terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ARCM está de parabéns: em dois dias, duas cidades, nove entidades e 4340 assinaturas



Nos dias 13 e 14 de Janeiro foi feita a entrega do “Apelo em Defesa da Associação Recreativa e Cultural de Músicos” às entidades a quem este era dirigido.

Na quinta-feira, a ARCM foi recebida pessoalmente pelos Sr(a).s Presidente da Câmara Municipal de Faro – Macário Correia, Presidente da Assembleia Municipal de Faro – Luís Coelho, Directora Regional de Cultura do Algarve – Dália Paulo e Adjunta da Governadora Civil – Ana Passos.

Na Sexta Feira, na deslocação que a ARCM fez à capital, foi a vez de ser recebida pelo Sr. Presidente da Assembleia da República – Jaime Gama e no Gabinete do Primeiro Ministro pelo Sr. Assessor dos assuntos sociais e laborais, Dr. Artur Penedos.
Não tendo sido possível agendar audiência para esse dia, a ARCM deu entrada da petição nos serviços da Presidência da República e no Ministério da Cultura.

O documento original com 4340 subscrições foi entregue na Assembleia da República que lhe dará seguimento legal para que seja levado a discussão em plenário. A Cada um dos restantes destinatários foi entregue uma cópia do documento com pedido de apreciação. (ver anexo)

A ARCM foi ainda recebida pela direcção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

A ARCM agradece desde já aos 4340 subscritores e aos sócios e amigos que tornaram possível levar mais longe o “Apelo em Defesa da Associação Recreativa e Cultural de Músicos”, que durante vários meses circulou de mão em mão pela cidade de Faro e pela Região. Um reconhecimento especial vai para aos artistas - músicos e actores - que participaram nos "Ensaios na Rua" e que levaram a ARCM para fora de portas em acções de grande visibilidade.

Este é um importante passo para levar aos mais altos responsáveis da região e do país, a voz da ARCM e dos que reconhecem a importância de salvaguardar a continuidade do seu projecto de mais de 20 anos a desenvolver cultura.




Vamos embora Armindo, continuar com este excelente projecto. Já sabes que podes contar comigo... 

Um abraço

Luís Passos 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Plano Inclinado: - "Como sair desta crise?"

Caros,

Aqui vos deixo mais uma edição do programa "Plano Inclinado", a primeira deste ano!

Mário Crespo e Medina Carreira convidam o Prof. António Nogueira Leite para debaterem o tema: "Como Sair desta crise?"

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Politica... Ontem e Hoje! Pessoas e factos


Para meditar...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dois Milhões de Pobres

 
 
A situação é preocupante, cada vez mais pessoas dependem do estado para sobreviver, e o estado com os compromissos que tem não vai conseguir alimentar tantas bocas.
Até o presidente, neste vídeo, diz para as pessoas não recorrerem a instituições do estado:



Enfim... e ainda digo... isto ainda não bateu no fundo... ainda não...

Quanto bater no fundo... quero ver... vai ser lindo!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Os Ares Condicionados do Macário

Caros,

Fui passear ao fórum no outro dia e deparei-me com este exemplo engraçado! Um sem numero de maquinas de ar condicionado, medonhas, na via publica, junto aquele barracão horrível à entrada de Faro que é o novo pavilhão de exposições.

Pois contei nada mais nada menos que 19 máquinas, em que 8 delas estavam voltadas para a fechada principal.

Então senhor Macário, onde estão as treliças brancas para esconder aquelas máquinas medonhas? Ainda por cima na entrada mais nobre da cidade?... Pois é... faz o que eu digo... Não faças o que eu faço!!!

Haja Pachorra!!!!

Luis Passos




Tomás Cabreira - Momentos finais



Já falta pouco para que nada reste... 
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

LOL.... É voce, Sr. Professor? Quantas vezes?



Prof. Cavaco, você para ser honesto e que precisa de nascer 2x.... e mesmo assim se calhar não chega!!!

Afinal cavaco já precisa de nascer no minimo 3x



Cada cavadela cada minhoca, dá sempre brinde! Grande trabalho da revista visão!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Cavaco não se lembra como pagou a casa nem como tratou da papelada!



Epah, estes políticos ou comem muito queijo, ou então sofrem de amnesias selectivas e temporárias.

Haja alguém que trate destes doentinhos, de modo a poderem viver normalmente!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Precisam de nascer 2x para serem mais honestos que eu! - Notasse... Notasse...


Não era cavaco que dizia que era preciso nascer duas vezes para serem tão honestos como ele? 
Humm... Humm... cheira-me que Cavaco até ao final desta campanha eleitoral ainda vai ter dobrar a língua, a casa de Cavaco está construída em zona ilegal, a poucos metros das arribas, não existe no registo da conservatória do Registo Predial de Albufeira e por isso trata-se de uma construção ilegal, tão ilegal com algumas das casas da Praia de Faro.

Para além disso, os restantes vizinhos são todas pessoas "distintas" e envolvidas em situações com a justiça.

A empresa que geria o empreendimento era tinha sede em Gibraltar, um paraíso fiscal ideal para entidades duvidosas. Aqui há gato com o rabo de fora.

Como Cavaco pagou esta moradia, pagou o imposto de siza ou IMT??? Como conseguiu a ligação de energia eléctrica se o processo de construção não existe na Câmara de Albufeira, dado que tem de existir um certificado de exploração emitido após a vistoria da Certiel... humm... Quem assinou a ficha electrotécnica para o processo que foi para Câmara... e quanto as aguas e esgotos? A que colector está ligado... se a urbanização não existe legalmente... como são pagas as taxas de saneamento?
Há aqui muita coisa  para explicar, e agora estão a desenterrar-se cada vez mais coisas contra Cavaco.

Cheira-me que poderemos ter aqui um novo Nixon... hum.... para bom entendedor...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Vamos lá ajudar o Rapaz - Votem no Concurso de fotos


Retirado do Blog "A DEFESA DE FARO

Sou um jovem de faro e atento ao vosso blog gostaria de pedir a vossa ajuda para divulgar uma foto no blog que aqui se for possivel de forma aos farenses poderem votar e ajudarem-me a ficar no 2º lugar do concurso que acaba amanha dia 15. a foto é da decoração da Rua de Santo Antonio , e o concurso foi organizado pela canon...

Malta é o seguinte preciso de ajuda, não custa nada, passo a explicar.
Para ajudar são precisos 2 passos.

