado ao longo da minha vida pelos bancos e quando eu digo 'bom, eu não tenho dinheiro para aforrar' eles dizem 'não, não, mas nós gostaríamos muito que você fosse nosso cliente, porque isso dá uma certa imagem ao banco'".

Questionado se foi alguma vez contactado pelo BPN, respondeu: "Nunca fui contactado pelo BPN, mas tenho sido contactado por alguns bancos para ser cliente, e tenho dito sistematicamente que não".

"E quando a pessoa individualmente diz 'bom, não tenho meios' eles dizem 'a gente faz as acções ao preço dos accionistas de referência'", adiantou.

Ramalho Eanes não quis "fazer juízos" sobre o preço de um euro a que Cavaco Silva comprou acções da SLN em 2001, que seriam vendidas em 2003 por 2,40 euros.

No seu entender, esta questão "lança, de alguma maneira, uma nuvem sobre aquilo que realmente importa discutir", o crescimento económico, o endividamento externo, o desemprego e a miséria.

Eu já tinha algum reconhecimento pelo General Ramalho Eanes, dado que quando deixou a politica activa, teria direito à acumulação das duas reformas, como Presidente de Republica e como Tenente-Coronel do Exercito, depois promovido a General. Devido a um decreto-lei que ele contra ele próprio promulgou, ficou inibido do recebimento da pensão, recorreu e deram-lhe razão mas depois não quis receber o dinheiro alegando que seria um roubo aos demais cidadãos e uma injustiça.

Agora recentemente foi contactado para comprar acções de bancos a preço de saldo, tal como foi o Cavaco Silva e outros e recusou.
A Mulher de Caesar também tem de parecer Honesta como o nosso Eanes, pois ser Honesta não chega !  

Para Eanes, serão necessários nascer vários Cavacos para que este seja tão sério quanto ele.

É que Eanes, nem confunde seriedade com honestidade !!

Foi sem duvida um dos melhores presidentes de Portugal, com a presidência mais difícil, com imensos problemas, grave crise económica mas conseguiu ser o garante da democracia e defender a nossa constituição.

Por isso, Sr. General, pegue na Dona Manuela e traga a tropa que qualquer dia nem armas tem e acaba com as palhaçadas.
 
O Povo agradece depois ... 

Cumprimentos cordiais
Luís Passos


sábado, 8 de janeiro de 2011

Novamente os Arrumadores


Caros, 
 
Ainda relativamente ao licenciamento dos arrumadores de carro  (17 ao todo tanto julgo saber) depois de ler este post do blog Faro para a Coisa, pensei melhor neste assunto e gostava de ver algumas perguntas respondidas, nomeadamente:
 
  - A Câmara vai licenciar o arrumador após inscrição nas finanças como profissional liberal, qual o numero do CAE a que corresponde a actividade de arrumador, ou em que actividade é que se pode enquadrar?

  - Cada vez que eu for ao Parque do Largo de São Francisco, e for "ajudado" a estacionar o meu carro por um arrumador licenciado e lhe der 1€ de gratificação, como é que as finanças o vai taxar para efeitos fiscais? Para isso ele terá de passar recibo verde correspondente ao Euro que lhe entreguei, e terá de entregar os 23% de IVA no final do mês.
 
  - Se fizer mais de 2500€/mês, é obrigado a contratar um contabilista e ter contabilidade organizada.

  - Tem de fazer os respectivos descontos para a segurança social, e pagar as demais taxas em vigor, no entanto é um trabalho de remuneração facultativa, ou seja, as pessoas só gratificam se quiserem, mas no entanto, o arrumador tem de pagar a contribuição fixa para a segurança social, fundo de desemprego, e demais impostos.

 - Para que é que a Câmara quer a declaração de IRS do ano anterior do arrumador? Não lhe vai conceder crédito... nem o vai contratar.
 - Quando os arrumadores souberem que vão ter de entregar quase 50% das gratificações ao estado em IVA, IRS, e demais taxas e impostos, será que vão querer estar legalizados? 

Humm.. humm... humm... alguem quer responder a isto???
 
Cheira-me mas é que o Macário devia era preocupar-se em resolver os problemas de facto da cidade e não andar a criar mais problemas... Trabalhe homem... não divague!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

BPN: Cavaco afinal vendeu barato

Por Felícia Cabrita


Quando Cavaco Silva vendeu as acções por 2,40 euros, o BPN estava a vendê-las por 2,75. Ao contrário do que se pensava, Cavaco podia ter vendido melhor.

