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terça-feira, 21 de junho de 2011

Ingleses dizem que preferem ver Grécia na bancarrota que ajudar!

O chanceler  do Tesouro britânico declarou ontem que o Reino Unido ficará de fora de um segundo plano de resgate à Grécia e o mayor de Londres pediu ontem a Atenas que abandone o euro.

 
 
Se o Le Monde e os jornais alemães iniciaram hoje uma campanha publicitária paga pelas multinacionais alemãs e francesas a favor do euro ("O euro é necessário"), o The Telegraph, em Londres, noticiava que o chanceler do Tesouro inglês (ministro das Finanças) George Osborne foi muito claro de que o Reino Unido ficará de fora de um novo pacote de resgate à Grécia e que um debate de urgência entre deputados britânicos, de todos os partidos, discutira cenários em que a Grécia seria forçada a abandonar o euro.
Também, o mayor de Londres, Boris Johnson, declarou, na sua coluna no Daily Telegraph, que a Grécia deveria regressar à sua antiga moeda, o dracma. E o antigo secretário dos negócios estrangeiros inglês Jack Straw, dos trabalhistas, foi mais longe ao declarar que um fim "rápido" do euro seria preferível a uma "morte lenta" da moeda única.
As posições britânicas contrastam com a reafirmação por parte de japoneses e chineses do seu apoio às iniciativas europeias de emissão de obrigações pela Facilidade Europeia de Estabilização Financeira, que se destinam a suportar os planos de resgate.


Meus caros, a coisa está negra, a Grécia parece uma esponja, todo o dinheiro que lá entra e absorvido de imediato, nem se sabe para onde vai...

Deste modo, alguns países já estão fartos de contribuir. Mas por outro lado, foram estes que impingiram a Grécia "brinquedos caros" como submarinos, material militar, etc.

Por outro lado, a Grécia para entrar no clube do Euro "falsificou o exame de admissão", martelando as suas contas, aldrabando, iludindo. A economia Grega é uma mistificação, toda a gente rouba, toda a gente foge aos impostos, a produtividade é baixa e a organização das entidades é má.

Portugal pode ser arrastado para uma situação idêntica caso não tenha juízo. Se as medidas de austeridade não fizerem efeito, se não conseguirmos por a nossa economia a crescer e cortarmos na despesa, havemos de chegar a uma altura que não temos dinheiro para honrar os nossos compromissos, e aí ninguém nos vai querer ajudar e será o "salve-se quem poder".

Se a Grécia sair do Euro, poderão outros países também sair do Euro, e no caso de Portugal, voltar ao Escudo seria péssimo, porque a nossa divida está em Euros, e ao desvalorizar o Escudo a nossa divida só iria aumentar cada vez mais, diminuir o poder de compra das famílias e disparar a inflação.

Vamos ficar atentos ao caso grego, que poderá vir em breve a servir-nos de espelho.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estatisticas do PS

(click na imagem para ampliar)

O meu voto já está decidido! EM BRANCO! FORA COM ESTA CAMBADA!

No dia 5 não fique em casa! Vá votar! O seu voto é importantíssimo! Mostre o lenço branco a esta canalha e mostre-lhe a porta da Rua!

DIA 5 VOTE EM BRANCO, POR UM PORTUGAL MELHOR!

Cumprimentos

Luís Passos

Passos ambíguo sobre condições em que forma Governo

Líder do PSD apela ao eleitorado para que não crie cenários de vitória do PS com maioria de direita na AR.
 
 
 
Passos Coelho recuou nas condições em que aceita formar (ou não formar) Governo. Ontem à noite, à saída do frente-a-frente com Francisco Louçã na TVI, foi categórico:"Seria muito estranho se um partido ganhasse e não formasse Governo. Eu só formarei Governo se ganhar as eleições." Hoje, entrevistado no Forum da TSF - emitido a partir de Quarteira, no Algarve, onde o líder do PSD se encontra em campanha - fez afirmações dissonantes entre si. Por um lado mantendo o que disse ontem: "Eu não quero ser primeiro-ministro se não for claramente escolhido pelos portugueses." Por outro, suavizando, passando de uma recusa categórica para uma aceitação contrariada: "Eu não gostaria de formar um Governo em que os eleitores não me dissessem claramente que deveria liderar."