1 - Só tens de Gostar de Canon Portugal


Obrigado.
E se partilhares esta mensagem um Muito Obrigado.

conto convosco
Hugo Galego

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eanes recusou acções ao preço de acionistas de referência


Ramalho Eanes diz que os bancos lhe propuseram acções ao preço de accionistas de referência, mas recusou sempre.

Em Setúbal, durante uma acção de campanha do candidato presidencial Cavaco Silva, a cuja comissão de honra preside, Ramalho Eanes considerou que a questão das acções da SLN que foram detidas por Cavaco Silva "devia ser esclarecida, mas não devia ser explorada", acrescentando que, na sua opinião pessoal, o assunto "está suficientemente esclarecido".

A este propósito, Ramalho Eanes falou da sua experiência com as instituições bancárias: "Eu não sou um homem que tenha um grande aforro, mas tenho sido contactado ao longo da minha vida pelos bancos e quando eu digo 'bom, eu não tenho dinheiro para aforrar' eles dizem 'não, não, mas nós gostaríamos muito que você fosse nosso cliente, porque isso dá uma certa imagem ao banco'".

Questionado se foi alguma vez contactado pelo BPN, respondeu: "Nunca fui contactado pelo BPN, mas tenho sido contactado por alguns bancos para ser cliente, e tenho dito sistematicamente que não".

"E quando a pessoa individualmente diz 'bom, não tenho meios' eles dizem 'a gente faz as acções ao preço dos accionistas de referência'", adiantou.

Ramalho Eanes não quis "fazer juízos" sobre o preço de um euro a que Cavaco Silva comprou acções da SLN em 2001, que seriam vendidas em 2003 por 2,40 euros.

No seu entender, esta questão "lança, de alguma maneira, uma nuvem sobre aquilo que realmente importa discutir", o crescimento económico, o endividamento externo, o desemprego e a miséria.

Eu já tinha algum reconhecimento pelo General Ramalho Eanes, dado que quando deixou a politica activa, teria direito à acumulação das duas reformas, como Presidente de Republica e como Tenente-Coronel do Exercito, depois promovido a General. Devido a um decreto-lei que ele contra ele próprio promulgou, ficou inibido do recebimento da pensão, recorreu e deram-lhe razão mas depois não quis receber o dinheiro alegando que seria um roubo aos demais cidadãos e uma injustiça.

Agora recentemente foi contactado para comprar acções de bancos a preço de saldo, tal como foi o Cavaco Silva e outros e recusou.
A Mulher de Caesar também tem de parecer Honesta como o nosso Eanes, pois ser Honesta não chega !  

Para Eanes, serão necessários nascer vários Cavacos para que este seja tão sério quanto ele.

É que Eanes, nem confunde seriedade com honestidade !!

Foi sem duvida um dos melhores presidentes de Portugal, com a presidência mais difícil, com imensos problemas, grave crise económica mas conseguiu ser o garante da democracia e defender a nossa constituição.

Por isso, Sr. General, pegue na Dona Manuela e traga a tropa que qualquer dia nem armas tem e acaba com as palhaçadas.
 
O Povo agradece depois ... 

Cumprimentos cordiais
Luís Passos


sábado, 8 de janeiro de 2011

Novamente os Arrumadores


Caros, 
 
Ainda relativamente ao licenciamento dos arrumadores de carro  (17 ao todo tanto julgo saber) depois de ler este post do blog Faro para a Coisa, pensei melhor neste assunto e gostava de ver algumas perguntas respondidas, nomeadamente:
 
  - A Câmara vai licenciar o arrumador após inscrição nas finanças como profissional liberal, qual o numero do CAE a que corresponde a actividade de arrumador, ou em que actividade é que se pode enquadrar?

  - Cada vez que eu for ao Parque do Largo de São Francisco, e for "ajudado" a estacionar o meu carro por um arrumador licenciado e lhe der 1€ de gratificação, como é que as finanças o vai taxar para efeitos fiscais? Para isso ele terá de passar recibo verde correspondente ao Euro que lhe entreguei, e terá de entregar os 23% de IVA no final do mês.
 
  - Se fizer mais de 2500€/mês, é obrigado a contratar um contabilista e ter contabilidade organizada.

  - Tem de fazer os respectivos descontos para a segurança social, e pagar as demais taxas em vigor, no entanto é um trabalho de remuneração facultativa, ou seja, as pessoas só gratificam se quiserem, mas no entanto, o arrumador tem de pagar a contribuição fixa para a segurança social, fundo de desemprego, e demais impostos.

 - Para que é que a Câmara quer a declaração de IRS do ano anterior do arrumador? Não lhe vai conceder crédito... nem o vai contratar.
 - Quando os arrumadores souberem que vão ter de entregar quase 50% das gratificações ao estado em IVA, IRS, e demais taxas e impostos, será que vão querer estar legalizados? 

Humm.. humm... humm... alguem quer responder a isto???
 
Cheira-me mas é que o Macário devia era preocupar-se em resolver os problemas de facto da cidade e não andar a criar mais problemas... Trabalhe homem... não divague!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

BPN: Cavaco afinal vendeu barato

Por Felícia Cabrita


Quando Cavaco Silva vendeu as acções por 2,40 euros, o BPN estava a vendê-las por 2,75. Ao contrário do que se pensava, Cavaco podia ter vendido melhor.

Cavaco Silva vendeu as acções que detinha na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), então proprietária do Banco Português de Negócios (BPN ), por um valor inferior ao que o presidente deste grupo, José Oliveira Costa, fixou noutras operações de compra e venda.

As acções de Cavaco - adquiridas em 2001, por um euro cada - foram compradas pela SLN, dois anos depois, pelo preço unitário de 2,40 euros, quando o preço que esta já praticava era de 2,75. Cavaco perdeu, assim, cerca de 36.682 euros: vendeu-as por 252.907 euros, quando podia ter recebido 289.789 euros, se o preço unitário fosse de 2,75 euros.

Segundo documentos a que o SOL teve acesso, no mesmo dia (17 de Novembro de 2003) em que o ex-primeiro-ministro pediu que fossem vendidas as suas 105.378 acções (que representavam 0,03% do capital da SLN), José Oliveira Costa vendeu um lote de 363.636 acções a José Procópio dos Santos, dono da cadeia de hotéis Luna, pelo valor unitário de 2,75 euros.

