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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O preço de Cavaco Silva


  45 000€, por dia.É obra.
Por dia...nada de confusões, por dia!!!.....   
  
45 mil euros por dia para a Presidência da República.
As contas do Palácio de Belém
O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano
(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus
12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva
entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa,
gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros)
sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros)
e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que 'custa' 46,6 milhões de euros anuais.

E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva,
a desfaçatez de nos vir dizer  que:
"os sacrifícios são para ser 'distribuídos' por todos os portugueses"...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cavaco recebe Augusto Santos Silva

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu esta tarde em audiência no Palácio de Belém o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
Na página da agenda do site da Presidência da República é apenas referido que o encontro aconteceu às 18h30, não existindo qualquer referência ao motivo da reunião.  
Entretanto, o item relativo à reunião semanal com o primeiro-ministro, José Sócrates, que estava marcada para às 17h00, foi retirado da agenda disponível no site da Presidência da República.  
Contactada pela Lusa, fonte de Belém adiantou apenas que a audiência de Cavaco Silva com José Sócrates não teve lugar a pedido do gabinete do  primeiro-ministro.  
Esta manhã, o chefe de Estado já tinha recebido em audiência o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e também nessa altura a agenda da reunião não foi divulgada.
O ministro da Presidência é o interlocutor do Governo na discussão inter-partidária  com a oposição no processo negocial sobre a ajuda externa.

Bem isto só deixa transparecer que o regular funcionamento das instituições não se está a verificar. Quanto à reunião do ministro da defesa com o presidente da republica, por acaso não seria por causa disto?

Ainda hoje falei com um militar amigo (o mesmo com que falei no post sobre o Otelo) e as coisas estão muito feias... por enquanto está tudo calmo, mas se as coisas ficarem feias, a tropa vem para a rua. Já se fala num novo 25 de Abril abertamente, e na TV também já ouvi algumas ameaças veladas.
Politicos, não se ponham a pau, não... Ainda vão parar todos ao Campo Pequeno!

Cumprimentos cordiais
Luís

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrevista à Antena 1 João Miranda: Cavaco devia ter demitido Governo após discurso de tomada de posse

O constitucionalista Jorge Miranda entende que “a consequência mais natural” do discurso de tomada de posse do Presidente da República seria Cavaco Silva ter demitido logo o Governo, ou então o primeiro-ministro, José Sócrates, ter apresentado a sua demissão.

“O discurso era uma moção de censura expressa”, afirmou Jorge Miranda, em entrevista à Antena 1. Para o constitucionalista, a demissão do Governo seria, por isso, a consequência “lógica” e “era isso que noutro país aconteceria”. O professor de Direito defendeu, também, que se o objectivo não era demitir o Governo, então Cavaco Silva “devia ter agido para procurar um acordo entre os partidos”.

Na mesma entrevista, o constitucionalista sublinhou que o Presidente da República, Cavaco Silva, deveria ter feito tudo para que houvesse um Governo de coligação ou um acordo parlamentar maioritário. Jorge Miranda afirmou que não faltaram poderes constitucionais ao Chefe de Estado, daí que acredite que Cavaco Silva só não agiu porque tem uma concepção parlamentar da figura do Presidente.

Ainda sobre Sócrates e Cavaco, Miranda rejeitou que em democracia possam existir inimigos, afirmando que podem sim existir adversários, mas que se devem respeitar uns aos outros e que “particularmente em situações de crise devem comunicar. “Ora realmente temos assistido, particularmente nos últimos dois meses, a uma incomunicabilidade profunda entre os dirigentes partidários e entre o Presidente da República e os dirigentes partidários.”

Problemas do país não se resolvem “com um só partido”
O professor catedrático lamentou esta “incapacidade de comunicação e de definição de algo comum”, que defendeu estar mais relacionada com as pessoas do que com o sistema e com o facto de os portugueses terem “pouca capacidade de exigência em relação aos dirigentes políticos”: “O factor pessoas é extremamente importante e não pode ser posto de parte.”

Em relação ao futuro, Jorge Miranda é da opinião que os problemas que o país atravessa não se resolvem com uma maioria de um só partido e muito menos com uma maioria de direita, defendendo mesmo que se for caso disso o Presidente da República deve procurar que o Governo seja liderado por outros protagonistas. “Estou convencido que qualquer desses governos monopartidários ou de coligação vai ter as maiores dificuldades para governas”, disse.

