quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Governo pondera criar novas áreas de protecção para aves marinhas



A designação de novas áreas de protecção especial para aves marinhas nas zonas da Berlenga, Figueira da Foz e Ria Formosa está a ser ponderada pelo Governo, revelou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

A análise técnica que está mais adiantada é a da Berlenga, processo sobre o qual “houve mesmo alguma interacção de discussão pública”. Ainda assim, adiantou, nenhuma das classificações é iminente e cada uma delas não avançará “sem a devida discussão pública e audição das partes interessadas”.

“O dever de estender a Rede Natura 2000 ao mar faz parte da agenda europeia. Portugal tem a vantagem de ter havido um estudo, o projecto Life, que avaliou onde estão as zonas particularmente ricas para certas aves marinhas e é esse estudo que fundamenta as propostas técnicas que estamos a apreciar”, referiu.

Humberto Rosa explicou que a classificação implica “deveres particulares de não interferência e protecção das aves” sem que se anteveja a necessidade de impor restrições significativas.

Isto porque o facto de as aves permanecerem nesses locais actualmente “denota compatibilidade com as práticas que lá decorrem, nomeadamente piscatórias”.

“A própria actividade piscatória acaba às vezes por ser benéfica, ao gerar, por exemplo, restos que as próprias aves podem aproveitar. Creio que os pescadores são um pouco os nossos tutores das aves marinhas no sentido de as respeitarem e até poderem ser proactivos na sua conservação”, disse o governante.

A nossa amiga Floripes comentou:

O hipócrita de Humberto Rosa sabe muito bem, que no Parque Natural da Ria Formosa, que já é Rede NATURA 2000, e que faz parte de Convenção de Ramsar, as aves continuam a morrer aos milhares nas lagoas assassinas da ETARs das Aguas do Algarve. Este ano no verão a história repetiu-se,e as aves que deviam ser protegidas foram novamente assassinadas,o publico on line e a comunicação social divulgou o crime as aves mortas foram mandadas autopsiar e onde estão os resultados,tudo indica que seja Botulismo,que é mortal para as aves que frequentam as lagoas de decantação dessas ETARS obsoletas, que destroem a biodiversidade na Ria Formosa por não tratarem os esgotos,como mandam as leis PORTUGUESAS, E AS LEIS DA UNIÃO EUROPEIA. Em Ano de defesa da biodiversidade, morreram as aves,nas ETARs, assim como os cavalos marinhos na Ria Formosa desapareceram em 80% os bivalves morreram como nunca,as irozes em Agosto morreram aos milhares sendo vistas a boiar na ria pelos pescadores e pelos viveiristas,mas disso não fala Humberto Rosa! Para quê criar mais reservas para as aves se o Estado não cumpre o seu dever, que é defender as aves no espaço da Rede Natura 2000 na Ria Formosa??? SOS Ria Formosa
 
Na  minha análise pessoal, penso que o que se aproximam são novas medidas sancionatórias, impedindo os locais de usufruir da Ria Formosa, roubando literalmente a Ria Formosa dos Farenses e demais populações ribeirinhas para depois entregar esses territórios a entidades para exploração turística. Trata-se de um primeiro passo para desalojar os locais para depois outros poderem vir tomar conta. Se isto não é um esbulho, um roubo, um assalto à mão desarmada, não sei o que lhe chamar... nem o Conde de Essex pilhou Faro desta forma... e já lá vão quase 500 anos.

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

Desemprego - Isto ainda não bateu no fundo

Caros,

Semanalmente recebo no meu email a informação do Jornal Expresso relativamente à oferta de trabalho na área da engenharia.

Há duas semanas consecutivas que a oferta apresentada está reduzida a 3 ofertas.

Isto é extremamente preocupante porque a secção de ofertas de engenharia do Expresso é um "barómetro" da situação económica nacional, nunca dei noticia de haver menos de 20 a 30 novas ofertas semanais.

Para o expresso apresentar 3 ofertas e ainda por cima, nenhuma delas relevante... Meus senhores segurem-se porque a tempestade vem ai... e vai ser negra!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Cruzeiros em Portimão - Possível quebra na receita do turismo


 Foto: Portimãocruises

Caros,

Ao ler o artigo de Nuno Miguel Silva e Pedro Latoeiro no Sapo Économico, e também publicado no blog dos Navios e do Mar  verificamos que se trata de um ataque sem precedentes à actividade de turismo de cruzeiros e sobretudo ao turismo em geral.


Foi já publicado em Diário da República o Decreto-Lei e a Portaria que criam novas taxas para os navios que passem por Portugal, independentemente da sua natureza ser turística ou comercial.
Cada passageiro embarcado terá, já a partir de 1 de Janeiro, de pagar três euros para circular por Portugal e, se pretender vir a terra, será obrigado a desembolsar mais 2 euros. São ainda criadas duas outras tarifas: 80 a 90 euros pela emissão da documentação de saída do navio - dependendo se a embarcação tem bandeira nacional ou comunitária, ou não comunitária -, e 1 euro pela concessão de visto para os tripulantes das embarcações comerciais virem a terra.
Os valores serão cobrados pelo SEF, revertem para o orçamento do organismo, e passarão a ser actualizados anualmente consoante a taxa de inflação calculada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Isentos ficam os navios-hospitais, os navios da Armada Portuguesa, as embarcações em missão científica, alguns equipamentos ao serviço do porto e as embarcações de tráfego local.
 