Mas há mais casos que demonstram que, apesar de a SLN não estar cotado na Bolsa, os 2,75 euros por acção era o valor já praticado pelo grupo e não os 2,40 aplicados a Cavaco.
Meses antes, por exemplo, Oliveira Costa autorizou a venda de outro lote de acções a Ezequiel Sequeira. O então presidente da SLN recebeu a proposta deste empresário, datada de 17 de Julho, tendo despachado no canto superior esquerdo: «Autorizo, 03.09.19, José Oliveira Costa». A operação concretizar-se-ia a 9 de Outubro.

Também Patrícia Cavaco Silva, que comprara 149.640 acções vendeu-as no mesmo dia e ao mesmo preço das do pai, tendo perdido 52.374 euros (vendeu-as por €359.136 euros, em vez de 411.510 euros se o valor unitário fosse de €2,75 euros).

Cavaco e a filha tinham comprado as acções em Abril de 2001, directamente a Oliveira Costa, pelo mesmo preço a que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro. A venda das suas acções seria despachada também por Oliveira Costa, no canto superior das cartas que Cavaco e a filha lhe dirigiram: «Autorizo a aquisição pela SLN-Valor SGPS Lda, ao preço de 2,40 por acção. 03.11.17 José Oliveira Costa».


Bem depois de ler o artigo da Felicia, publicado no Sol online constatei o seguinte, o professor Cavaco Silva comprou as acções por 1 € cada. Na altura da aquisição, se pagasse o valor de mercado praticado não as ia comprar a 1 €, mas sim a 2 euros e qualquer coisa.
Assim, houve de facto favorecimento, porque se eu fosse comprar ao balcão não tinha o mesmo privilégio.
Cavaco sabe muito bem que em muitos países desenvolvidos o seu negócio com acções do BPN seria suficiente para já se ter retirado da política, sabe também que em muitos desses países a actuação do seu homem de confiança no caso das falsas escutas a Belém não só teriam sido alvo de uma investigação criminal como muito provavelmente levaria à demissão do Presidente da República.
É o pais que temos... Eu já optei... voto em branco.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Seriedade à moda de Cavaco Silva

Por CARLOS ABREU AMORIM no DN

1. Num dos debates televisivos da pré-campanha, Cavaco Silva, com a modéstia que habitualmente lhe é reconhecida quando se avalia a si mesmo, garantiu aos portugueses que "para serem mais honestos do que eu, têm que nascer duas vezes". A frase é sintomaticamente interessante - revela-nos o quanto Cavaco Silva se deleita com as qualidades que imagina exclusivamente suas, e, especialmente, levanta o véu a um dos maiores equívocos da portugalidade: o conceito de honestidade.

A ideia de verdade e de honestidade separa diametralmente as culturas do Norte e do Sul na Europa e nas Américas. Os significados variam consoante os pontos cardeais, acabando a geografia por reflectir concepções completamente distintas. A ética prevalecente nos países de tradição cultural católica fez medrar a noção de mentira piedosa exaltando o carácter instrumental e compromissório da verdade quando em risco de aparente colisão com um fim que se julga principal - donde, faltar à verdade, consoante as circunstâncias, pode ser permitido, aconselhável e, demasiadas vezes, louvável.

De forma transversal na sociedade portuguesa, a verdade, qualquer uma, converteu-se numa impressão plástica, moldável, quase sempre condescendente. Talvez exista, mas não conheço, qualquer outro lugar onde subsista um antigo ditado popular que sentencie o infeliz que ensaie cingir-se à exactidão dos factos deste modo tão emblemático: "Dizer a verdade como os malucos". Em Portugal, falar verdade sem rebuço constitui um acto de irrecuperável falta de etiqueta apenas tolerada aos incapacitados ou às crianças (muito) pequenas.

2. A paredes-meias com a verdade está a honestidade. Cavaco jura, em voz muito alta, que é honesto, mais do que qualquer outro. Acontece que a honestidade dos homens públicos é muito ardilosa, entre nós.
Para um político, o seu paradigma sempre clamado ainda é Salazar. O ditador viveu sobriamente, embora dominasse o País com mão de ferro. Nem os seus inimigos mais jurados alguma vez sugeriram que Salazar tivesse adquirido bens de modo ilícito. No entanto, permitiu que um banqueiro mobilasse para sempre o palácio onde a rainha da Inglaterra iria pernoitar. E, à sua volta, admitiu um rodopio de tráfico de influências, favorecimentos e o condicionamento industrial que enriqueceu alguns, os seus amigos, em detrimento do País. Salazar, ele mesmo, não o fazia mas era culpado: fingia não saber aquilo que os outros compunham em seu nome.

Cavaco, provavelmente sem o suspeitar, trata a honestidade como o tirano beirão: ele próprio não lucrou com a vigarice do BPN nem com os inúmeros desmandos que tantos dos seus protegidos têm perpetrado - mas é impossível que não percebesse o que acontecia em seu redor e nem sequer deduzisse o calibre da corja que transportou consigo para os lugares mais decisivos do poder. Só que nunca se incomodou: centrado em si, julga que nada daquilo que excede a sua conduta pessoal lhe pode ser assacado, mesmo politicamente. Assim, fecha os olhos ao resto. Nisso, afinal, é excessivamente igual a todos nós...