Sobre o seu posicionamento político, o constitucionalista definiu-se como “um social-democrata de inspiração cristã”. Questionado sobre se se revê nos partidos do actual espectro partidário, admitiu que não, mas explicou que como não é abstencionista tem votado muitas vezes em branco – pelo que concorda com a proposta do antigo ministro de José Sócrates e economista Campos e Cunha de deixar no Parlamento lugares vagos provenientes dos votos em branco. “Daria um sentido positivo ao voto em branco. Seria uma forma positiva de manifestação de desagrado em relação aos partidos existentes”, insistiu, definindo o actual sistema de partidos como vivendo um “estado comatoso, sem qualquer capacidade de renovação”.

Jorge Miranda lamentou, ainda, que os chefes partidários dominem por completo o cenário político, deixando os deputados sem qualquer liberdade. Depois, defendeu que o país estaria bem diferente caso os líderes dos dois maiores partidos fossem Sá Carneiro e Mário Soares. Mas também lhes apontou o dedo, considerando que foram os responsáveis por nos inícios dos anos 1980 formatarem o PSD e o PS como partidos que obedecem ao chefe.

Concordo com João Miranda, o que se passa nos partidos e vergonhoso, as bases não participam em nada nas tomadas de decisão... neste momento os partidos apenas representam os interesses de meia dúzia de manfios.
Quanto ao Cavaco, também concordo, depois de ter feito um discurso duríssimo como fez e depois ficou calado, enfim... se achava que o governo não tinha condições para governar demitia o governo, dissolvia o parlamento e convocava eleições.

Mas como não queria que Socrates se vitimizasse, que dissesse que não o deixavam governar e até podia ganhar de novo as eleições deixou o pais apodrecer  e chegar onde chegou. Cavaco prestou um péssimo serviço ao pais e vai ficar lembrado na historia por isso.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Testemunha confirma que Oliveira Costa vendeu a Cavaco Silva e à filha acções da SLN com prejuízo

Uma testemunha confirmou hoje em tribunal que o ex-presidente do BPN vendeu, em 2001, a Cavaco Silva e à sua filha 250 mil acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a um euro cada, quando antes as adquiriu a 2,10 euros cada à offshore Merfield.


Respondendo a perguntas dos juízes do julgamento no caso do Banco Português de Negócios (BPN), Paulo Jorge Silva, inspector fiscal que colaborou com a Polícia Judiciária no âmbito deste caso e que é testemunha do Ministério Público, disse “não ter explicação” para o facto de o principal arguido, José Oliveira Costa, ter perdido 1,10 euros em cada acção que vendeu a Aníbal Cavaco Silva e à filha do actual Presidente da República, Patrícia Cavaco Silva Montez.

O inspector das Finanças, que participou na investigação, precisou que de um lote de 250 mil – de 1.750.000 de acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) que Oliveira Costa adquiriu à Merfield, em 27 de Março de 2001, a 2,10 euros cada – 100.360 acções foram adquiridas por Cavaco Silva e 149.640 acções por Patrícia Montez, em ambos os casos a um euro por título, a 18 de Abril de 2001.

As restantes 1,5 milhões de acções adquiridas por Oliveira Costa à Merfield foram vendidas no mês seguinte (Maio de 2001) às contas de investimento de clientes do BPN, a 2,11 euros, com um lucro de 0,01 cêntimo por acção.

Feitas as contas pela testemunha em tribunal, Oliveira Costa teve um prejuízo de 275 mil euros com a venda daquelas acções a Cavaco Silva e Patrícia Montez e um lucro de 15 mil euros da venda daquelas acções às contas de investimento de clientes do BPN.

Paulo Jorge Silva já dissera em tribunal, em Fevereiro, que Oliveira Costa vendera as 250 mil acções que comprara no mesmo dia numa operação que implicou um prejuízo de 275 mil euros.

Hoje, indagado pelo colectivo presidido pelo juiz Luís Ribeiro que o interroga no Campus da Justiça de Lisboa, o inspector tributário disse não encontrar qualquer “explicação” para a única venda de acções do grupo SLN SGPS a um euro por acção e com prejuízo avultado para Oliveira Costa, ex-presidente do BPN.

Em resposta a perguntas dos juízes, a testemunha referiu ainda que, uma vez que as acções do grupo SLN não estavam cotadas em bolsa, o seu valor deveria ser efetuado a partir do balanço e demonstração de resultados do grupo SLN (detentor então do BPN), mas que esse cálculo é dificultado porque há uma componente patrimonial não declarada que é detida através de sociedades offshores do grupo, as quais teriam grandes prejuízos resultantes de maus investimentos.

Estes prejuízos, segundo a testemunha, seriam ocultados aos accionistas do grupo e às entidades supervisoras.

O inspector explicou também que Oliveira Costa precisava de liquidez para saldar uma dívida com o grupo SLN resultante do aumento de capital da SLN em Dezembro de 2000, precisando de 1,5 milhões de euros para o efeito, tendo feito um contrato de empréstimo junto do Fortis Bank em Lisboa, no valor de 12,5 milhões de euros, dando como garantia as próprias acções que ainda tinha por pagar.

