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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eletrificação da ferrovia é objetivo da Associação para a Mobilidade no Algarve


Apesar de se definir como uma organização centrada na defesa do transporte público, a futura Associação para a Mobilidade no Algarve já definiu como prioridade, no seu manifesto de apresentação, a eletrificação total da linha-férrea do Algarve.

Para o movimento, a opção «permitirá introduzir na região novos comboios e melhores horários». Além da vantagem ecológica, a hipótese é considerada a melhor solução para a «diminuição da dependência do transporte individual» (automóvel) e é vista como um aliado «no combate ao desemprego», ao permitir aos trabalhadores procurar emprego mais longe da área de residência.

De forma a caracterizar os hábitos de transporte dos algarvios e respetivos fluxos diários, a estrutura está igualmente a realizar um inquérito à mobilidade no Algarve, na sua página online.

O Blog Faro é Faro apoia esta iniciativa e convida os leitores a preencher o inquérito sobre a mobilidade no site da Associação para a Mobilidade do Algarve em http://mobialgarve.org/

Não deixe de preencher... o seu contributo é importante!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Chefe de governo low-cost

Mary McAleese, chefe de Estado da Irlanda, deu exemplo: recusou voar no seu jacto privado e cumpriu uma viagem oficial a bordo da companhia aérea económica Ryanair.


Podia ter voado num jacto privado do Governo, mas, consciente da difícil situação económica do seu país, a presidente da Irlanda, Mary McAleese, optou por fazer uma viagem oficial em classe económica, com a Ryanair.

Segundo o "Mail online", muitos ministros do Governo irlandês terão corado de vergonha com esta atitude. É que, apesar de a Irlanda ter chegado ao ponto de necessitar da intervenção do Fundo Monetário Internacional na sua economia interna, muitos continuam a não dispensar as viagens de limusine com motorista, nem voos em aviões a jacto privados.

Pelo contrário, a presidenta irlandesa já assumiu publicamente que o plano de austeridade não se dirige apenas aos cidadãos, mas sim a todos os irlandeses, incluindo, a presidenta do país.

O mesmo jornal avança que, ao escolher a opção económica para cumprir os seus compromissos presidenciais, Mary McAleese gastou 459,90 euros, valor que já inclui as despesas da sua comitiva - o marido, Martin McAleese, e dois conselheiros - numa viagem de ida e volta, entre Dublin e Cork, marcada com uma semana de antecedência.

Caso tivesse viajado no avião a jacto presidencial, os contribuintes irlandeses pagariam uma factura de cerca de 5 mil euros, ainda segundo o "Mail Online".

Mas, apesar da iniciativa, Mary McAleese não teve a verdadeira experiência de viagem numa companhia aérea "low-cost". Não precisou de esperar em filas, nem de ver fiscalizado o peso da sua bagagem. Entrou pela porta da frente do avião e não pela porta de trás, como os demais passageiros. Também não chegou ao aeroporto em transportes públicos: antes na limunise oficial.

O porta-voz oficial da chefe de Estado diz que não haverá comentários acerca das viagens económicas da presidência, que, alegadamente, já não serão novidade na vida pessoal e profissional de Mary McAleese.
O mesmo já fez a rainha Sofia de Espanha, no voo para Londres, que, no ano passado causou inúmeras reacções. O bilhete custou 15 euros à Casa Real.

In: Jornal de Noticias

Quando é que os políticos portugueses começam a seguir estes exemplos e em período de crise começam a usar os transportes públicos para ir trabalhar? Se eu não posso ter um BMW serie 7, porque raio vou eu pagar um a um politico? Pensem nisso!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos 

sábado, 9 de outubro de 2010

Problemas de Urbanismo em Faro



A cidade de Faro cresceu muitíssimo nos últimos 20 anos. A malha urbana de Faro era essencialmente constituída por moradias de 1 ou 2 pisos, unifamiliares e as ruas estavam dimensionadas para essa realidade. O tráfego também era diminuto, e por isso não havia grandes necessidades de estacionamento.
E. Xavier no seu comentário no blog "A defesa de Faro" ao post  O mandato da tinta amarela ilustra bem esta situação, no que toca aos recentes traços amarelos que limitam o estacionamento em Faro.