Penso que a situação que se criou em torno do BPN na campanha presidencial foi por única e exclusiva culpa do actual presidente Cavaco Silva. Normalmente costuma-se dizer quem não deve, não teme! E por isso, logo que o candidato Manuel Alegre começou a atiçar com as primeiras insinuações, o actual presidente C.S. devia ter vindo a público em comunicado televisivo ou entrevista dizer, eu comprei as acções a fulano de tal por preço tal, vendi-as a fulano de tal a preço tal e obtive as seguintes mais valias que foram tributadas de acordo com a lei em vigor, esta portanto tudo legal. Punha-se um ponto final neste assunto e extinguia-se a labareda da fogueira que o Sr. Manuel Alegre tenta alimentar a todo o custo.
Mas não, disse que não tinha comprado, depois já tinha comprado e vendido, mas que estava tudo legal e que estava na declaração de rendimentos arquivada na Assembleia da Republica. É muito pouco e não esclarece nada, porque pode haver aqui uma situação grave de trafico de influencias, que foram pagas deste modo, através do lucro obtido na compra e venda de acções.
Por isso é urgente saber-se a quem comprou e a quem vendeu C.S. as acções, como foi fixado o preço, se havia contrato promessa de compra e venda, se não havia, qual a base contratual que está por detrás.
Para se ser honesto é necessário se-lo, não é só parece-lo... e a frase de Cavaco Silva sobre a honestidade é deveras infeliz, sobretudo para quem tem telhados de vidro, ou já se esqueceram do que aconteceu com o genro e a filha (que também está envolvida no caso BPN) no que tocou ao domínio da TVi pelo governo? E da moeda de troca que houve, no que toca a compra de rádios locais pelo genro de Cavaco Silva, que perante um atentado ao estado de direito ficou caladinho sorrateiramente, enquanto era implicado através de escutas telefónicas feitas aos membros do governo? É mesmo preciso ter descaramento para dizer que para se ser mais honesto que ele é preciso nascer duas vezes, sinceramente...  depois disto... tanto Alegre, como Cavaco, como qualquer outro politico, e tudo farinha do mesmo saco.
Leiam mas é o "Ensaio sobre a Lucidez" do falecido prémio Nobel - José Saramago, e votem mas é em branco, que é o que vou fazer! Fora com esta corja que nos (des)governa.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

 

Medina Carreira quer corruptos na cadeia

Medina Carreira e João Cravinho apoiam a petição do Correio da Manhã pela criminalização do enriquecimento ilícito. Em declarações ao CM, Medina Carreira diz que "os políticos sérios deviam ser os primeiros a tomar a iniciativa de propor a criminalização". Lendo o texto da petição, Medina considera mesmo que "1 a 5 anos de prisão é pouco".
 
 
Já o socialista João Cravinho entende ser "muito importante que um órgão nacional como o Correio da Manhã tome a iniciativa de um grande debate público sobre a criminalização do enriquecimento não justificado". 

O fiscalista Medina Carreira vai directo ao assunto: "Assino a petição. Eu sou a favor da criminalização do enriquecimento ilícito para todos os que exercem ou exerceram cargos políticos." Mais: "É fundamental que se escrutinem algumas fortunas que são conhecidas, de políticos que começaram sem dinheiro e saíram ricos não se sabe bem como." 

Por seu lado, o antigo deputado e ministro do Equipamento do PS, que apresentou um pacote anticorrupção em 2006, o qual viria a ser muito alterado pela própria bancada parlamentar do PS, defende que "a criminalização do enriquecimento não justificado nada tem rigorosamente que ver com a inversão do ónus da prova". Uma opinião com a qual concorda Medina Carreira: "O argumento da inconstitucionalidade da inversão do ónus da prova é um falso problema." 

Medina Carreira, que foi ministro das Finanças do I Governo Constitucional, entre 1976 e 1978, afirma que a política deve ser vista "como um serviço ao País e como uma honra". Por isso, acrescenta, "deveriam ser os políticos sérios a assumir uma iniciativa como esta". 

João Cravinho classifica a iniciativa da petição do CM como "extremamente importante", reservando outros comentários mais alargados para o dia de hoje.
O plano anticorrupção apresentado em 2006 pelo então deputado Cravinho consistia precisamente em colocar sob suspeita qualquer pessoa que apresentasse declarações de rendimentos que não correspondessem ao real património. Cravinho disse, então, que faltava coragem para combater a corrupção.

PETIÇÃO ARRANCA JÁ NO DIA 12

O objectivo de uma petição reside numa proposta de mudança ou de concretização de algo pelo Estado. Para que a Assembleia da República a discuta em plenário são necessárias quatro mil assinaturas. 

É um direito que pode ser exercido por qualquer pessoa já a partir do próximo dia 12. Há duas formas de o poder exercer: ou através do sítio do Correio da Manhã ou em qualquer das delegações e na sede do jornal. Para tal, basta apenas assinar o documento da petição e exibir o bilhete de identidade ou outro documento de identificação. 

Autoridades investigam roubo de armas de guerra


As autoridades militares estão a investigar o eventual roubo de armas de guerra, da unidade de comandos situada no quartel da serra da Carregueira em Sintra na semana que mediou entre o Natal e o Ano Novo. A notícia foi avançada hoje pelo jornal Correio da Manhã que adiantou que cerca de 300 militares da unidade de comandos estão proibidos de saírem do quartel e sob interrogatório.

O Correio da Manhã avança que desapareceram “dez armas de calibre de guerra” entre metralhadoras G3, pistolas-metralhadoras MP5 e pistolas.

As armas terão sido furtadas da arrecadação de uma das companhias do batalhão de comandos, entre o dia 23 de dezembro e a última segunda-feira.

Segundo o matutino, cerca de três centenas de militares da unidade de elite estão há dois dias fechados na Unidade de Comandos e sob intenso interrogatório da Policia Judiciária Militar.

O Correio da Manhã adianta que entre as armas desaparecidas há duas G3, e 2 pistolas-metralhadoras HK MP5, sendo as restantes seis armas metralhadoras UZI e pistolas Walther P38.

Segundo apurou o jornal, a PJ-M receia que as armas roubadas possam já estar à venda nas ruas, podendo vir a ser utilizadas na prática de crimes violentos.

A agência Lusa contactou o comando do Centro de Tropas Comandos, que não quis prestar qualquer declaração por estarem ainda a decorrer investigações pela Polícia Judiciária Militar (PJM) no quartel.

Por seu lado o Estado-maior do Exército confirmou a ocorrência de um "incidente com material de guerra" no quartel do Centro de Tropas Comandos, em Belas (Sintra), sem, no entanto, adiantar pormenores por o processo estar em segredo de justiça. 

Eu questiono se essas armas se destinam mesmo ao mercado negro, ou se pelo contrário, se destinam a grupos criminosos internos ao estilo das FP25 ou qualquer outro tipo de gang que queira semear o pânico na população civil.

 Para um golpe de estado não acredito, porque são muito poucas armas, não chegava para fazer praticamente nada, mas no entanto podem servir para outro tipo de fins, como assaltos a bancos e carros de transporte de valores, assalto a joalharias bem como semear o pânico em geral.

 Isto só vem  mostrar que o governo não controla nada e que este pais e um verdadeiro forrobodó. Basta ver o que se está a passar nas eleições presidenciais... e o espelho do pais.