António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, escreveu uma carta a José Sócrates, Rui Pereira e António Mendonça, onde avisa que estas tarifas poderão traduzir-se em "acréscimos de custos que poderão ser de 8 mil euros", afectando a competitividade dos portos portugueses e pondo "em causa duas áreas de negócio que deverão contribuir decisivamente para o Portugal do futuro: as Exportações e o Turismo".
Já em declarações ao Económico, o responsável afirma que "Vamos perder bastantes escalas de navios de cruzeiro se estas taxas forem para a frente. O efeito pode não se sentir já em 2011, porque muitos cruzeiros já estão encomendados e organizados, mas, a partir de 2011, vamos ter um recuo muito significativo num sector que tem estado a registar fortes crescimentos nos últimos anos".
 
O turismo de cruzeiros em Portugal gera receitas directas de cerca de 180 milhões de euros por ano, segundo um estudo recente divulgado pela APDL - Administração dos Portos do Douro e de Leixões.
Este sector de actividade deverá trazer este ano a Portugal Continental e Regiões Autónomas cerca de um milhão e meio de pessoas, incluindo cerca de um milhão de turistas e entre 400 e 500 mil tripulantes, segundo as estimativas avançadas ao Económico por Belmar da Costa.
O crescimento desta actividade levou os portos de Lisboa e de Leixões a fazerem avultados investimentos, de quase 45 milhões de euros, que estão em curso, em novos terminais de cruzeiros: cerca de 25,5 milhões de euros em Santa Apolónia e cerca de 19 milhões de euros em Leixões. 

No caso de Portimão, é toda a economia local que poderá estar em causa, desde a restauração, lojas de recordações, pequeno comércio da baixa, etc. Com a diminuição destes visitantes, e com também a diminuição da procura no chamado turismo tradicional, prevejo um futuro negro para o verão turístico de 2011. Oxalá me engane.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

10 milhões não se deixarão ir ao fundo

A entrevista com Henrique Medina Carreira foi marcada no pressuposto de que se falaria essencialmente dos aspetos positivos do país. O ex-ministro das Finanças aceitou, escudou-se nos números para rebater a fama de pessimista e disse que Portugal tem solução.

 

Para Medina Carreira, falta-nos, no entanto, "aceitar e compreender que não construímos uma sociedade mais realizada, mais eficiente e mais agradável de nos integrarmos sem que as pessoas tenham esta noção: aquele sujeito que ali vai é gente como eu".