O líder do PSD tentou, ao mesmo tempo, desvalorizar um cenário em que o PS ganhasse "no foto finish" mas o PSD e o CDS fizessem maioria no Parlamento: "Tende para o zero", afirmou, A "posição natural" do Presidente, disse, será indigitar o primeiro-ministro do partido vencedor. Ao mesmo tempo "alertou" o eleitorado para que crie nas eleições as condições que propiciem um "governo forte". E a reafirmou uma recusa absoluta em aliar-se depois no Governo com os socialistas: "Eu não vou formar Governo com o PS."

In: DN

De facto o Passos Coelho parece um cata-vento, ora agora afirma uma coisa, ora depois afirma outra diametralmente oposta. Elementos do PSD, ora agora dizem uma coisa, ora agora dizem outra... Catroga por exemplo, que foi "exilado" à força no Brasil porque já andava a falar demais.

O que é certo é que Francisco Louçã deu uma banhada a Passos Coelho no debate, e agora trazendo estas pessoas pouco recomendáveis como Dias Loureiro para seu conselheiro... enfim...


Para juntar a festa... a questão da taxa de juro do Emprestimo do FEEF/FMI, os tais 5,7% Com uma taxa de crescimento económico na ordem de 1 a 2% e com uma inflação de 4%, é completamente impossível a um pais como Portugal pagar este empréstimo. O que vai acontecer a Portugal daqui a 2 anos e que a divida actual vai aumentar, ou seja, vamos pedir emprestado e ainda vamos ver a divida aumentada, devido aos efeitos da inflação e da contracção económica em Portugal.

Neste momento seria preferivel a renegociação da divida, com perdão parcial desta e reescalonamento dos pagamentos. Assim, mais tarde ou mais cedo iremos ter de pedir mais dinheiro emprestado, e como não temos economia, nunca iremos conseguir pagar...



Este pais está perdido... não há hipótese. Penso que existe ai a circular na net uma petição para um referendo sobre o empréstimo, mas isso é inútil, porque os protocolos já foram assinados, alias os nossos governantes criminosos assinaram o protocolo de cruz sem conhecer a taxa de juro. Agora vamos todos pagar a crise.


Só há agora uma saída para esta crise:  - VOTAMOS TODOS EM BRANCO

Só o voto em branco garante que esta canalha seja toda corrida daqui para fora, e que o povo português rejeita o acordo que estes senhores fizeram nas nossas costas!


Vote em branco... pelo futuro de Portugal!


Cumprimentos cordiais


Luís Passos

terça-feira, 17 de maio de 2011

BES pede ajuda do Estado para emitir dívida

O BES vai emitir até 1.250 milhões de euros em dívida recorrendo ao mecanismo de apoio à banca actualmente em vigor. 
 
 O BES solicitou ao Banco de Portugal a concessão de uma garantia do Estado para uma emissão de obrigações não subordinadas até ao montante de 1.250 milhões de euros, com maturidade de três anos. Trata-se de uma operação de liquidez.

Mas para isso, o BES terá de levar à Assembleia Geral de 9 de Junho uma alteração aos seus estatutos. Isto é, os accionistas do BES terão de conceder autorização ao seu Conselho de Administração para deliberar aumentar o capital no caso de um eventual accionamento da garantia a ser prestada pelo Estado Português. Ou seja, se o BES não pagar, o Estado entra no capital do banco, sendo para isso necessário um aumento de capital. Fonte do BES disse que essa é apenas uma mera possibilidade teórica.

Na próxima AG o BES vai ainda propor retirar o valor nominal às acções que compõe o seu capital social, tal como fez o BCP.


É uma vergonha, ao que isto chegou, o Sr. Ricardo Salgado andou a espicaçar o PS para fazer obras faraónicas, financiadas obviamente... pelo BES.

Neste momento o BES encontra-se com um péssimo rácio de capitais próprios e não consegue fazer um aumento de capital como outros bancos fizeram, o caso do BCP e do BPI. Ou seja, o BES está tecnicamente ilíquido (para não dizer insolúvel que seria muito forte).

O grande problema do BES foi que comprou julgo que perto de 40.000 milhões de euros em dívida nacional. Como o rating da Republica está um nível acima de Lixo, o rating do BES foi também afectado por essa classificação, dado que até saber, é detentor de pelo menos 40.000 milhões de euros de divida portuguesa.