Cumprimentos cordiais

 Luís Passos 


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Governo pondera criar novas áreas de protecção para aves marinhas



A designação de novas áreas de protecção especial para aves marinhas nas zonas da Berlenga, Figueira da Foz e Ria Formosa está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

A análise técnica que está mais adiantada é a da Berlenga, processo sobre o qual “houve mesmo alguma interacção de discussão pública”. Ainda assim, adiantou, nenhuma das classificações é iminente e cada uma delas não avançará “sem a devida discussão pública e audição das partes interessadas”.

“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.

Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.

Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.

“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.

A nossa amiga Floripes comentou:

O hipócrita de Humberto Rosa sabe muito bem, que no Parque Natural da Ria Formosa, que já é Rede NATURA 2000, e que faz parte de Convenção de Ramsar, as aves continuam a morrer aos milhares nas lagoas assassinas da ETARs das Aguas do Algarve. Este ano no verão a história repetiu-se,e as aves que deviam ser protegidas foram novamente assassinadas,o publico on line e a comunicação social divulgou o crime as aves mortas foram mandadas autopsiar e onde estão os resultados,tudo indica que seja Botulismo,que é mortal para as aves que frequentam as lagoas de decantação dessas ETARS obsoletas, que destroem a biodiversidade na Ria Formosa por não tratarem os esgotos,como mandam as leis PORTUGUESAS, E AS LEIS DA UNIÃO EUROPEIA. Em Ano de defesa da biodiversidade, morreram as aves,nas ETARs, assim como os cavalos marinhos na Ria Formosa desapareceram em 80% os bivalves morreram como nunca,as irozes em Agosto morreram aos milhares sendo vistas a boiar na ria pelos pescadores e pelos viveiristas,mas disso não fala Humberto Rosa! Para quê criar mais reservas para as aves se o Estado não cumpre o seu dever, que é defender as aves no espaço da Rede Natura 2000 na Ria Formosa??? SOS Ria Formosa
 
Na  minha análise pessoal, penso que o que se aproximam são novas medidas sancionatórias, impedindo os locais de usufruir da Ria Formosa, roubando literalmente a Ria Formosa dos Farenses e demais populações ribeirinhas para depois entregar esses territórios a entidades para exploração turística. Trata-se de um primeiro passo para desalojar os locais para depois outros poderem vir tomar conta. Se isto não é um esbulho, um roubo, um assalto à mão desarmada, não sei o que lhe chamar... nem o Conde de Essex pilhou Faro desta forma... e já lá vão quase 500 anos.

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

Desemprego - Isto ainda não bateu no fundo

Caros,

Semanalmente recebo no meu email a informação do Jornal Expresso relativamente à oferta de trabalho na área da engenharia.

Há duas semanas consecutivas que a oferta apresentada está reduzida a 3 ofertas.

Isto é extremamente preocupante porque a secção de ofertas de engenharia do Expresso é um "barómetro" da situação económica nacional, nunca dei noticia de haver menos de 20 a 30 novas ofertas semanais.

Para o expresso apresentar 3 ofertas e ainda por cima, nenhuma delas relevante... Meus senhores segurem-se porque a tempestade vem ai... e vai ser negra!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Cruzeiros em Portimão - Possível quebra na receita do turismo


 Foto: Portimãocruises

Caros,

Ao ler o artigo de Nuno Miguel Silva e Pedro Latoeiro no Sapo Économico, e também publicado no blog dos Navios e do Mar  verificamos que se trata de um ataque sem precedentes à actividade de turismo de cruzeiros e sobretudo ao turismo em geral.


Foi já publicado em Diário da República o Decreto-Lei e a Portaria que criam novas taxas para os navios que passem por Portugal, independentemente da sua natureza ser turística ou comercial.
Cada passageiro embarcado terá, já a partir de 1 de Janeiro, de pagar três euros para circular por Portugal e, se pretender vir a terra, será obrigado a desembolsar mais 2 euros. São ainda criadas duas outras tarifas: 80 a 90 euros pela emissão da documentação de saída do navio - dependendo se a embarcação tem bandeira nacional ou comunitária, ou não comunitária -, e 1 euro pela concessão de visto para os tripulantes das embarcações comerciais virem a terra.
Os valores serão cobrados pelo SEF, revertem para o orçamento do organismo, e passarão a ser actualizados anualmente consoante a taxa de inflação calculada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Isentos ficam os navios-hospitais, os navios da Armada Portuguesa, as embarcações em missão científica, alguns equipamentos ao serviço do porto e as embarcações de tráfego local.
 
António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, escreveu uma carta a José Sócrates, Rui Pereira e António Mendonça, onde avisa que estas tarifas poderão traduzir-se em "acréscimos de custos que poderão ser de 8 mil euros", afectando a competitividade dos portos portugueses e pondo "em causa duas áreas de negócio que deverão contribuir decisivamente para o Portugal do futuro: as Exportações e o Turismo".
Já em declarações ao Económico, o responsável afirma que "Vamos perder bastantes escalas de navios de cruzeiro se estas taxas forem para a frente. O efeito pode não se sentir já em 2011, porque muitos cruzeiros já estão encomendados e organizados, mas, a partir de 2011, vamos ter um recuo muito significativo num sector que tem estado a registar fortes crescimentos nos últimos anos".
 
O turismo de cruzeiros em Portugal gera receitas directas de cerca de 180 milhões de euros por ano, segundo um estudo recente divulgado pela APDL - Administração dos Portos do Douro e de Leixões.
Este sector de actividade deverá trazer este ano a Portugal Continental e Regiões Autónomas cerca de um milhão e meio de pessoas, incluindo cerca de um milhão de turistas e entre 400 e 500 mil tripulantes, segundo as estimativas avançadas ao Económico por Belmar da Costa.
O crescimento desta actividade levou os portos de Lisboa e de Leixões a fazerem avultados investimentos, de quase 45 milhões de euros, que estão em curso, em novos terminais de cruzeiros: cerca de 25,5 milhões de euros em Santa Apolónia e cerca de 19 milhões de euros em Leixões. 

No caso de Portimão, é toda a economia local que poderá estar em causa, desde a restauração, lojas de recordações, pequeno comércio da baixa, etc. Com a diminuição destes visitantes, e com também a diminuição da procura no chamado turismo tradicional, prevejo um futuro negro para o verão turístico de 2011. Oxalá me engane.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

10 milhões não se deixarão ir ao fundo

A entrevista com Henrique Medina Carreira foi marcada no pressuposto de que se falaria essencialmente dos aspetos positivos do país. O ex-ministro das Finanças aceitou, escudou-se nos números para rebater a fama de pessimista e disse que Portugal tem solução.