Assinalou que acabou por ser a SLN a oferecer as garantias para aquele empréstimo feito a Oliveira Costa, tendo esse contrato sido assinado pelos administradores da SLN Dias Loureiro e Luís Caprichoso, este último arguido neste processo.

A testemunha disse ainda que o empréstimo de 12,5 milhões concedido pelo Fortis Bank a Oliveira Costa acabaria por ser pago com verbas desviadas do Banco Insular de Cabo Verde (presidido pelo arguido José Vaz Mascarenhas), sendo que o buraco financeiro do banco cabo-verdiano foi englobado nas contas do BPN, entretanto nacionalizado pelo Estado português.

Oliveira Costa está a ser julgado por burla qualificada, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e aquisição ilícita de acções. Outras 14 pessoas ligadas ao universo SLN, como Luís Caprichoso, Ricardo Oliveira e José Vaz Mascarenhas, e a empresa Labicer estão também acusadas por crimes económicos graves.

In: Publico

Não era este senhor que dizia que era preciso nascerem duas vezes, repito, duas vezes, para serem mais honestos que ele?
Então? Que está a espera para se demitir?

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ajuda externa abre guerra no Conselho de Estado

Conselheiros de Cavaco trocam acusações sobre o que se passou na última reunião. 

De um lado Bagão Félix e António Capucho, do outro Almeida Santos e Carlos César. Em causa está a discussão ou não, na última reunião do Conselho de Estado, de um pedido de empréstimo de curto prazo até que Portugal tenha um novo Governo em funções com toda a legitimidade política.

José Sócrates garantiu, anteontem, em entrevista à RTP, que o tema não foi abordado, tendo sido secundado pelo presidente do PS e pelo presidente do Governo dos Açores. Bagão Félix é categórico: o primeiro-ministro está a mentir. "Perante as declarações do senhor primeiro-ministro só posso dizer que tem um problema de natureza física, como surdez, o que não parece, ou é distraído, o que também não me parece, ou faltou à verdade. Mentiu", insistiu ontem o ex-ministro das Finanças e do Trabalho.

Tendo em conta que o Conselho de Estado é, por excelência, o órgão consultivo do Presidente da República e tendo sido ouvido antes mesmo de Cavaco ter aceite a demissão do primeiro-ministro e avançado para a dissolução do Parlamento é, no mínimo, inédita esta troca de acusações.

In: Economico

É o que eu digo, ninguém se entende e Cavaco já perdeu os comandos da carroça que segue desgovernada ladeira abaixo.

Só quero ver quando bater no fundo do precipício... como vai ser?


Luís Passos

Falta de Governo complica salvação rápida

A falta de um Governo em funções limita as opções de resgate imediato do país mesmo que as autoridades peçam ajuda externa, algo que têm vindo a evitar mesmo perante as dificuldades de refinanciamento do sector público e financeiro. 

1 - Pedir só ao FMI
Tecnicamente é possível pedir um empréstimo directo ao FMI. Um programa de assistência habitual implica uma condicionalidade estrita e uma taxa de juro ligeiramente menor que a praticada na UE. Implica um Governo capaz que aplique medidas de austeridade, que não existe. Mas o FMI também oferece linhas de crédito de curto e médio prazo, com menos contrapartidas, que só se usam em situações muito específicas provocadas por um factor externo. Algo que se aplica mais ao Japão que a Portugal. Contudo, isto traria problemas políticos de "deslealdade" para com os parceiros europeus com quem se esteve a lutar por "um mecanismo interno que honrasse o compromisso do euro", nota um embaixador europeu. Poderia ser uma bofetada de luva branca para os países conservadores que endureceram as condições de empréstimo na zona euro mas isso "seria totalmente incompreensível", nota um porta-voz da Comissão. Esta opção chegou a ser discutida no caso da Grécia, mas foi abandonada justamente para permitir à UE criar um mecanismo próprio.

2 - Pedir ajuda europeia excepcional ou ‘intercalar'
Esta foi a solução usada para a Grécia. Invocando o artigo 122 do Tratado de Lisboa, um grupo de países europeus garantiu empréstimos bilaterais. Mas o Reino Unido obrigou os 27 a garantir, por escrito, nas conclusões de um Conselho Europeu, que esse artigo jamais se utilizaria para esse fim, visto que a UE criou o FEEF para resgatar países do euro. Esse artigo permitia que caso um país "se encontre em dificuldades ou sob grave ameaça de dificuldades devidas a calamidades naturais ou ocorrências excepcionais que não possa controlar", o conselho pode "sob certas condições, conceder ajuda financeira da União ao Estado-membro em questão". E mesmo que não existisse já uma objecção, quais seriam os Parlamentos que aceitariam dar garantias de empréstimos ou empréstimos a um país sem o compromisso deste com um programa de austeridade? Além disso, as opiniões públicas de países como a Finlândia, Alemanha, Áustria, Holanda e Eslováquia têm vindo a revelar-se cada vez mais alérgicas a estas ajudas, levando os seus governos a apertar a condicionalidade.