O Estado ao tornar-se uma vez mais como avalista, está a aumentar as suas responsabilidades financeiras. Todas estas informações que ficam registadas na base de dados, são tomadas em consideração pelos actuais e futuros credores do Estado e pelas agências de rating.

Todas estas garantias constituem uma séria ameaça aos contribuintes, já que uma eventual nacionalização dos bancos implicará necessariamente um imediato aumento generalizado de impostos. 

Enfim... parece que o saque ao bolso dos contribuintes está para ficar...

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Memorando da Troika

Caros,

Aqui vos deixo o Memorando de Entendimento sobre os condicionalismos específicos de política económica compilado pelo blog Aventar.


São 55 páginas que valem bem a pena ler, e ficarem a saber a que é que Portugal vai estar obrigado nos próximos anos.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 30 de abril de 2011

Carta de Henrique Raposo a Jorge Coelho

recebido por mail:
.
Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.
Em ‘O Governo e a Mota-Engil’ (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um “lapso” do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retractasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o ‘lapso’ era um ‘facto’ consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.
Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: “quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?”. A isto, V. Exa. respondeu com um excelso “servi a Causa Pública durante mais de 20 anos”. Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os “lapsos” de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal. Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo. No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retractar-me com uma simples frase: “eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia”. Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.

domingo, 24 de abril de 2011

Intervenção externa é 120 vezes as de 1977 e 83 juntas

Crédito de 80 mil milhões de euros a Portugal vai servir para resolver os mesmos problemas detectados no passado, diz FMI.


O valor do plano de intervenção externa a anunciar dentro de algumas semanas será 120 vezes maior do que as duas linhas de crédito concedidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1977 e 1983, mostram dados comparáveis disponibilizados pela instituição.
Face à dimensão da economia, a diferença também é notória: somados, os dois primeiros planos de ajustamento rondaram 1% do PIB; o novo programa vale 46%.

IN: DN

Era a frase preferida dos ignorantes que pensavam que o dinheiro caía do céu. No próprio dia 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia (com 29 anos de idade e deslumbrado com a "festa"), mandou um dos seus soldados ir abastecer uma Chaimite. O soldado respondeu que não tinha dinheiro. Ele gritou-lhe: «Se se recusarem em abastecer, apontas-lhes com a G3! Isto agora é tudo nosso!» Agora temos muitas ruas "Salgueiro Maia", "25 de Abril" e "1º. de Maio". Mas também temos uma colossal dívida para ser paga por nós e pelas gerações vindouras, e o FMI não aceita os nomes das ruas como garantia bancária.

'Troika' impõe subida do défice para 9,1% em 2010

Três parcerias público-privadas (PPP) foram reclassificadas. Ano de 2011 e seguintes em risco. 

A equipa do FMI, BCE e Bruxelas - que está em Portugal a negociar o pacote de intervenção externa - exigiu que se apurasse, desde já, os valores efectivos e "estáveis" dos défices dos últimos anos, com especial atenção a 2010, antes de fechar os termos do resgate.
Segundo o INE, três projectos (um túnel e duas Scut) fizeram subir o défice até 9,1%. Risco de voltar a acontecer é elevado.
Dez personalidades dão sugestões ao FMI para o plano de resgate.
Bancarrota de 1892 foi paga em cem anos.

In: DN

Em duas semanas, os técnicos do FMI não só fazem a radiografia do país, como ainda nos dizem que os nossos défices foram afinal uma miragem. O que me leva a perguntar: o que andou o INE a fazer nestes anos? O tribunal de contas? A Assembleia da República? Porque é que três técnicos estrangeiros que nunca estiveram no nosso país sabem mais em duas semanas que centenas de funcionários públicos em anos? E principalmente: PORQUE É QUE CONTINUAMOS A SUSTENTAR ESTES BANDALHOS?

sábado, 23 de abril de 2011

Acordo com o FMI a Referendo!

O acordo que vier a ser estabelecido pelo governo português com o FMI, BCE e CE deve ser sujeito a Referendo nacional.

Foi uma minoria, a dos dirigentes políticos que tem ocupado o poder nos últimos anos, que levaram o país à situação em que se encontra, de descalabro económico, financeiro e social. São estes, os senhores do poder, os responsáveis directos desta situação.