Cavaco Silva vendeu as acções que detinha na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), então proprietária do Banco Português de Negócios (BPN ), por um valor inferior ao que o presidente deste grupo, José Oliveira Costa, fixou noutras operações de compra e venda.

As acções de Cavaco - adquiridas em 2001, por um euro cada - foram compradas pela SLN, dois anos depois, pelo preço unitário de 2,40 euros, quando o preço que esta já praticava era de 2,75. Cavaco perdeu, assim, cerca de 36.682 euros: vendeu-as por 252.907 euros, quando podia ter recebido 289.789 euros, se o preço unitário fosse de 2,75 euros.

Segundo documentos a que o SOL teve acesso, no mesmo dia (17 de Novembro de 2003) em que o ex-primeiro-ministro pediu que fossem vendidas as suas 105.378 acções (que representavam 0,03% do capital da SLN), José Oliveira Costa vendeu um lote de 363.636 acções a José Procópio dos Santos, dono da cadeia de hotéis Luna, pelo valor unitário de 2,75 euros.

Mas há mais casos que demonstram que, apesar de a SLN não estar cotado na Bolsa, os 2,75 euros por acção era o valor já praticado pelo grupo e não os 2,40 aplicados a Cavaco.
Meses antes, por exemplo, Oliveira Costa autorizou a venda de outro lote de acções a Ezequiel Sequeira. O então presidente da SLN recebeu a proposta deste empresário, datada de 17 de Julho, tendo despachado no canto superior esquerdo: «Autorizo, 03.09.19, José Oliveira Costa». A operação concretizar-se-ia a 9 de Outubro.

Também Patrícia Cavaco Silva, que comprara 149.640 acções vendeu-as no mesmo dia e ao mesmo preço das do pai, tendo perdido 52.374 euros (vendeu-as por €359.136 euros, em vez de 411.510 euros se o valor unitário fosse de €2,75 euros).

Cavaco e a filha tinham comprado as acções em Abril de 2001, directamente a Oliveira Costa, pelo mesmo preço a que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro. A venda das suas acções seria despachada também por Oliveira Costa, no canto superior das cartas que Cavaco e a filha lhe dirigiram: «Autorizo a aquisição pela SLN-Valor SGPS Lda, ao preço de 2,40 por acção. 03.11.17 José Oliveira Costa».


Bem depois de ler o artigo da Felicia, publicado no Sol online constatei o seguinte, o professor Cavaco Silva comprou as acções por 1 € cada. Na altura da aquisição, se pagasse o valor de mercado praticado não as ia comprar a 1 €, mas sim a 2 euros e qualquer coisa.
Assim, houve de facto favorecimento, porque se eu fosse comprar ao balcão não tinha o mesmo privilégio.
Cavaco sabe muito bem que em muitos países desenvolvidos o seu negócio com acções do BPN seria suficiente para já se ter retirado da política, sabe também que em muitos desses países a actuação do seu homem de confiança no caso das falsas escutas a Belém não só teriam sido alvo de uma investigação criminal como muito provavelmente levaria à demissão do Presidente da República.
É o pais que temos... Eu já optei... voto em branco.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Seriedade à moda de Cavaco Silva

Por CARLOS ABREU AMORIM no DN

1. Num dos debates televisivos da pré-campanha, Cavaco Silva, com a modéstia que habitualmente lhe é reconhecida quando se avalia a si mesmo, garantiu aos portugueses que "para serem mais honestos do que eu, têm que nascer duas vezes". A frase é sintomaticamente interessante - revela-nos o quanto Cavaco Silva se deleita com as qualidades que imagina exclusivamente suas, e, especialmente, levanta o véu a um dos maiores equívocos da portugalidade: o conceito de honestidade.

A ideia de verdade e de honestidade separa diametralmente as culturas do Norte e do Sul na Europa e nas Américas. Os significados variam consoante os pontos cardeais, acabando a geografia por reflectir concepções completamente distintas. A ética prevalecente nos países de tradição cultural católica fez medrar a noção de mentira piedosa exaltando o carácter instrumental e compromissório da verdade quando em risco de aparente colisão com um fim que se julga principal - donde, faltar à verdade, consoante as circunstâncias, pode ser permitido, aconselhável e, demasiadas vezes, louvável.