Chamam-lhe pessimista. Isso não o incomoda?
Não ligo a ignorantes (desenha um gráfico). Se olharmos para o horizonte de 1960 a 2000, vemos uma economia sempre a cair e um Estado sempre a gastar mais... Era fácil perceber ao que iríamos chegar.
Confirmaram-se os seus alertas.
Preferia que não, mas as minhas previsões não foram inventadas. Íamos chegar ao ponto em que a situação iria ser insustentável. Só não sabia quando. Foi em 2008, poderia ter sido adiado para 2012, mas esta crise teve um efeito de acelerador. Isto só não era visível para os otimistas que andam por aí a perturbar o país. Costumo dizer para porem uma dona de casa no Governo porque teria muito mais senso.
Há solução?
Claro! O problema não é a solução. O problema é o estado em que vamos ter de viver até que Portugal se recomponha. Não acredito que 10 milhões se deixem ir ao fundo de braços cruzados. Quero acreditar que, pela primeira vez, em democracia, iremos ser capazes de ter contas públicas equilibradas. Só no Estado Novo é que Portugal deixou de dever muito dinheiro ao estrangeiro. É perturbante, mas os números não enganam. Nós hoje devemos ao estrangeiro, em termos relativos, mais do que em 1850, quando o Fontes Pereira de Melo fez as grandes obras públicas...
Qual seria o seu plano?
Em primeiro lugar, as pessoas com mais responsabilidades, primeiro-ministro ou Presidente da República, deviam ir à televisão explicar como é que chegámos aqui. Há 25 anos entrámos na comunidade europeia com a promessa do desenvolvimento do país, veio a globalização, perdemos o escudo e agora estamos de cócoras, a mendigar empréstimos. Entrámos num espaço livre de comércio e nunca nos preparámos para exportar... Por isso, andamos, agora, a pedir emprestados ¤50 milhões por dia.
Acredita que para sairmos do charco há que conquistar a confiança da sociedade.
Hoje, é a mentira que impera. Os políticos dizem uma coisa em Bruxelas, outra aqui. Num momento não se elevam impostos e, no outro, já se aumentam. Este é o nosso fado. A classe dirigente põe-se a cavalo na sociedade para tratar das suas vidas e este pano de fundo não muda no plano empresarial.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria intervir em Portugal?
Andamos a mendigar ajuda em Timor, no Brasil, na China... Sim, acho preferível que venha o FMI, não é porque o FMI venha consertar Portugal, mas vigiaria de perto a execução orçamental. O Governo devia propor à Europa e ao FMI um programa de financiamento a quatro ou seis anos. Se continuarmos, todos os dias, a contar euros nas caixas dos bancos não vamos ter projeto de vida económica. Quem é que virá do estrangeiro investir num país onde não sabe se o Governo tem capacidade ou não para pagar as suas dívidas? Precisamos de uma tranquilidade financeira razoável.
Reconhece na sociedade portuguesa capacidade para 'dar a volta por cima' em momentos difíceis como este?
Não é por culpa dos portugueses em geral, enquanto povo, que Portugal chegou ao estado em que está. Trabalhei numa metalúrgica, no Barreiro e, por várias vezes, testemunhei o esforço, a dedicação, a capacidade para inventar uma solução para um problema (surgido fora das previsões) por parte dos operários. Davam tudo de si na fábrica porque se sentiam bem tratados e valorizados. Eram tratados como gente.
Além dessa experiência, identifica outros bons exemplos?
A forma como lidámos com a vinda das mais de 600 mil pessoas que perderam tudo em África. Só um povo muito capaz é que podia registar um aumento súbito de 6% da população sem grandes sobressaltos. Em dois, três anos, o problema estava ultrapassado. Para mim, foi o maior feito da sociedade portuguesa após o 25 de abril.
Os portugueses têm capacidade de união?
Sim, união e integração no objetivo que se pretende. Mas tem que lhes ser explicado o objetivo, como se atinge e quais os problemas que podem surgir.
Identifica bons exemplos de empresas portuguesas?
Tenho dificuldade porque hoje as boas empresas são monopolistas ou oligopolistas. Se eu vendesse gasolina seria um bom gestor porque era eu quem fazia o preço. Nas chamadas telefónicas passa-se o mesmo... Nestas empresas há, de certeza, pessoas que gerem com muita capacidade, mas estão em sectores que não competem com ninguém. É uma gente especial que eu preferia que estivesse na CP, Carris ou nos Transportes Coletivos do Porto, nas empresas difíceis.
E no Estado?
A máquina fiscal hoje é excelente, reconheço o mérito do Paulo Macedo (ex-diretor-geral dos Impostos). Não há serviço público igual e não deve haver paralelo a nível europeu. O Serviço Nacional de Saúde também é bom, o problema é que não há um sistema que salvaguarde as urgências hospitalares apenas para os casos graves. Estamos a manter um monstro para tratar de vulgaridades.
E no mundo da política, identifica pessoas com valor?
Não o posso fazer porque não conseguiria indicar todas aquelas que desprezo, nem todas as que prezo. Indico-lhe uma que desapareceu recentemente, Ernâni Lopes, um grande homem ao nível técnico, profissional e moral, um símbolo de seriedade e de verdade. Outro, Silva Lopes, um homem excecional.
Um político que fale a verdade pode ganhar eleições?
Os nossos políticos acham que não. Eu penso exatamente o contrário. Temos de ter eleições com base no maior rigor informativo possível. Quem quiser ganhar as próximas eleições e governar devia apresentar as caras de cinco ministérios-chave, entre os quais as Finanças, Educação e Justiça. Defendo algo deste género: "O nosso programa são estes cinco sujeitos de vida limpa, com profissões, pessoas em que se pode acreditar e que se comprometem a atacar os nossos dois grandes males: o financeiro e o económico".
Que conselhos daria aos jovens que estão a entrar no mercado de trabalho agora e que acreditam no país?
Ninguém pode hoje em dia prever o que será o país daqui a dez anos. Quando tinha 25 anos tinha a garantia de que teria emprego. Hoje não é assim, a não ser que se esteja filiado num partido... Não tenho discurso para a juventude. Não tenho uma verdade. Sei que se nos unirmos haverá solução e futuro.

Licenças para 17 arrumadores

Caros,

Vi esta noticia no Jornal Correio da Manhã e não queria acreditar:

A Câmara de Faro já definiu as áreas onde pode ser exercida a actividade de arrumador de automóveis e o número de licenças a atribuir no concelho. O regulamento, que foi aprovado pela Assembleia Municipal, estabelece multas para os arrumadores não autorizados.
 