 

Para Medina Carreira, falta-nos, no entanto, "aceitar e compreender que não construímos uma sociedade mais realizada, mais eficiente e mais agradável de nos integrarmos sem que as pessoas tenham esta noção: aquele sujeito que ali vai é gente como eu".

Chamam-lhe pessimista. Isso não o incomoda?
Não ligo a ignorantes (desenha um gráfico). Se olharmos para o horizonte de 1960 a 2000, vemos uma economia sempre a cair e um Estado sempre a gastar mais... Era fácil perceber ao que iríamos chegar.
Confirmaram-se os seus alertas.
Preferia que não, mas as minhas previsões não foram inventadas. Íamos chegar ao ponto em que a situação iria ser insustentável. Só não sabia quando. Foi em 2008, poderia ter sido adiado para 2012, mas esta crise teve um efeito de acelerador. Isto só não era visível para os otimistas que andam por aí a perturbar o país. Costumo dizer para porem uma dona de casa no Governo porque teria muito mais senso.
Há solução?
Claro! O problema não é a solução. O problema é o estado em que vamos ter de viver até que Portugal se recomponha. Não acredito que 10 milhões se deixem ir ao fundo de braços cruzados. Quero acreditar que, pela primeira vez, em democracia, iremos ser capazes de ter contas públicas equilibradas. Só no Estado Novo é que Portugal deixou de dever muito dinheiro ao estrangeiro. É perturbante, mas os números não enganam. Nós hoje devemos ao estrangeiro, em termos relativos, mais do que em 1850, quando o Fontes Pereira de Melo fez as grandes obras públicas...
Qual seria o seu plano?
Em primeiro lugar, as pessoas com mais responsabilidades, primeiro-ministro ou Presidente da República, deviam ir à televisão explicar como é que chegámos aqui. Há 25 anos entrámos na comunidade europeia com a promessa do desenvolvimento do país, veio a globalização, perdemos o escudo e agora estamos de cócoras, a mendigar empréstimos. Entrámos num espaço livre de comércio e nunca nos preparámos para exportar... Por isso, andamos, agora, a pedir emprestados ¤50 milhões por dia.
Acredita que para sairmos do charco há que conquistar a confiança da sociedade.
Hoje, é a mentira que impera. Os políticos dizem uma coisa em Bruxelas, outra aqui. Num momento não se elevam impostos e, no outro, já se aumentam. Este é o nosso fado. A classe dirigente põe-se a cavalo na sociedade para tratar das suas vidas e este pano de fundo não muda no plano empresarial.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria intervir em Portugal?
Andamos a mendigar ajuda em Timor, no Brasil, na China... Sim, acho preferível que venha o FMI, não é porque o FMI venha consertar Portugal, mas vigiaria de perto a execução orçamental. O Governo devia propor à Europa e ao FMI um programa de financiamento a quatro ou seis anos. Se continuarmos, todos os dias, a contar euros nas caixas dos bancos não vamos ter projeto de vida económica. Quem é que virá do estrangeiro investir num país onde não sabe se o Governo tem capacidade ou não para pagar as suas dívidas? Precisamos de uma tranquilidade financeira razoável.
Reconhece na sociedade portuguesa capacidade para 'dar a volta por cima' em momentos difíceis como este?
Não é por culpa dos portugueses em geral, enquanto povo, que Portugal chegou ao estado em que está. Trabalhei numa metalúrgica, no Barreiro e, por várias vezes, testemunhei o esforço, a dedicação, a capacidade para inventar uma solução para um problema (surgido fora das previsões) por parte dos operários. Davam tudo de si na fábrica porque se sentiam bem tratados e valorizados. Eram tratados como gente.
Além dessa experiência, identifica outros bons exemplos?
A forma como lidámos com a vinda das mais de 600 mil pessoas que perderam tudo em África. Só um povo muito capaz é que podia registar um aumento súbito de 6% da população sem grandes sobressaltos. Em dois, três anos, o problema estava ultrapassado. Para mim, foi o maior feito da sociedade portuguesa após o 25 de abril.
Os portugueses têm capacidade de união?
Sim, união e integração no objetivo que se pretende. Mas tem que lhes ser explicado o objetivo, como se atinge e quais os problemas que podem surgir.
Identifica bons exemplos de empresas portuguesas?
Tenho dificuldade porque hoje as boas empresas são monopolistas ou oligopolistas. Se eu vendesse gasolina seria um bom gestor porque era eu quem fazia o preço. Nas chamadas telefónicas passa-se o mesmo... Nestas empresas há, de certeza, pessoas que gerem com muita capacidade, mas estão em sectores que não competem com ninguém. É uma gente especial que eu preferia que estivesse na CP, Carris ou nos Transportes Coletivos do Porto, nas empresas difíceis.
E no Estado?
A máquina fiscal hoje é excelente, reconheço o mérito do Paulo Macedo (ex-diretor-geral dos Impostos). Não há serviço público igual e não deve haver paralelo a nível europeu. O Serviço Nacional de Saúde também é bom, o problema é que não há um sistema que salvaguarde as urgências hospitalares apenas para os casos graves. Estamos a manter um monstro para tratar de vulgaridades.
E no mundo da política, identifica pessoas com valor?
Não o posso fazer porque não conseguiria indicar todas aquelas que desprezo, nem todas as que prezo. Indico-lhe uma que desapareceu recentemente, Ernâni Lopes, um grande homem ao nível técnico, profissional e moral, um símbolo de seriedade e de verdade. Outro, Silva Lopes, um homem excecional.
Um político que fale a verdade pode ganhar eleições?
Os nossos políticos acham que não. Eu penso exatamente o contrário. Temos de ter eleições com base no maior rigor informativo possível. Quem quiser ganhar as próximas eleições e governar devia apresentar as caras de cinco ministérios-chave, entre os quais as Finanças, Educação e Justiça. Defendo algo deste género: "O nosso programa são estes cinco sujeitos de vida limpa, com profissões, pessoas em que se pode acreditar e que se comprometem a atacar os nossos dois grandes males: o financeiro e o económico".
Que conselhos daria aos jovens que estão a entrar no mercado de trabalho agora e que acreditam no país?
Ninguém pode hoje em dia prever o que será o país daqui a dez anos. Quando tinha 25 anos tinha a garantia de que teria emprego. Hoje não é assim, a não ser que se esteja filiado num partido... Não tenho discurso para a juventude. Não tenho uma verdade. Sei que se nos unirmos haverá solução e futuro.