De forma transversal na sociedade portuguesa, a verdade, qualquer uma, converteu-se numa impressão plástica, moldável, quase sempre condescendente. Talvez exista, mas não conheço, qualquer outro lugar onde subsista um antigo ditado popular que sentencie o infeliz que ensaie cingir-se à exactidão dos factos deste modo tão emblemático: "Dizer a verdade como os malucos". Em Portugal, falar verdade sem rebuço constitui um acto de irrecuperável falta de etiqueta apenas tolerada aos incapacitados ou às crianças (muito) pequenas.

2. A paredes-meias com a verdade está a honestidade. Cavaco jura, em voz muito alta, que é honesto, mais do que qualquer outro. Acontece que a honestidade dos homens públicos é muito ardilosa, entre nós.
Para um político, o seu paradigma sempre clamado ainda é Salazar. O ditador viveu sobriamente, embora dominasse o País com mão de ferro. Nem os seus inimigos mais jurados alguma vez sugeriram que Salazar tivesse adquirido bens de modo ilícito. No entanto, permitiu que um banqueiro mobilasse para sempre o palácio onde a rainha da Inglaterra iria pernoitar. E, à sua volta, admitiu um rodopio de tráfico de influências, favorecimentos e o condicionamento industrial que enriqueceu alguns, os seus amigos, em detrimento do País. Salazar, ele mesmo, não o fazia mas era culpado: fingia não saber aquilo que os outros compunham em seu nome.

Cavaco, provavelmente sem o suspeitar, trata a honestidade como o tirano beirão: ele próprio não lucrou com a vigarice do BPN nem com os inúmeros desmandos que tantos dos seus protegidos têm perpetrado - mas é impossível que não percebesse o que acontecia em seu redor e nem sequer deduzisse o calibre da corja que transportou consigo para os lugares mais decisivos do poder. Só que nunca se incomodou: centrado em si, julga que nada daquilo que excede a sua conduta pessoal lhe pode ser assacado, mesmo politicamente. Assim, fecha os olhos ao resto. Nisso, afinal, é excessivamente igual a todos nós...

Penso que a situação que se criou em torno do BPN na campanha presidencial foi por única e exclusiva culpa do actual presidente Cavaco Silva. Normalmente costuma-se dizer quem não deve, não teme! E por isso, logo que o candidato Manuel Alegre começou a atiçar com as primeiras insinuações, o actual presidente C.S. devia ter vindo a público em comunicado televisivo ou entrevista dizer, eu comprei as acções a fulano de tal por preço tal, vendi-as a fulano de tal a preço tal e obtive as seguintes mais valias que foram tributadas de acordo com a lei em vigor, esta portanto tudo legal. Punha-se um ponto final neste assunto e extinguia-se a labareda da fogueira que o Sr. Manuel Alegre tenta alimentar a todo o custo.
Mas não, disse que não tinha comprado, depois já tinha comprado e vendido, mas que estava tudo legal e que estava na declaração de rendimentos arquivada na Assembleia da Republica. É muito pouco e não esclarece nada, porque pode haver aqui uma situação grave de trafico de influencias, que foram pagas deste modo, através do lucro obtido na compra e venda de acções.
Por isso é urgente saber-se a quem comprou e a quem vendeu C.S. as acções, como foi fixado o preço, se havia contrato promessa de compra e venda, se não havia, qual a base contratual que está por detrás.
Para se ser honesto é necessário se-lo, não é só parece-lo... e a frase de Cavaco Silva sobre a honestidade é deveras infeliz, sobretudo para quem tem telhados de vidro, ou já se esqueceram do que aconteceu com o genro e a filha (que também está envolvida no caso BPN) no que tocou ao domínio da TVi pelo governo? E da moeda de troca que houve, no que toca a compra de rádios locais pelo genro de Cavaco Silva, que perante um atentado ao estado de direito ficou caladinho sorrateiramente, enquanto era implicado através de escutas telefónicas feitas aos membros do governo? É mesmo preciso ter descaramento para dizer que para se ser mais honesto que ele é preciso nascer duas vezes, sinceramente...  depois disto... tanto Alegre, como Cavaco, como qualquer outro politico, e tudo farinha do mesmo saco.
Leiam mas é o "Ensaio sobre a Lucidez" do falecido prémio Nobel - José Saramago, e votem mas é em branco, que é o que vou fazer! Fora com esta corja que nos (des)governa.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