No total, a autarquia irá conceder 17 licenças. Segundo um edital assinado pelo presidente da Câmara, Macário Correia, o objectivo é estabelecer "regras claras que visem contribuir para um melhoramento do ordenamento e qualidade do espaço público, no que respeita ao parqueamento de automóveis".
As áreas onde pode ser exercida a actividade são os largos de São Francisco (3), São Pedro (1), Carmo (2), São Luís (1) e Mouras Velhas (1), bem como a avenida da República (3), a estrada da Penha (1), a praça de Tanger (1), o bairro do Centenário (1), a praceta Francisco Brito Vale (1), as ruas Leão Penedo (1) e Cidade de Bolama (1).
Os interessados têm de apresentar um requerimento à Câmara, onde, entre outros dados, deverão constar o registo criminal e um termo de responsabilidade. Os arrumadores não podem actuar fora das suas zonas, nem pedir dinheiro, só podendo aceitar contribuições voluntárias.
Estão previstas multas de 60 a 300 euros para os arrumadores sem licença ou que estejam fora do local definido. A não apresentação das licenças às entidades fiscalizadoras dá uma coima de 70 a 200 euros. As multas podem ser substituídas por trabalho comunitário. 

Bem, vamos lá agora analisar o teor, ora vão licenciar arrumadores nos locais acima definidos, muito bem! Vejamos, na Rua Leão Penedo, Praça de Tânger, Praceta Brito Vale e Rua Cidade de Bolama não vai fazer grande diferença, será apenas o legalizar da situação existente.
No bairro do Centenário vai ser complicado, dado que é o unico estacionamento para quem mora na praceta Azedo Gneco e ruas adjacentes é um bairro de gente trabalhadora que não tem dinheiro para tar sempre a dar a moedinha, ou então ver o carro riscado, ainda por cima, agora a pedincha da moeda já ta legalizada.
Na estrada da penha não estou bem a ver onde é que podem por o arrumador, dado que é proibido estacionar dos dois lados. 
Na avenida da Republica... epah calminhaaaaa!!!! Trata-se de uma das avenidas mais nobres da cidade, onde passam os turistas e onde o estacionamento já é pago através de parquímetros. Aí não! Deviam era correr com os arrumadores todos que lá estão, que dão uma péssima imagem da cidade, mesmo degradante ali refastelados na relva, todos sujos e com mau aspecto, a pedir a moedinha e a incomodar os turistas. É essa a imagem que querem dar de Faro a quem vem de fora? Uma cidade cheia de mendicidade? Na zona mais nobre da cidade?
Em São Luís seria so legalizar a situação que já lá existe, portanto... nada de novo.
São Pedro, Carmo e Mouras velhas Idem. Aqui passa-se a mesma situação da Avenida da Republica. Dá uma péssima imagem a quem nos visita.
São Francisco... bem... em São Francisco nunca!!!! São Francisco é o parque gratuito por excelência da cidade, a quem vai a baixa, para quem vai fazer serviços, para quem vai trabalhar. Se se vai começar a ter arrumadores a ocupar a totalidade do parque (pq eles agora só ocupam a parte de cima) deixa de haver estacionamento gratuito e ai perde-se a vantagem competitiva do Parque de São Francisco, porque algumas pessoas quando vêm a baixa fazer compras, uma das poucas alternativas e deixar o carro em São Francisco e vir a pé pela rua de São Francisco e Manuel Belmarço direitinho a rua de Santo António. Para além das pessoa se sentirem invadidas e incomodadas com a presença dos arrumadores.
Penso que esta ideia de jerico vai ser mais uma paulada no já depauperado comércio da baixa!

Os gajos do Forum, com o seu estacionamento gratuito e livre de arrumadores, ai do primeiro que lá apareça, vem logo o segurança po-lo  a milhas. Neste caso até batem palmas de contentamento e dizem BIS BIS BIS!!! Com medidas destas a gente agradece!!!

Não há pachorra! Obriguem mas é esta gente a trabalhar!!! A Fagar que lhes de emprego a limpar as ruas, a lavar contentores, ou se for preciso nos serviços de saneamento, isso sim e trabalho honrado e em prol da cidade, ganhando dinheiro honesto e com o suor no rosto!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos
 
 

Presidenciais: Músicos do Algarve escrevem carta aberta a candidatos



A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), de Faro, que recebeu ordem de despejo do tribunal em fevereiro de 2010, enviou hoje uma carta aberta a todos os candidatos à Presidência da República.

O objetivo da iniciativa é que o candidato eleito Presidente da República saiba que o assunto vai estar em cima da mesa.

Em declarações à Lusa, Armindo Silva, dirigente da ARCM, explicou que a ação de despejo que a associação recebeu “é um atentado à Cultura em Faro” e não vão sair do local enquanto não existir uma alternativa.

Com o objetivo de elevar o problema cultural regional ao nível nacional, a ARCM já recolheu 3.200 assinaturas, mas quer chegar às 4.000 assinaturas para conseguir levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República.

Queremos que o próximo Presidente da República saiba que vai ter este assunto em cima da mesa”, acrescentou Armindo Silva.

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos foi criada em 1990, tem mais de 400 sócios e acolhe, em 18 salas de ensaio, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais da região algarvia.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, já afirmou a sua intenção de ajudar os artistas e acredita que a proposta feita pela Associação de Músicos – de ter um local na zona ribeirinha da cidade -, é possível de conciliar com o programa "Polis Ria Formosa" que está em curso.

A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto à estação de comboios, mas recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro que a obriga à desocupação do espaço que dará lugar a um empreendimento imobiliário de luxo.

A ação de despejo foi desencadeada pela empresa Cleber - Sociedade Imobiliária, a atual dona dos armazéns onde os músicos ensaiam e que custou cerca de dois milhões de euros aos antigos proprietários.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O falhanço da geração de 60

Falharam a vida, meninos

 Nas fotografias que gostam de mostrar têm o cabelo revolto e um ar de quem tem a certeza de tudo. São a chamada geração de 60, definição imprecisa mas prática por essa imprecisão que permite englobar nela muitos daqueles que foram jovens um pouco antes ou depois dessa década ícone para a geração que não só nos tem governado como também construiu o mundo imaginário onde vivemos.

Esse mundo onde público era sinónimo de justiça e gratuitidade rimava com solidariedade. Esse mundo onde governar bem equivalia a fazer cada vez mais promessas de redistribuição e onde o Estado passou a ser entendido como o grande doador. Esse mundo onde não haveria mais guerras porque tudo se resolveria pelo diálogo, esse mundo onde a corrupção era um problema dos outros, sobretudo daqueles que os tinham antecedido, porque eles eram puros.

A cada dia que passa, a cada pirueta sobre o empobrecimento de que não se deve falar porque parece mal e é populista abordar tal assunto, sobre os jornalistas que eram combativos e perseguidos quando escreviam sobre os conluios do poder doutros tempos e que agora passaram a ignorantes quando não a canalhas caso escrevam sobre as negociatas do poder de agora, sobre a emigração que outrora confirmava sermos um país sem esperança e que agora não interessa nada, sobre os tribunais cuja independência foi uma reivindicação até que eles temeram sentar-se no banco dos réus… pois a cada dia desses apetece-me mandá-los ler esse fabuloso final d”Os Maias donde foi retirado e adaptado o título desta crónica. Aliás, talvez sejam a última geração por largas décadas que em Portugal tem gosto literário que lhe permite ler Eça, pois as gerações seguintes, tendo frequentado aquilo a que a geração de 60 chamou escola inclusiva, multicultural, progressiva… etc. … etc., terão grandes dificuldades em ler algo que não lhes seja apresentado como muito fácil, muito giro e muito moderno. O que é sinónimo de não ler nada que valha a pena.

Na verdade talvez não seja necessário recorrer a Eça. Talvez baste imaginar aqueles questionários que, tal como acontece com o da Pública, perguntam aos escolhidos com que idade tomaram consciência de que tinham falhado na vida. Contudo creio que a geração de 60 nunca admitirá que falhou. Está-lhes na génese culpar os outros por tudo o que acontece: primeiro culparam os pais porque tinham perpetuado um modelo de família que achavam caduco e baseado na mentira. E quando eles mesmos amaram, odiaram, traíram e fizeram compromissos, como acontece a todo o Sapiens sapiens desde que o mundo é mundo, culparam o pai e sobretudo a mãe porque muitos anos antes não lhes tinham dito as palavras que eles achavam certas. 

Depois culparam o sistema das guerras e o capitalismo da pobreza. Enfim, no quotidiano, fosse ele o sexo ou a economia, havia sempre uma culpa que tudo explicava. Quanto ao mundo, havia essa culpa original do homem branco que estava sempre por trás dos massacres e das fomes. E ela, a tal geração de 60, assumiu-se como a apontadora de culpas.

Quando chegou a sua vez de serem poder viveram da culpa anos a fio, o que em Portugal nem sequer era difícil dado o carácter ditatorial do Estado Novo. Se lhes fosse possível teriam mantido Salazar empalhado para fazer dele um eterno bode expiatório. Na impossibilidade de tal acontecer levaram anos a descobrir salazares atrás de políticos ou propostas que não se acomodassem à sua forma de ver o mundo.

Talvez o primeiro momento em que a geração de 60 finalmente se sentiu adulta em Portugal tenha ocorrido quando constatou que a culpabilização do Estado Novo já não chegava para explicar o presente. Esse presente em que não há dinheiro para pagar as reformas que eles tinham garantido e que só por maldade não eram maiores e constantemente actualizadas. Esse presente em que os portugueses sustentam dois serviços de saúde, o dos seguros, à cautela, e o do Serviço Nacional de Saúde, o tal que tinha de ser universal e gratuito porque foi assim que esta geração o imaginou, primeiro no arrebatamento das greves académicas e depois na solenidade das reuniões maçónicas e que como bem se sabia não só não é gratuito como arranja agora estratagemas para excluir aqueles que já não chegaram a tempo. Esse presente em que a legislação sobre o emprego transformou os mais jovens em eternos tarefeiros a recibo verde. Esse presente em que ter bons resultados quer dizer que arranjámos quem compre um bocadinho da nossa dívida.