3 - Pedir ajuda do FEEF
Seguir a pegadas da Irlanda surge como a opção natural, pois foi esse mecanismo que foi criado para casos países da zona euro em dificuldades financeiras como Portugal. Mas o actual Governo apenas tem margem para fazer o pedido. As contrapartidas de austeridade a aplicar exigem um compromisso interpartidário ou um novo Executivo, o que não se espera antes de fim de Junho, depois do rubicão de endividamento nesse mês. Razão pela qual o Governo tem vindo a procurar soluções junto da Comissão. Mesmo que esse acordo viesse já, o FEEF tardaria cerca de um mês a estar operacional.

4 - Pedir ajudas bilaterais
Parece uma solução de outros tempos. Um país ‘amigo', ou vários, pode criar uma linha de crédito específica a troco de uma espécie de condicionalidade diferida - uma promessa firmada pelo Presidente da República e/ou principais líderes partidários que o compromisso será honrado, um programa de condicionalidade será aplicado e eventualmente integrado num pacote de ajuda europeu assim que um novo Governo entre em funções.

In: Economico

Tal como já aqui havia dito, o facto de o PEC IV ter sido rejeitado foi uma bazucada nos dois pés, e o facto de o presidente da republica não ter constituído um governo de salvação nacional foi outro. O facto de estarmos sem governo até Junho cria uma serie de embaraços e lacunas de poder, decisões urgentes que não podem esperar não estão a ser tomadas porque não há governo em funções.

Um pacote de medidas de austeridade devia neste momento já estar a ser aplicado, mas não... entretanto as empresas de transporte estão todas falidas, ninguém lhes dá credito, não vai haver dinheiro para pagar os salários dos trabalhadores, há pessoas com empréstimos que o dinheiro tem de entrar certinho... como é? O que é o Presidente da Republica pensa disto? Onde está Cavaco numa hora destas?

Esta gente é completamente irresponsável, atirar o pais para eleições num momento destes e a pura da loucura! Bem diz o Ricardo Salgado... os bancos não aguentam mais, não tem onde ir buscar dinheiro para comprar divida ou para injectar no mercado (empresas e cidadãos) e o estado continua como se nada fosse.

Entretanto o banco de Portugal já solicitou aos bancos para reforçarem os capitais próprios, situação que deverá ser resolvida com aumentos de capital na maioria dos casos.

Não quero acreditar, mas se não aparecer dinheiro para os salários o pais vai parar. O sector dos transportes para e consequentemente tudo o resto para também. Ainda há, perante uma situação desta gravidade, gente irresponsável que ainda faz greves porque querem aumentos de ordenado e a não querem os cortes impostos pela crise. Lunáticos!!!!! Não vêem que estão a destruir o pais e a arruinar o restinho da nossa economia?? Não percebem que é preciso todos fazerem sacrifícios?

Nunca pensei que o povo Português fosse tão egoísta! Não perceberam que assim vamos todos ao charco? E depois nem para mim... e nem para ti!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bancarrota: Portugal ultrapassa a Irlanda

Portugal trocou de posição com a Irlanda, subindo ao 4º lugar no TOP 10 mundial dos países com maior risco de default

Portugal acaba de trocar de posição com a Irlanda no TOP 10 mundial do risco de default (incumprimento da dívida soberana) - passou ao 4º lugar, segundo dados do monitor da CMA DataVision que abrange 80 países.
A probabilidade de bancarrota de Portugal num horizonte de cinco anos é agora de 40,61%, segundo o mercado dos investidores em credit default swaps (seguros financeiros contra o risco de incumprimento). O risco, hoje de manhã, já esteve próximo de 41%.
Em virtude da descida do risco de default da Irlanda - que já se vinha a observar desde segunda-feira , como acentuámos -, Portugal acabou por ultrapassar este país, cuja probabilidade de incumprimento se situa, agora, em 39,71%, tendo descido para a 5ª posição naquele TOP 10.
Portugal lidera hoje os países com maior subida diária deste risco.
A baixa de notação da República Portuguesa pela Moody's e o movimento de disparo das yields das obrigações do Tesouro portuguesas no mercado secundário (com juros acima de 10% na maturidade a 5 anos), a que já fizemos referência, são os outros dois ingredientes deste "dia negro" da dívida.