 

Medina Carreira quer corruptos na cadeia

Medina Carreira e João Cravinho apoiam a petição do Correio da Manhã pela criminalização do enriquecimento ilícito. Em declarações ao CM, Medina Carreira diz que "os políticos sérios deviam ser os primeiros a tomar a iniciativa de propor a criminalização". Lendo o texto da petição, Medina considera mesmo que "1 a 5 anos de prisão é pouco".
 
 
Já o socialista João Cravinho entende ser "muito importante que um órgão nacional como o Correio da Manhã tome a iniciativa de um grande debate público sobre a criminalização do enriquecimento não justificado". 

O fiscalista Medina Carreira vai directo ao assunto: "Assino a petição. Eu sou a favor da criminalização do enriquecimento ilícito para todos os que exercem ou exerceram cargos políticos." Mais: "É fundamental que se escrutinem algumas fortunas que são conhecidas, de políticos que começaram sem dinheiro e saíram ricos não se sabe bem como." 

Por seu lado, o antigo deputado e ministro do Equipamento do PS, que apresentou um pacote anticorrupção em 2006, o qual viria a ser muito alterado pela própria bancada parlamentar do PS, defende que "a criminalização do enriquecimento não justificado nada tem rigorosamente que ver com a inversão do ónus da prova". Uma opinião com a qual concorda Medina Carreira: "O argumento da inconstitucionalidade da inversão do ónus da prova é um falso problema." 

Medina Carreira, que foi ministro das Finanças do I Governo Constitucional, entre 1976 e 1978, afirma que a política deve ser vista "como um serviço ao País e como uma honra". Por isso, acrescenta, "deveriam ser os políticos sérios a assumir uma iniciativa como esta". 

João Cravinho classifica a iniciativa da petição do CM como "extremamente importante", reservando outros comentários mais alargados para o dia de hoje.
O plano anticorrupção apresentado em 2006 pelo então deputado Cravinho consistia precisamente em colocar sob suspeita qualquer pessoa que apresentasse declarações de rendimentos que não correspondessem ao real património. Cravinho disse, então, que faltava coragem para combater a corrupção.

PETIÇÃO ARRANCA JÁ NO DIA 12

O objectivo de uma petição reside numa proposta de mudança ou de concretização de algo pelo Estado. Para que a Assembleia da República a discuta em plenário são necessárias quatro mil assinaturas. 

É um direito que pode ser exercido por qualquer pessoa já a partir do próximo dia 12. Há duas formas de o poder exercer: ou através do sítio do Correio da Manhã ou em qualquer das delegações e na sede do jornal. Para tal, basta apenas assinar o documento da petição e exibir o bilhete de identidade ou outro documento de identificação. 

Autoridades investigam roubo de armas de guerra


As autoridades militares estão a investigar o eventual roubo de armas de guerra, da unidade de comandos situada no quartel da serra da Carregueira em Sintra na semana que mediou entre o Natal e o Ano Novo. A notícia foi avançada hoje pelo jornal Correio da Manhã que adiantou que cerca de 300 militares da unidade de comandos estão proibidos de saírem do quartel e sob interrogatório.

O Correio da Manhã avança que desapareceram “dez armas de calibre de guerra” entre metralhadoras G3, pistolas-metralhadoras MP5 e pistolas.

As armas terão sido furtadas da arrecadação de uma das companhias do batalhão de comandos, entre o dia 23 de dezembro e a última segunda-feira.

Segundo o matutino, cerca de três centenas de militares da unidade de elite estão há dois dias fechados na Unidade de Comandos e sob intenso interrogatório da Policia Judiciária Militar.

O Correio da Manhã adianta que entre as armas desaparecidas há duas G3, e 2 pistolas-metralhadoras HK MP5, sendo as restantes seis armas metralhadoras UZI e pistolas Walther P38.

Segundo apurou o jornal, a PJ-M receia que as armas roubadas possam já estar à venda nas ruas, podendo vir a ser utilizadas na prática de crimes violentos.