Licenças para 17 arrumadores

Caros,

Vi esta noticia no Jornal Correio da Manhã e não queria acreditar:

A Câmara de Faro já definiu as áreas onde pode ser exercida a actividade de arrumador de automóveis e o número de licenças a atribuir no concelho. O regulamento, que foi aprovado pela Assembleia Municipal, estabelece multas para os arrumadores não autorizados.
 
No total, a autarquia irá conceder 17 licenças. Segundo um edital assinado pelo presidente da Câmara, Macário Correia, o objectivo é estabelecer "regras claras que visem contribuir para um melhoramento do ordenamento e qualidade do espaço público, no que respeita ao parqueamento de automóveis".
As áreas onde pode ser exercida a actividade são os largos de São Francisco (3), São Pedro (1), Carmo (2), São Luís (1) e Mouras Velhas (1), bem como a avenida da República (3), a estrada da Penha (1), a praça de Tanger (1), o bairro do Centenário (1), a praceta Francisco Brito Vale (1), as ruas Leão Penedo (1) e Cidade de Bolama (1).
Os interessados têm de apresentar um requerimento à Câmara, onde, entre outros dados, deverão constar o registo criminal e um termo de responsabilidade. Os arrumadores não podem actuar fora das suas zonas, nem pedir dinheiro, só podendo aceitar contribuições voluntárias.
Estão previstas multas de 60 a 300 euros para os arrumadores sem licença ou que estejam fora do local definido. A não apresentação das licenças às entidades fiscalizadoras dá uma coima de 70 a 200 euros. As multas podem ser substituídas por trabalho comunitário. 

Bem, vamos lá agora analisar o teor, ora vão licenciar arrumadores nos locais acima definidos, muito bem! Vejamos, na Rua Leão Penedo, Praça de Tânger, Praceta Brito Vale e Rua Cidade de Bolama não vai fazer grande diferença, será apenas o legalizar da situação existente.
No bairro do Centenário vai ser complicado, dado que é o unico estacionamento para quem mora na praceta Azedo Gneco e ruas adjacentes é um bairro de gente trabalhadora que não tem dinheiro para tar sempre a dar a moedinha, ou então ver o carro riscado, ainda por cima, agora a pedincha da moeda já ta legalizada.
Na estrada da penha não estou bem a ver onde é que podem por o arrumador, dado que é proibido estacionar dos dois lados. 
Na avenida da Republica... epah calminhaaaaa!!!! Trata-se de uma das avenidas mais nobres da cidade, onde passam os turistas e onde o estacionamento já é pago através de parquímetros. Aí não! Deviam era correr com os arrumadores todos que lá estão, que dão uma péssima imagem da cidade, mesmo degradante ali refastelados na relva, todos sujos e com mau aspecto, a pedir a moedinha e a incomodar os turistas. É essa a imagem que querem dar de Faro a quem vem de fora? Uma cidade cheia de mendicidade? Na zona mais nobre da cidade?
Em São Luís seria so legalizar a situação que já lá existe, portanto... nada de novo.
São Pedro, Carmo e Mouras velhas Idem. Aqui passa-se a mesma situação da Avenida da Republica. Dá uma péssima imagem a quem nos visita.
São Francisco... bem... em São Francisco nunca!!!! São Francisco é o parque gratuito por excelência da cidade, a quem vai a baixa, para quem vai fazer serviços, para quem vai trabalhar. Se se vai começar a ter arrumadores a ocupar a totalidade do parque (pq eles agora só ocupam a parte de cima) deixa de haver estacionamento gratuito e ai perde-se a vantagem competitiva do Parque de São Francisco, porque algumas pessoas quando vêm a baixa fazer compras, uma das poucas alternativas e deixar o carro em São Francisco e vir a pé pela rua de São Francisco e Manuel Belmarço direitinho a rua de Santo António. Para além das pessoa se sentirem invadidas e incomodadas com a presença dos arrumadores.
Penso que esta ideia de jerico vai ser mais uma paulada no já depauperado comércio da baixa!

Os gajos do Forum, com o seu estacionamento gratuito e livre de arrumadores, ai do primeiro que lá apareça, vem logo o segurança po-lo  a milhas. Neste caso até batem palmas de contentamento e dizem BIS BIS BIS!!! Com medidas destas a gente agradece!!!

Não há pachorra! Obriguem mas é esta gente a trabalhar!!! A Fagar que lhes de emprego a limpar as ruas, a lavar contentores, ou se for preciso nos serviços de saneamento, isso sim e trabalho honrado e em prol da cidade, ganhando dinheiro honesto e com o suor no rosto!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
 
 

Presidenciais: Músicos do Algarve escrevem carta aberta a candidatos



A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), de Faro, que recebeu ordem de despejo do tribunal em fevereiro de 2010, enviou hoje uma carta aberta a todos os candidatos à Presidência da República.

O objetivo da iniciativa é que o candidato eleito Presidente da República saiba que o assunto vai estar em cima da mesa.

Em declarações à Lusa, Armindo Silva, dirigente da ARCM, explicou que a ação de despejo que a associação recebeu “é um atentado à Cultura em Faro” e não vão sair do local enquanto não existir uma alternativa.

Com o objetivo de elevar o problema cultural regional ao nível nacional, a ARCM já recolheu 3.200 assinaturas, mas quer chegar às 4.000 assinaturas para conseguir levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República.

Queremos que o próximo Presidente da República saiba que vai ter este assunto em cima da mesa”, acrescentou Armindo Silva.

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos foi criada em 1990, tem mais de 400 sócios e acolhe, em 18 salas de ensaio, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais da região algarvia.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, já afirmou a sua intenção de ajudar os artistas e acredita que a proposta feita pela Associação de Músicos – de ter um local na zona ribeirinha da cidade -, é possível de conciliar com o programa "Polis Ria Formosa" que está em curso.

A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto à estação de comboios, mas recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro que a obriga à desocupação do espaço que dará lugar a um empreendimento imobiliário de luxo.