Quando a realidade se lhes impôs buscaram novos culpados que acrescentaram aos antigos: os culpados tanto podiam ser os grandes capitalistas como, no dia seguinte, os empresários de vão de escada. Os mercados cegos ou os investidores sem gosto pelo risco. A ânsia do lucro ou o atavismo da mediocridade do q.b. A defesa da competitividade ou o egoísmo a sobrepor-se ao igualitarismo. A falta de Europa ou o excesso dela. As decisões da senhora Merkel ou as indecisões da senhora Merkel. Os bancos que se endividaram para emprestar dinheiro a quem não podia pagar tais créditos sem avaliar os riscos dessas operações e os bancos que não querem correr o risco de nos emprestar dinheiro. Os pessimistas que influenciam negativamente as agências de rating sobre Portugal e as agências de rating que não se deixam influenciar pelos optimistas.

Todos os dias, semanas, meses e anos nos apontaram novos culpados. Aos culpados de sempre somaram ameaças globais – como as alterações de clima, a gripe A ou a escassez dos alimentos – e promoveram cruzadas que procuraram fazer de cada um de nós um convertido aos seus novos dogmas e que tanto abarcam aquilo a que chamam questões de género como o sal que se põe no pão.
No fim, acabámos cansados. Estourados de apontar tanta culpa alheia e perplexos perante o caos que entretanto se instalara à nossa volta. Tudo o que nos prometeram está agora em causa. E como é óbvio já o sabiam há muito tempo.

A geração de 60 será em Portugal uma das primeiras em décadas e décadas a ser sucedida por outras que viverão pior. O ano que agora acaba é aquele em que se tornou óbvio que falharam a vida, meninos. O que nos espera de agora em diante é constatar que para lá desse falhanço também lixaram a vida daqueles que vieram depois.
In: PÚBLICO via Blasfémias

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM BOM ANO PARA TODOS

O Blog Faro é Faro deseja a todos os leitores, amigos e inimigos um excelente...


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A PESCA DO BACALHAU



Caros,

Convido-os a ver um pequeno vídeo que não dura mais de 15 minutos sobre a pesca do bacalhau na Terra nova, em 1966, filmado a bordo do Santa Maria Manuela.

Era bastante dura a vida daqueles homens... a pescar 12 horas por dia naqueles doris, sujeitos a se perderem, a serem apanhados por uma onda grande, hipotermia, etc. 

Não há duvida... Platão dizia "Existem 3 tipos de pessoas, os mortos, os vivos e os que andam no mar". 
Tem toda a razão. Aqui está a prova.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO



Por:  Luís Soares de Oliveira

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO


Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me - ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada - dessa missão.

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país - Portugal - que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar - é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.




Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

Estoril, 18 de Abril de 2010
 

Luís Soares de Oliveira


Este texto chegou-me por email, enviado pelo meu amigo Álvaro, a quem agradeço. Realmente a situação do pais é vergonhosa, em outros tempos as pessoas sabiam o que eram compromissos, não gastavam a tripa forra, não se faziam obras megalómanas, mas apenas aquelas que o pais precisa. Hoje reparo para o que se passa e vejo as obras do parque escolar, as autoestradas, o TGV, enfim, obras que se realizam para manter os empreiteiros "do regime" a rodar as custas do esforço da população em geral.

Meditemos então nas palavras de Luis Oliveira, enquanto não percebermos que não podemos viver de mendicidade, que temos de baixar o nível de vida de acordo com a riqueza que o pais produz e honrar os nossos compromissos não vamos a lado nenhum, venham lá quantos PECs quiserem.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Andam os pais a pagar um curso aos filhos para isto!!!!

Sem comentários!!!

DEMOLIÇÃO DO PAVILHÃO DA TOMÁS CABREIRA

Iniciou-se a demolição da Escola Secundária Tomás cabreira.

Guardem bem estas imagens... em breve... nada será como dantes!





Video cortesia do blog Faro para a coisa

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ex-Ministro Grego dos Transportes levou porrada de cidadãos


Caros,

O Ex-Ministro dos Transportes grego foi violentamente agredido por populares quando saia do parlamento.

Amigos, se isto não é "democracia directa", não sei o que lhe chamar!!! eheh...

Há muito governante português que merecia tratamento semelhante... 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Doca de Faro em 1970

Aqui fica mais umas fotos para recordamos a nossa cidade nos idos anos 70.