A agência Lusa contactou o comando do Centro de Tropas Comandos, que não quis prestar qualquer declaração por estarem ainda a decorrer investigações pela Polícia Judiciária Militar (PJM) no quartel.

Por seu lado o Estado-maior do Exército confirmou a ocorrência de um "incidente com material de guerra" no quartel do Centro de Tropas Comandos, em Belas (Sintra), sem, no entanto, adiantar pormenores por o processo estar em segredo de justiça. 

Eu questiono se essas armas se destinam mesmo ao mercado negro, ou se pelo contrário, se destinam a grupos criminosos internos ao estilo das FP25 ou qualquer outro tipo de gang que queira semear o pânico na população civil.

 Para um golpe de estado não acredito, porque são muito poucas armas, não chegava para fazer praticamente nada, mas no entanto podem servir para outro tipo de fins, como assaltos a bancos e carros de transporte de valores, assalto a joalharias bem como semear o pânico em geral.

 Isto só vem  mostrar que o governo não controla nada e que este pais e um verdadeiro forrobodó. Basta ver o que se está a passar nas eleições presidenciais... e o espelho do pais.

Cumprimentos cordiais

 Luís Passos 


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Governo pondera criar novas áreas de protecção para aves marinhas



A designação de novas áreas de protecção especial para aves marinhas nas zonas da Berlenga, Figueira da Foz e Ria Formosa está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

A análise técnica que está mais adiantada é a da Berlenga, processo sobre o qual “houve mesmo alguma interacção de discussão pública”. Ainda assim, adiantou, nenhuma das classificações é iminente e cada uma delas não avançará “sem a devida discussão pública e audição das partes interessadas”.

“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.

Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.

Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.

“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.

A nossa amiga Floripes comentou:

O hipócrita de Humberto Rosa sabe muito bem, que no Parque Natural da Ria Formosa, que já é Rede NATURA 2000, e que faz parte de Convenção de Ramsar, as aves continuam a morrer aos milhares nas lagoas assassinas da ETARs das Aguas do Algarve. Este ano no verão a história repetiu-se,e as aves que deviam ser protegidas foram novamente assassinadas,o publico on line e a comunicação social divulgou o crime as aves mortas foram mandadas autopsiar e onde estão os resultados,tudo indica que seja Botulismo,que é mortal para as aves que frequentam as lagoas de decantação dessas ETARS obsoletas, que destroem a biodiversidade na Ria Formosa por não tratarem os esgotos,como mandam as leis PORTUGUESAS, E AS LEIS DA UNIÃO EUROPEIA. Em Ano de defesa da biodiversidade, morreram as aves,nas ETARs, assim como os cavalos marinhos na Ria Formosa desapareceram em 80% os bivalves morreram como nunca,as irozes em Agosto morreram aos milhares sendo vistas a boiar na ria pelos pescadores e pelos viveiristas,mas disso não fala Humberto Rosa! Para quê criar mais reservas para as aves se o Estado não cumpre o seu dever, que é defender as aves no espaço da Rede Natura 2000 na Ria Formosa??? SOS Ria Formosa
 
Na  minha análise pessoal, penso que o que se aproximam são novas medidas sancionatórias, impedindo os locais de usufruir da Ria Formosa, roubando literalmente a Ria Formosa dos Farenses e demais populações ribeirinhas para depois entregar esses territórios a entidades para exploração turística. Trata-se de um primeiro passo para desalojar os locais para depois outros poderem vir tomar conta. Se isto não é um esbulho, um roubo, um assalto à mão desarmada, não sei o que lhe chamar... nem o Conde de Essex pilhou Faro desta forma... e já lá vão quase 500 anos.

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

Desemprego - Isto ainda não bateu no fundo

Caros,

Semanalmente recebo no meu email a informação do Jornal Expresso relativamente à oferta de trabalho na área da engenharia.

Há duas semanas consecutivas que a oferta apresentada está reduzida a 3 ofertas.

Isto é extremamente preocupante porque a secção de ofertas de engenharia do Expresso é um "barómetro" da situação económica nacional, nunca dei noticia de haver menos de 20 a 30 novas ofertas semanais.

Para o expresso apresentar 3 ofertas e ainda por cima, nenhuma delas relevante... Meus senhores segurem-se porque a tempestade vem ai... e vai ser negra!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos