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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Portagens nas SCUT

Continua a ser uma incógnita a data de introdução de portagens nas SCUT

Ou seja, não se sabe quando vão ser cobradas as portagens na Via do Infante...
 
Almerindo Marques, vendo a confusão e desorçamentação no IEP acabou por pedir demissão. 
A contabilidade deve estar um caos, o IEP foi um dos sítios para onde o estado sempre varreu lixo para debaixo do tapete, de modo a retirar do orçamento de estado e consequentemente não ser contabilizado para fins de deficit.
 
Com a construção de estradas à maluca, em regime de parceria publico-privada, o resultado não poderia ser outro.
 
Agora o IEP não consegue crédito junto da banca, os concessionários não vão receber os valores das respectivas concessões, e muito provavelmente, os valores das portagens também não irão chegar para o tamanho do buraco.
Lá vamos ter nós portugueses de pagar com os nossos impostos  a loucura destes últimos governos.

No caso da Via do Infante, a situação é mais escandalosa, porque 80% da Via foi construída com dinheiro comunitário dado que é uma estrada estrutural de distribuição de transito pelo Algarve.
A EN125 não passa já de uma avenida urbana, e por isso não é uma alternativa a Via do Infante.

Vai ser uma machadada muito grande no turismo do Algarve, sobretudo as "macaquices" relativas a aquisição dos identificadores, sobretudo nos veículos estrangeiros ou alugados (rent-a-car).

Este pais é governado por uma cambada de loucos.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

Crise no Sector do Marisco no Algarve

Mariscadores do Sotavento Algarvio desesperados porque há 2 semanas que apanha de conquilha está proibida.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Companhias ameaçam deixar aeroporto de Faro devido a aumento de taxas

Paulo Geisler denuncia um aumento de 90% nos preços, que não corresponde à qualidade do serviço prestado pela empresa de handling, detida pela ANA.

Algumas companhias aéreas ameaçam abandonar o Algarve caso a Portway – que desde a saída da Groundforce é a única empresa de assistência aos aviões no aeroporto de Faro – mantenha a decisão de aumentar os seus preços em 90%. Paulo Geisler diz que o valor das taxas “é excessivo”.

“O valor das taxas é excessivo para a qualidade do serviço praticado. Apenas queremos que assuma a sua quota-parte e não suba, ano após ano, as taxas sem qualquer justificação”, critica Paulo Geisler, presidente da associação das companhias aéreas que utilizam os aeroportos portugueses.

“É um facto público notório, constatado pelos números divulgados pela própria ANA, os aeroportos portugueses são mais caros que, por exemplo, os espanhóis”, sublinha o responsável.

Paulo Geisler diz ainda que a liberação do handling em Portugal foi um fracasso. Exemplo disso é a situação vivida em Faro.

“A Portway, 100% detida pela ANA, é o único prestador de serviço handling após o encerramento da Groundforce e, neste momento, a alguns dos antigos clientes da Groundforce, a Portway está a solicitar aumentos acima dos 90%”, denuncia o responsável.

Paulo Geisler considera que “esta situação representa um abuso, um aproveitamento do monopólio existente e não pode acontecer”.

Alguns dos associados da RENA, acrescenta, “ponderam mesmo encerrar a sua operação em Faro, o que seria de facto dramático para a região e para o país”.

Paulo Neves 

Tudo o que o Algarve não precisa agora é de  uma crise deste estilo.

Vamos lá todos ter juizinho!

Cumprimento cordiais

Luís Passos 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A22: Protesto contra portagens adiado para sábado

O protesto contra a introdução de portagens na A22 foi adiado de sexta-feira para sábado, anunciou hoje a organização da denominada Marcha do Guadiana, que junta automobilistas nacionais e espanhóis.

A marcha, que decorre sob o lema "Algarve-Andaluzia sem portagens", tem início às 16h00  junto ao restaurante "O Infante", na EN 125, em Altura, Castro Marim. O itinerário prevê que a marcha percorra a A22 e siga até à Ponte Internacional do Guadiana, devendo inverter o sentido já em território espanhol para regressar ao ponto de  partida.    

De acordo com a organização, a cargo da Comissão de Utentes da Via do  Infante e do movimento "online" "Algarve - Portagens na A22 não", está ainda  prevista a partida de vários automobilistas de Ayamonte, que se juntarão  à caravana automóvel. 

IN: CORREIO DA MANHÃ

terça-feira, 29 de março de 2011

Turismo do Algarve: Ministro das Finanças diz que Pina não pode exercer

“Não é legalmente admissível o exercício de qualquer função pública por aposentados, como seja a de Presidente da ERTA, sem que o ministro das Finanças o autorize previamente”, refere uma nota enviada ao Turismo do Algarve pelo gabinete de Teixeira dos Santos. Pina discorda. 
A exigência de autorização prévia decorre, segundo a mesma nota, a que o Observatório do Algarve teve acesso, do número 1 do artigo 78 do Estatuto de Aposentado, aprovado pelo decreto-lei 137/2010 de 28 de dezembro.

E tal pedido deverá ainda “ser anterior ao ato de nomeação, designação, contratação ou eleição da pessoa aposentada para a função pública a exercer, o que se aplica ao cargo de direção da ERTA”.
Acresce à “exigência de autorização prévia” da lei, que a autorização ministerial se baseie em “razões de interesse público excecional” que a não serem verificadas “impedem o exercício da função pública” em questão.

Mais acrescenta o documento que, mesmo a verificar-se a situação "antecipadamente" à revisão de Dezembro de 2010 da lei, "tal não é aplicável", até ser publicada e entrar em vigor a portaria que regula o Estatuto de Aposentado, como exige o nº7 do já citado artigo 78, salientado ainda que "a renúncia à remuneração correspondente, não dispensa a autorização prévia do ministro de Estado das Finanças".
A nota foi emitida pelo Gabinete do ministro de Estado e das Finanças “com vista ao esclarecimento das questões” suscitas pelo Turismo de Portugal sobre este assunto, como o Observatório do Algarve oportunamente noticiou. (ver aqui)

No seu despacho relativamente a este caso, emitido ontem, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, determina que se comunique a situação ao Turismo do Algarve e Turismo de Portugal.

“Não solicitei a autorização prévia nem vou solicitar”

Em declarações ao Observatório do Algarve, António Pina começa por afirmar tratar-se “unicamente de uma nota de esclarecimento e não de uma decisão” (do ministro Teixeira dos Santos). “É uma nota respeitável, mas será o meu advogado a tratar disso”, adianta.

Pina, que foi reintegrado no cargo de presidente por decisão do presidente da Assembleia Geral da Entidade Regional de Turismo a 14 de março, sem votação do conclave, acrescenta que “não sou renumerado e fui eleito”, como razões para não solicitar autorização para regressar ao lugar a que renunciara por “impedimento permanente”, devido à legislação em vigor em agosto de 2009.
“Também fui eleito para a Assembleia da Junta de freguesia de Olhão e não pedi previamente autorização para exercer essas funções públicas” ilustra.

"Sinto-me um pequenino David, a lutar contra vários Golias, mas um homem de Olhão, não volta cara a cachão. Só espero que a democracia saia reforçada de todos estes esclarecimentos", insiste António Pina.
No entanto, o Estatuto do Aposentado refere explicitamente não se aplicar aos cargos eletivos diretamente nas urnas, como é caso do Presidente da República, deputados e órgãos autárquicos.


Eleições só com moção de censura 

Já o presidente da Assembleia geral da ERTA, Elidérico Viegas, confirmou ao Observatório do Algarve que vai “dar conhecimento a todos os membros, na assembleia de dia 31 de Março” da carta subscrita em conjunto pelo Reitor da Universidade do Algarve e pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que integram aquele organismo do Entidade Regional de Turismo do Algarve.
Na missiva, João Guerreiro e João Faria defendem, perante o quadro atual e "face à necessidade de recuperar a confiança que há cerca de três anos a Assembleia geral concedeu a direção da ERTA, que assegure a clareza inequívoca de procedimentos, será "a abertura de um novo processo eleitoral que recupere a dignidade da instituição e restabeleça a relação de legitimidade e confiança entre a direção e Assembleia geral".

Nesse sentido, apontam o presidente da Assembleia geral “como o órgão próprio para iniciar desde já os contactos com vista à abertura de um processo eleitoral e dinamização dos procedimentos que suscite a apresentação de uma candidatura que permita reflectir os consensos” existentes em torno do apoio ao Turismo do Algarve.
Embora concordando com a “intenção de dignificar os órgãos e o Turismo do Algarve”, Elidérico Viegas não acolhe a sugestão de ser ele a tomar a iniciativa de convocar eleições.
“Segundo os estatutos, só há três maneiras de a direcção cair: apresentação de uma moção de censura que teria de recolher 22 dos 31 votos, a demissão do executivo ou o fim do mandato” explicita.
Quanto à nota enviada pelo ministro de Estado e das Finanças, Elidérico Viegas considera que "a partir da altura em que todo o processo está em Tribunal, será a Justiça quem deve decidir".

Quem é hoje o presidente da ERTA? 

Já que António Pina se está a abster de praticar atos administrativos, “por uma questão de prudência” após ter sido notificado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, (ver aqui) no âmbito da providência cautelar - interposta por Nuno Aires que o substituiu no cargo de presidente durante o último ano e meio -, para "a suspensão da eficácia dos atos praticados", tanto pelo reempossado presidente como pelo presidente da Assembleia Geral, o Observatório do Algarve questionou Elidérico Viegas sobre um eventual vazio de poder.

“Há um período de interregno entre a entrada na justiça da providência cautelar e a decisão judicial” assegura Viegas que realça o entanto “existir quorum na direção”, apesar da posição de Pina, não existindo, por isso, "ausência de legitimidade".
O Tribunal conferiu a António Pina e Elidérico Viegas cinco dias de prazo, que terminam amanhã, para se pronunciarem sobre a providência cautelar.
Na assembleia geral ordinária marcada para de 31 março, convocada para aprovar as contas e a ata da reunião anterior, a carta dos responsáveis da UAlg e CCDR poderá, eventualmente, conduzir a novos desenvolvimentos.

In: Obsrvatório do Algarve

Isto é vergonhoso, dois galos a disputar o mesmo poleiro, um que saiu e agora quer voltar e outro que já lá estava e aparentemente até tem feito um trabalho bem feito.

Até da vontade de cantarolar...

MAS QUEM SERÁ...
MAS QUEM SERÁ
MAS QUEM SERÁ
O PRESIDENTE DA ERTA,

EU SEI LÁ... SEI LÁ...
EU SEI LÁ... SEI LÁ...

LOL... Triste pais este! já parece o Burkina Faso 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Antes do Caminho de Ferro, era assim que se chegava a Lisboa


                                  Foto do vapor "Gomes IV"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Prenda Tóxica" contra portagens

COMISSÃO DE UTENTES ENTREGA "PRENDA TÓXICA" AO GOVERNO


Seis representantes da Comissão de Utentes da Via do Infante trajados com batas, capacetes, óculos e auscultadores entregaram hoje no Governo Civil um presente de Natal “envenenado” para contestar a introdução de portagens naquela estrada.

Numa acção surpresa, os seis homens tencionavam entregar à Governadora Civil de Faro uma caixa negra ilustrada com um símbolo alusivo à morte e onde se podia ler “contém chip”, mas acabaram por ser recebidos pelo chefe de gabinete.

“Esta oferta de Natal é tóxica, explosiva e liberta substâncias nocivas para a economia regional”, ironizou António Almeida, membro da comissão, que diz esperar que o conteúdo da caixa fique “congelado durante décadas”.

Dentro da caixa estava um chip dourado, uma t-shirt para a Governadora Civil com a inscrição “Portajar a Via do Infante é dar mobilidade ao acidente” e um conjunto de trabalhos que envolveram técnicas como a colagem e a pintura.

“Estavam também fragmentos da bandeira do partido político no poder onde se lê 'mentiu', uma planta aérea de Loulé com a indicação de a EN125 é uma rua e desenhos de cruzes com a inscrição do número 125”, disse António Almeida.

O facto de apresentarem uma indumentária de proteção tem a ver com o “alerta para o risco potencial da introdução de portagens na Via do Infante”, já que portajar aquela via é “adiar o desenvolvimento da região”.

Quanto ao hipotético “chip” que o grupo entregou no Governo Civil, António Almeida diz esperar que essa hipótese esteja “só na cabeça do engenheiro Sócrates e de Pedro Passos Coelho” já que não passa de uma hipótese “tonta”.

“Temos direito à mobilidade com segurança para poder governar as nossas vidas e construir o progresso”, resume, lembrando que a construção da Via do Infante permitiu o decréscimo dos acidentes mortais na EN 125.

“Portajar a Via do Infante prejudica todo o comércio e afasta muitos turistas da região, especialmente os espanhóis”, sublinha.

Texto: Região Sul Online

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Desemprego fixou-se nos 11% em outubro

A taxa de desemprego em Portugal situou-se em outubro nos 11%, enquanto na zona euro subiu para os 10,1%, segundo o Eurostat

A taxa de desemprego em Portugal, divulgada pelo Eurostat, fixou-se em outubro nos 11%, menos uma décima que em setembro e mais 0,8 pontos percentuais em termos homólogos.

O gabinete europeu de estatísticas reviu em alta a taxa de desemprego para setembro, de 10,6% para 11,1%, valor igual ao estimado nos últimos quatro meses.

Em outubro do ano passado a taxa de desemprego em Portugal era de 10,2%, o que representa uma subida homóloga de 0,8 pontos percentuais.

Zona euro: desemprego sobe para 10,1%

A taxa de desemprego na zona euro passou dos 10% em setembro para os 10,1% em outubro. O valor de setembro compara com os 9,9% registados um ano antes.

Na União Europeia (UE) a 27, a taxa de desemprego foi de 9,6%, o mesmo valor registado em setembro.Em setembro de 2009, a taxa de desemprego na UE era de 9,4%.
 

Algarve é a região do país onde o desemprego mais subiu em 2010
 
O desemprego no Algarve pode atingir este inverno um “quadro muito negativo”, com o número de afetados a chegar aos 33.000 e a taxa a atingir os 15 por cento, alertou a União de Sindicatos do Algarve.

“Se em 2009, com 16.000 desempregados no verão, chegámos aos 30.000 no inverno seguinte, e se neste verão tivemos para cima de 20.000, significa que seguramente teremos mais de 30.000 desempregados no próximo inverno. Podemos estar a falar de 33.000 ou 34.000 desempregados no Algarve”, afirmou o dirigente sindical António Goulart.

O sindicalista sublinhou que, “há dois anos atrás, valores da ordem dos 20.000 desempregados correspondiam a um sinal de crise gravíssima no Algarve, mas no inverno”, o que “demonstra a gravidade da crise que se vive na região neste momento, porque esses valores foram atingidos em julho e agosto (deste ano) e até ultrapassados”.

“Em julho e agosto tivemos mais desempregados do que no pior mês dos últimos 20 anos, que tinha sido janeiro de 1996”, frisou, acrescentando que "em setembro os dados oficiais registaram 21.668 desempregados, mais 1055 que estavam em programas ocupacionais".

António Goulart alertou, no entanto, que se tem assistido a um agravamento do desemprego noutras áreas e deu como exemplo o caso da empresa de handling Groundforce, que vai suspender as suas operações no aeroporto de Faro e dispensar os seus 336 trabalhadores.

“Entretanto estão a surgir alguns dados e elementos novos que nos podem obrigar a fazer uma profunda correção desta estimativa em sentido negativo, porque estamos a assistir ao surgimento de desemprego mais acentuado nalguns sectores, de que é exemplo o que se está a passar na Groundforce”, afirmou.

O caso recente de 22 enfermeiras dispensadas de sete centros de saúde da região, a falência sucessiva de pequenas e micro empresas ou a insolvência do grupo Alicoop foram outros exemplos apontados pelo sindicalista.

António Goulart frisou ainda que as medidas de austeridade contidas no Orçamento do Estado para 2011 ou a introdução de portagens na Via Infante (A22) vão “criar um cenário de recessão económica que irá agravar os problemas sociais e o desemprego na região”.

“Ao longo dos meses de verão fomos assistindo à confirmação daquilo que previmos na primavera, quando dissemos que o Algarve teria no verão um número de desempregados acima dos 20.000, num quadro em que, há dois anos atrás, valores dessa ordem correspondiam a um sinal de crise gravíssima na região, mas no pico de desemprego de inverno”, insistiu.

O dirigente sindical admitiu ainda que “se com 30.000 desempregados a taxa de desemprego do primeiro trimestre no Algarve foi de 13,6 por cento, com 33.000, 34.000 ou 35.000 desempregados neste próximo inverno, [a taxa] vai seguramente chegar aos 15 ou 16 por cento”.

“Mas sinceramente espero que estejamos errados nesta nossa previsão, porque a confirmar-se será um cenário muito, muito grave”, concluiu o dirigente da estrutura sindical do Algarve, a região do país onde o desemprego mais subiu em 2010. 
 

Pobreza em Faro: Ou tratamos dela... ou ela trata de nós!!!


Em 2003, Ana Alexandra Santos, de 22 anos, vivia numa pequena barraca na Horta da Areia, bairro periférico de Faro, com o marido e um bebé de sete meses. Os buracos no telhado deixam passar frio e chuva. “Isto é uma miséria. Nem posso dar banho à criança”, lamenta. O filho, André Filipe, que durante todo o dia apenas se alimenta com o leite materno, foi hospitalizado aos três meses devido a uma broncopneumonia, doença que Alexandra associa às condições precárias em que vive a família.

“O rendimento mínimo pouco ultrapassa os 100 euros por mês, o que não dá para nada, nem para as fraldas”, queixa-se. Face à miséria que afecta este agregado familiar, Alexandra deixa um alerta: “Era bom que a Câmara nos desse uma casinha, comida e cobertores, É a saúde do meu filho que está em risco.”

A Horta da Areia é um dos bairros da capital algarvia onde se concentra um maior foco de pobreza. No entanto, também no sítio de Lejana de Cima, em plena zona de expansão urbana, várias famílias ciganas vivem em precárias condições de habitabilidade. No total, estão referenciados, no concelho, 719 casos de pobreza, 250 dos quais localizados na Horta da Areia.

A Câmara Municipal de Faro prometeu-lhes ajuda. Prometeu-lhes casas novas, prometeu-lhes agasalhos e comida. Passados 7 anos, tudo está rigorosamente na mesma.

“Antes de darmos casas às pessoas, há que adquirir terrenos, o que é um processo demorado, e só depois construí-las. Não se pode esperar a solução ideal para fazer alguma coisa, porque, se não acontece o que está à vista, as pessoas continuam a viver nestas condições degradantes”, justificava José Vitorino. O projecto dos Braciais nem chegou a sair do papel.

UM CAFÉ E UMA FATIA DE PÃO

Em 2003, na casa de Maria de Fátima dos Santos Boguinha havia 12 pessoas – mas a casa era apenas uma. Maria de Fátima, de 41 anos, vivia há onze na Horta da Areia, onde partilha três quartos com marido, filhos e netos. “Isto não é uma casa, é só um bocado de platex com umas chapas por cima. Há ratos por todo o lado e o frio congela-nos os ossos”, denunciou.
 
Onde está esta senhora em 2010? Será que foi realojada? Será que ainda lá vive! Temo bem que sim! 

COBRAS E RATAZANAS

Há meio século que Marcelina Zanibita conhece de perto os dissabores da vida. Mora há mais de duas décadas numa casa sem janelas nem portas interiores, a qual partilha com o marido e um filho. “Queremos governar vida e não podemos. O nosso presidente disse que vinha arranjar as casas, mas ainda não fez nada, embora esteja tudo a cair”, queixa-se a mulher, que lamenta ainda a falta de recursos para cuidar da saúde, que “também que já não é muita”.

Ferida na mão direita, diz que nem para ir à farmácia “aviar uma receita” tem dinheiro, embora o médico a tivesse avisado dos perigos. “Se não tomo os remédios fico sem a mão, mas não tenho um tostão para nada! Quero comprar os remédios e não posso”, lamentava-se.

A casa onde viveu tinha três quartos, cozinha, casa de banho e sala, mas todas sem qualquer funcionalidade. Para além de exíguas, às divisões falta o equipamento necessário. “Nem sanita temos. Isto é uma desgraça e está tudo partido. Aqui só há cobras e ratazanas. Não podemos considerar isto uma casa”, criticava Marcelina, que, de vez, em quando vende no mercado “umas peças de roupa para ganhar algum” e sobreviver.

“Há dias em que não se vende nada. Temos uma carrinha mas está ali com as rodas vazias”. O pouco que o casal recebia com as vendas “dáva para o comerzinho” e não era sempre. Durante dias inteiros, Marcelina apenas sentia o sabor do café que bebia pela manhã. “Ainda ontem passei o dia inteiro sem comer nada”, contava. É que o pão, quando não era fiado ou oferecido pelo padeiro, não entrava em casa.

Como será que está a Marcelina Zanibita hoje, oito anos volvidos??? Muito provavelmente estará em situação identica, dado que nestes ultimos anos pouco ou nada se fez em Faro em termos de habitação social, e pouca ajuda a edilidade deu a quem mais precisa.