Leilões de Bilhetes do Tesouro amanhã

Recorde-se que, para amanhã, pelas 10H30, estão anunciados pelo IGCP (Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público) dois leilões de linhas de Bilhetes do Tesouro com maturidade em Outubro de 2011 e Março de 2012, com um montante indicativo global entre €750 milhões e €1000 milhões. O montante mínimo de alocação a cada linha será de €300 milhões.


Pelo andar da carruagem nem chegamos a Junho! A corda está a esticar?

Onde anda o Cavaco? Se não serve para nada... demita-se!
Cumprimentos

Luís Passos

sábado, 2 de abril de 2011

Vale a pena ler isto!

Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".
O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou- se".
 Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC- 4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC- 2 e PEC- 3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável.
No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou- se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".
A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar- se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".
Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria
permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".
"A situação económico- financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro.
É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.
Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável.
Lembrem- se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

Recebido por Email

FINANTIAL TIMES: Fitch close to junking Portugal

Portugal is left with one notch above speculative grade. It’s on negative watch. S&P currently has Portugal at BBB (negative), while Moody’s recent cut to A3 is now already looking an outlier.
We expect there’s a good chance Portugal will be junk at all three ratings agencies before or soon after a bailout is arranged. Fitch thinks EU/IMF support is positive for credit. However, we’d also point to potential credit risks to bondholders from this bailout, if further loans are needed after 2013. Those loans would be senior.
Fitch explains its action further:

“The severity of the downgrade by three notches mainly reflects Fitch’s concern that timely external support is much less likely in the near term following yesterday’s announcement of general elections to take place on 5 June,” says Douglas Renwick, Director in Fitch’s Sovereign Ratings Group. “Fitch identified timely external support as a key rating trigger when it downgraded Portugal to ‘A-’ on 24 March. The agency views external support as necessary to bolster the credibility of Portugal’s fiscal consolidation and economic reform effort, as well as secure its financing position.”

In addition, the significant upward revisions to the 2010 public debt and deficit figures (now 92.4% and 8.6% of GDP, respectively), also announced yesterday, have further weakened Portugal’s fiscal profile and underscores the magnitude of the fiscal consolidation challenge facing the new government. The rejection in parliament of measures to strengthen the 2011 budget and the upcoming elections mean that further consolidation will likely not be implemented until Q3 2011 at the earliest. Given the weak macroeconomic outlook, Fitch sees a significant risk of slippage from the official deficit/GDP target for this year of 4.6% of GDP.

Fitch views an IMF/EU financial support package with strict policy conditionality as necessary to secure sustainable financing and restore medium-term debt sustainability and investor confidence in Portugal. Any delay in securing a credible IMF/EU supported policy programme increases the risks to economic and financial stability, while the current crisis is likely to worsen the economic downturn.

Quick question: was ‘timely external support’ really ever that reliable enough to hang so many ratings notches on it? Indeed Portugal had been playing brinkmanship with the eurozone for months.
A less quickly answered question: what does the ECB do now?
It has already added Ireland to Greece in the sovereign bonds granted ratings waivers for banks pledging them as collateral. Portugal is looking next at this rate. Like we also said… it’s not ratings bringing sovereigns down, it’s the rules requiring ratings.
Related link:
Get yer collateralised Portuguese bonds here – FT Alphaville
This entry was posted by Joseph Cotterill on Friday, April 1st, 2011 at 18:19

Meus senhores... leiam bem com atenção este artigo do FT com a explicação oficial da Fitch com a justificação por que baixou o rating Português.
A razão é precisamente a que já anunciei em posts anteriores, porque a Fitch não acredita que o pais aguente sem ajuda externa até 5 de Junho, e ainda por cima com um governo que diz que não pode / não quer pedir a dita ajuda.
O presidente da Republica em vez de por ordem neste forrobodó, ainda ajuda a por gasolina na fogueira.

Estamos entregues à bicharada.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fitch corta ‘rating’ de Portugal em três níveis

A Fitch esmagou o ‘rating' de Portugal, baixando-o em três níveis, de ‘A-' para ‘BBB-'. O País fica a apenas um degrau da classificação de "lixo". 
 
O ‘downgrade' é justificado por ser agora menos provável que Portugal accione um pedido de ajuda externa, que a Fitch vê como indispensável, até às eleições legislativas de 5 de Junho.
"A severidade do ‘downgrade', de três níveis, reflecte sobretudo a preocupação da Fitch de que um pedido de ajuda externa é agora menos provável no curto prazo depois do anúncio, ontem, da realização de eleições a 5 de Junho", escreve Douglas Renwick, responsável da agência de notação financeira, num comunicado enviado à comunicação social.

Outra justificação invocada para o corte de ‘rating' foi a revisão em alta do défice português de 2010, que se cifrou em 8,6% do PIB, bem acima dos 7,3% prometidos a Bruxelas. Segundo a Fitch, tudo isto provoca um problema de calendário: "A rejeição parlamentar de medidas adicionais de austeridade e as próximas eleições significa que o reforço da consolidação orçamental não deverá avançar antes do terceiro trimestre de 2011". Por isso, segundo a Fitch, o objectivo de baixar o défice para 4,6% este ano está em perigo.

‘Rating' nacional à deriva

O ‘downgrade' de hoje significa que desde 24 de Março o ‘rating' português atribuído pela Fitch tombou cinco níveis, de ‘A+' para ‘BBB-'. E pode continuar a descer, dado que o ‘outlook' é negativo.
"O outlook negativo indica a probabilidade de um ‘downgrade' no curto prazo. A decisão será influenciada pela avaliação da agência em relação à evolução da situação orçamental, incluindo um eventual custo com o reforço do capital do sistema financeiro português. Também reflecte o risco de intensificação dos riscos macroeconómico e financeiro nos próximos meses, que a agência acredita que poderiam ser amenizados com uma intervenção da UE e do FMI", lê-se no mesmo relatório.

Portugal fica assim com um ‘rating' mais baixo que a própria Irlanda, já sob a alçada do FMI, sendo que há apenas um país na zona euro com uma classificação mais baixa: a Grécia
 
In: Economico

Tal como já havia referido no post anterior, este post vem justificar o meu comentário, ou seja, ninguém acredita que nos vamos aguentar ate 5 de Junho.
 
Por isso o Presidente da Republica deve agir já... decidindo depressa e bem. 
Caso contrário o pais vai pagar muito caro. Cavaco é co-responsável por esta crise, juntamente com José Socrates.
Cumprimentos cordiais
 
Luís Passos

Cavaco diz que corte de rating "é exagero muito grande"

O Presidente da República considerou hoje "um exagero muito grande" o corte do rating de Portugal em três níveis realizado pela agência de notação internacional Fitch, sublinhando que a situação portuguesa "não o justifica de forma nenhuma".

"Essa notícia não é uma boa notícia, mas entendo que a situação portuguesa não o justifica de forma nenhuma, considero um exagero muito grande aquilo que hoje foi feito por parte de uma agência de rating", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.
Cavaco Silva falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração de um hotel na Quinta da Marinha, em Cascais.
A agência de notação internacional Fitch cortou hoje o rating de Portugal em três níveis, de A- para BBB-, estando agora a um nível de ser considerado "lixo" ('junk').

In: DN ECONOMIA

Carissimos,

Já todos percebemos que Cavaco Silva não está a altura do cargo que ocupa. Em vez de se por com estas questões devia era urgentemente criar um governo de iniciativa presidencial composto por elementos de todos os partidos, e delinear já um plano de emergência e salvação nacional, de acção imediata com o auxilio do FEEF/FMI. 

Segundo João Duque, professor do ISEG, isso poderia poupar-nos 3 mil milhões de euros no curto prazo e ainda mais no longo prazo.

É urgente actuar, não nos podemos arrastar neste marasmo até 5 de Junho, isso seria uma loucura, 2 meses em que iríamos andar aqui ao sabor das ondas. 

As agências de rating já se aperceberam disso, e por isso desconfiam que tenhamos possibilidade de cumprir.

Além disso, as nossas contas estão cheias de contabilidade criativa, quase que de certo o nosso deficit externo não é 80% do PIB como é anunciado mas deve andar já entre 120% a 150% do PIB.

Isto é uma verdadeira doidice... nunca o pais vai conseguir pagar esta divida, a não ser que tenha taxas de crescimento da economia na ordem dos 7% ao ano ou mais... e mesmo assim tinha de ter muita austeridade.

A unica saida que vejo para isto seria correr com toda a classe politica, e criar-se um governo de união nacional para acabar com a situação actual... mesmo que para isso fosse necessário suspender a democracia por uns tempos.  

O tempo urge... cada hora, cada dia que passa, estamos mais perto do abismo... esta gente não tem noção do que está a fazer...  As próximas gerações estão comprometidas!

Agora é que se vem quem são os verdadeiros estadistas... quem tem ou não tem sentido de estado e de dever publico.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Ainda o leilão da divida de hoje...

