sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O dia que nevou em Faro

Caros,

Aqui deixo uma foto do dia que nevou em Faro.

Uma verdadeira raridade.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

As bombas de gasolina da doca

Caros,

Encontrei estas fotos antigas e observei uma coisa curiosa. Existiam 3 bombas de gasolina na doca de Faro, uma da Sacor, junto ao passeio da doca, seguida de outra da Shell. Na rotunda  ao lado do obelisco, onde se encontrava um poste de iluminação e um canteiro, existia ainda uma outra bomba de gasolina, mas não consigo perceber qual é a marca... O sinal publicitário está visível e as bombas são laranjas, que marca seria?
Se alguém souber, pode comentar e dizer qual é!!! ;)

Outro pormenor interessante da foto é o autocarro. Antes do 25 de Abril, os transportes urbanos em Faro eram garantidos por uma empresa denominada TUCF (Transportes Urbanos da Cidade de Faro) eventualmente subsidiária da EVA (alguém pode confirmar isto?). Quando da nacionalização das empresas de transportes, teria sido integrada na RN.

Os autocarros eram laranjinhas, como os da CARRIS de Lisboa. Ainda me lembro, ainda a pouco tempo, ver paragens de autocarros do tempo da TUCF. Estas paragens eram caracterizadas por uma chapa pintada de laranja, a palavra Paragem em caracteres grandes ocupava o meio superior e depois o meio inferior é ocupado por um logotipo que consiste em 4 quadrados pretos (2 em baixo 2 em cima) a fazer a forma de um quadrado maior com as letras T U C F dentro de cada um deles, o T e o U em cima e o do C e do F em baixo. Ainda existem algumas destas em Faro, quando encontrar uma tiro uma foto.

Cumprimentos cordiais 

Luis Passos


O primeiro carro e ambulancia dos bombeiros em Faro


Caros amigos,

Quero partilhar convosco esta preciosidade. Uma fotografia do primeiro carro de bombeiros e ambulância que existiram na cidade de Faro.

A ambulância penso estar carroçada sob um chassis FORD (antigamente não se compravam carros já prontos, comprava-se o chassis e mandava-se carroçar a carroçaria num carroçador), mas nao consigo confirmar, se alguém souber, agradeço.

O carro de bombeiros não consigo ver a marca, mas pelo formato das jantes e forma da grelha do radiador, parece ser FORD também.

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Clicar na imagem para ampliar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Comparação Monarquia/Républica


A propósito do feriado de 5 de Outubro, que comemora a proclamação da república, aqui fica uma comparação de custos entre a monarquia espanhola e a nossa república.

Dá que pensar... não dá?

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Nós Por Cá - Sócrates não tem caneta para anotar as Perguntas

 
Socrates tem mentido tanto e roubado tanto que já ninguém confia nele, nem sequer para lhe emprestar uma simples caneta, eehehe... quanto mais... um pais inteiro...

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Macário Correia pretende criar 12 hortas no centro da cidade



O presidente Macário correia pretende dividir a Horta da Misericórdia em 12 talhões de 40 metros quadrados cada e entregar esses talhões a particulares que através de concurso público, estando já previstos diversos workshops para divulgar a horta. Os primeiros lotes deverão começar a ser entregues em Janeiro de 2011.

A ideia é permitir que se dinamize o espaço em questão, fomentando a cultura biológica e sensibilizando para as questões ambientais.

O projecto insere-se na iniciativa Global Work Party, envolvendo cidadãos de 180 países que pretendem desta forma chamar a atenção para as alterações climáticas.

Porém neste mesmo terreno foram encontrados vestígios arqueológicos de um "bairro" com construções que vão desde o período islâmico até ao século XVIII.

Mas para pôr em prática o projecto é necessário tapar os achados com telas e isolamentos especiais e repor terras, tendo esta operação custos elevados, para além de colocar em risco os achados arqueológicos. Em 2009, a câmara fez o registo das existências com autorização e aprovação do Igespar.
 
E se o objectivo é promover a agricultura, o que a câmara deveria fazer era encontrar uma solução para o projecto em solos agrícolas, frisa o PS, sugerindo que a câmara dispõe de terrenos dessa natureza com maior dimensão no Patacão.
 
 
Cumprimentos cordiais
 
Luis Passos


 
 

Faro lidera autarquias penalizadas com redução de transferências do Estado



O município de Faro perdeu cerca de 7,6 milhões de euros de transferências do Estado e é o mais penalizado de um rol de 17 autarquias, em situação de incumprimento, por ultrapassarem o limite de endividamento líquido em 2008. Reequilíbrio financeiro custa 50 milhões de euros.

Faro é a única capital de distrito a integrar a lista de 17 autarquias notificadas até agora por despachos conjuntos dos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento e da Administração Local, publicados hoje e quarta feira em Diário da República, por ultrapassarem o limite de endividamento líquido em 2008.

A 01 de janeiro de 2008, Faro não ultrapassava o limite de endividamento líquido (possuía um valor zero de excesso) mas a 31 de dezembro esse montante subia para os 7 milhões e 646 mil euros.

"Nós precisamos de 50 milhões de euros da banca para fazer o reequilíbrio a prazo da Câmara e é nisso que também estamos a trabalhar", disse hoje Macário Correia, presidente da autarquia, referindo que o problema da Câmara de Faro remonta a 2003/2004 - mandato de José Vitorino -, anos em foram contraídos empréstimos a prazo de "quase 20 milhões de euros", cujos juros estão a ser pagos.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Câmara de Faro, garante que já sabia da notícia dos sete milhões de euros de dívida ultrapassada "há meses" e que está a "cortar em todo o lado que é possível".
Macário Correia assume que está preocupado com as "dificuldades que se avolumam", mas garante que está a preparar um "plano de equilíbrio financeiro" para dar a volta à crise.

"Já poupámos alguns milhões de euros em despesa corrente, mas vamos ter de poupar ainda mais", disse, recordando que tem estado a reduzir em "pessoal", "limpeza", "vigilância", "consumos diversos", mas também na " extinção de empresas municipais".

"Estamos a tomar todas as medidas que são possíveis tomar para reduzir despesa e ao mesmo tempo também estamos a trabalhar do lado receita", acrescentou, frisando que a autarquia já alienou algum património, está a prepara a "alienação de outro património", está a mexer na tabela de taxas e está a fazer-se uma melhor fiscalização".

O autarca de Faro afirma que nem o "mundo não vai acabar", nem a "Câmara de Faro vai fechar", mas reitera que as dificuldades "são cada vez maiores".

A lista integra, além de Faro, os municípios de Seia, Mondim de Basto, Alcanena, Montemor-o-Velho, Vila Franca do Campo, Macedo de Cavaleiros, Alijó, Mourão, Alandroal, Lourinhã, Santa Comba Dão, Murça, Chamusca, Celorico da Beira, Figueiró dos Vinhos e Alpiarça.

Os montantes a reter pelo Estado são calculados a partir do valor inicial de excesso de endividamento líquido, dez por cento do qual tem de ser reduzido obrigatoriamente pela autarquia em causa.
No cálculo das verbas a reter pelo Estado - não transferidas do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) - acresce àquela percentagem (que, no caso de Faro, era zero) a variação do excesso de endividamento municipal no período em causa.

No entanto, em sede de audiência prévia, os municípios podem justificar os montantes e assim conseguir a redução do valor final a reter.

A autarquia algarvia não justificou qualquer montante em audiência prévia, tendo-lhe sido aplicada a redução das transferências do Orçamento de Estado pelo valor da variação do excesso de endividamento (7 milhões e 646 mil euros).

De entre as 17 autarquias, a de Seia (Guarda) é a que mais ultrapassa o limite de endividamento (17,8 milhões de euros, a 31 de dezembro de 2008) embora tenha logrado reduzir esse valor em 1,91 milhões durante o ano, ao contrário da quase totalidade dos municípios agora penalizados.

Ainda assim, Seia ficou aquém do valor da diminuição obrigatória (1,97 milhões de euros) e vai perder 58,7 mil euros nas transferências do Orçamento do Estado.
Já Mondim de Basto (Vila Real), excede em 6,7 milhões o limite e foi das que mais subiu em 2008 (cerca de 3 milhões de euros), sendo penalizada na redução de verbas do OE em 3,45 milhões de euros.

No rol das maiores retenções segue-se Alcanena (Santarém), com 2,1 milhões e Montemor-o-Velho (Coimbra), 1,94 milhões de euros para um excesso de limite de endividamento, que, final de 2008, ultrapassava os 8,5 milhões (subiu 1,2 milhões).

Com valores acima do milhão de euros de retenção estão ainda Vila Franca do Campo (Açores), Macedo de Cavaleiros (Bragança) e Alijó (Vila Real).

A autarquia açoriana vê o Estado reter 1,73 milhões de euros de transferências do FEF, Macedo de Cavaleiros perde 1,63 milhões e Alijó 1,3 milhões de euros.

Com valores entre os 400 mil e os 789 mil euros de verbas retidas estão Mourão e Alandroal (Évora), Lourinhã (Lisboa), Santa Comba Dão (Viseu), Murça (Vila Real) e Chamusca (Santarém).

Celorico da Beira (Viseu), que a exemplo de Seia também logrou diminuir em 2008 o excesso de endividamento (situado, ainda assim, nos 5,9 milhões), terá de suportar uma retenção de verbas de cerca de 179 mil euros.

Figueiró dos Vinhos (Leiria), apesar de exceder em 238 mil euros o limite de endividamento, justificou 166 mil e apenas vê retidos cerca de 72 mil euros.

Já Alpiarça (Santarém) é o município que menos retenção de verbas sofreu (cerca de 30 mil euros), tendo justificado 548 mil euros dos 578 mil de redução que sobre ele pendiam.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Comissão de utentes da Via do Infante critica AMAL



A recém-criada Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) repudiou a posição da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) em aceitar portagens na via após a requalificação da EN125, que deverá terminar em junho de 2012.

Em comunicado, a comissão afirma que a data de conclusão das obras na EN125 é uma "incógnita" e que aquela estrada "jamais constituirá uma alternativa credível" à Via do Infante, que não preenche os requisitos de uma autoestrada.

A AMAL rejeitou segunda feira por unanimidade a introdução de portagens na Via Infante (A22) e vai solicitar uma reunião ao primeiro ministro para pedir o adiamento da medida até àquela estrada nacional estar requalificada.

Também o movimento Cidadãos com Faro no Coração apelou hoje à AMAL para liderar a batalha contra as portagens na Via do Infante, que consideram não dever ser introduzidas mesmo depois da requalificação da EN125.

Em comunicado, o movimento autárquico independente liderado por José Vitorino, antigo presidente da Câmara de Faro, diz que a posição da AMAL em aceitar as portagens é "incompreensível".

"Os seus porta-vozes [da AMAL] tentam confundir a população com uma conversa baralhada e enrolada procurando fazer crer que são contra", dizem, sublinhando que a AMAL "aceita" as portagens.

A AMAL, que reúne os 16 municípios do Algarve, demarcou-se do protesto convocado para sexta feira pela recém-criada comissão de utentes, cujo mentor é do Bloco de Esquerda, por considerar que emana de uma área política circunscrita.

Para a comissão, declarações como estas visam "desmobilizar os algarvios" para o "mais que justo protesto" contra a introdução de portagens na Via do Infante, agendado a nível nacional e que no Algarve decorre entre as 17:00 e as 19:00.

Os utentes consideram que, caso sejam introduzidas portagens na Via do Infante, a EN125 voltará a ser a "estrada da morte", uma vez que mesmo depois de requalificada não constitui uma alternativa válida.

O local de concentração dos automobilistas que quiserem participar no buzinão e marcha lenta na EN125 na sexta feira é em Boliqueime.

In: Observatório do Algarve

Praia de Faro: Esplanada do Suigeneris em risco de fechar



Por enquanto há troca de correspondência entre a empresa e a autarquia, que reclama por falta de pagamento de licença. Encerramento pode acontecer na sexta feira.

Funcionários da Câmara Municipal de Faro, acompanhados pela Polícia Marítima e GNR, tentaram remover hoje de manhã uma esplanada ilegal na Praia de Faro, mas a operação foi adiada para a próxima sexta-feira.
Em declarações à Lusa, fonte da Câmara de Faro explicou que o "restobar Suigeneris", localizado numa área de domínio privativo camarário, não pediu licença em 2010 para abrir a esplanada e que por estar ilegal, a autarquia decidiu dar ordem para remoção da estrutura.

Segundo a Câmara de Faro, o proprietário do "Suigeneris", Ruben Paulino, foi advertido duas vezes para legalizar a esplanada. A autarquia enviou um ofício a 30 de abril transato ao proprietário, em carta registada, para que fosse renovado o pedido de licenciamento de 2010, pois o de 2009 já estava caducado.

Por não ter havido resposta, a Câmara de Faro tornou a enviar novo ofício em agosto deste ano ao proprietário do restaurante bar para renovar o pedido de licenciamento sob pena de ter que se remover a esplanada.

Como até ao momento, a esplanada não foi licenciada, funcionários da Câmara decidiram esta semana remover a estrutura, e pediram às autoridades policiais para serem acompanhados.

Fonte da Capitania de Faro confirmou que, a pedido da autarquia farense, alguns elementos da Polícia Marítima e da GNR se deslocaram esta manhã, cerca das 10:00, ao bar "Suigeneris" com o intuito de remover a esplanada, mas a remoção foi adiada para sexta-feira, dia 08, por causa de uma "troca de correspondência" entre os juristas envolvidos.

Um dos funcionários do "Suigeneris", Frederico Marichal, confirmou à Lusa que funcionários da Câmara de Faro, Polícia Marítima e GNR estiverem hoje no bar, mas escusou-se a explicar qual o motivo, remetendo explicações para o proprietário.

Segundo a Capitania de Faro, a esplanada do bar, em 2009, ocupou de forma abusiva o espaço de domínio público marítimo. O dono chegou a ser autuado por ter pedido uma licença de apenas alguns dias para colocar uma estrutura na praia para uma festa, mas estrutura acabou por permanecer quase toda a época balnear no areal.

Inaugurado em fevereiro de 2007, entre a Praia de Faro e a Ria Formosa, o Suigeneris concilia um restaurante, um bar e um terraço.

O piso térreo está reservado à cafetaria, o primeiro piso ao restaurante, que se transforma em bar a partir das 24h00 e o terraço para a pista de dança.

In: Observatório do Algarve

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Implantação da Republica




No dia 2 de Outubro, Cândido dos Reis realizou uma reunião com os revolucionários. Planearam que a tentativa de revolução ficaria para a noite seguinte. Logo a seguir outra reunião (sem o directório) preocupava – se com o falecimento de Miguel bombardos, que possuía informações prodigiosas. Durante a Madrugada os soldados foram avisados que algo podia acontecer. Ficaram atentos e á uma da manhã os revolucionários atacaram, não correu com planeado. Mas ao ver a porta principal sem guardas, Sá Cardoso arrombou a porta e assumiu o comando. Dividiu o exército em duas filas. Uma encontrou – se com os guardas e ao retirar-se com Afonso pala e o seu exercito que teve que retirar – se e fazer resistência na Rotunda. Não se deram por vencidos e depois de muita luta venceram os revolucionários que depois fugiram no “ Adamastor” e no “ S. Rafael “

De manhã as forças monárquicas atacaram a rotunda mas, sem sucesso pois Sá Cardoso conseguiu retirar as tropas. Soubesse que Houve suicídio de Cândido dos reis.
Entretanto os navios "Adamastor" e "S. Rafael" bombardeiam as Necessidades, chegando a destruir com um tiro o Pavilhão Real. Assustada a Família Real foge para Mafra. Os mesmos barcos vão encurralar as forças leais no Rossio.
As tropas reuniram-se no jardim de Torel de onde podiam atacar a Rotunda. Contudo as tropas do rei tinham poucas munições e soldados. Tiveram que se render pois não aguentavam muito mais.


A república foi proclamada na câmara municipal de Lisboa. O dia foi tão comemorado que foi declarado feriado.

O último Rei foi Manuel II que fugiu para Inglaterra e lá viveu escondido com a sua família.

O primeiro presidente foi Teófilo Braga mas só provisoriamente pois houve eleições e o presidente foi declarado Manuel de Arriaga.

In "Os Republicanos"

Desejo a todos um bom feriado de 5 de Outubro.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Faro cria horta urbana no centro histórico




A cidade de Faro participa no próximo domingo no "Global work party", evento à escala mundial que luta contra as alterações climáticas, e vai apresentar um projeto novo denominado "Horta urbana de Faro". 

Em entrevista à Agência Lusa, a vereadora do Ambiente, Urbanismo e Ordenamento do Território, Teresa Correia, explicou que no domingo a autarquia vai apresentar publicamente o projeto "Horta urbana de Faro", cujo objetivo é dividir o terreno da Horta da Misericórdia em 12 talhões para depois serem distribuídos de forma gratuita à população que queira fazer agricultura.

As parcelas de terreno, com cerca de 40 metros quadrados de dimensão cada uma, vão ser emprestadas aos candidatos que queiram experimentar fazer agricultura biológica e recolher os alimentos plantados, acrescentou Teresa Correia.

