A designação de novas áreas de protecção especial para aves marinhas nas zonas da Berlenga, Figueira da Foz e Ria Formosa está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.
A análise técnica que está mais adiantada é a da Berlenga, processo sobre o qual “houve mesmo alguma interacção de discussão pública”. Ainda assim, adiantou, nenhuma das classificações é iminente e cada uma delas não avançará “sem a devida discussão pública e audição das partes interessadas”.
“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.
Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.
Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.
“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.
“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.
Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.
Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.
“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.
A nossa amiga Floripes comentou:
O hipócrita de Humberto Rosa sabe muito bem, que no Parque Natural da Ria Formosa, que já é Rede NATURA 2000, e que faz parte de Convenção de Ramsar, as aves continuam a morrer aos milhares nas lagoas assassinas da ETARs das Aguas do Algarve. Este ano no verão a história repetiu-se,e as aves que deviam ser protegidas foram novamente assassinadas,o publico on line e a comunicação social divulgou o crime as aves mortas foram mandadas autopsiar e onde estão os resultados,tudo indica que seja Botulismo,que é mortal para as aves que frequentam as lagoas de decantação dessas ETARS obsoletas, que destroem a biodiversidade na Ria Formosa por não tratarem os esgotos,como mandam as leis PORTUGUESAS, E AS LEIS DA UNIÃO EUROPEIA. Em Ano de defesa da biodiversidade, morreram as aves,nas ETARs, assim como os cavalos marinhos na Ria Formosa desapareceram em 80% os bivalves morreram como nunca,as irozes em Agosto morreram aos milhares sendo vistas a boiar na ria pelos pescadores e pelos viveiristas,mas disso não fala Humberto Rosa! Para quê criar mais reservas para as aves se o Estado não cumpre o seu dever, que é defender as aves no espaço da Rede Natura 2000 na Ria Formosa??? SOS Ria Formosa
Na minha análise pessoal, penso que o que se aproximam são novas medidas sancionatórias, impedindo os locais de usufruir da Ria Formosa, roubando literalmente a Ria Formosa dos Farenses e demais populações ribeirinhas para depois entregar esses territórios a entidades para exploração turística. Trata-se de um primeiro passo para desalojar os locais para depois outros poderem vir tomar conta. Se isto não é um esbulho, um roubo, um assalto à mão desarmada, não sei o que lhe chamar... nem o Conde de Essex pilhou Faro desta forma... e já lá vão quase 500 anos.
Cumprimentos cordiais
Luís Passos

