A ação de despejo foi desencadeada pela empresa Cleber - Sociedade Imobiliária, a atual dona dos armazéns onde os músicos ensaiam e que custou cerca de dois milhões de euros aos antigos proprietários.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O falhanço da geração de 60

Falharam a vida, meninos

 Nas fotografias que gostam de mostrar têm o cabelo revolto e um ar de quem tem a certeza de tudo. São a chamada geração de 60, definição imprecisa mas prática por essa imprecisão que permite englobar nela muitos daqueles que foram jovens um pouco antes ou depois dessa década ícone para a geração que não só nos tem governado como também construiu o mundo imaginário onde vivemos.

Esse mundo onde público era sinónimo de justiça e gratuitidade rimava com solidariedade. Esse mundo onde governar bem equivalia a fazer cada vez mais promessas de redistribuição e onde o Estado passou a ser entendido como o grande doador. Esse mundo onde não haveria mais guerras porque tudo se resolveria pelo diálogo, esse mundo onde a corrupção era um problema dos outros, sobretudo daqueles que os tinham antecedido, porque eles eram puros.

A cada dia que passa, a cada pirueta sobre o empobrecimento de que não se deve falar porque parece mal e é populista abordar tal assunto, sobre os jornalistas que eram combativos e perseguidos quando escreviam sobre os conluios do poder doutros tempos e que agora passaram a ignorantes quando não a canalhas caso escrevam sobre as negociatas do poder de agora, sobre a emigração que outrora confirmava sermos um país sem esperança e que agora não interessa nada, sobre os tribunais cuja independência foi uma reivindicação até que eles temeram sentar-se no banco dos réus… pois a cada dia desses apetece-me mandá-los ler esse fabuloso final d”Os Maias donde foi retirado e adaptado o título desta crónica. Aliás, talvez sejam a última geração por largas décadas que em Portugal tem gosto literário que lhe permite ler Eça, pois as gerações seguintes, tendo frequentado aquilo a que a geração de 60 chamou escola inclusiva, multicultural, progressiva… etc. … etc., terão grandes dificuldades em ler algo que não lhes seja apresentado como muito fácil, muito giro e muito moderno. O que é sinónimo de não ler nada que valha a pena.

Na verdade talvez não seja necessário recorrer a Eça. Talvez baste imaginar aqueles questionários que, tal como acontece com o da Pública, perguntam aos escolhidos com que idade tomaram consciência de que tinham falhado na vida. Contudo creio que a geração de 60 nunca admitirá que falhou. Está-lhes na génese culpar os outros por tudo o que acontece: primeiro culparam os pais porque tinham perpetuado um modelo de família que achavam caduco e baseado na mentira. E quando eles mesmos amaram, odiaram, traíram e fizeram compromissos, como acontece a todo o Sapiens sapiens desde que o mundo é mundo, culparam o pai e sobretudo a mãe porque muitos anos antes não lhes tinham dito as palavras que eles achavam certas. 

Depois culparam o sistema das guerras e o capitalismo da pobreza. Enfim, no quotidiano, fosse ele o sexo ou a economia, havia sempre uma culpa que tudo explicava. Quanto ao mundo, havia essa culpa original do homem branco que estava sempre por trás dos massacres e das fomes. E ela, a tal geração de 60, assumiu-se como a apontadora de culpas.

Quando chegou a sua vez de serem poder viveram da culpa anos a fio, o que em Portugal nem sequer era difícil dado o carácter ditatorial do Estado Novo. Se lhes fosse possível teriam mantido Salazar empalhado para fazer dele um eterno bode expiatório. Na impossibilidade de tal acontecer levaram anos a descobrir salazares atrás de políticos ou propostas que não se acomodassem à sua forma de ver o mundo.

Talvez o primeiro momento em que a geração de 60 finalmente se sentiu adulta em Portugal tenha ocorrido quando constatou que a culpabilização do Estado Novo já não chegava para explicar o presente. Esse presente em que não há dinheiro para pagar as reformas que eles tinham garantido e que só por maldade não eram maiores e constantemente actualizadas. Esse presente em que os portugueses sustentam dois serviços de saúde, o dos seguros, à cautela, e o do Serviço Nacional de Saúde, o tal que tinha de ser universal e gratuito porque foi assim que esta geração o imaginou, primeiro no arrebatamento das greves académicas e depois na solenidade das reuniões maçónicas e que como bem se sabia não só não é gratuito como arranja agora estratagemas para excluir aqueles que já não chegaram a tempo. Esse presente em que a legislação sobre o emprego transformou os mais jovens em eternos tarefeiros a recibo verde. Esse presente em que ter bons resultados quer dizer que arranjámos quem compre um bocadinho da nossa dívida.

Quando a realidade se lhes impôs buscaram novos culpados que acrescentaram aos antigos: os culpados tanto podiam ser os grandes capitalistas como, no dia seguinte, os empresários de vão de escada. Os mercados cegos ou os investidores sem gosto pelo risco. A ânsia do lucro ou o atavismo da mediocridade do q.b. A defesa da competitividade ou o egoísmo a sobrepor-se ao igualitarismo. A falta de Europa ou o excesso dela. As decisões da senhora Merkel ou as indecisões da senhora Merkel. Os bancos que se endividaram para emprestar dinheiro a quem não podia pagar tais créditos sem avaliar os riscos dessas operações e os bancos que não querem correr o risco de nos emprestar dinheiro. Os pessimistas que influenciam negativamente as agências de rating sobre Portugal e as agências de rating que não se deixam influenciar pelos optimistas.

Todos os dias, semanas, meses e anos nos apontaram novos culpados. Aos culpados de sempre somaram ameaças globais – como as alterações de clima, a gripe A ou a escassez dos alimentos – e promoveram cruzadas que procuraram fazer de cada um de nós um convertido aos seus novos dogmas e que tanto abarcam aquilo a que chamam questões de género como o sal que se põe no pão.
No fim, acabámos cansados. Estourados de apontar tanta culpa alheia e perplexos perante o caos que entretanto se instalara à nossa volta. Tudo o que nos prometeram está agora em causa. E como é óbvio já o sabiam há muito tempo.

A geração de 60 será em Portugal uma das primeiras em décadas e décadas a ser sucedida por outras que viverão pior. O ano que agora acaba é aquele em que se tornou óbvio que falharam a vida, meninos. O que nos espera de agora em diante é constatar que para lá desse falhanço também lixaram a vida daqueles que vieram depois.
In: PÚBLICO via Blasfémias