A maioria dos portugueses, são os que à sua custa e trabalho vão ser chamados a pagar a factura que não tiveram a responsabilidade directa em criar.


Enquanto os culpados, os governantes com mandato renovado, como tudo indica pelo resultado previsível das eleições, armados então em senhores do Fraque se preparam para fazer a cobrança em nome do representante dos especuladores financeiros internacionais, o FMI.

Pelo que entendemos que os portugueses, todos, devem ter uma palavra: dizer se aceitam ou não a solução engendrada pelos mesmos que criaram a situação.

O Referendo é uma forma de legalidade constitucional.

Há que aproveitá-la.



VISITE O BLOG http://acordocomofmi.blogspot.com/ E SAIBA MAIS SOBRE O REFERENDO AO FMI EM PORTUGAL!

O Faro é Faro apoia a petição pelo referendo a intervernção do FMI

Homens da Luta - Rap do PEC


E o povo pah??

Entrevista de Mário Soares ao Jornal i Online (com video)


Uma entrevista oportuna, porém tardia, devia ter dito isto mais cedo! No entanto, há ali nas entrelinhas da entrevista um denotar de um jogo de interesses. Enfim... faz o que eu digo não faças o que eu faço... para bom entendedor...

Estado 'trava' refeições a pobres

Instituições de solidariedade queixam-se de não poder alargar apoio devido a regras "incompreensíveis". 



A Segurança Social considera que estes espaços funcionam indevidamente, pondo em causa regras de higiene e segurança alimentar, e "travou" a distribuição das refeições. As situações foram denunciadas pelo presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), e o responsável e presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assegura que se multiplicam pelo País. "Tem sido generalizado quando as instituições fazem um esforço para ajudar quem mais precisa", diz Manuel Lemos. 
 
IN: DN
 
Meus senhores, com tanta gente a passar fome, ainda se põem com questões comezinhas? Mas está tudo grosso ou que? Acho muito bem que as misericórdias violem a lei e distribuam a sopinha que a muitos vai aconchegar o estômago... já que é a única refeição quente que vão fazer durante o dia.
 
Parece que este pais esqueceu os valores da solidariedade e da entre ajuda!...
Epáh... se não podem ajudar... não compliquem!!!
 
Cumprimentos 
Luis Passos

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Expresso da Meia Noite: - A negociação com a troika do FMI


Um programa da SIC Noticias (edição de dia 15/04) - A não perder

Grécia: "Entrámos em território de reestruturação da dívida"

Jens Bastian, analista da Eliamep, uma fundação independente, em Atenas, acha que o filme desta tragédia grega começa a ser claro: ontem o resgate, hoje a reestruturação da dívida, amanhã o default.

Foi uma quinta-feira negra para os juros da dívida soberana e o risco de default da República Helénica. O sentimento nestes mercados esteve em ebulição.

A probabilidade de incumprimento da dívida grega num horizonte de cinco anos subiu de 66,76% ontem para 67,60%, segundo a CMA DataVision. Os juros exigidos pelos tomadores de dívida pública grega no mercado secundário dispararam na maturidade a 2 anos, subindo para os 23%. Também os juros a 3 anos se encontram próximo desse patamar - fecharam em 22,68%. Os juros para as maturidades a 5 anos encontram-se acima de 16% e os juros para o prazo de 10 anos perto de 15%. Uma situação insustentável que separa a Grécia em quase dezassete pontos percentuais da Venezuela, o segundo país com maior risco de bancarrota a nível mundial.
Por que razão esta corrida louca está a acontecer?
Um especialista em Atenas aponta uma primeira razão: "As yields - juros implícitos - dos títulos gregos a 2 e 3 anos já estão a apostar em que a opção de re-estruturação da dívida acabará por se concretizar no segundo semestre de 2011, depois de se ter concluído o processo de resgate de Portugal", diz ao Expresso Jens Bastian, da Fundação Helénica para a Política Europeia e Internacional, um instituto independente de investigação e formação, sediado em Atenas. "Logo que o assunto de Portugal esteja resolvido, é provável que a avaliação pela troika [CE/BCE/FMI] em meados de junho [andamento do programa de intervenção] seja sombria em relação à situação económica e orçamental e sobre a perspetiva para 2012", acrescenta.
No entanto, Bastian é de opinião que há uma outra linha de pressão: "Os mercados dos títulos estão a desafiar a intenção do governo grego de tentar voltar ao mercado de capitais para se financiar no próximo ano. Para os traders deste mercado, a intenção grega é ou ficção científica ou suicídio fiscal. As yields para os títulos a 10 anos são hoje 600 pontos base mais altas do que quando em maio passado o primeiro-ministro Papandreou na remota ilha de Kastelorizo resolveu pedir o resgate internacional".
Olhando para a evolução do custo dos credit defaut swaps (seguros contra o risco de bancarrota a cinco anos) o nível atual é mais do dobro do que foi atingido em 2 de maio quando foi aprovado o resgate no valor de €110 mil milhões. O risco de default andava, na altura, entre os 45-47% e hoje está em mais de 67%.

Política económica por megafone


Mas o contexto negativo em que se move o governo grego do PASOK (da família socialista) tem, ainda, outra "ajuda" de peso: "Com exceção honrosa do Fundo Monetário Internacional no meio da cacofonia de vozes que se fazem ouvir, todas as outras partes envolvidas - Comissão Europeia, Banco Central Europeu, ministros das Finanças da zona euro e o próprio governo grego - estão a conduzir a política económica por megafone". A discussão sobre a estratégia face a este primeiro caso de resgate na zona euro é feita na praça pública dia sim dia sim pelas entidades-chave. Perentório, Bastian exclama: "Isto é uma receita para o fracasso!".
A pergunta fatal, a finalizar, não poderia ser outra: onde é que esta situação tumultuosa vai conduzir? Jens Bastian é muito claro sobre o filme grego: "Há um ano atrás estávamos na fase de resgate, agora entrámos em território da reestruturação da dívida. Daqui a um ano? Daqui a um ano estaremos na fase D - de default".


Atenção, atenção, estamos aqui a olhar par os gregos, mas também devíamos olhar para a nossa situação. O pais precisa de crescer pelo menos a 3% ao ano para podermos pagar o empréstimo que o FEEF/FMI nos vai fazer, caso contrário vai-nos acontecer o mesmo que os gregos. E depois como vai ser? Saída do Euro, empobrecimento generalizado, emigração em massa.

Vamos la ter um pouco de juizinho, este pais precisa de investimentos de fundo, precisamos de produzir riqueza e diminuir o deficit externo.

Mas para que alguem queira vir investir aqui é preciso mudar todo o sistema de justiça, no sistema fiscal e ainda melhorar o sistema de educação. Temos de produzir gente mais preparada e com skills, não é essa merda da novas oportunidades que é uma farsa.
Depois disso, acredito que o pais possa crescer a 3% ou mais por ano.

Cumprimentos cordiais
Luís Passos

terça-feira, 19 de abril de 2011

Rui Rio avisa: ou os partidos se entendem ou o país caminha para o colapso

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, apelou hoje ao entendimento entre os principais partidos políticos, avisando que se não houver diálogo e cooperação em nome do interesse nacional, o país irá viver momentos “ainda mais difíceis”, caminhando para o colapso.
 
 “Se os principais partidos não o entenderem e se continuarem a guerrear, fechando as portas ao diálogo e à cooperação em nome do interesse nacional, iremos, seguramente, viver momentos ainda mais difíceis do que aqueles que já hoje podemos dar como certos para os próximos anos”, declarou Rui Rio na intervenção que fez ao final da tarde, na sessão evocativa do 37º aniversário do 25 de Abril, onde condecorou personalidades e instituições.

Advertindo que é preciso haver sentido de responsabilidade e que o interesse nacional e do regime tem de se sobrepor a tudo mais, Rui disse não vislumbrar “qualquer espécie de miraculosa auto-regeneração”. “Vislumbro sim uma caminhada irresponsável até ao colapso”, preveniu.

Num discurso crítico e não apenas de mera circunstância, o ex-vice-presidente do PSD voltou a pedir “reformas profundas”, nomadamente ao nível do próprio regime político. “Nenhum regime é eterno”. E prosseguiu: “Não se pense que o problema é dos políticos, como vulgarmente se refere. Se o problema fosse só das pessoas, a solução seria simples, porque bastaria trocá-las. Só que o tempo passa, as pessoas mudam e a credibilidade baixa cada vez mais, justamente porque o problema é mais profundo e tem a ver com o desgaste do regime e com a necessidade de se lhes introduzirem reformas muito profundas que lhe confiram mais governabilidade e mais coerência”.

Sem nunca apontar caminhos para o “difícil momento” que o país atravessa, Rio considerou depois que a evocação do 25 de Abril é o momento exacto para se debater o regime e para o defender. “Reconhecer as dificuldades e os erros é dar passos para os ultrapassar. Teimar em não ver o que está diante dos nossos olhos é, a médio prazo, matar o que tanto nos custou a conquistar Há 37 anos atrás”.

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, Aureliano Veloso, o primeiro presidente da Câmara do Porto pós-25 de Abril, Cândido Agra, professor universitário e um especialista na área da criminologia, e Manuel Centeno, arquitecto e vários anos campeão nacional de bodyboard, a par do Café Majestic e da Livraria Lello, foram alguns dos agraciados pela Câmara do Porto com medalhas de ouro da cidade.
 

domingo, 17 de abril de 2011

O julgamento da história

Caros,

A propósito do que foi dito na parte final do ultimo post, encontrei no blog O cachimbo de Magritte um texto de Miguel Morgado que é bastante ilustrativo da situação:

Daqui por 20 ou 30 anos os portugueses de então, olharão para trás e perguntar-se-ão pelo que aconteceu nas eleições de 2011. Examinarão a discussão pública e as opções dos lamentáveis jornais que temos e concluirão: o País à beira de uma catástrofe financeira sem paralelo na sua história, o País a ver com todos os contornos uma derrocada calamitosa, mas a discussão centrou-se no telefonema, na reunião, se foi um dia antes, ou quanto tempo demorou.

Os portugueses de hoje podem inventar os pretextos que quiserem para as suas loucuras. Os que daqui por 20 ou 30 anos nos pedirem contas, esses não nos perdoarão.


P.S.: Não acreditam? Vejam aqui os 22 pontos do Álvaro Santos Pereira. Tudo o resto é treta. E é por termos andado tantos anos entretidos com tretas que chegámos aonde chegámos. Este é um limite sério à habitual repreensão aos nossos políticos. A maioria de nós participou nesta farsa. Querem continuá-la?
 Para todos reflectirmos...

Luís Passos

Economistas portugueses preferem plano do FMI à proposta de Bruxelas

O plano desenhado pelo Fundo Monetário Internacional para apoiar financeiramente Portugal tem um prazo maior do que a proposta da Comissão Europeia, logo, acarreta juros mais baixos, pelo que merece a preferência dos economistas portugueses contactados pela Lusa.

"A lógica apontaria para que fosse ao contrário, ou seja, os papéis acabam por estar invertidos", disse à agência Lusa o economista Luís Nazaré, ligado ao PS, quando questionado sobre os detalhes que vão sendo conhecidos sobre o plano de resgate a Portugal pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE), e Fundo Monetário Internacional (FMI). 

Já o economista João Duque, conselheiro do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu "ter ficado um pouco surpreendido" ao ter conhecimento (ainda que pouco profundo, sublinhou) dos planos que o FMI e Bruxelas têm em cima da mesa. "Parece-me mais adequado o plano do FMI do que a proposta da Comissão Europeia", salientou à Lusa, explicando que o essencial, nesta altura, é aliviar a pressão financeira sentida por Portugal mas dar fôlego a algumas injecções de investimento que melhorem a competitividade e a produtividade do país. 
Também Manuel Caldeira Cabral, professor de Economia na Universidade do Minho e próximo do PS, alinhou pelo mesmo diapasão, considerando mesmo que "há algumas coisas em que o Atlântico está hoje invertido", com a Europa a assumir uma postura mais conservadora, ao passo que os Estados Unidos da América (EUA) seguem uma política mais expansionista. "Todos têm interesse que seja implementada uma solução de médio e longo prazo, justa e equilibrada, para Portugal", referiu Caldeira Cabral. 
"Uma intervenção demasiado dura não resulta. Acho que a renegociação das condições dadas à Grécia e à Irlanda é um bom sinal", reforçou o professor da Universidade do Minho, alertando para o perigo de, caso o resgate financeiro a Portugal não seja bem sucedido, haver um contágio a países como a Espanha, a Itália ou a Bélgica. Uma opinião que, de resto, é partilhada pelos outros economistas ouvidos.
Luís Nazaré sublinhou que o director-geral do FMI, Dominique Strauss-Khan, "é uma pessoa com uma personalidade mais sensível às questões sociais", enquanto "na Europa há hoje um forte cunho de direita, nalguns casos, com governos populistas" que querem agradar às suas opiniões públicas que, por vezes, são contrárias ao apoio aos países europeus em dificuldades. 
"Isto impediu a Europa de ter uma resposta enérgica logo quando foi preciso intervir na Grécia. Considero que tem havido um défice de visão europeia", acrescentou. O economista realçou ainda que "há um cunho conservador e populista nalguns governos europeus, que pode ser visto como uma marca egoísta do norte da Europa contra uma visão e política solidárias". 

Nazaré recordou que, por seu lado, o FMI "já passou por muitas crises em muitas latitudes, pelo que aprendeu a ser moderado nas intervenções. Percebeu que não se consegue nada com práticas sanguinárias".
Para Luís Nazaré, "Strauss-Khan está mais próximo de Jacques Delors [político francês que presidiu a Comissão Europeia entre 1985 e 1995 e que deu um forte impulso ao processo de integração europeia] do que da Europa egoísta da senhora Merkel".

IN: JN

Penso que não é por acaso que Teixeira dos Santos viajou para os Estados Unidos para se encontrar pessoalmente com Dominique Strauss-Khan e Timothy Geithner, secretário geral do tesouro Americano, conforme esta noticia do JN.

Penso que muito provavelmente o modelo que irá ser aplicado em Portugal será o do FMI e não o do fundo de estabilização europeu, dado que o primeiro  apresenta  um prazo maior do que a proposta da Comissão Europeia, logo, acarreta juros mais baixos, o que poderá ser positivo para relançar a economia.

Intervenções demasiado duras como a que aconteceu na Grécia não resultam, e neste momento não resta outra alternativa a Grécia se não fazer uma reestruturação da sua divida. A questão que se coloca agora não é saber se vai ou não haver reestruturação, mas sim... quando é que vai ocorrer essa reestruturação.

Mas mais importante que tudo o que foi dito, é que os partidos se entendam, por amor de Deus, já chega de tretas politicas, parecem putos de infantário, ou se entendem de uma vez por todas, ou o presidente da republica deve cancelar as eleições e nomear um governo de salvação nacional para lidar com esta situação. Caso contrário é a desgraça total, porque as tantas como andam todos as turras a negociação não é bem feita, e normalmente a parte que não se entende é a que fica a perder, entenda-se Portugal, e tem de aceitar as condições que lhe forem impostas. Não há necessidade!

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sábado, 16 de abril de 2011

PORTUGAL: Visto de fora

Caros,

Aqui vos deixo um vídeo do Euronews (The NETWORK), em que várias personalidades comentam a ajuda externa a Portugal, a possível saída de Portugal do Euro e situação politica.

O comentador Português é o economista João Duque.


Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O gang da banca

 
 
Estes são os banqueiro portugueses. Estão à rasca porque se endividaram demais, empanturrando-se em alavancagens. Agora precisam de 37 mil milhões ( pelo menos) nos próximos três anos.
Estes cinco banqueiros enterraram-se em dívidas, à semelhança dos portugueses dirigidos por um Partido Socialista que governou praticamente nesta última dúzia de anos.

Há um deles que descende de banqueiros que lidaram com Salazar e Caetano: Ricardo Salgado. Os pais e avôs souberam lidar com a ditadura mas não impunham regras à ditadura como este descendente impõe à democracia, incentivando despesa pública para a financiar. Parte dos nossos problemas a ele se devem. À sua cupidez natural e falta de ética de responsabilidade social e nacional. Provas?

O comunista António Vilarigues apresenta-as hoje no Público:

" Contas feitas pelo economista Eugénio Rosa ( uma espécie de Medina Carreira alternativo e sem projecção mediática, mas com maior rigor matemático- nota minha) indicam que segundo os dados do Banco de Portugal, no período 2000-2010, a dívida total líquida do país aumentou 269 por cento. A dívida líquida externa do Estado cresceu 122,6, por cento, menos de metade do crescimento da dívida do país. Mas a dívida líquida da banca e das empresas ao estrangeiro aumentou 629,2 por cento(!!!). Isto é, cinco vezes mais que o aumento percentual da dívida externa do Estado."