A questão é que não é possível meter o Rossio na rua da betesga. As ruas de Faro foram planeadas em função de casas de r/c ou de um andar. Nos últimos 30 anos aquelas foram substituidas por prédios com muitos andares, mantendo-se as ruas iguais. Perante esta situação estrutural não se pode fazer milagres, pois as leis da física não o permitem. O problema foi a política do mamarracho que imperou nesta cidade impunemente durante anos. Mas nessa altura nimguém contestou o que se estava a passar. Os farenses até a apoiaram, dizendo que era o progresso. Agora queixam-se? Agora é tarde. Somente quando acabar o petróleo e consequentemente a era do automóvel é que este problema será solucionado.

E. Xavier

Relativamente à falta de estacionamento, e a consequente utilização de transportes públicos, a cidade de facto está um pouco mal servida de transportes públicos. As carreiras regulares urbanas tem horários fixos e rígidos e em alguns casos desadequados as necessidades. A questão das paragens também é relevante, a maioria não possui abrigo de chuva, e o horário do Mini-Bus também não é o mais adequado.

Deveria começar mais cedo para permitir a utilização para quem vem trabalhar, por exemplo 7h e terminar mais tarde, julgo que por volta das 22h nos dias de inverno e até às 00h nos dias de verão (apenas em alguns circuitos, por exemplo o do fórum, para quem por exemplo vai ao cinema). Não faz sentido não haver Mini-Bus ao sábado à tarde, e no domingo, poder-se-ia reduzir as frequências para por exemplo 30 em 30 minutos ou até mesmo 45 min.

As carreiras urbanas em alguns casos (como o caso do Patacão) sobrepõem-se ao Mini-Bus, havendo duplicidade de oferta no mesmo horario. Como o Mini-Bus é mais barato, e ver o autocarro grande da linha urbana vazio e o Mini-Bus cheio... mesmo a frente. Deveria haver uma revisão e harmonização das tarifas.

Além disso, o serviço de Mini-Bus e responsabilidade do Município e está concessionado à EVA.
Porque não ressuscitar os T.U.C.F. - Transportes Urbanos da Cidade de Faro, Empresa Municipal, com viaturas próprias, gerando a sua própria receita. Se o negocio fosse bem estudado ia dar lucro, gerar emprego e beneficiar todos os Farenses. Além disso ia ser giríssimo ver novamente os autocarros laranjinhas a circular em Faro... ;)

Fica aqui o comentário do Sérgio sobre a falta de estacionamentos e as soluções alternativas no blog "A Defesa de Faro" que penso que descreve bem a situação actual.

Ler alguns comentários acima é de morrer de rir. Vamos lá ver as sugestões:1) Andar de transportes públicos - O que é isso? os mini-bus? terminam as 20:00h e começam as 7:00h, de segunda a sexta, aos sábados terminam as 14:00, aos domingos não há!!! Há! não esquecendo que passam de 15 em 15 minutos! Nas paragens onde não há abrigos, ou seja quase todas, em dias de chuva 15 minutos, no mínimo em pé à chuva. Que tal? Fantástico.
2º - Andar de bicicleta - informo que o Big Mac, não anda de bicicleta. Isto é para os outros, não é a toa que tem aquela enorme protuberância... Mas retornando, nos passeios atropelamos os peões, nas ruas somos atropelados!
3º - Estacionamento - Esta é para rir a gargalhada. Quem não tem garagem, como eu tenho, coitados! É ver os meus vizinhos a nora... E não resido na 5 de Outubro!
Por tudo isto, a conclusão é simples, quem não conhece a cidade devia ser proibido de concorrer a presidência da mesma. Faro não é S. Estêvão!!! Somos cerca de 60.000 votantes, há uma "ligeira" diferença com o município de origem e residência do Sr. Macário!

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fotografia Rara - Autocarro da EVA

Caros,

Quero brindar-vos com mais esta excelente foto de um autocarro Volvo da EVA, foto de 1933.

É com enorme orgulho e satisfação que afirmo que a nossa Empresa de Viação do Algarve estava muito a frente das suas competidoras no que toca ao material circulante. Estes Panhards com motor Volvo eram muito mais potentes, seguros, confortáveis e rápidos que os Chevrolets, Dodge, Internationals, Bedfords entre outros da concorrência.

Desde já presto aqui a minha homenagem ao empresario Anibal Guerreiro, grande impulsionador da Empresa de Viação do Algarve.

Cumprimentos cordiais

Luis Passos

sábado, 11 de setembro de 2010

PARTE I - Transportes Rodoviários em Faro – Uma história contada em fotografias

Fig 1 - Autocarro do "Santos" de marca Ford
O autocarro na foto não é na realidade o primeiro autocarro que fez o serviço Faro – São Braz, mas sim o segundo. Manuel Gonçalves dos Santos, mais conhecido como o “Santos”, era natural de Albufeira, tendo iniciado a sua actividade na sua terra, fazendo o transporte entre a estação de Ferreiras (estação de comboio de Albufeira) e a Vila de Albufeira. Tendo desistido dessa concessão e vindo para Faro, com um velhinho autocarro GMC (do grupo General Motors) fazer o transporte entre Faro e São Brás. A “gare do Santos” ficava no largo de São Pedro, junto da casa da água, no actual Jardim Catarina Eufémia, sendo a bilheteira e terminal de carga no edifício onde até há pouco tempo existia uma papelaria.
No ano de 1926, precisamente o ano da foto, o velhinho GMC já não podia com “a gata pelo rabo”, além disso o negócio estava-se expandindo, e o Santos associou-se a José da Cruz Costa e Fausto Rodrigues Andrade. Assim, foi criado um novo percurso entre Vilarinhos, São Brás e Faro, tendo para isso encomendado em Lisboa um “chassis” FORD no qual montaram uma primitiva carroçaria de madeira. 
Para percebermos como este tipo de autocarros é construído, aqui temos uma foto de um autocarro a ser construido.

Fig 2 - Construção de autocarro de chassis de madeira
O chassis e elementos mecânicos (motor, transmissão, travões, etc) eram adquiridos a um fabricante (neste caso por exemplo foi a Ford) e depois a carroçaria era por construída um carroçador ou então pelos mecânicos da empresa de transportes, como era habitual aqui no Algarve.
No Algarve existiram outras empresas a operar na época, entre elas o Cipriano das Neves de Loulé mas durou pouco, operava uma Overland.
Em Olhão existia a Empresa Rodoviária do Algarve, propriedade do famoso “Silva”, os autocarros eram vermelhos e cinzentos. Inicialmente eles operavam Chevrolets e ainda Internationals C35B.
Fig 3 - Autocarro Chevrolet - E.R.A. Olhão
Fig 4 - Autocarro International C35B da E.R.A. Olhão
Estes autocarros eram lentos e só a muito custo atingiam a vertiginosa velocidade de 80 km/h.
Em Faro, resultando de múltiplas fusões de diversas empresas que se dedicavam ao transporte de passageiros surgiu em 1933 a Empresa de Viação do Algarve, Lda – EVA.
A EVA inicialmente iniciou a sua operação com autocarros do tipo Panhard com motores volvo, como este do anuncio .

Fig 5 - Anuncio da EVA - Empresa de Viação do Algarve
Ao longo dos anos a EVA operou autocarros de diversas marcas, desde Bedfords com motor Perkins, Volvos, AEC, entre muitos outros. 
Fig 6 - Autocarros da EVA  - Empresa de Viação do Algarve
Os autocarros da EVA eram verdes de cinzentos, e o seu terminal era junto a doca, no local indicado na foto anterior. Neste tempo ainda não havia o terminal rodoviário actual, só construído nos anos 70, creio eu. Do outro lado da Praça Ferreira de Almeida, junto a actual loja de fotografias, era o terminal dos autocarros do "Silva" (os de Olhão). Eram vermelhinhos, com traço azul ao centro e a parte inferior pintada de cinza. Na fig 6 consegue-se ver a retaguarda de um autocarro do Silva parado junto ao seu terminal (no canto superior esquerdo).
Na Fig 7 podemos ver dois autocarros da marca AEC, modelo Reliance, parados junto à doca.
Fig 7 - AEC Reliance da Empresa Rodoviária do Algarve (E.RA. de Olhão)
Nesta fotografia se vêem vários autocarros Volvo da EVA e uma BEDFORD com motor Perkins da empresa Rodoviária do Algarve (a do Silva, de Olhão) vermelhinha.
Fig 8 - Bedford da E.R.A. (vermelhinha) junto dos autocarros da EVA