Reparem como a doca estava vazia, eram só saveiros e umas barcaças. Agora está cheia!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A "bananização" do País

Por Carlos Alberto Amorim, no DN a 22/12

Temos pouco que celebrar neste Natal. Continuamos a ser o povo mais mal governado do mundo de que julgamos fazer parte. Persistimos em vícios de exercício do poder, como um centralismo endémico e uma irremediável compulsão para malbaratar os dinheiros públicos que não temos. A corrupção medra, entrelaçando-se com a normalidade existencial, e já quase nem serve de notícia. O mérito é desdenhado e o sentido do que está certo ou errado confunde-se, embaciado, por entre os exemplos e os dizeres adocicados dos homens públicos. As altas patentes da justiça esforçam-se por agradar e proteger os detentores do poder. A educação é confeccionada em prol dos rankings, sobretudo daqueles que enaltecem o "eduquês" e que, por exemplo, referem o menor número de retenções (o vocábulo politicamente correcto para as reprovações ou chumbos) como a comprovação de que tudo está a melhorar - como se o facto de os professores serem permanentemente desencorajados de reprovar quem pouco ou nada sabe anunciasse alguma qualidade acrescida no ensino.
Cada vez mais, Portugal, tragicamente iludido por se quedar na Europa, conduz-se como se fosse um Paraguai qualquer. Independentemente daquilo que a geografia mostra ou a história nos ensina, hoje, o País revela uma irrefreável vocação terceiro-mundista.
As finanças estão mal, todos o sabemos, mas o caminho em que resvalamos é bem mais largo do que o carreiro das matérias económicas.
Há mais de vinte anos que somos governados em nome da serenidade e através de uma obsessão pela concórdia nas decisões públicas. O regime, após algumas doenças menineiras, assentou a sua autodefesa no paradigma da indiscutibilidade do consenso como ins- trumento que tudo podia. Criou-se o padrão de nunca querer fazer ondas perante os crescentes desmandos públicos, instalou-se a confusão, pouco democrática, entre a diversidade de opiniões e as divisões negativas e insuperáveis. Aos poucos, fez-se a sublimação do unanimismo quanto às questões exibidas como essenciais do regime. O mero esforço de discussão daquilo que era tido como inquestionável arrastava a possibilidade do anátema sem retorno.
Cientes dessas regras do jogo, os políticos acomodaram-se e a nossa sociedade desinformada e pouco participativa imitou-os, aliviada. Ninguém mais ousou inovar em campo algum por onde se espraia a governação. Os velhos dogmas foram sendo repetidos tautologicamente, num ritual mecânico e inconsequente. Governos de cores políticas diferentes aplicaram teimosamente receitas iguais mesmo quando estas já transbordavam antecipadamente a desgraça - desde a Expo'98, ao Euro 2004, às parcerias público-privadas, ao plano de barragens caro e pouco proveitoso, às auto-estradas do "lá vem um" e que não levam a lado nenhum, à irresponsabilidade dos submarinos, à criação de uma vasta clientela de subsidiodependentes, à loucura do TGV, ao crescimento desmesurado da administração.
Os poucos que refutavam estes trilhos eram apelidados de "tremendistas" eivados de má--fé ou de pessimis- tas militantes. Os órgãos de controlo do Estado, desde essas pomposas inutilidades denominadas presidentes da República até às entidades que vigiam as derrapagens públicas, limitaram-se a avisos ténues e sibilinos, quando não alimentaram os piores equívocos.
Chegámos onde estamos por culpa nossa, e não de qualquer tempestade gerada noutras paragens e à qual somos alheios (esta apenas dilatou os males que já cá estavam). Fomos e somos mal governados e aceitamos o facto com uma quietude bovina.
Foi o mito da "serenidade" que nos trouxe até aqui e é a inacção em que estacionámos que nos está a impedir de rompermos com este rumo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal

O blog Faro é Faro deseja a todos os leitores, amigos e inimigos um feliz dia de Natal, na companhia de quem mais amam!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O vento arrancou o tronco de uma das palmeiras da doca de Faro

Caros

Anteontem, na noite que choveu torrencialmente e ventou brutalmente, o que restava desta  palmeira já morta pelo escaravelho soçobrou e partiu-se.
Realmente o tronco por dentro encontrava-se todo carcomido e em mau estado, não apresentando a necessária robustez mecânica para se encontrar na via pública.
Questiono agora como se encontrarão as demais palmeiras que foram atacadas pelo dito escaravelho, que já não tendo rama para comer, comeu o tronco até mais não. 

Não será que a Fagar devia decepar imediatamente essas palmeiras dado que caso aconteça situação semelhante estas podem cair sobre viaturas provocando danos avultados, coisa que não teria de acontecer se a Fagar cumprisse com o seu dever e as suas obrigações.

Façam o favor de remover este tronco e de cortar as demais palmeiras em situação semelhante para evitar estragos futuros.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Perolas da Arquitectura Farense

Tubos de Recolha de Agua Pluvial no Edifício Ria Formosa (Junta de Freguesia de São Pedro)



Caros,

Ia passando e quando olhei para a fachada deparei-me com esta lindo brinde. Sim senhor, grande arquitecto que soube bem compatibilizar a fachada principal de um edifício numa rua nobre da cidade (Av. da Republica) com a implantação do sistema de escoamento de aguas pluviais.