BARRACA EMPRESTADA…

Maria Orlanda Martins tinha 28 anos e era mãe de cinco filhos. A família viveu debaixo de uma árvore, coberta por uma lona, nunca no mesmo lugar, mas sempre nas imediações do centro de saúde. “É uma vida difícil, pois a Polícia manda-nos sempre embora”, dizia. Ultimamente Maria Orlanda tem estado albergada numa barraca emprestada, na Lejana de Cima. “Uns amigos ciganos, que agora não estão cá, tiveram pena de mim e meteram-me aqui com as crianças. Estou aqui uns dias, até que os donos voltem”, revelava a mulher, preocupada por não ter onde pôr a dormir os filhos, com idades compreendidas entre os dois e os 14 anos.

“Ainda ontem vim do hospital com o meu filho mais novo, que tem uma infecção no pulmão por causa do frio”, contava Maria Orlanda, beneficiária do rendimento mínimo. Por mês recebe 350 euros, quantia que, garante, não chega para sustentar a família. “Só nos medicamentos gasto quase todo o dinheiro, sobretudo para o bebé, que tem uma bronquite”, revelava. O marido de Maria Orlanda não trabalha, porque “não lhe dão emprego”, alegou. No Verão trabalhava nas estufas. Mas há dias em que os membros mais velhos da família não comiam. Passavam fome.

Que terá acontecido a esta dona Maria Orlanda, e quantas Marias Orlandas ainda haverá na nossa cidade de Faro? 





…OU CARRO EMPRESTADO

Telma dos Santos, 20 anos, dormia em 2003 com o marido e a filha de 18 meses “dentro de um carro emprestado”, porque na tenda que lhes servia de abrigo o chão era feito de terra e pedras. Na vizinhança não conseguiam um quarto, pois todos apresentam “miséria a mais” para possibilitar essa ajuda. “Faz muito frio. Quando chove a tenda fica toda molhada porque a água entra e não conseguimos estar cá dentro”, referia a jovem.

O marido costumava apanhar marisco para vender, mas nem sempre consegue trazer dinheiro suficiente para sustentar a casa. “Eu queria ir com ele mas não posso. A minha menina está quase sempre no hospital. Ainda há poucos dias esteve internada, porque apanhou uma broncopneumonia aqui, por causa do frio. Vivemos muito mal”, queixava-se a mulher, que recebia 175 euros por mês do rendimento mínimo. A comida para a filha, Érica, era o mais importante. Essa tentavam que nunca faltesse, nem que o casal tenha de passar alguma fome, reconhece Telma dos Santos. “Quando está bom tempo ainda podemos comer e dormir na tenda, mas quando chove isto é um rio, não podemos estar cá dentro, as nossas coisas, que já são poucas, molham-se todas”, diz com tristeza. “Estou a viver muito mal. Recolhem tantas pessoas com mais do que eu, também me podiam recolher a mim”, solicitava, esperançada numa das novas casas então prometidas pela Câmara.
 
Passados estes anos, em 2009 o apolinário aparecia prometendo as novas casas, foram construidas as habitacoes a custos controlados para vender, mas foram so 144 fogos que pessoas deste nivel de pobreza nao poderiam pagar, na Avenida Gulbekian.

E estas pessoas com este nivel de pobreza estrema? A Caritas está a ponderar abrir com caracter de urgência um refeitório para atender a pobreza em Faro, li no Jornal de Noticias, dado o elevado numero de pessoas em situação de pobreza extrema.
 
Será que não seria de o Eng. Macário neste Natal ponderar uma operação especial de Natal para dar a estas pessoas uma dignidade especial, neste periodo de crise???
 
Ou ainda, manter as cantinas das escolas primárias abertas, para que estas pessoas de baixos recursos tenham direito pelo menos, a uma refeição quente, a semelhança do que Rui Rio vai implementar no Porto?
 
Eu nao me importava nada de trocar a porcaria da iluminação de Natal, para que algumas pessoas pudessem ter um Natal com mais dignidade. Fica aqui o repto para o ano... este ja não, que alguem ja ganhou o dinheiro... 
 
Triste cidade esta... que dá mais valor à aparencia do que aliviar quem sofre.
 
 
Cumprimentos cordiais 
 
Luís Passos 
 
 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Banco Alimentar recolheu 190 toneladas no Algarve

O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu 190 toneladas de alimentos no Algarve, durante a campanha no fim de semana. A nível nacional a instituição angariou 3265 toneladas de alimentos. 

Na campanha de Novembro de 2009 o Banco Alimentar (BA) Algarve tinha recolhido 149 toneladas.


Segundo Adriano Pimpão, presidente do BA no Algarve, o aumento das contribuições “foi devido ao grande movimento de solidariedade da sociedade portuguesa e ao profissionalismo e dedicação de milhares de voluntários que nada pedem em troca que não seja a recusa do desperdício e a possibilidade de minorar as carências alimentares de milhares dos seus concidadãos”.

O responsável frisa ainda que o número de voluntários na região “excedeu as expectativas, havendo ocasiões em que havia filas para colaborar na recolha e armazenamento dos alimentos”. 

“Também se registou um aumento significativo no numero de voluntários organizados por empresas, bem como um grande aumento de apoio de transporte dos alimentos”, diz Adriano Pimpão e lembra que os bens recolhidos serão agora distribuídos a cerca de 15 mil pessoas, através das Instituições de Solidariedade que trabalham em colaboração com o Banco Alimentar do Algarve.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

William e Kate: Convidados para passar lua-de-mel no Algarve

Com casamento anunciado para 29 de Abril de 2011, o príncipe William e a noiva, Kate Middleton, foram convidados pelo Turismo do Algarve a visitarem a região.

 O convite foi enviado através do embaixador britânico em Portugal, explica o Tursimo do Algarve num comunicado, no qual também se lê que "o príncipe William e a sua noiva Catherine Middleton poderão passar a lua-de-mel no destino turístico mais apetecível do país".

Segundo o comunicado, no documento remetido ao embaixador Alex Ellis, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve, Nuno Aires, felicitou a família real inglesa pelo anúncio do casamento e expressou votos de "alegria e felicidade" a William e Catherine, que irão casar-se no dia 29 de Abril, na abadia de Westminster, em Londres.

"Os turistas ingleses sempre ocuparam a primeira posição nas dormidas de estrangeiros na hotelaria algarvia e representam mais de metade das chegadas internacionais ao aeroporto de Faro", recorda o Turismo do Algarve.

In: Observatorio do Algarve

Neste caso, devo dizer que foi uma excelente jogada da Região de Turismo do Algarve. Parabéns. Assim é que se trabalha!!! Oferecendo a dia Lua de Mel, cujo custo será insignificante com os benefícios que isso trará à nossa Região, nomeadamente publicidade, visibilidade, sem falar no conjunto de pessoas que virá na esperança de deitar uma vista de olhos sob o casal em Lua de Mel.

Excelente trabalho de Marketing Indirecto... Num período em que o nosso turismo anda pelas ruas da amargura, vem dar novo folgo aos nossos empresários hoteleiros.

Desde já dou os meus parabéns a equipa da RTA que está por detrás disto.

Só é pena só terem estas tiradas de génio de vez em quando... é preciso ser arrojado, inovador e pensar mais além. Só assim saímos deste marasmo em que nos metemos com uma oferta apenas de sol, mar e golf.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

RECEITAS ALGARVIAS

Bolo de Azeite e Mel


O azeite e o mel são produtos tradicionais do Algarve. Na serra Algarvia, sobretudo na zona de Cachopo era normal fazer-se este bolo de azeite e de mel para se comer nas épocas festivas, sobretudo no Natal.

Assim deixo-vos esta receita que encontrei por acaso no blog "http://paracozinhar.blogspot.com/" para a vossa satisfação.

Ingredientes :

4 ovos
300g de açúcar
2clh sopa de mel
1dl de azeite
2,5dl de leite
250g de farinha de trigo
1clh sobremesa de fermento em pó
1clh chá de erva doce
1clh chá de canela

Preparação:

Bata muito bem os ovos com o açúcar e o mel. Junte o azeite e depois o leite em fio, sem parar de bater. Acrescente a farinha misturada e peneirada com o fermento, a erva doce e a canela. Misture tudo muito bem sem bater.
Deite a massa numa forma untada e polvilhada com farinha e leve ao forno já quente (180ºC)  por 40 minutos. Deixe arrefecer e desenforme.

Bom Apetite! 

sábado, 16 de outubro de 2010

Desemprego subiu mais no Algarve, Madeira e Açores em Setembro


 
Algarve, Madeira e Açores foram as regiões onde o número de desempregados inscritos nos centros de emprego mais subiu em setembro, em termos homólogos, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O Algarve tinha mais 22,3 por cento de inscritos, totalizando os 21.668 desempregados, enquanto a Madeira tinha mais 20 por cento, somando 15.144 desempregados inscritos.
Nos Açores, o número de pessoas inscritas nos centros de emprego aumentou 19,9 por cento para 5.686 desempregados.