E continua:

" Uma das características da actual crise é a transformação da dívida privada, contraída pelo sistema financeiro com as suas trampolinices e "lixos tóxicos", em dívida pública a ser paga por todos nós. No caso de Portugal, os dados são esclarecedores. Desde 2008 ( em euros) a banca portuguesa recebeu quatro mil milhões dados pelo Governo; 20 mil milhões em avales; cerca de 7,7, mil milhões ( ou quase cinco por cento do PIB de Portugal) enterrados no BPN, dos quais dois mil milhões já aparecem nas contas públicas; cerca de 450 milhões no BPP; cerca de quatro mil milhões ( 2008 a 2010) só em juros roubados dos nossos impostos no esquema de "eu ( banco português) vou ao BCE pedir a um por cento e empresto-te a 4, 5 a 6 a 7, a 8 a 9...por cento"; para pagamento do IRC a rondar em média os 10 por cento ( quando a taxa é de 25 por cento); no OE para 2011 avales no valor de 20,181 milhões e ajudas para aumentos de capital de 9,146 milhões; lucros líquidos em 2010 iguais aos de 2009- cinco milhões de euros por dia- pagando metade dos impostos."

E pergunta o articulista comunista: " E dizem que já não aguentavam mais sacrifícios?" E acrescenta ainda: " o comissário europeu para os assuntos económicos revelou que "é quase certo" que parte dos 80 mil milhões da chamada ajuda para Portugal será canalizado para a banca portuguesa."

Dito isto talvez valha a pena acrescentar que aquela fina flor do lixo em que transformaram os seus bancos, assim considerados pelas agências de rating, merecem um castigo nacional. Não deveriam ficar impunes nesta desgraça porque são autores, co-autores e cúmplices do desgoverno da última dúzia de anos.

O dito Ricardo Salgado ainda nem há muito tempo, numa daquelas entrevistas de quem sente o rei na barriguinha cheia dizia que o primeiro-ministro Inenarrável que ainda temos, era um político aceitável e
E disse também que eram precisos os tais mega investimentos. E não foi assim há tanto tempo...
Tal como não foi assim há tanto tempo- Outubro de 2009- que em entrevista à TSF disse isto:Ricardo Salgado considerou Teixeira dos Santos «dos melhores ministros das Finanças que Portugal jamais teve».«Na minha opinião pessoal, é muito bom para o nosso país» que continue à frente do Ministério das Finanças, no novo Governo apresentado por José Sócrates, defendeu.Entulho, disse? É pouco. Talvez responsável directo pelo "lixo tóxico".
 
Retirado do blog: A PORTA DA LOJA

“Não vai ser rápido, nem fácil”, diz director-geral do FMI

Dominique Strauss-Kahn afirmou que o processo em Portugal “não vai ser rápido, nem fácil”. As declarações foram feitas à TVI, à margem da reunião de Primavera do FMI.
 
 

“Nós preferimos ir pela via orçamental. É um processo mais longo, vai demorar mais tempo, mas é mais realista do que outros caminhos. Por isso, não estamos a pedir que seja feito em velocidade máxima”, explicou Strauss-Kahn.

O responsável do FMI notou ainda que “não é possível um país gastar mais do que tem durante muito tempo”. E disse ter sido isso “o que aconteceu em Portugal”.

“Não me cabe a mim atirar culpas para ninguém. Mas foi o que aconteceu e agora vocês têm que voltar a entrar nos eixos de uma forma ou de outra”, acrescentou.

Strauss-Kahn notou ainda que há muitos países da zona euro que, ao longo dos anos, conseguiram aumentar a competitividade – e "não apenas a Alemanha", frisou. “Não há nenhuma razão para que Portugal não o possa fazer”.

In: Publico

O FMI já viu foi onde se veio meter, que as contas devem estar uma beleza (ao nível da desorçamentação), aquilo deve parecer um queijo suíço.

Agora vão ter de ir pela via orçamental, que de facto é um processo mais lento, até conseguirem atingir os pontos de equilíbrio (através de cortes e alocações de verba de um sitio para outro) para se conseguir por o pais no bom caminho e terem a garantia que o dinheiro que irá ser injectado não vai ser desbaratado.


Vai ser preciso muito juizínho nos próximos tempos... e muito sacrifício também!


Cumprimentos cordiais


Luís Passos