Então não é que o energumeno arquitecto arquitonto, em vez de embeber o tubo ou criar uma caixa a seguir a laje do 2 piso (sacada) no prolongamento desta para colocar toda a tubagem e demais instalações técnicas... não, deixa tudo à vista. Quem olha para aquilo pensa... será que se esqueceram do tubo de plúvia e depressa arranjaram uma solução de "desenrascanço"?? se não é... parece!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

"Prenda Tóxica" contra portagens

COMISSÃO DE UTENTES ENTREGA "PRENDA TÓXICA" AO GOVERNO


Seis representantes da Comissão de Utentes da Via do Infante trajados com batas, capacetes, óculos e auscultadores entregaram hoje no Governo Civil um presente de Natal “envenenado” para contestar a introdução de portagens naquela estrada.

Numa acção surpresa, os seis homens tencionavam entregar à Governadora Civil de Faro uma caixa negra ilustrada com um símbolo alusivo à morte e onde se podia ler “contém chip”, mas acabaram por ser recebidos pelo chefe de gabinete.

“Esta oferta de Natal é tóxica, explosiva e liberta substâncias nocivas para a economia regional”, ironizou António Almeida, membro da comissão, que diz esperar que o conteúdo da caixa fique “congelado durante décadas”.

Dentro da caixa estava um chip dourado, uma t-shirt para a Governadora Civil com a inscrição “Portajar a Via do Infante é dar mobilidade ao acidente” e um conjunto de trabalhos que envolveram técnicas como a colagem e a pintura.

“Estavam também fragmentos da bandeira do partido político no poder onde se lê 'mentiu', uma planta aérea de Loulé com a indicação de a EN125 é uma rua e desenhos de cruzes com a inscrição do número 125”, disse António Almeida.

O facto de apresentarem uma indumentária de proteção tem a ver com o “alerta para o risco potencial da introdução de portagens na Via do Infante”, já que portajar aquela via é “adiar o desenvolvimento da região”.

Quanto ao hipotético “chip” que o grupo entregou no Governo Civil, António Almeida diz esperar que essa hipótese esteja “só na cabeça do engenheiro Sócrates e de Pedro Passos Coelho” já que não passa de uma hipótese “tonta”.

“Temos direito à mobilidade com segurança para poder governar as nossas vidas e construir o progresso”, resume, lembrando que a construção da Via do Infante permitiu o decréscimo dos acidentes mortais na EN 125.

“Portajar a Via do Infante prejudica todo o comércio e afasta muitos turistas da região, especialmente os espanhóis”, sublinha.

Texto: Região Sul Online

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Plano-Inclinado: O sonho do 25 de Abril

Caros,

Aqui vos deixo mais uma adição do programa Plano Inclinado. Fantástico como sempre.

Tema muito pertinente... Afinal Abril... que promessas ainda estão por cumprir, porque estamos numa situação cada vez mais de miséria. Há fome nas ruas, estamos a voltar ao tempo anterior ao golpe de estado, em que as vezes meia dúzia de sardinhas tinham de alimentar uma família. Que pais queremos? Que legado vamos deixar? Aproveitamos bem as oportunidades?

Esclareça tudo isso no vídeo que vos deixo.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pobreza Envergonhada

Caros,

Recebi este texto por email, retirado do blog Aventar, que ilustra bem a situação dramática que algumas famílias vivem nos dias de hoje.

Penso que seria uma boa iniciativa este Natal, em vez de andarmos a gastar dinheiro a rodos em coisas supérfluas, que passado uns tempos ficam ao canto, reservem um pouco e ajudem aquela vosso vizinho que sabem que passa fome, oferecendo-lhe comida, alguma roupa, ou simplesmente oferecendo o ouvido para ele poder desabafar o que lhe vai na alma.

Tenho falado com bastante gente sobre isto e as historias que tenho ouvido (historias reais) aqui na cidade de Faro são de arrepiar, e não vejo ninguém preocupado. 

Enfim... aqui fica o texto para vossa reflexão.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

FELIZ NATAL

O Blog Faro é Faro deseja a todos os leitores, amigos e inimigos um Feliz Natal de 2010!!!!

Que o Pai Natal traga a todos aquilo que mais desejam... São os meus sinceros votos para este Natal.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Wikileaks ou Wikirebels???

Agora que se fala tanto na Wikileaks, aqui vos deixo o documentário Wikirebels, de modo a se conhecer melhor esta organização.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

TERTULIA - O estado das contas Portuguesas


Caros,

Quero convida-los a participar nesta tertúlia que se vai realizar no Pátio das Letras, dia 16 as 22 Horas em que se vai debater o estado da economia nacional.

Vai contar com a presença do Dr. Efigénio Rebelo, do Prof. Mendonça Pinto e ainda do Eng. Macário Correia.

Não deixem de ir, e aproveitem dado que o tema e economia e contas públicas, para interrogar o Presidente Macário sobre o recente plano de solvabilidade da Câmara de Faro. Não desperdicem a oportunidade.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Plano Inclinado: A CRISE


Mais  uma edição do programa inclinado com a participação de Medina Carreira, Mário Crespo e como convidado desta semana, Dr.Pedro Ferraz da Costa.

Um programa bastante pertinente!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos