segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O POLVO CONTRATACA!!!

Caros,

Como já vai sendo habito, o Sr. António Terremoto, é um verdadeiro terremoto (pelos menos para os lados da Valentina Calixto) no que toca a por o dedo na ferida nos problemas relacionados com a Ria Formosa.

Desta vez seguiu para Bruxelas uma denuncia dos mandos e desmandos da ARH no que toca a abertura das barras e alimentação de praias com areia, sem que para tal tenham sido efectuados quaisquer estudos, ou se foram, não são conhecidos os seus pressupostos.

Tenho a certeza absoluta, tal como já aconteceu à pouco tempo que Bruxelas vai ouvir o Sr. António Terremoto tal como já aconteceu na questão das ETARS, que Bruxelas instaurou um processo a Portugal.

Bem haja, Sr. António Terremoto, de-lhes com força, que o polvo já está com os tentáculos todos torcidos e com as ventosas todas afanadas... não tarda muito está na panela de pressão... estufado!!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Olhão, 5 de Dezembro de 2010
À
Comissão Europeia
Direcção-Geral do Ambiente
1049 Bruxelles
Belgique
V. Ref: CHAP(2010)2145 /EU PILOT 1273/ENVI
Acuso a recepção da V. carta datada de 22. 11. 2010, cujo conteúdo contesto nos seguintes termos:
1- As autoridades nacionais justificam as suas acções com a legislação nacional, quando o que está em causa é a legislação comunitária, o que pressupõe desde logo que as respectivas transposições não são executadas da forma mais adequada.
2- Ainda assim, cabe-me dizer que o Estado português , procedeu à elaboração dos Planos de Ordenamento das Área Protegidas, nomeadamente os da Orla Costeira, em toda a sua extensão nacional sem ter procedido à Avaliação Ambiental Estratégica a que estaria obrigado se atempadamente tivesse procedido à transposição da Directiva nº 2001/42/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, e o Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-V. R. S. António é um deles.
3- Ao invocar a legislação nacional, as autoridades portuguesas deveriam ter em conta, não apenas a parte que lhes interessa, mas toda a legislação, como por exemplo a Lei nº 64/93, que estabelece o Regime Jurídico de Incompatibilidades e Impedimentos de Titulares de Cargos Políticos e de Altos Cargos Públicos e determina o impedimento daquelas autoridades de servir de arbitro ou perito, em qualquer processo em que intervenha o Estado e demais pessoas colectivas publicas, pelo que o Instituto de Conservação da Natureza, e a ARH estariam impedidos de se pronunciar sobre a matéria em apreciação.
4- Vejamos então o que diz o POOC na SUBSECÇÃO I, Praias, artigo 23º, nº 5:
-A realização de operações de alimentação artificial de praias fica sujeita às seguintes regras:
a) Os trabalhos são definidos através de estudos e projectos específicos e devem incluir a respectiva monitorização a aprovar pela entidade competente;
5- É falso que a intervenção esteja programada no POOC e muito menos que preveja a alimentação artificial das Praias de Quarteira/Forte Novo a um ritmo de 200.000m3 por biénio. As autoridades portuguesas andam confusas e devem ter lido outro plano de ordenamento que não o constante da Resolução do Concelho de Ministros nº 103/2005. Convido a Comissão Europeia a instar as autoridades portuguesas a pronunciar-se sobre que articulado fundamentam as suas declarações, que as considero erradas e de má-fé. A intervenção permitiu a reposição de 1.250.000 m3 de areia, valor muito acima do declarado pelas autoriades.
6- De qualquer forma, conclui-se da leitura da alínea a) que seriam necessários estudos e projectos específicos, dos quais ninguém tem conhecimento a não ser as autoridades portuguesas.
7- Quanto à relocalização da Barra da Fuzeta, vêm as autoridades divagar sobre o galgamento oceânico, que abriu uma nova barra, no enfiamento do canal de navegação. Tais declarações visam distorcer a verdade dos factos, pois no lado norte da Ilha da Armona, e em toda a sua extensão, existe e sempre existiu um canal de navegação. Em estudos realizados pela Universidade do Algarve datados de 2004, era previsível aquele galgamento e consequente abertura da barra, encerrada artificialmente, seu ponto de origem.
8- A área balnear que agora serve de justificação é, no contexto das migrações das barras de areia, tão móvel quanto as barras pelo que carece de fundamentação. E ainda menos sentido faz falar no risco para a segurança de pessoas e bens. Primeiro, porque bens já não existem em cima da ilha; segundo porque as pessoas procuram precisamente a barra por ter mais corrente e renovação de agua.
9- A obra efectuada, e que está a ser objecto de forte contestação por parte da comunidade piscatória local, já que a barra aberta artificialmente aberta põe em risco quem vive da faina piscatória , não está prevista no POOC pelo que convido a Comissão Europeia a instar as autoridades a enunciar em que artigo se prevê tais obras.
10- Vêm as autoridades portuguesas invocar a situação de emergência para rematar a sua fundamentação, o que me parece completamente despropositado. A invocação de declaração de emergência tem de ser fundamentada e até hoje é desconhecida qualquer fundamentação nesse sentido pelo que convido mais uma vez essa Comissão a instar as autoridades nacionais a mostrar os seus fundamentos.
11- Quanto à abertura da Barra de Cacela, as autoridades nacionais mais uma vez fogem ás suas responsabilidades. De facto a agitação marítima provocou a enchente do delta de enchente de maré. Admito uma intervenção de emergência, mas nunca a opção encontrada, até porque na oportunidade tive o cuidado de documentar que a mesma fora encomendada. O Plano de Ordenamento da Ria Formosa actual e também o anterior previam um plano anual de dragagens, como forma de evitar situações como a que se viveu na Península de Cacela. A negligência e a incúria das autoridades nacionais com particular ênfase para o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade nesta matéria é gritante. De qualquer forma, a migração das barras indica o movimento Oeste/Este pelo que a abertura desta barra no extremo Este da Península de Cacela está condenada ao fracasso. Às autoridades nacionais não restava outra solução que a dragagem da Barra do Lacem ou deslocalizá-la ainda mais para Oeste.
12- Por outro lado, estas intervenções foram executadas ao abrigo do Programa Polis Litoral da Ria Formosa, cujo Relatório Ambiental estava sujeito à Avaliação Ambiental Estratégica previsto na Directiva nº 2001/42/CE.
13- A Avaliação Ambiental Estratégica prevê um conjunto de procedimentos que as autoridades nacionais omitiram, habituadas que estão à violação sistemática da legislação ambiental, dela fazendo mera retórica.
14- Assim as autoridades disponibilizaram o Relatório Ambiental e procederam à Consulta Publica do mesmo. Estavam, porem obrigadas à elaboração de uma Declaração Ambiental, na qual constaria:
- As observações apresentadas durante a consulta publica realizada e os resultados da respectiva ponderação, devendo ser justificado o não acolhimento dessas observações.
A informação sobre a forma como foi elaborada a Declaração Ambiental, deveria ser publicada na pagina da internet da entidade responsável, o que não aconteceu, pelo que não pode ser dado como concluído o processo de Avaliação Ambiental Estratégica do Relatório Ambiental do Programa Polis Litoral da Ria Formosa.
15- A utilização dos dinheiros públicos sejam nacionais ou comunitários não podem ser objecto de decisões ou acções com fundamentos contrários ao respectivo Direito.
16- Analise à luz de:
Directiva do Conselho nº 85/337/CEE de 27/06/1985 (Documento 1433 Versão 3, em vigor desde 26-05-2003)
Título: Projectos públicos e privados no ambiente
Descritores: Gestão e planeamento do ambiente, Avaliação dos impactes sobre o ambiente, Estudos de Impacte Ambiental, Princípio da Prevenção, Princípio da Precaução, Princípio do poluidor-pagador, Dano ambiental
Com as alterações introduzidas por:
31997L0011
Directiva 97/11/CE do Conselho de 3 de Março de 1997 que altera a Directiva 85/337/CEE relativa à avaliação dos efeitos de determinados projectos públicos e privados no ambiente
Jornal Oficial nº L 073 de 14/03/1997 p. 0005 - 0015
Artigo 2°
1. Os Estados-membros tomarão as disposições necessárias para garantir que, antes de concedida a aprovação, os projectos que possam ter um impacte significativo no ambiente, nomeadamente pela sua natureza, dimensão ou localização, fiquem sujeitos a um pedido de aprovação e a uma avaliação dos seus efeitos. Estes projectos são definidos no artigo 4.°.
2. A avaliação do impacto no ambiente pode ser integrada nos processos de aprovação dos projectos existentes nos Estados-membros, ou na falta deles, noutros processos ou em processos a estabelecer para responder aos objectivos da presente directiva.
«3. Sem prejuízo do disposto no artigo 7º, os Estados-membros podem, em casos excepcionais, isentar um projecto específico, na totalidade ou em parte, das disposições previstas na presente directiva.».
Neste caso, os Estados-membros:
Examinarão a conveniência de outras formas de avaliação;
b) Colocarão à disposição do público interessado a informação recolhida através das outras formas de avaliação nos termos da alínea a), a informação relativa à isenção e os motivos para a concessão da mesma,
informarão a Comissão, antes de concederem a aprovação, dos motivos que justificam a isenção concedida e fornecer-lhe-ão as informações que porão, sempre que aplicável, à disposição dos seus nacionais.
«Artigo 4º
1. Sem prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 2º, os projectos incluídos no anexo I serão submetidos a uma avaliação nos termos dos artigos 5º a 10º
2. Sem prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 2º, os Estados-membros determinarão, relativamente aos projectos incluídos no anexo II:
a) Com base numa análise caso a caso;
ou
b) Com base nos limiares ou critérios por eles fixados;
se o projecto deve ser submetido a uma avaliação nos termos dos artigos 5º a 10º
Os Estados-membros podem decidir aplicar os dois procedimentos referidos nas alíneas a) e b).
3. Quando forem efectuadas análises caso a caso ou fixados limiares ou critérios para efeitos do disposto no nº 2, serão tidos em conta os critérios de selecção relevantes fixados no anexo III.
4. Os Estados-membros assegurarão que a decisão adoptada pelas autoridades competentes ao abrigo do nº 2 seja disponibilizada ao público.».
Anexo II
PROJECTOS ABRANGIDOS PELO N.º 2 DO ARTIGO 4.°
10. Projectos de infra-estruturas
k) Obras costeiras destinadas a combater a erosão marítimas tendentes a modificar a costa como, por exemplo, construção de diques, pontões, paredões e outras obras de defesa contra a acção do mar, excluindo a manutenção e a reconstrução dessas obras.
ANEXO III
CRITÉRIOS DE SELECÇÃO REFERIDOS NO Nº 3 DO ARTIGO 4º
2. Localização dos projectos
Deve ser considerada a sensibilidade ambiental das zonas geográficas susceptíveis de serem afectadas pelos projectos, tendo nomeadamente em conta:
- a riqueza relativa, a qualidade e a capacidade de regeneração dos recursos naturais da zona,
- a capacidade de absorção do ambiente natural, com especial atenção para as seguintes zonas:
a) zonas húmidas,
b) zonas costeiras,
d) reservas e parques naturais,
e) zonas classificadas ou protegidas pela legislação dos Estados-membros; zonas de protecção especial designadas pelos Estados-membros, nos termos das Directivas 79/409/CEE e 92/43/CEE,
f) zonas nas quais as normas de qualidade ambiental fixadas pela legislação comunitária já foram ultrapassadas,
3. Características do impacte potencial
Os potenciais impactes significativos dos projectos deverão ser considerados em relação aos critérios definidos nos pontos 1 e 2 supra, atendendo especialmente à:
- extensão do impacte (área geográfica e dimensão da população afectada),
17- Na transposição da Directiva para o Direito interno no nº 10, alínea k) do Anexo II do Decreto-Lei 69/2000, as autoridades nacionais adulteram o espírito da Directiva quando escrevem Obras costeiras de combate à erosão marítimas, tendentes a modificar a costa, como, por exemplo, diques, pontões, paredões e outras obras de defesa contra a acção do mar, quando não previstos em plano de ordenamento da orla costeira….
!8- Com este expediente, e tendo em conta que os planos de ordenamento da orla costeira não foram objecto da Avaliação Ambiental Estratégica, as autoridades nacionais arrogam-se o direito de executar todo o tipo de intervenção fugindo à Avaliação de Impacto Ambiental em Zonas de Elevada Sensibilidade, e que constam dos critérios referidos no nº 3 do artigo 4º da Directiva em questão.
19- Aliás as isenções estão previstas no nº3 do artigo 2º que define quanto aos procedimentos a ter e incumpridos pelas autoridades nacionais.
20- As isenções serão analisadas caso a caso ou com base em limiares ou critérios pré-definidos pelos Estados membros, o que não se vislumbra no Plano de Ordenamento Vilamoura/Vila Real de Santo António ou em qualquer outra legislação.
21- No preambulo do Decreto-Lei 197/2005, pode ler-se a dado passo: Procede-se à transposição parcial da Directiva nº 2003/35/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Maio, relativa à participação do publico na elaboração de certos planos e programas relativos ao ambiente, na parte que altera a Directiva nº 85/337/CE, do Conselho, de 27 de Junho, alterada pela Directiva nº 97/11/CE, do Conselho, de 3 de Março.
22- Pelo que se me afigura mais que legitima a participação do publico, o que vem sendo negado pelas autoridades nacionais e é objecto de contestação da população local.
23- Do exposto, parece-me que as autoridades nacionais violam as Directivas 2001/42/CE, 85/337/CE, 97/11/CE e 2003/35/CE, pelo que defendo a suspensão dos apoios comunitários até à reposição da legalidade, que passa, obviamente pela participação do publico no processo de decisão.
Com os meus cumprimentos, sou
António Manuel Ferro Terramoto

Fuseta: - Barra nova já fechada

Os pescadores da Fuseta avisaram e o mar deu-lhes razão. A nova barra, aberta oficialmente há uma semana, ficou sem condições de navegabilidade, depois de a forte ondulação ter danificado uma parte do canal.




Depois de ter sido aberta ao tráfego marítimo, na sexta-feira, com pompa e circunstância pela Sociedade Polis Ria Formosa, que garantiu a navegabilidade em segurança, apesar dos protestos dos pescadores, que manifestaram opinião contrária, insurgindo-se contra a obra na qual foi investido quase um milhão de euros, a nova barra da Fuzeta, no concelho de Olhão, acabou por ser encerrada, ontem, devido ao assoreamento como consequência do mau tempo. 

Numa reunião marcada para hoje, em Faro, os pescadores vão exigir à presidente da Sociedade Polis Ria Formosa, Valentina Calixto, que sejam efectuadas novas alterações, com dragagens para desassorear o canal e desta vez, pelo menos, até três metros de profundidade, além da construção de uma barra fixa, com pontões de pedra, como sempre defenderam.

"O mau tempo nos últimos dias veio dar-nos razão ainda mais cedo do que esperávamos. A nova barra coloca em risco a nossa actividade. Agora, para pescarmos vamos ver o que conseguimos fazer ao tentar sair para o mar através daquele buraco que abriram ao meio da ilha da Fuzeta, que não tem condições de segurança. Para fazerem o que fizeram, mais valia não terem feito nada. Os técnicos sabem mas é do ponto de vista deles, apenas do papel. Querem que a gente vá acreditando, mas de promessas estamos fartos", disse ao DN José Romeira, tripulante da embarcação Bela Princesa, receando a ocorrência de mais acidentes mortais naquela zona, como se verificou há anos. No porto da Fuzeta estão registadas cerca de 70 embarcações de pesca, que se dedicam sobretudo à captura de polvo e marisco. 


Conforme eu já havia escrito neste post, Pescadores da Fuzeta dizem que a nova barra é um “cemitério”e ainda neste post com o vídeo da inauguração, Valentina Calixto inaugura a nova Barra da Fuseta, bem como nos diversos posts do blog Olhão Livre, nomeadamente FUSETA, QUE SORTE A DO LEAL E DA BARRA? e ainda Barra da Fuzeta, 1 milhão de euros para a abertura de um cemitério, veio-se ontem a confirmar que tudo o que foi aqui afirmado estava correcto.

A barra está literalmente fechada, e já é impossível navegar, dentro em breve deixará de existir.

Entretanto foi gasto 1 milhão de euros que durou 1 semana. E quem é responsabilizado? Eu bem dizia no meu post que achava que era um desperdício e que não ia durar 1 semana, acertei em cheio.

Isto só vem provar os desmandos e a maluquice e corrupção que anda na cabecinha destas pessoas que nos governam e de quem está por detrás destas. Vergonhoso

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

plano-inclinado: Orçamento de Estado


Caros,

Mais uma excelente edição do programa Plano Inclinado, com Mario Crespo, Medina Carreira e o convidado João Cantiga Esteves.

Uma edição que é obrigatorio ver.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 4 de dezembro de 2010

Crianças portuguesas são as mais pobres



De 24 países analisados pela UNICEF, Portugal é o que apresenta maior taxa de pobreza das crianças, mesmo após a atribuição de subsídios. Significa isto que os apoios sociais são demasiado pequenos ou o esforço do Estado não será transversal à família dos menores. 

Os subsídios estatais de apoio aos menores e às suas famílias, destinados a combater a pobreza infantil em Portugal, não são os suficientes, nem os mais indicados, para inverter a dimensão deste flagelo social. A conclusão consta no estudo da UNICEF "As crianças que ficam para trás", que analisou as desigualdades entre 24 países que integram a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o relatório, que se reporta a dados de 2008, Reino Unido, Irlanda e Hungria até têm a taxa de pobreza infantil mais alta antes da atribuição de apoios sociais. Aí, Portugal surge em quarto lugar. Porém, nesse campo de análise, compara-se o que acontece a esse grau de indigência após a atribuição de subsídios estatais aos menores (abonos) ou às suas famílias (Rendimento Social de Inserção). E o cenário é negro para Portugal: enquanto nos outros três países a pobreza diminui acentuadamente - no caso da Hungria desce mais de dois terços -, por cá, mesmo com apoios, a pobreza infantil baixa apenas um quinto (de 22% para 18%).

Elaborado pelo Centro de Estudos Innocenti, o documento coloca nos lugares cimeiros a Finlândia, os Países Baixos (Holanda) e a Suécia. Aliás, a Finlândia (em 1º lugar) ou a França (em 7º) apresentam uma taxa de pobreza infantil, antes de apoios, tão alta quanto a de Portugal. Mas a eficácia das políticas sociais é substancialmente diferente da de Lisboa.

"As crianças que ficam para trás" - o nome deve-se ao método estatístico usado - aponta a importância de as medidas de protecção social se moldarem à pobreza em geral, ao desemprego e à crise económica. Isto é: para uma família com crianças o apoio tem de ser transversal e não se circunscrever ao menor.
A UNICEF frisa o aumento da percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) que os países investem neste combate. Mas, até nesse campo, Portugal sai mal no retrato. Vejamos: cerca de 1,4% no gasto público com as famílias - abaixo deste valor só o Reino Unido. Depois, o Reino Unido é o que mais gasta em subsídios familiares e Portugal ainda desce mais na escala, com 0,8% do PIB.

Algo positivo? Sim. Os meninos portugueses foram os que se queixaram menos de problemas de saúde e os que comeram mais legumes e fruta. Resultado: na área da Saúde, Portugal alcançou o 3º lugar nessa área. No geral, ficou situado no terceiro grupo de países, entre os cinco existentes.

In: Jornal de Noticias

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Assembleia Municipal dia 7 de Dezembro as 21:30

EDITAL Nº. 07/2010
Luís Manuel Fernandes Coelho, Presidente da Assembleia Municipal de Faro.........................................................................................................................................
Torna público que está marcada uma sessão extraordinária desta Assembleia
Municipal, a realizar no dia 07/12/2010 (terça-feira), pelas 21.30 horas, no Salão
Nobre dos Paços do Município, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Período Antes da Ordem do Dia.
2. Actualização da Tabela de Taxas por consequência legal do desequilíbrio
financeiro estrutural declarado pelos órgãos do Município – Proposta nº.
262/2010/CM.
3. Destaque de uma parcela de terreno destinada a equipamento (Estação de
Serviço – Posto de Combustível) e alienação em hasta pública – Proposta nº.
246/2010/CM.
4. Projecto de Regulamento do Exercício da Actividade de Arrumador de
Automóveis do Município de Faro – Proposta nº. 232/2010/CM.
5. Projecto de Regulamento de Cedência, Utilização e Segurança de Equipamento
Técnico do Município de Faro – Proposta nº. 226/2010/CM.
6. Período de intervenção destinado ao Público.
A.M. Faro, 26/11/2010
O Presidente da Assembleia Municipal
Luís Manuel Fernandes Coelho


Exorto todos os farenses de alma e coração a comparecer a esta Assembleia Municipal e a colocar todas as duvidas, questões e constatações directamente ao Eng. Macário. Vamos la ver se desta vez ele continua a esconder-se por detrás do écran do portátil e sem olhar as pessoas que o estão a interpelar nos olhos, ou na galhofa com o Prof. Bacalhau.
Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Morreu Hernani Lopes

Ernâni Lopes morreu, aos 68 anos, vítima de doença prolongada, no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa. O corpo do economista vai estar em câmara ardente na igreja das Mercês, em Sintra, onde se vai realizar uma missa de corpo presente esta tarde, às 19h30. Ernâni Lopes era ministro das Finanças na altura em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) interveio em Portugal.

Ernâni Lopes, que admitiu em 2006 sofrer de linfoma, era actualmente director e professor do Instituto de Estudos Europeus da Universidade Católica e sócio-gerente da consultora SaeR, mas ficou conhecido dos portugueses pela sua passagem pelo Governo do bloco central liderado por Mário Soares (1983 a 1985), onde desempenhou o cargo de ministro das Finanças.

A difícil situação económica e financeira que a economia portuguesa vivia na altura, com um endividamento face ao exterior a atingir um dos valores mais altos, originou a intervenção do Fundo Monetário Internacional, levando o então ministro Ernâni Lopes a aplicar um plano de austeridade.

O economista ficou mais conhecido dos portugueses pela sua passagem pelo Governo do bloco central, liderado por Mário Soares (1983 a 1985), onde desempenhou o cargo de ministro das Finanças, tendo sido em 1984 o responsável pela finalização do processo de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE).

A difícil situação económica e financeira que a economia portuguesa vivia na altura, com um endividamento face ao exterior a atingir um dos valores mais altos, originou a intervenção do Fundo Monetário Internacional, levando o então ministro Ernâni Lopes a aplicar um plano de austeridade.

Além das matérias económicas e europeias, Ernâni Lopes tinha outras áreas de interesse, tais como a defesa, a religião e as relações portuguesas com África.

O gosto por estes assuntos foi cultivado desde a sua formação. Licenciado em Economia em 1964 pela Universidade Técnica de Lisboa, Ernâni Lopes cumpriu serviço militar na Armada, como oficial da Reserva Naval.

O ex ministro também leccionou na Universidade Técnica de Lisboa, entre 1966 e 1974, e doutorou-se em economia em 1982, pela Universidade Católica. Ernâni Lopes também passou pelo Banco de Portugal, tendo sido seu consultor económico entre 1985 e 1989.

Deixo-vos aqui uma das suas ultimas apresentações públicas, no programa Plano Inclinado, com Henrique Medina Carreira, Mário Crespo e João Duque, foram dois belíssimos programas em que com mestria fez o diagnostico a situação do pais e apresentou soluções para sairmos da buraco em que nos metemos. Vale a pena ver.

Sem duvida, um grande português.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos




quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A "QUEDA" de José Socrates: - Hilter reage ao aumento de impostos em Portugal

O HINO DA RESTAURAÇÃO

Caros,

Hoje comemora-se o dia da Restauração da independência, quem em boa hora em 1640, nos libertámos do domínio espanhol.

Aqui vos deixo o Hino Nacional Português da Restauração, que apenas seria mais tarde substituído no séc XIX pelo Hino da Carta.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

ILUMINAÇÃO DE NATAL EM FARO





Foi já instalada a iluminação de Natal em Faro. Este ano a iluminação tem um gosto algo discutível,predominando os tons de azul.

Novamente, voltamos a forrar o chão com a maldita carpete... este ano em vez do normal tom vermelho natalicio, foi um azulado (será azul-crise??). No dia em que tirei esta fotografia tinha chovido de manhã e a passadeira estava ensopada o que a tornava num perigo mortal. Escorregava como sabão, o que poderia fazer com que um transeunte mais incauto pode-se cair e partir uma bacia, partir uma perna, um braço, etc.

Com uma calçada portuguesa tão bonita, não sei quem foi o GENIO que se lembrou em forrar as ruas da baixa com esta carpete horrorosa, que alem de feia e descaracterizadora, foi cara e é perigosa.

Senhores... tanto dinheiro mal gasto!!!!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

DESFILE SILENCIOSO EM DEFESA DA ASSOCIAÇÃO R. C. MUSICOS

O FARO É FARO APOIA A ACRM NA MANIFESTAÇÃO CONTRA O ENCERRAMENTO!!!


Estou a estranhar a atitude do Eng. Macário Correia, é vergonhosa!!! Uma associação destas que tem contribuído para o desenvolvimento cultural e artístico da nossa cidade, que não é subsidio-dependente porque gera receitas próprias e faz um trabalho meritório que pode ser considerado de serviço publico, ser tratada desta maneira? PORRAA!!!! Então se estes são autónomos e fazem um trabalho visível e apreciado pela comunidade são tratados assim, imaginem os outros!!!

Triste cidade esta... 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Pescadores da Fuzeta dizem que a nova barra é um “cemitério”



Criticam as obras que “não servem para nada” e reclamam a construção de pontões fixos para garantir segurança aos barcos. Presidente da Sociedade Polis Ria Formosa Valentina Calixto recusa tal ideia por motivos técnicos, mas admite “ajustar” trabalhos na zona, após avaliação.

A nova barra da Fuzeta, no concelho de Olhão, abriu, na sexta-feira, ao tráfego marítimo, com a garantia por parte da Sociedade Polis Ria Formosa, entidade responsável pela obra, de permitir condições de navegabilidade em segurança.

Porém, os pescadores mostraram-se logo indignados com as obras levadas a efeito, considerando que “assim não servem para nada, pois sem a construção de pontões fixos é que não existem condições de segurança para quem aqui trabalha”.

Na sexta-feira houve uma visita com jornalistas ao local para apresentação da conclusão de “uma primeira fase de emergência dos trabalhos” que custaram 980 mil euros, no âmbito de um conjunto de intervenções junto ao núcleo da Fuzeta, desde meados de Maio, que incluíram o fecho e o reforço do cordão numa extensão superior a mil metros e a abertura de um canal com a mesma dimensão e cinquenta metros de largura, além de dois metros de profundidade, em consequência dos temporais que assolaram a zona.
 
Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, organismo responsável pela empreitada, explicou a pescadores que “os estudos técnicos e o enquadramento legal ao nível do Plano de Ordenamento da Orla Costeira e do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa não permite fixar a barra com estruturas”.

“Tecnicamente, desaconselham a fazer-se barras com pedras porque dessa forma vamos transferir problemas de segurança para outras áreas da ilha da Fuzeta. Os sistemas têm um dinamismo próprio e o que se pretende é mantê-lo, dando-lhes segurança”, acrescentou Valentina Calixto.

Referiu, ainda, que “esta empreitada foi concluída nestes termos e vamos agora avaliar a evolução natural nos próximos tempos relativamente à barra, em que há uma comissão de pescadores que nos dará nota das dificuldades que vão sentir, no sentido de podermos ajustar uma eventual necessidade de fazer alguma pequena dragagem ainda na zona de saída. É um trabalho que exige uma manutenção e uma verificação contínuas”.

Os pescadores da Fuzeta é que não se conformam com a nova barra. “É o novo cemitério da Fuzeta, um papa-mortos. Isto foi bom para o negócio das dragagens de uma empresa espanhola, que ganhou muito dinheiro”, desabafou ao barlavento.online um pescador, não escondendo a sua revolta.
Já José Romeira, tripulante da embarcação «Bela Princesa», disse ao nosso jornal que os profissionais do setor lutam há já muitos anos por uma barra fixa, com três metros de profundidade em dragagens “e até hoje não se conseguiu esse objetivo”.
 
“Foi aberto, agora, um buraco ao meio da ilha da Fuzeta, que não tem condições de segurança perante o mau tempo para sairmos para a faina. Para fazerem o que fizeram, mais valia não terem feito nada. Os técnicos sabem mas é do ponto de vista deles, apenas do papel. Querem que a gente vá acreditando, mas de promessas estamos fartos”, lamentou aquele pescador, que receia a ocorrência de mais acidentes mortais na barra da Fuzeta.

Opinião diferente é a do presidente da Junta de Freguesia José Brás Bernardino, para quem a obra “vai permitir aos pescadores entrarem e saírem em segurança” da zona com as suas embarcações.

“E vai também proporcionar, é claro, outras condições aos barcos de recreio”, acrescentou o autarca.

Na zona da Fuzeta estão registadas cerca de 70 embarcações de pesca, que se dedicam sobretudo à captura de polvo e marisco, a que se juntam quase novecentas ligadas à atividade turística.

In: Barlavento
 
Já o blog Olhão Livre, neste post sobre o assunto havia afirmado que esta barra nova é uma verdadeira ratoeira, bem como um desperdício de 1 milhão de euros, que não tarda muito estará deitado à rua e a barra novamente fechada.

Muito provavelmente com os temporais que ainda vão decorrer no mês de Dezembro, irá abrir uma nova barra no local onde a natureza determinar, e não vale a pena lutar contra isso. Será um desperdício inútil de dinheiro.

Enfim... e um fartar de vilanagem...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

Chefe de governo low-cost

Mary McAleese, chefe de Estado da Irlanda, deu exemplo: recusou voar no seu jacto privado e cumpriu uma viagem oficial a bordo da companhia aérea económica Ryanair.


Podia ter voado num jacto privado do Governo, mas, consciente da difícil situação económica do seu país, a presidente da Irlanda, Mary McAleese, optou por fazer uma viagem oficial em classe económica, com a Ryanair.

Segundo o "Mail online", muitos ministros do Governo irlandês terão corado de vergonha com esta atitude. É que, apesar de a Irlanda ter chegado ao ponto de necessitar da intervenção do Fundo Monetário Internacional na sua economia interna, muitos continuam a não dispensar as viagens de limusine com motorista, nem voos em aviões a jacto privados.

Pelo contrário, a presidenta irlandesa já assumiu publicamente que o plano de austeridade não se dirige apenas aos cidadãos, mas sim a todos os irlandeses, incluindo, a presidenta do país.

O mesmo jornal avança que, ao escolher a opção económica para cumprir os seus compromissos presidenciais, Mary McAleese gastou 459,90 euros, valor que já inclui as despesas da sua comitiva - o marido, Martin McAleese, e dois conselheiros - numa viagem de ida e volta, entre Dublin e Cork, marcada com uma semana de antecedência.

Caso tivesse viajado no avião a jacto presidencial, os contribuintes irlandeses pagariam uma factura de cerca de 5 mil euros, ainda segundo o "Mail Online".

Mas, apesar da iniciativa, Mary McAleese não teve a verdadeira experiência de viagem numa companhia aérea "low-cost". Não precisou de esperar em filas, nem de ver fiscalizado o peso da sua bagagem. Entrou pela porta da frente do avião e não pela porta de trás, como os demais passageiros. Também não chegou ao aeroporto em transportes públicos: antes na limunise oficial.

O porta-voz oficial da chefe de Estado diz que não haverá comentários acerca das viagens económicas da presidência, que, alegadamente, já não serão novidade na vida pessoal e profissional de Mary McAleese.
O mesmo já fez a rainha Sofia de Espanha, no voo para Londres, que, no ano passado causou inúmeras reacções. O bilhete custou 15 euros à Casa Real.

In: Jornal de Noticias

Quando é que os políticos portugueses começam a seguir estes exemplos e em período de crise começam a usar os transportes públicos para ir trabalhar? Se eu não posso ter um BMW serie 7, porque raio vou eu pagar um a um politico? Pensem nisso!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

Comissão de Utentes da Via do Infante


Desde já dou os parabéns à Comissão de Utentes da Via do Infante pela sua pertinente iniciativa de lutar contra as portagens e concomitantemente a economia algarvia.

Desejo as maiores felicidades ao vosso blog - http://viadoinfante2010.blogspot.com/ e contem com o Faro e Faro para também ajudar a divulgar a vossa causa.

Bem hajam!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Análise ao Orçamento de Estado de 2011

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Portugal está insolvente e vai recorrer ao fundo de resgate", diz Citigroup

Portugal está "insolvente" "vai ter de recorrer em breve ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira", afirma o economista chefe do Citigroup

 
Portugal está "insolvente" e pode precisar de recorrer ao fundo de resgate europeu a que já recorreram a Grécia e a Irlanda, segundo o economista chefe do Citigroup, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

"A atenção do mercados pode voltar-se para a dívida soberana de Portugal, que aos atuais níveis das taxas de juro e das taxas de crescimento é menos dramático, mas ainda assim insolvente", afirmou Willem Buiter, economista chefe do Citigroup, num relatório datado de segunda feira.

O economista disse ainda que Portugal "vai ter de recorrer em breve ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira".

Pelas 11:43, os juros estavam da dívida portuguesa soberana a dez anos estavam a negociar em máximos de 7,051%, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.

Este valor supera os 7,036% do anterior máximo histórico de 7,036, alcançado a 10 de Novembro. 

Juros da dívida soberana em máximos 

Já o 'spread' da dívida portuguesa face à alemã nos títulos a dez anos, ou seja, o prémio pedido pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas em vez de alemãs, está nos 459,0 pontos base.

Os juros da dívida soberana da Espanha também estão hoje a negociar em máximos de 5,501%, acima dos 5,427% registados segunda feira. 

Hoje, o euro segue em queda, a negociar a 1,3026 dólares, com os receios de que Portugal e Espanha tenham de seguir a Irlanda. No fim de semana, os ministros das Finanças da zona euro aprovaram um pacote de resgate à Irlanda no valor de 85 mil milhões de euros. 

Miguel Sousa Tavares - "Facebook é a Maior Ameaça do Século XXI"


Concordo plenamente com a opinião de Miguel Sousa Tavares. Nunca tive facebook e é raro o dia que não recebo um convite ou dois para fazer parte do Facebook.

Acho aquilo uma anormalidade, as pessoas já não comunicam umas com as outras, já não se falam, vivem cada vez mais enfiadas numa redoma e isso torna-as mais frias e sem valores humanos.

Por outro lado, o Facebook é  uma devassa da vida privada, e as pessoas esquecem-se que ao aderir a semelhante serviço, estão a escancarar a sua vida na internet como se um reality show se trata-se. Tudo serve de comentário, a namorada(o) que traiu, a dor de dentes, o vestido novo, o amuo, a amiga que deixou de ser amiga, as intrigas, etc etc... Enfim... 

Prefiro muito mais pegar no telefone e telefonar aos meus amigos, sem qualquer motivo aparente, para perguntar... então Zé como estás?? do que andar a perder tempo com facebooks e outras parvoices. Um telefonema a um amigo que eventualmente está em crise, que podemos ajudar de imediato é muito mais importante, mais satisfatório da felicidade pessoal do que a porqueira de um Facebook.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Estado Está Falido - Medina Carreira

RECEITAS PARA VENCER A CRISE

Caros,

Cá vos apresento, como já vai sendo habito mais uma receita para vencer a crise - Macarrão Gratinado.

Mais uma vez solicito a quem tiver receitas, que cumpram os critérios "Para Vencer a Crise", ou seja, ser barata, com ingredientes fáceis de adquirir e de fácil preparação agradeço que as envie para blog.faroefaro@gmail.com, terei todo o gosto em as publicar.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Macarrão Gratinado


Ingredientes:
  • 1 pacote de massa grossa, tipo macarrão
  • 1 cebola
  • 1 embalagem de cubos de bacon
  • 1 Embalagem de delicias do mar
  • 1 lata de cogumelos laminados
  • 1 embalagem de queijo parmesão ralado
  • 1 pacote de natas
Preparação:

Cozer a massa com um pouco de sal e óleo para não colar. 
Entretanto fazer um refogado com cebola picada e azeite.
Juntar cubos de bacon e os cogumelos.
Deixar apurar. Juntar as delicias e desligar o lume.
Escorrer a massa, que deve estar "al dente" e dispor num tabuleiro de ir ao forno.
Por cima colocar o preparado feito com o bacon, etc. Envolver na massa de forma a que bem distribuído. Por cima deste despejar as natas de forma a que fiquem distribuídas por toda a massa. Finalmente o queijo ralado e levar ao forno a gratinar.
Quanto ficar lourinha e as natas tiverem sido absorvidas está pronto.

Acompanha com uma generosa salada de alface e cenoura ripada.

Bom apetite

Desemprego fixou-se nos 11% em outubro

A taxa de desemprego em Portugal situou-se em outubro nos 11%, enquanto na zona euro subiu para os 10,1%, segundo o Eurostat

A taxa de desemprego em Portugal, divulgada pelo Eurostat, fixou-se em outubro nos 11%, menos uma décima que em setembro e mais 0,8 pontos percentuais em termos homólogos.

O gabinete europeu de estatísticas reviu em alta a taxa de desemprego para setembro, de 10,6% para 11,1%, valor igual ao estimado nos últimos quatro meses.

Em outubro do ano passado a taxa de desemprego em Portugal era de 10,2%, o que representa uma subida homóloga de 0,8 pontos percentuais.

Zona euro: desemprego sobe para 10,1%

A taxa de desemprego na zona euro passou dos 10% em setembro para os 10,1% em outubro. O valor de setembro compara com os 9,9% registados um ano antes.

Na União Europeia (UE) a 27, a taxa de desemprego foi de 9,6%, o mesmo valor registado em setembro.Em setembro de 2009, a taxa de desemprego na UE era de 9,4%.
 

Algarve é a região do país onde o desemprego mais subiu em 2010
 
O desemprego no Algarve pode atingir este inverno um “quadro muito negativo”, com o número de afetados a chegar aos 33.000 e a taxa a atingir os 15 por cento, alertou a União de Sindicatos do Algarve.

“Se em 2009, com 16.000 desempregados no verão, chegámos aos 30.000 no inverno seguinte, e se neste verão tivemos para cima de 20.000, significa que seguramente teremos mais de 30.000 desempregados no próximo inverno. Podemos estar a falar de 33.000 ou 34.000 desempregados no Algarve”, afirmou o dirigente sindical António Goulart.

O sindicalista sublinhou que, “há dois anos atrás, valores da ordem dos 20.000 desempregados correspondiam a um sinal de crise gravíssima no Algarve, mas no inverno”, o que “demonstra a gravidade da crise que se vive na região neste momento, porque esses valores foram atingidos em julho e agosto (deste ano) e até ultrapassados”.

“Em julho e agosto tivemos mais desempregados do que no pior mês dos últimos 20 anos, que tinha sido janeiro de 1996”, frisou, acrescentando que "em setembro os dados oficiais registaram 21.668 desempregados, mais 1055 que estavam em programas ocupacionais".

António Goulart alertou, no entanto, que se tem assistido a um agravamento do desemprego noutras áreas e deu como exemplo o caso da empresa de handling Groundforce, que vai suspender as suas operações no aeroporto de Faro e dispensar os seus 336 trabalhadores.

“Entretanto estão a surgir alguns dados e elementos novos que nos podem obrigar a fazer uma profunda correção desta estimativa em sentido negativo, porque estamos a assistir ao surgimento de desemprego mais acentuado nalguns sectores, de que é exemplo o que se está a passar na Groundforce”, afirmou.

O caso recente de 22 enfermeiras dispensadas de sete centros de saúde da região, a falência sucessiva de pequenas e micro empresas ou a insolvência do grupo Alicoop foram outros exemplos apontados pelo sindicalista.

António Goulart frisou ainda que as medidas de austeridade contidas no Orçamento do Estado para 2011 ou a introdução de portagens na Via Infante (A22) vão “criar um cenário de recessão económica que irá agravar os problemas sociais e o desemprego na região”.

“Ao longo dos meses de verão fomos assistindo à confirmação daquilo que previmos na primavera, quando dissemos que o Algarve teria no verão um número de desempregados acima dos 20.000, num quadro em que, há dois anos atrás, valores dessa ordem correspondiam a um sinal de crise gravíssima na região, mas no pico de desemprego de inverno”, insistiu.

O dirigente sindical admitiu ainda que “se com 30.000 desempregados a taxa de desemprego do primeiro trimestre no Algarve foi de 13,6 por cento, com 33.000, 34.000 ou 35.000 desempregados neste próximo inverno, [a taxa] vai seguramente chegar aos 15 ou 16 por cento”.

“Mas sinceramente espero que estejamos errados nesta nossa previsão, porque a confirmar-se será um cenário muito, muito grave”, concluiu o dirigente da estrutura sindical do Algarve, a região do país onde o desemprego mais subiu em 2010. 
 

Teixeira dos Santos abre a porta a mais mexidas no Código do Trabalho

Aprovado o Orçamento, é necessário prosseguir com as reformas estruturais, que permitam, nomeadamente, flexibilizar o mercado de trabalho. Na sua intervenção no Parlamento, o ministro das Finanças pediu ainda estabilidade política. 
 

O ministro das Finanças afirmou hoje, no Parlamento, serem necessárias mais reformas estruturais, nomeadamente no campo do mercado de trabalho.

“Esta política de consolidação orçamental não é incompatível com uma política de reforço dos factores de crescimento e de competitividade; deve ser complementada com reformas estruturais, que permitam esse reforço. Reformas que já foram iniciadas, na educação, que promovam maior flexibilidade e concorrência nos mercados de bens e serviços, que melhorem o funcionamento do mercado de trabalho, promovam o seu mais rápido ajustamento e o mais rápido retorno dos desempregados à vida activa, que reduzam a dependência energética face ao exterior”, afirmou Teixeira dos Santos.

“Consolidação orçamental e reformas estruturais constituem o binómio em que assenta a acção do Governo, para promover o acesso aos mercados e o crescimento sustentado da economia portuguesa”, sublinhou ainda. 
 
Teixeira dos Santos iniciou a sua intervenção perante os deputados exprimindo a sua satisfação em “como decorreu a apreciação e votação do Orçamento do Estado na especialidade”. 
 
“Com base no acordo celebrado com o maior partido da oposição, teve condições para aprovar o documento nesta câmara. O acordo foi respeitado e por isso temos condições para estar confiantes. O país está agora melhor preparado para enfrentar os desafios com que se confronta”, sustentou.

“Estamos em condições de reduzir o défice para 4,6% do PIB no próximo ano, adiantou ainda, acrescentando que “o empenho numa consolidação credível e apresentação de resultados coerentes com os objectivos pretendidos são condições fundamentais para acalmar os mercados financeiros”.

Nesta perspectiva, o ministro das Finanças lembrou que “o mundo tem os olhos postos em nós. Importa agora mostrar que somos capazes de honrar os compromissos assumidos e prosseguir com a execução do Orçamento”.

“Há que promover a estabilidade política. Não ignoramos as razões pelas quais nos sentamos em bancadas separadas, podemos até achar difícil encontrar razões que nos unam, mas nos tempos que correm, no interesse do país, ajudar o país a enfrentar os problemas com que se confronta é razão bastante”, afirmou no final da sua intervenção Teixeira dos Santos, num revelado apelo à estabilidade.

Antes, o ministro das Finanças tinha também sublinhado a importância do financiamento para a economia e, como consequência, para as famílias portuguesas.

“O financiamento é o combustível que permite movimentar a economia e sem combustível não vamos a parte nenhuma”, destacou, considerando que “o ataque dos mercados é um teste aos países e à Zona Euro”, à qual é exigida, no seu conjunto, uma resposta para lidar com a crise.

“A crise, ao aumentar o défice e a dívida pública, desviou-nos do caminho reconhecido internacionalmente e fragilizou-nos”, disse ainda o ministro, pedindo a empresas e às famílias que invistam mais nas suas poupanças.

“Poupar mais estimula e promove o crescimento. É solidificar os alicerces sobre os quais construímos o nosso futuro”, afirmou.

O Orçamento do Estado para 2011 foi hoje aprovado em votação final global com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e o voto contra do CDS-PP, BE, PCP e PEV. 
 
 

Pobreza em Faro: Ou tratamos dela... ou ela trata de nós!!!


Em 2003, Ana Alexandra Santos, de 22 anos, vivia numa pequena barraca na Horta da Areia, bairro periférico de Faro, com o marido e um bebé de sete meses. Os buracos no telhado deixam passar frio e chuva. “Isto é uma miséria. Nem posso dar banho à criança”, lamenta. O filho, André Filipe, que durante todo o dia apenas se alimenta com o leite materno, foi hospitalizado aos três meses devido a uma broncopneumonia, doença que Alexandra associa às condições precárias em que vive a família.

“O rendimento mínimo pouco ultrapassa os 100 euros por mês, o que não dá para nada, nem para as fraldas”, queixa-se. Face à miséria que afecta este agregado familiar, Alexandra deixa um alerta: “Era bom que a Câmara nos desse uma casinha, comida e cobertores, É a saúde do meu filho que está em risco.”

A Horta da Areia é um dos bairros da capital algarvia onde se concentra um maior foco de pobreza. No entanto, também no sítio de Lejana de Cima, em plena zona de expansão urbana, várias famílias ciganas vivem em precárias condições de habitabilidade. No total, estão referenciados, no concelho, 719 casos de pobreza, 250 dos quais localizados na Horta da Areia.

A Câmara Municipal de Faro prometeu-lhes ajuda. Prometeu-lhes casas novas, prometeu-lhes agasalhos e comida. Passados 7 anos, tudo está rigorosamente na mesma.

“Antes de darmos casas às pessoas, há que adquirir terrenos, o que é um processo demorado, e só depois construí-las. Não se pode esperar a solução ideal para fazer alguma coisa, porque, se não acontece o que está à vista, as pessoas continuam a viver nestas condições degradantes”, justificava José Vitorino. O projecto dos Braciais nem chegou a sair do papel.

UM CAFÉ E UMA FATIA DE PÃO

Em 2003, na casa de Maria de Fátima dos Santos Boguinha havia 12 pessoas – mas a casa era apenas uma. Maria de Fátima, de 41 anos, vivia há onze na Horta da Areia, onde partilha três quartos com marido, filhos e netos. “Isto não é uma casa, é só um bocado de platex com umas chapas por cima. Há ratos por todo o lado e o frio congela-nos os ossos”, denunciou.
 
Onde está esta senhora em 2010? Será que foi realojada? Será que ainda lá vive! Temo bem que sim! 

COBRAS E RATAZANAS

Há meio século que Marcelina Zanibita conhece de perto os dissabores da vida. Mora há mais de duas décadas numa casa sem janelas nem portas interiores, a qual partilha com o marido e um filho. “Queremos governar vida e não podemos. O nosso presidente disse que vinha arranjar as casas, mas ainda não fez nada, embora esteja tudo a cair”, queixa-se a mulher, que lamenta ainda a falta de recursos para cuidar da saúde, que “também que já não é muita”.

Ferida na mão direita, diz que nem para ir à farmácia “aviar uma receita” tem dinheiro, embora o médico a tivesse avisado dos perigos. “Se não tomo os remédios fico sem a mão, mas não tenho um tostão para nada! Quero comprar os remédios e não posso”, lamentava-se.

A casa onde viveu tinha três quartos, cozinha, casa de banho e sala, mas todas sem qualquer funcionalidade. Para além de exíguas, às divisões falta o equipamento necessário. “Nem sanita temos. Isto é uma desgraça e está tudo partido. Aqui só há cobras e ratazanas. Não podemos considerar isto uma casa”, criticava Marcelina, que, de vez, em quando vende no mercado “umas peças de roupa para ganhar algum” e sobreviver.

“Há dias em que não se vende nada. Temos uma carrinha mas está ali com as rodas vazias”. O pouco que o casal recebia com as vendas “dáva para o comerzinho” e não era sempre. Durante dias inteiros, Marcelina apenas sentia o sabor do café que bebia pela manhã. “Ainda ontem passei o dia inteiro sem comer nada”, contava. É que o pão, quando não era fiado ou oferecido pelo padeiro, não entrava em casa.

Como será que está a Marcelina Zanibita hoje, oito anos volvidos??? Muito provavelmente estará em situação identica, dado que nestes ultimos anos pouco ou nada se fez em Faro em termos de habitação social, e pouca ajuda a edilidade deu a quem mais precisa.

BARRACA EMPRESTADA…

Maria Orlanda Martins tinha 28 anos e era mãe de cinco filhos. A família viveu debaixo de uma árvore, coberta por uma lona, nunca no mesmo lugar, mas sempre nas imediações do centro de saúde. “É uma vida difícil, pois a Polícia manda-nos sempre embora”, dizia. Ultimamente Maria Orlanda tem estado albergada numa barraca emprestada, na Lejana de Cima. “Uns amigos ciganos, que agora não estão cá, tiveram pena de mim e meteram-me aqui com as crianças. Estou aqui uns dias, até que os donos voltem”, revelava a mulher, preocupada por não ter onde pôr a dormir os filhos, com idades compreendidas entre os dois e os 14 anos.

“Ainda ontem vim do hospital com o meu filho mais novo, que tem uma infecção no pulmão por causa do frio”, contava Maria Orlanda, beneficiária do rendimento mínimo. Por mês recebe 350 euros, quantia que, garante, não chega para sustentar a família. “Só nos medicamentos gasto quase todo o dinheiro, sobretudo para o bebé, que tem uma bronquite”, revelava. O marido de Maria Orlanda não trabalha, porque “não lhe dão emprego”, alegou. No Verão trabalhava nas estufas. Mas há dias em que os membros mais velhos da família não comiam. Passavam fome.

Que terá acontecido a esta dona Maria Orlanda, e quantas Marias Orlandas ainda haverá na nossa cidade de Faro? 





…OU CARRO EMPRESTADO

Telma dos Santos, 20 anos, dormia em 2003 com o marido e a filha de 18 meses “dentro de um carro emprestado”, porque na tenda que lhes servia de abrigo o chão era feito de terra e pedras. Na vizinhança não conseguiam um quarto, pois todos apresentam “miséria a mais” para possibilitar essa ajuda. “Faz muito frio. Quando chove a tenda fica toda molhada porque a água entra e não conseguimos estar cá dentro”, referia a jovem.

O marido costumava apanhar marisco para vender, mas nem sempre consegue trazer dinheiro suficiente para sustentar a casa. “Eu queria ir com ele mas não posso. A minha menina está quase sempre no hospital. Ainda há poucos dias esteve internada, porque apanhou uma broncopneumonia aqui, por causa do frio. Vivemos muito mal”, queixava-se a mulher, que recebia 175 euros por mês do rendimento mínimo. A comida para a filha, Érica, era o mais importante. Essa tentavam que nunca faltesse, nem que o casal tenha de passar alguma fome, reconhece Telma dos Santos. “Quando está bom tempo ainda podemos comer e dormir na tenda, mas quando chove isto é um rio, não podemos estar cá dentro, as nossas coisas, que já são poucas, molham-se todas”, diz com tristeza. “Estou a viver muito mal. Recolhem tantas pessoas com mais do que eu, também me podiam recolher a mim”, solicitava, esperançada numa das novas casas então prometidas pela Câmara.
 
Passados estes anos, em 2009 o apolinário aparecia prometendo as novas casas, foram construidas as habitacoes a custos controlados para vender, mas foram so 144 fogos que pessoas deste nivel de pobreza nao poderiam pagar, na Avenida Gulbekian.

E estas pessoas com este nivel de pobreza estrema? A Caritas está a ponderar abrir com caracter de urgência um refeitório para atender a pobreza em Faro, li no Jornal de Noticias, dado o elevado numero de pessoas em situação de pobreza extrema.
 
Será que não seria de o Eng. Macário neste Natal ponderar uma operação especial de Natal para dar a estas pessoas uma dignidade especial, neste periodo de crise???
 
Ou ainda, manter as cantinas das escolas primárias abertas, para que estas pessoas de baixos recursos tenham direito pelo menos, a uma refeição quente, a semelhança do que Rui Rio vai implementar no Porto?
 
Eu nao me importava nada de trocar a porcaria da iluminação de Natal, para que algumas pessoas pudessem ter um Natal com mais dignidade. Fica aqui o repto para o ano... este ja não, que alguem ja ganhou o dinheiro... 
 
Triste cidade esta... que dá mais valor à aparencia do que aliviar quem sofre.
 
 
Cumprimentos cordiais 
 
Luís Passos 
 
 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Banco Alimentar recolheu 190 toneladas no Algarve

O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu 190 toneladas de alimentos no Algarve, durante a campanha no fim de semana. A nível nacional a instituição angariou 3265 toneladas de alimentos. 

Na campanha de Novembro de 2009 o Banco Alimentar (BA) Algarve tinha recolhido 149 toneladas.


Segundo Adriano Pimpão, presidente do BA no Algarve, o aumento das contribuições “foi devido ao grande movimento de solidariedade da sociedade portuguesa e ao profissionalismo e dedicação de milhares de voluntários que nada pedem em troca que não seja a recusa do desperdício e a possibilidade de minorar as carências alimentares de milhares dos seus concidadãos”.

O responsável frisa ainda que o número de voluntários na região “excedeu as expectativas, havendo ocasiões em que havia filas para colaborar na recolha e armazenamento dos alimentos”. 

“Também se registou um aumento significativo no numero de voluntários organizados por empresas, bem como um grande aumento de apoio de transporte dos alimentos”, diz Adriano Pimpão e lembra que os bens recolhidos serão agora distribuídos a cerca de 15 mil pessoas, através das Instituições de Solidariedade que trabalham em colaboração com o Banco Alimentar do Algarve.

Tribunal decide despejo da Associação de Músicos (ARCM)

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) está em risco de ir para a rua, agora que o Tribunal Judicial de Faro emitiu, a 1 de Outubro, sentença de despejo das instalações de há 20 anos, “considerando não haver necessidade de julgamento e dando a razão ao senhorio”. Músicos contestam em tribunal e na rua. 


Assim, já no Sábado, 4 de Dezembro, a ARCM está a preparar um desfile pelas ruas de Faro para “dar visibilidade à real possibilidade de dezenas de projectos musicais, grupos de teatro, grupos de dança e outros projectos artísticos que se desenvolvem na sua sede, poderem ficar sem este espaço e serem obrigados a ficar na rua com todos o seus instrumentos musicais, equipamento sonoro ou material cénico”, anuncia a associação.

A concentração dos participantes terá lugar às 9h30 na sede da ARCM e o desfile percorrerá o centro da cidade, com passagem pelo Mercado Municipal, Teatro Lethes, Rua de Sto. António, terminando no Coreto do Jardim Manuel Bívar.

“Se os Músicos ficam sem casa, inevitavelmente Faro vai ficar sem música!”
A ARCM “apela a todos as associações, instituições e outras organizações com quem ao longo destes 20 anos tem mantido relações de amizade e parceria, que se façam representar nesta acção, que tragam elementos identificativos e que contribuam para que este seja um desfile representativo da dimensão e abrangência do trabalho desenvolvido”.

O apelo é também para “músicos, actores, dançarinos, que sabem melhor que ninguém o que representará em termos pessoais e colectivos, o fim de todos estes projectos”.

“Tragam o instrumento musical, ou outro elemento representativo da sua actividade artística, e que irão desfilar em silêncio porque :
A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) acolhe em 18 salas de ensaio, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais e é já, juntamente com a sua sala de espectáculos, uma referência nacional.
 
Trata-se de uma “indispensável infraestrutura” que serve de espaço de apoio aos seus mais de 400 sócios, bem como a grupos de dança, teatro, colectivos de DJ’s e outras associações da cidade e do Algarve, que por falta de espaço próprio recorrem a esta para desenvolver as suas actividades.
A ação de despejo que põe em risco a continuidade deste projecto que, sem fins lucrativos, mas financeiramente auto-suficiente, que serve transversalmente a comunidade farense, a cultura da região e representa, nesta dimensão e abrangência, um exemplo único de associativismo que cria as condições necessárias à liberdade criativa e de expressão, salienta a ARCM.
 
Recorde-se que a ação de despejo foi interposta por um promotor imobiliário que pretende construir todo o quarteirão, com uma cércea superior a sete andares, desde a sede da associação,um armazém entretanto remodelado pelos músicos, atépróximo das casas térreas do antigo bairro da CP, passando pelo silo desativado e cujo processo se encontra em fase de apreciação na autarquia de Faro.
 
 
 
Segundo o comunicado da ARCM, a acção de despejo do Tribunal Judicial de Faro, desencadeada pelo actual senhorio, em 28 de Janeiro de 2010 foi contestada judicialmente pela ARCM em 9 de Março.
A 1 de Outubro, apenas 6 meses após a contestação, “o Tribunal Judicial de Faro emitiu a sentença, considerando que não havia necessidade de audiência de julgamento e dando a razão ao senhorio”.
Um processo, “meteórico” que segundo a ARCM, “apesar de demonstrar a celeridade com que a justiça parece começar a funcionar (o que abona a seu favor), deixa novamente a ARCM numa situação trágica tendo em conta que, apesar de bastantes esforços nesse sentido, ainda não há quaisquer garantias de um novo espaço para a continuidade deste projecto”.
 
Não concordando com os fundamentos da sentença, a ARCM recorreu da decisão do Tribunal Judicial de Faro para instância superior e, simultaneamente, vai dar início a uma série de acções fora de portas que têm como objetivo “alertar a população de Faro e da região sobre o trabalho desenvolvido ao longo de 20 anos que pode ter um fim a curto prazo, caso não seja encontrada uma solução para o realojamento definitivo”.



O Blog Faro é Faro é completamente solidário com ARCM, e dá-lhe todo o apoio e visibilidade que for necessário. Basta que me envie os vossos textos para o mail blog.faroefaro@gmail.com
 
Eventualmente, um local de características idênticas ao vosso actual, quer em volumetria quer em similitude onde poderiam criar uma nova sede seria na antiga fábrica da INDAL (Danisco) que foi recentemente desactivada quer nos armazéns ao lado. Sei que parte do complexo está para alugar, seria uma boa oportunidade. Não sei o valor da renda, mas penso que isso seria negociável. 
 
Contactem o "BRUCE" na Navepegos (estaleiro atrás da Indal) que penso que ele representa os proprietários (Sr. Luís). 
 
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos 

RECEITAS PARA VENCER A CRISE

Caros,

Aqui vos deixo mais uma receita para vencer a crise. Desta vez a receita suspeito ser da autoria do meu amigo Pedro Carrega, e publicada no blog Tesourinhos da Cozinha.

Por se tratar de uma receita muito barata, recorrendo ao aproveitamento da carne de refeições anteriores, levando a poupança, e devido ao seu baixo custo de confecção, aqui a apresento com uma receita elegível à categoria de "Receita para Vencer a Crise".

Quero também pedir aos leitores que conheçam receitas baratas e de fácil execução que achem dignas de inserir nesta rubrica que venho publicando com regularidade, as "Receitas para vencer a crise", agradeço que enviem por mail para blog.faroefaro@gmail.com que terei todo o prazer em as publicar.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

QUICHE DE SOBRAS DE CARNE


Ingredientes p/ massa:
2 chávenas farinha                                                            
2 colheres de manteiga                                                       
2 colheres (sopa) água
1 pitada de sal
1 ovo
 
(ou entao, sugestão minha, pode comprar uma base de massa quebrada para tarte ou quiche ja pronta que eventualmente até sairá ainda mais barato, e preciso lembrar que esta é uma receita para vencer a crise) 
 
Ingredientes p/ recheio:
1 cebola picada
2 dentes alho
3 rodelas pimento picado
2 chávenas carne picada (restos de carne de qualquer tipo)
1 colher (sobremesa) maizena
1/2 chávena leite
1 chávena (café) queijo ralado
1 cenoura ralada
1 chávena (chá) bróculos ou espinafres cozidos (esmigalhados com um garfo)
Especiarias e sal q.b.
 
Preparação massa:
  Colocar os ingredientes num alguidar pequeno e amassar até fazer uma bola flexível.
  Levar ao frigorifico 20 minutos.

Preparação recheio:
  Alourar numa frigideira, a cebola, o alho e o pimento com um fio de azeite.
  De seguida colocar a carne e o leite, deixar apurar em fogo lento com tampa. Depois de apurar colocar os restantes ingredientes e deixar 10 minutosa ganhar sabores em fogo lento.
  Enquanto se esperar, coloca-se a massa numa superficie lisa e com o rolo espalha-se com um pouco de farinha , até ficar com a forma certa.
  Colocar sobre a forma de aluminio e moldar, retira-se as aparas extras e guarda-se.
  Pique o fundo da massa com um garfo e leve ao forno a 200ºc +/- 5 minutos.
  Passados os 5 minutos coloque o recheio e com as aparas que sobraram enfeite a parte de cima da quiche, por fim pincele com ovo e leve novamente ao forno (180ºc) por 20 minutos.

Esta quiche pode ser feita com peixe cozido ou simplesmente com legumes, usando mais variedade, como por exemplo, courgete e couve-flor.


plano-inclinado: Contibuto do sector agricola para o nosso PIB


Caros,

Aqui vos deixo mais uma edição do programa "Plano Inclinado".

Penso que o tema desta semana é bastante importante... a agricultura... Um pais que vira as costas a agricultura, ao sector produtivo e que alimenta as pessoas com importações não pode ter grande futuro.

Muito importante esta edição.

Luís Passos