Caros,

Conforme foi publicado no post Ainda não foi hoje que Portugal bateu na parede... , aqui no blog Faro é Faro, a agencia REUTERS publica hoje um artigo de 3 páginas sobre o mesmo leilão com o titulo CORRECTED - WRAPUP2 - Portugal pays heavily to borrow, S&P cuts Ireland em que basicamente referem os mesmos tópicos também indicados no post aqui do FARO É FARO mas acrescentam algo:

 - "Portugal está agora a pagar, por um empréstimo a 15 meses, uma taxa de juro mais elevada que a Espanha para empréstimos a 10 ano - uma clara indicação do risco que os investidores agora associam a Portugal(...) Richard McGuire, um especialista em dívida do Rabobank, referiu que apesar do leilão de Sexta (01/04) ter demonstrado que Portugal ainda podia aceder aos mercados em caso de necessidade, a tendência não era animadora. "Na prática, (Portugal) está insolvente - ie está claramente numa situação em que a dívida está a ser emitida para cobrir o serviço da dívida [ie, juros e capital], o que resulta num [efeito] "bola de neve" de dívidas" - Ver pag 1 e 2 do artigo.

 Vem assim deste modo confirmar as minhas previsões que caso não batêssemos na parede hoje, iremos bater em Junho. O problema agora é que aparentemente ninguém quer ficar com o ónus te der de chamar o FEEF/FMI para intervir, porque sabe que isso poderá ter implicações a longo prazo, em termos eleitorais.

Assim, Portugal não se governa nem se deixa governar, e aqui anda ao sabor das ondas, como naufrago a tentar por a cabeça fora de água, até que não aguenta mais e se deixa afogar, quando poderia tudo isto ter sido evitado, tendo pedido socorro atempadamente.
O Presidente da Republica que com a sua acção determinada, forte e incisiva deveria ter apaziguado os mercados dando transmitindo sinais de confiança,  deveria ter posto fim a tempo e horas ao conflito institucional vigente, servindo de mediador entre as partes (PS e restantes partidos) no sentido de evitar a situação actual. Cavaco foi um factor de instabilidade, pondo em primeiro plano ódios e cóleras pessoais em vez do interesse nacional.

O problema português e estrutural e de crescimento económico,  ou seja, para sustentar o actual modelo social a economia nacional precisa crescer, e o estado precisa racionalizar recursos e diminuir a despesa. Isto é básico.  A receita já a muito tempo que se sabe qual é... Resta saber é quem é que "os tem no sitio" para implementar estas medidas.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos



Bem diziam os Romanos - No sul da peninsula há um povo que não se governa nem se deixa governar

 O Presidente da República entende que o Governo pode pedir ajuda externa, a Comissão Europeia há quinze dias que faz saber que o Governo, do ponto de vista de Bruxelas, pode pedir ajuda externa, a conselheira do FMI acha que só um milagre poderia evitar a necessidade do recurso à ajuda externa, o presidente do Eurogrupo considera que é uma questão de Lisboa definir quem é competente para pedir ajuda externa, o BCE julga que é "uma decisão que só Portugal pode tomar". "Portugal", porém, acha que não tem

- "legitimidade";
- "condições";
- "poder";
- e "a credibilidade que é necessária para poder merecer a confiança que é necessária por parte das entidades externas que nos podem ajudar".

Está finalmente claro por que razão o "Portugal" enterrou, no exacto momento em que enterrou, Portugal numa crise política?


Via Cachimbo de Magritte

Esta frase foi escrita por um general romano em serviço na Ibéria em carta enviada ao Imperador. É atribuída ao General Galba, que teria sido um dos primeiros governadores romanos na península, no Séc III antes de Cristo.

Referia-se o general romano aos Lusitanos, uma tribo guerreia que habitava também uma parte do actual território nacional. Não foi fácil às legiões romana dominarem os Lusitanos que ofereceram acesa resistência. Lembremos um dos seus chefes: Viriato.

Parece que a célebre frase aplicada aos nossos antepassados se pode igualmente aplicar aos portugueses da actualidade. Não nos governamos nem queremos que nos governem.

Num país endividado até ao tutano a quem não faltará muito os credores deixarão de emprestar dinheiro ou então fá-lo-ão com juros incomportáveis, os portugueses continuam a soprar para o lado:
- No Natal de 2010, os portugueses gastaram mais dinheiro do que no ano transacto.
- Ao contrário do que se verifica na Europa, em Portugal acelerou a compra de carros novos no último trimestre de 2010.
- Tudo o que era local de passagem de ano e tudo o que era avião pejou de portugueses.

Poupança? Prevenir o futuro? Investir? Nada disso. Gastar, gastar, gastar. Parece que o pensamento de muita gente anda por aqui: quem vier depois de nós que feche a porta, isto é, que pague as dívidas. Que direito temos nós de fazer pagar às gerações futuros as dívidas que elas não contraíram?

Existe uma burguesia média e média-alta citadinas para quem a máxima é gozar a vida, sem horizontes nem amanhãs. Parece que três deuses enchem por completo o coração desta gente: prazer, ter, e poder. Valores? Que valores? Cada um que se safe! Egoístas até ao fundo, só pensam no seu próprio bem-estar, o resto é paisagem.
E se pensarmos que é esta gente que, através de lobbys bem organizados e pouco ou nada transparentes, está por trás dos decisores políticos, económicos e jornalísticos, compreendemos que estamos bem entregues... A crise começa na ausência de valores, derivam muito daqui as crises económicas e sociais.

Há ainda a célebre mania nacional do dar nas vistas. Da primazia do parecer sobre o ser. "Se o meu vizinho goza, eu também tenho do gozar." Não interessa como, não interesse o futuro que se hipoteca...

Depois queixamo-nos dos políticos. É certo que, na maioria das vezes, com razão. Mas os políticos emergem do povo que somos, são portugueses como os outros. Se os políticos são fracos, é porque nos tornamos num povo fraco.
Ainda não nos habituamos a castigar nas urnas os mentirosos e falsos e a premiar quem nos diz a verdade, mesmo quando esta não nos é agradável. Vejamos o caso das últimas eleições legislativas. Quem é que o povo escolheu? Sócrates. Exactamente aquele que todos já sabiam que não cumpre o que promete, aquele que hoje diz uma coisa e daqui a dias o contrário...

Há ainda uma mentalidade dependentista na sociedade portuguesa. Parece que as Câmaras e o Estado é que têm de fazer tudo. Não queremos o comunismo, mas depois acabamos por proceder como se vivêssemos num estado comunista. Não há emprego? Culpa do Estado e das Câmaras. Não há empresas? Culpa do Estado e das Câmaras? Há pobres? O Estado e as Câmaras que resolvam...
Precisamos de despertar para a cidadania plena, tanto na reivindicação, na vigilância aos governos, na manifestação dos nossos pontos de vista, como na realização, na iniciativa, na solidariedade...
Quanto menos precisarmos dos políticos, menos dependência deles teremos, mas servidores os tornaremos, menos corrupção existirá...

Às vezes parecemos um povo infantil: só causas concretas e imediatas nos movem. Somos capazes de fazer uma manifestação porque na cantina de uma escola foi encontrada uma lagartixa na sopa, mas nunca nos movimentamos por valores.
Como é que um povo sente uma minoria de privilegiados (gestores, boys e muitos ricos) a ganhar loucuras e não se revolta, não se manifesta quando no mesmo país há reformas que não dão sequer para os medicamentos?
Via Viriatus15 
    
Realmente depois deste Carnaval todo... este pais não se governa nem se deixa governar.
O presidente da Republica é o grande culpado da situação actual, com os seus paninhos quentes, "cooperação estratégica" e falinhas mansas isto chegou onde chegou.
 
Neste momento o que Portugal precisa é que o  mais alto magistrado da nação tome as rédias e o pulso do pais no sentido de na ausência do governo tornar o pais governável e evitar um conflito institucional, bem como assegurar o regular funcionamento das instituições.
   
Nada disso está a acontecer, o pais está a partir-se aos bocados, provavelmente a assembleia da republica vai polarizar-se após as eleições, com os votos dispersos pelos partidos não sendo possível fazer compromissos à esquerda e à direita. Em resumo... é o caos completo.
     
O que era necessário era um entendimento entre partidos, a criação de um governo de salvação nacional, em que todos os partidos irão assumir a responsabilidade pelas medidas que irão ser necessárias de forma a tirar-mos o pais da situação actual.
    
De outra forma, como os partidos governam para as clientelas e para as eleições, não se vão fazer as reformas estruturais e vai-se empurrar com a barriga, excepto se conseguirem diabolizar uma entidade externa, como o FMI por exemplo e dizer... Vamos fazer isto mas é porque eles nos impõem, caso contrário... irá ficar sempre tudo na mesma. 
  
Portugal hoje precisa desesperadamente de um estadista, alguém com capacidade de gerir o problema institucional e com enorme sentido de estado. Cavaco não é nada disto. Quem quer não pode e quem pode não quer...
  
Assim vai Portugal!!!
   
Cumprimentos cordiais


Luis Passos 

 

HUMOR

Cavaco Silva encontra-se com Obama e Lula da Silva.

No meio da conversa, Lula abre a camisa e mostra o peito, - Isto é como o Brasil, forte e invejado!!!
Obama desce as calças, vira o rabo e diz, - Isto é como a América, impenetrável!!!
Cavaco, desce as calças e, mostrando o pirilau e diz, - Isto é como Portugal, nunca mais se vai levantar!!!