A iniciativa tem uma "vertente ambiental" que promove a agricultura e sensibiliza a população para as alterações climáticas, tem uma "vertente social" para apoiar as famílias mais carenciadas a plantar os alimentos e uma "vertente urbanística", que vai ajudar a lutar contra a desertificação na cidade velha e a criar novas dinâmicas com áreas de lazer, explicou a vereadora.

A nova horta urbana de Faro vai ser criada no terreno a Horta da Misericórdia, junto ao Museu Municipal de Faro e os pequenos terrenos vão ser distribuidos em janeiro de 2011, após avaliação das inscrições e com base num regulamento criado para o efeito.

Para além da apresentação do projeto, a Câmara Municipal de Faro vai também organizar no dia 10, domingo, um "workshop" de agricultura biológica para incentivar a população a plantar e semear.
A iniciativa denominada "Faro que te quero verde" está inserida no evento "Global work party", em que participam 180 países, e arranca às 15:00 no Largo Afonso III, na cidade velha.

Os participantes devem trazer um vaso para plantar, indica a Câmara Municipal de Faro.

In Observatório do Algarve

Deputado do CDS-PP pergunta se há novos trabalhadores na Câmara de Faro



Perante as medidas de austeridade impostas pelo Governo, mesmo ao nível de admissão de pessoal na função pública, o deputado do CDS-PP Artur Rêgo, eleito pelo Algarve, apresentou um requerimento na Assembleia da República para inquirir junto do presidente da Câmara Municipal de Faro qual o motivo para a abertura de concursos para novos postos de trabalho.
Pretende o deputado popular saber se a Câmara de Faro abriu concurso para contratação de pessoal desde o dia 1 de Julho de 2010, quantos funcionários pretende admitir, quais as suas funções, bem como quais as justificações para a necessidade de contratação de novos funcionários face ao atual momento de crise que o país atravessa.

Artur Rêgo acrescenta no seu requerimento que, apesar de estarem congeladas as admissões desde o passado dia 1 de Julho, a administração local já abriu concurso para 1500 novos postos de trabalho.

Esclarece o deputado, no seu requerimento, que o «secretário de Estado da Administração Pública Gonçalo Castilho dos Santos afirmou que apesar de no PEC também ser requerida contenção nas autarquias, estas são autónomas na contratação de funcionários, tendo apenas o dever de informar posteriormente o Ministério das Finanças e a Direção Geral da Administração Local dessas decisões».

Plano Inclinado - ESTADO SOCIAL

Caros,

Deixo-vos o aqui o vídeo do programa Plano Inclinado do Sábado passado, 2 de Outubro; com a presença do Prof. Medina Carreira e do Prof. João Cantiga Esteves, com moderação de Mário Crespo.

De facto a situação económica dos estados mudou muito e a questão da protecção social deixou de ser uma questão politica mas uma questão económica. Se os países não produzirem riqueza suficiente suficiente para redistribuir não existe estado social.

Por isso deixo-vos este vídeo para verem neste feriado de 5 de Outubro, data da implantação da Republica, vão ver que são 50 minutos bem empregues.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O impacto das Portagens na Economia do Algarve

 
 
Segundo noticia do DN Bolsa, com a introdução de portagens na A22/Via do Infante, que muitos empresários consideram "um imposto sobre o turismo", o Algarve terá outro problema a partir de 2011, com o aumento do IVA. "Na Espanha, o IVA é actualmente 18% e em Portugal irá passar para 23%. Esta diferença de 5% levará muita gente, em zonas de fronteira e numa área até 200 quilómetros, a ir fazer compras a Espanha", garantiu ao DN o presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, João Rosado. Ou seja, observou, o aumento do IVA "muitas vezes não quer dizer aumento de receitas". Também Anthony Pereira, gestor empresarial de bares, restaurantes e discotecas no Grupo Liberto Mealha, em Albufeira, não tem dúvidas de que o novo valor do IVA "influenciará cada vez mais as pessoas a conterem-se nos gastos, com menos consumo". E acrescenta: "Em vez de duas cervejas ou de um whisky, pede-se apenas uma bebida."
 
Os tempos que ai vêm não vão ser fáceis, com o aumento da carga fiscal e com outros destinos turísticos a oferecer um produto igual ao nosso ou ainda melhor, julgo que o Algarve vai começar a definhar lentamente, e não vão ser as low coast que o vão salvar.
 
Eu trabalho no sector da construção/engenharia, e noto uma enorme diferença quer no volume e qualidade geral das obras que se estão a fazer. Os donos de obra estão com enormes problemas de financiamento, o que faz com que os empreiteiros também tenham grandes problemas de tesouraria / fundo de maneio. Assim as obras têm durações superiores ao que é previsto, com um custo adicional elevado que normalmente é suportado pelos empreiteiros. Por isso tem sido comum muitas PME deste sector fechar portas, porque não aguentam e enviam gente para o desemprego. Nestas áreas técnicas existe muito desemprego de longa duração que se vai acentuar nos próximos tempos.  

Concluo assim que grande parte desta população com qualificações muito especificas deverá emigrar, porque aqui não se safa, devendo o nosso PIB ir definhando lentamente até batermos definitivamente no fundo.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

domingo, 3 de outubro de 2010

Sai um balde de merda para este senhor...


O deputado Ricardo Gonçalves referindo-se aos cortes de 5% que será aplicado de forma progressiva na Função Pública a quem recebe mais de 1500 euros declarou o seguinte ao Correio da Manhã.
"Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer"
O deputado socialista, que aufere cerca de 3700 euros mensais ainda acrescentou:

"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá."

O deputado acrescentou ainda que a classe política é muito atingida pelas medidas de austeridade.

"Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira", reafirma o socialista Ricardo Gonçalves.
 Este senhor devia era ter imensa vergonha, com 3700 euros por mês, e uma ajuda de custo de 60 euros diários? Ou seja, 3700€ + cerca de 1500 é igual a 5200€ por mês e não consegue viver uma vida decente?

Então e os normais comuns portugueses que vivem com salários de 500€? Esses então pudera... são uns privilegiados... não?

Estes políticos são todos mesmo uma cambada de salafrários que não fazem mais nada que roubar o povo, e nós que votamos nesta cambada somos uns ignorantes e uns pacóvios.

Acorda Portugal... quando acordares já será tarde.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 2 de outubro de 2010

Frei Fernando Ventura sobre a situação do País

Vejam bem este video, muitissimo interessante. 
OBRIGATORIO VER!!!

"Acordem senhores, estamos numa barraca com um submarino à porta!!!"- Frei Fernando Ventura

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

Cidade de Faro... O que queremos dela?

Olá a todos,

Retirei este comentário da caixa de mensagens do blog "A defesa de Faro".

He, Que grande «graxa» por aqui vai!

Pois, eu nos últimos 30 anos já vi muitos executivos maus, mas, não vi ainda nenhum que ao fim de um ano não tem uma... uma só obra digna desse nome para a apresentar aos seus municipes. É caso raro em Portugal, mesmo em tempo de vacas magras e de crise.

A cidade está está parada, paradinha no tempo.

Se este cenário se mantiver por muito tempo tenho que confessar que devemos mesmo que entregar a capital do Algarve a outra cidade. Será que seremos a proxima «Silves» da região?
De facto ouço dizer por todo o lado onde vou que a cidade está parada, que estamos a perder a capitalidade.

Gostaria de propor um desafio... Vamos ajudar o Engº Macário.

Quem quiser, pode deixar na caixa de comentários deste post um conjunto de medidas que ache de importância relevante para melhorar a cidade e lhe devolver a capitalidade.  Que medidas o Engº Macário Correia deveria tomar para tirar a cidade do pântano em que se encontra?

Fico à espera dos vossos comentários.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Estado da CP Reportagem RTP 1983


 
Encontrei estes videos de 1983, que fazem um retrato do estado em que se encontrava a ferrovia em Portugal.
Com material circulante obsoleto, serviço ineficaz, permitindo que a rodovia ganhasse terreno sobre o transporte ferroviário de mercadorias a grande distância.
Se podermos fazer um paralelo com esta situação, é precisamente isto que se passa no Algarve neste momento. Temos material circulante obsoleto, as estações tem localizações que na grande maioria não serve as populações por se encontrarem longe dos centros urbanos, e pior que isso, o tempo de serviço e absolutamente incrivel, mais de 4 horas de Lagos a V.R.S. António.

Assim posso concluir que nunca houve uma grande reforma de fundo na C.P., foi-se tapando buracos, remendando, tudo ao sabor das reclamações dos utentes.

Depois de ver estes vídeos já consigo perceber como apareceu o monstruoso buraco financeiro da CP.
Espero que gostem dos vídeos, sobretudo de ver as locomotivas a vapor, nunca pensei que em 1983 ainda existissem locomotivas destas a operar em Portugal.
Cumprimentos cordiais
Luís Passos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Feira de Santa Iria 2010



Entre os dias 15 e 24 de Outubro, no Largo de São Francisco, em Faro.

O cheiro intenso da castanha assada acentua a chegada do Outono.

Mas são os carrosséis, as tendas brancas e as barracas ambulantes que lembram que a feira chegou.

Uma tradição que entusiasma todos os residentes e visitantes que não deixam de a visitar !!!

Venha daí.

Reunião entre IKEA e associações empresariais do Algarve sem conclusões

O Região Sul, noticia a realização de uma reunião entre as associações empresariais do Algarve.

"Mas o caso não está encerrado" diz Paulo Bernardo, director da ANJE
Inconclusiva a reunião entre o grupo IKEA e associações empresariais da região algarvia. Mas empresários mostraram a sua insatisfação, e acreditam que o caso não está encerrado. Em causa a localização da futura loja no concelho de Loulé.

Organizada pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), a reunião teve lugar esta quarta-feira em Faro, juntando as principais associações empresariais da região e representantes do grupo sueco.

“A reunião correu bem no sentido em que ficámos a conhecer as pessoas que andam a desenvolver o projecto. Mas as associações não estão satisfeitas e ontem não chegámos a conclusão nenhuma sobre se o projecto poderia ir para outra localização”, declarou ao Região Sul o director da ANJE no Algarve, Paulo Bernardo.

O gigante IKEA quer construir a loja em terrenos junto ao nó Loulé Sul, à saída da Via do Infante, perto do Parque das Cidades. Mas muitas vozes se têm levantado contra essa localização (ver notícias relacionadas).

Em declarações ao Região Sul, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, salienta que “aquela é uma zona nobre onde estão previstas no futuro uma série de infraestruturas de índole regional que não se compaginam com um centro comercial daquela natureza”.

Elidérico Viegas refere-se ao Hospital Central do Algarve, ao Pólo Tecnológico, ao Centro de Congressos para 3000 pessoas, eventualmente um campo de golfe intermunicipal, salientando ainda que aquando da Regionalização que “mais tarde ou mais cedo se fará”, aquela zona, “na nossa perspectiva, é a zona para a instalação da futura capital administrativa da região”.

“Para o IKEA isto é ouro sobre azul, mas para o futuro da região é mesmo o sítio menos apropriado em todo o Algarve. Aquela é uma zona que, já de si, quando há eventos desportivos, não é capaz de escoar o trânsito convenientemente, quanto mais com todas estas infraestruturas e ainda um centro comercial”, reforça Elidérico Viegas.

Por seu turno Paulo Bernardo frisa que “não há nada contra a empresa, pelo contrário, é bem vinda”, mas: “Não queremos é que ocupem o nó mais importante da Via do Infante com um novo Alfragide (...) mais dia menos dia parece que estamos a transportar o desordenamento da EN125 para a Via do Infante”.

“Mas as portas não ficaram fechadas. E daqui em diante vamos tentar encontrar uma solução que seja melhor para a região, demore dois, três ou 10 anos. Não vamos é deixar que o processo pare aqui”, garante Paulo Bernardo. Remata: “A ver se desta vez começamos a construir a casa pela base e não pelo tecto”.

Todavia, para Elidérico Viegas há um problema: “É que estes grupos lançam milhões para cima da mesa, sobretudo em períodos difíceis como aqueles que atravessamos, para que as decisões políticas lhes sejam favoráveis. Há uns tempos atrás, numa situação normal, o grupo IKEA jamais conseguiria implantar uma infraestrutura destas naquele sítio”.

Os empresários em geral defendem que tem poder para decidir “não pode decidir coisas deste género em cima do joelho, com visões de curto prazo, porque isto é muito sério e pode condicionar gravemente as próximas décadas”.

De resto, Paulo Bernardo realça que há abertura da parte do IKEA para continuarem as conversações, apesar de não ter ficado agendada uma futura reunião. “Entretanto vamos ver qual é o próximo passo do IKEA, depois desta conversa que reuniu as maiores associações empresariais do Algarve”.

Da parte do gigante sueco, estiveram os representantes em Portugal, António Machado e Fernando Caldas. As associações presentes foram: AEQV - Associação dos Empresários de Quarteira e Vilamoura, AHETA - Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, AIHSA - Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, ANJE, CEAL - Confederação dos Empresários do Algarve e NERA - Associação Empresarial Região Algarve.

O grupo quer investir na loja em Loulé cerca de 200 milhões de euros. Diz que criará 3000 postos de trabalho. 
 


Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Faro recebe campanha pelo consumo responsável de álcool

Segundo o jornal Região Sul, «Se bebeu, não arrisque. Volte de táxi!» é o nome da campanha que a empresa Grant’s, em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), vai promover em Faro este sábado, dia 2, ou seja, amanhã.

Incentivar a população jovem “ao consumo responsável de álcool”, alertando-a para os perigos associados a um comportamento de risco, é o grande objectivo deste projecto que decorre em simultâneo em 12 capitais de distrito do país.

A campanha estará nas zonas de animação nocturna da cidade – bares, discotecas, restaurantes – mais frequentadas por jovens. Neste sentido, vários promotores colocarão prismas nas viaturas, semelhantes aos dos táxis, com a inscrição «Se bebeu, não arrisque. Volte de táxi», seguido do número de telefone da ANTRAL de Faro.

“Esta campanha de sensibilização vai ao encontro da política de responsabilidade social da marca. Acreditamos que este tipo de iniciativas é particularmente eficaz por assentar no contacto com a população, num momento em que chegam aos locais de diversão nocturna e ao final da noite antes de regressarem a casa”, refere António Carvalhão, brand manager do whisky Grant’s em Portugal. 
 
Depois do que se falou com a semana do caloiro, dos estudantes bêbados, dos acidentes, da falta de juízo e responsabilidade, penso tratar-se de uma campanha bastante positiva que visa sobretudo sensibilizar para a velha ideia - Se conduzir, não beba!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

O Expresso de Timor

Caros,

Lembram-se uma empresa que se chamava Lusitânia Ferries que durante algum tempo tentou criar uma rota comercial entre a Cidade de Faro e Tânger.

Na altura o navio que operava essa viagem era o "Lusitânia Expresso", um Ferry construído na Escandinávia que segundo diziam os  especialistas  era uma "bailarina" no que toca a estabilidade. O navio chegou a ter FARO como porto de registo, sendo posteriormente alterado para a Madeira.
Lusitânia Expresso nas cores em que operou Faro - Tânger
 Essas viagens foram um verdadeiro FLOP comercial, tendo depois o navio sido utilizado para vários fins.
 Um desses fins foi a operação Paz em Timor, que pretendia chamar a atenção do problema da ocupação indonésia, uma organização do Fórum Estudante e que contou com o apoio de algumas personalidades como por exemplo do Sr. General Ramalho Eanes. O navio não conseguiu chegar a Timor, mas realizou-se uma cerimónia e atiraram-se as flores ao mar.

O que será que aconteceu a este navio? Por onde será que ele anda? Já estará desmantelado?

Fui investigar e descobri que ele está agora na Venezuela, a fazer transporte nas ilhas das caraíbas.

Durante uns tempos ainda operou com o nome "Lusitânia Expresso".

Lusitânia Expresso - Tal como ele está hoje
Lusitânia a navegar - Venezuela
Entretanto mudaram-lhe o nome para Guaiqueri Express.

Guaiqueri Express em Abril de 2010
De facto o barco está em péssimo estado de conservação, veremos durante quanto tempo se manterá a navegar. Este é e será sempre um barco que estará sempre ligado à cidade de Faro.

Cumprimentos Cordiais

Luís Passos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Barbosa, el chui da Ria Formosa


Alguem me arranja a letra desta fabulosa canção? 

Cumprimentos cordiais

Luís Passos


BARBOSA, EL CHUI DA RIA FORMOSA

Um dia estava eu navegando,
Na minha embarcação que se chamava
"Vai já andando".
Apareceu o Barbosa 
E quis-me entalar.
Vire-me pare ele e disse:
 - Oh Barbosa faz-te ao mar!!!

O Barbosa meteu-se na chata
E começou-me a perseguir.
Marrou no cabeço 
E eu fartei-me de rir!!!
Coitado do Barbosa,
Ficou todo atolado.
Olha que a maré está a subir,
Ainda morres mas é afogado!!!

Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa

Convidei o Barbosa para irmos à ilha do Farol,
Comer uma sardinhada
Regadinha com tintol.
Não é que ele apareceu
De balde e de pincel,
Andava  a caiar a casa,
A casa do coronel!!!

Tinha levado uma pissada,
O homem estava de castigo,
Tal não era a fominha
Quando veio ter comigo.
Sentou-se à minha mesa
A comer e a beber.
No fim da almoçarada
Rodou uma notinha para dizer:

Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa

Quando o meu amigo Barbosa
Foi fazer exame para "Almirante",
Chegou a boca da barra e disse:
- Não!!! Porra, que está Levante!!!
Meteu a marcha a ré,
Fartou-se de inventar,
Tinha-se se esquecido do bujão...
Socorro!!! Não sei nadar!!!

Lá fui eu no "Vai já andando"
Ajudar o desgraçadinho,
Aquilo já nem era barco,
Mais parecia um submarino.
Dei-lhe reboque até ao cais,
Era  noite quando atraquei,
O Barbosa já gemia,
Até [...] eu a safei.

Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa

Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa
Oh Barbosa!!! Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Oh Barbosa!!!
Tu és el chui da Ria Formosa!!!
Hey!!!!

Pronto, aqui está a letra completa da musica "Barbosa" do nosso amigo Luis Nadkarni "Barriga".

Gostava de saber em quem o Barriga se inspirou para escrever esta letra, porque de facto é uma excelente caricatura das nossas autoridades marítimas locais, a quem dedico este tema.

Adoro esta música, e declaro aqui oficialmente que é o Hino do blog Faro é Faro!!!

Barriga pah... granda som... !!!!

Desde já agradeço ao Sr. José Carlos a amabilidade de me ter enviado a musica em formato MP3, a partir da qual consegui tirar o resto da letra. Na versão que tenho em MP3 o Barriga tem uns falcetes bastante engraçados. É boa musica Farense... musica da nossa terra!!!

Luis 

O preço da Irresponsabilidade

Excelente texto de Álvaro Santos Pereira

Retirado daqui.

As medidas anunciadas ontem pelo governo para o auto-proclamado “reforço da execução orçamental” e para o OE suscitam-me vários comentários e dúvidas por esclarecer.
Em primeiro lugar, parece-me por demais evidente que este pacote de medidas draconianas se deve exclusiva e totalmente à inacreditável irresponsabilidade e à incompetência atroz deste Primeiro-Ministro e deste Ministro das Finanças. As reduções salariais e um novo aumento dos impostos poderiam ter sido perfeitamente evitados se o governo já tivesse anteriormente atacado o crescimento explosivo da despesa pública ou, no mínimo, tivesse conseguido travar o inexplicável descontrolo orçamental. Ora, por razões eleitorais, o governo fez exactamente o contrário dos restantes países europeus: não só adiou os cortes na despesa pública, como também fez tudo para encobrir a verdadeira situação das contas públicas portuguesas. A consequência de tal incúria é fácil de medir: nos meses que se seguiram ficou por demais evidente que este governo é perfeitamente incapaz de controlar o despesismo voraz do nosso Estado, o que fez com que Portugal tivesse que se financiar no exterior a taxas cada vez mais desvantajosas. Assim, a culpa de estarmos a pagar juros mais caros para nos financiarmos não é nem dos “malvados dos mercados” ou dos “especuladores da alta finança”, nem, muito menos, do principal partido da oposição que cometeu o supremo ultraje de exigir o corte da despesa do Estado. Não. A culpa de estarmos a pagar juros bem mais caros é, pura e simplesmente, só da responsabilidade deste governo e do descalabro orçamental que nos remeteu. Se não acreditam no que eu digo, perguntem a qualquer analista estrangeiro independente sobre qual é a sua opinião sobre a actuação do governo português nesta matéria.  “Lamentável” ou “medíocre” serão decerto as respostas mais ouvidas. Ora, o preço de termos esperado estes meses todos antes de actuarmos pelo lado da despesa não só será pago por este governo, mas sim por todos nós. E quem irá saldar a factura serão não só os desempregados, os que optam por emigrar, e todos os contribuintes, mas também, e principalmente, os nossos filhos, que terão que pagar por muitos anos os juros das irresponsabilidades dos últimos 15 anos.
Em segundo lugar, por favor não me venham dizer que o Ministro das Finanças é a única tábua de salvação no meio de um governo de incompetentes. Não é. Bem pelo contrário. Como é que podemos considerar “responsável” um Ministro das Finanças que tem sistematicamente levado a cabo desorçamentações e manobras de contabilidade criativa denunciadas pelas mais diversas instâncias nacionais (Tribunal de Contas e UTAO) e internacionais (OCDE e FMI)? Um Ministro das Finanças que omitiu descaradamente a execução orçamental em 2009? Um Ministro das Finanças que deixou derrapar as contas públicas dois anos seguidos? Um Ministro das Finanças que aprovou dois planos de austeridade em que prometia cortar na despesa e fez exactamente o contrário? Um Ministro das Finanças que tem feito todos os possíveis e possíveis para ocultar (sim, ocultar) o verdadeiro estado das contas públicas nacionais e de omitir os encargos da dívida pública indirecta (das empresas públicas) e dos encargos com as parcerias público-privadas? Como é que podemos considerar responsável um Ministro e um governo que nos trouxeram taxas de desemprego históricas, que contribuíram para o regresso da emigração, e que, ainda por cima, quase nos levaram à insolvência? Como? Se isto é responsabilidade, eu sinceramente não sei o significado da palavra irresponsável.
Em terceiro lugar, será que alguém ainda se ilude com medidas extraordinárias adicionais? Já não chega o que aconteceu em 2003? Em 2004? Nos últimos 2 anos? Apesar de ainda não sabermos os pormenores, o negócio com a PT é lamentável e devia ser liminarmente recusado quer pelos partidos da oposição, quer por Bruxelas. Este é tão somente mais um malabarismo contabilístico destinado a transferir o despesismo do presente para as gerações vindouras. E, se for para a frente, não tenhamos dúvidas: quem irá pagar a factura de “cumprirmos” o objectivo do défice para este ano são, mais uma vez, os nossos filhos e os governos futuros. Poucos ou nenhuns custos para um governo irresponsável, todas as desvantagens para os contribuintes futuros... (Para além do mais, não era a PT uma empresa privada, fora da alçada do Estado? Afinal, em que é que ficamos?)
Em quarto lugar, onde está o TGV? Onde estão as diversas auto-estradas já adjudicadas ou em fase de lançamento? É que as despesas de capital que foram cativas para o ano de 2010 não têm nada a ver com o TGV ou as ditas auto-estradas. Porquê? Porque estas obras foram lançadas em regime de parcerias público-privadas (PPPs) e não entram para a Conta Geral do Estado, assim como já foi denunciado várias vezes tanto pelo Tribunal de Contas, como pela UTAO (a Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República). E quem pagará estas obras serão, como é óbvio, e uma vez mais, as gerações futuras e os governos vindouros, visto que os pagamentos aos privados só começam a ser feitos a partir de 2013... Por isso, pelo que parece, o nosso primeiro-ministro ainda alimenta secretamente o desejo de que as suas queridas obras de “modernização” do país possam continuar a ser feitas à surdina, nem que para isso os portugueses tenham que ver os seus salários diminuir ou tenham que pagar mais e mais e mais impostos. Quem disse que os meios não justificam os fins?
Em quinto lugar, a subida em 2 pontos percentuais da taxa normal do IVA é uma má política e é simplesmente desnecessária. Porquê? Porque, na melhor das hipóteses, esta subida do IVA irá dar azo a 900 milhões de euros adicionais. Ora, será que não conseguíamos obter 900 milhões com outras medidas? Será que não seria possível um corte de despesa nessa ordem? Onde, pergunta o Ministro das Finanças? Pois, muito bem, aqui vão algumas sugestões:
a)    cortes de 10% na aquisição de bens e serviços do Estado. Resultado? REDUÇÃO DA  DESPESA: 728 milhões de euros (eu sei que o governo tenciona cortar alguns dos consumos intermédios, mas não na ordem dos 10%);
b)   cortes de 10% nas despesas de 50 institutos não relacionados com a Saúde e com a Educação (eu fornecerei a lista e os cálculos nos próximos dias). Resultado? REDUÇÃO DA  DESPESA: 560 milhões de euros
Repare-se que este é só um corte de 10%, não de 20% ou até de 50%, que seria facilmente exequível na grande maioria destes institutos, o que permitiria reduções da despesa em mais de 1000 milhões de euros.
c)    Cortes de 20% nas despesas de capital. De notar que não estamos a falar de cativações ou de cortes na ordem dos 5%-10%, como anunciado pelo governo. Mas sim reduções de 20%. Resultado? REDUÇÃO DA  DESPESA: 1120 milhões de euros
d)   Reduções substanciais (e não muito tímidas) das indemnizações compensatórias às empresas públicas, que rondam os 430 milhões de euros.
Obviamente, uma combinação destas medidas poderia igualmente fazer-nos chegar aos tais 900 milhões de euros que o aumento do IVA nos poderá proporcionar. Por isso, vale a pena perguntar: por que é que o governo não faz isso em vez de aumentar impostos? Por que é que temos de sobrecarregar ainda mais os contribuintes? Por uma simples razão: é que o governo sabe que já perdeu o país e as próximas eleições, mas, entretanto, no seu desvario desaustinado, quer arrastar consigo para o abismo tudo e todos, e, se possível, o principal partido da oposição, forçando-o a aprovar o Orçamento, mesmo indo contra ao que já tinha sido anunciado previamente. Para além do mais, é muito mais fácil fazer subir impostos do que cortar nas clientelas do Estado ou prejudicar os grupos económicos que têm sido privilegiados nos últimos anos. Uma estratégia que devia ser peremptoriamente recusada pela Oposição. Se faltam recursos devido ao descontrolo orçamental deste governo, então que se cortem despesas e não se aumente a carga fiscal de uma economia com tantos problemas de competitividade.
Finalmente, é certo que ainda estamos a uns dias da apresentação do Orçamento de Estado para 2011. No entanto, e tal como aconteceu aquando da apresentação do Orçamento para 2010, o governo optou por nos fornecer um documento extremamente ambíguo sobre inúmeras medidas a adoptar. Assim, o documento refere que se “irá extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta” e “Reorganizar e racionalizar o Sector Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.” E, como é lógico, as perguntas que se seguem são: quantos? 5%? 10% 30%? E o quê? Que institutos? Que empresas? Que entidades? Quais serão as poupanças estimadas?
Promete-se ainda “reduzir os encargos da ADSE” e as transferências para as autarquias e para as Administrações Regionais. E as mesmas perguntas nos surgem: Quanto? O quê? Como? É que é muito diferente cortar 5% destas transferências (que permitiria poupanças acima dos 300 milhões de euros) e 10% (pois teríamos reduções de despesas na ordem dos 600 milhões). E depois há toda uma série de medidas avulsas que têm pouca racionalidade ou justificação. Por que é que se reduzem em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado? Por que não mais?
Enfim, este é um documento típico deste governo: ambíguo, cheio de promessas que não devem ser para cumprir, e sem qualquer estratégia de combate estrutural ao voraz despesismo do nosso Estado. Um documento de uma era que ficará irremediavelmente marcada na nossa História pela irresponsabilidade gritante dos nossos dirigentes e pelas más políticas que condenaram Portugal a um novo atraso económico que já tinha sido superado nas décadas anteriores.

As Conquistas de Abril