De acordo com o IEFP, comparativamente a agosto, o desemprego só não aumentou no Alentejo (onde caiu 0,9 por cento).
No Norte, a região do país que concentra o maior número de pessoas sem emprego (44,7 por cento), o desemprego continua também a crescer, com o número de inscritos nos centros a subir 8 por cento para 246.574.

Em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localizam 29,6 por cento do número de inscritos, existiam, no final de setembro, 165.714 desempregados (mais 9,9 por cento do que no mesmo mês de 2009).
No centro do país, o número de desempregados inscritos subiu 5 por cento para 77.553 pessoas em setembro, face ao mesmo mês de 2009, enquanto no Alentejo subiu 5,5 por cento para 23.481 pessoas.
No que respeita à oferta de emprego, o número de ofertas disponíveis, no final do mês de setembro, totalizou as 21.503, menos 2,3 por cento do que no mesmo mês do ano passado e inferior em 3,3 por cento, face a agosto.

O número de colocações efetuadas ao longo do mês através dos centros de emprego de todo o país, por sua vez, totalizou as 7.444, mais 6 por cento do que em setembro de 2009 e mais 25,2 por cento.
De acordo com os dados do IEFP, mais de metade das colocações (59,7 por cento) foram feitas em apenas quatro grupos profissionais: pessoal dos serviços de proteção e segurança, trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora, outros operários, artífices e trabalhadores similares e trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio.

In: Observatório do Algarve

De facto verifica-se um acentuar do desemprego no Algarve, especialmente nas áreas mais técnicas, construção, manutenção e alguns serviços.

Nas empresas do sector da engenharia onde eu trabalho, nomeadamente no sector eléctrico, a situação de falta de liquidez, salários em atraso, não pagamento a fornecedores, entre outras situações é uma situação recorrente. Não é a empresa A, a empresa B ou a C, são todas. Todas estão na mesma situação e não há volta a dar-lhe. Muitas PME vão desaparecer até ao final do ano, muita gente vai ficar desempregada, e com o posterior aumento de impostos, então aí é que vai ser o golpe de misericórdia num sector já por si moribundo.

Cumprimentos cordiais

Luís Passos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aeroporto de Faro servirá Sudoeste da Andaluzia



O Governo quer promover soluções multimodais para potenciar a conexão do aeroporto de Faro com Huelva.

"O objetivo é posicionar Faro como o aeroporto turístico de referência do Algarve e do Sudoeste da Andaluzia", refere a proposta do Governo para o OE2011.

Assim, o aeroporto de Faro continuará a atrair linhas aéreas para estabelecer novas rotas entre Faro e outros aeroportos europeus em colaboração com agentes económicos, turísticos e imobiliários.

Para tal, o aeroporto de Faro terá de continuar a melhorar os níveis de serviço prestados aos clientes, mantendo padrões acima da qualidade média europeia.

Empresários e responsáveis turísticos dos dois lados da fronteira acreditam que as regiões não podem estar mais tempo de costas voltadas e sugerem acções conjuntas de promoção. Aeroporto de Faro ganha relevo no contexto Andaluz, mas reduz viabilidade de novo aeroporto em Huelva.

Os responsáveis turísticos algarvios e andaluzes entendem que a promoção das duas regiões deve começar a ser feita de um modo «concertado», de forma a garantir um fluxo contínuo de turistas durante todo o ano.
De fora, parecem ficar as querelas associadas ao Spanish Algarve e à promoção abusiva da região por parte de alguns operadores britânicos, sobretudo quando o Aeroporto de Faro se torna numa importante porta de entrada de turistas para a afamada Costa da Luz espanhola.

Esta é uma das conclusões do III Fórum Empresarial Algarve/Alentejo/Andaluzia, que teve lugar na sexta-feira, em Vila Real de Santo António, e reuniu mais de três centenas de empresários e organismos económicos ibéricos.

«Acima de tudo, temos, de uma vez por todas, de identificar os problemas que são comuns ao Algarve e à Andaluzia, até porque se torna cada vez mais difícil promovermo-nos no mercado americano de uma forma isolada», alertou o presidente da Associação Sotavento Algarvio (ASA) Almeida Pires.
Opinião idêntica é partilhada pelo presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) António Pina que, apesar de manter a sua posição relativamente à utilização abusiva da marca Algarve, disse ao «barlavento» que a região não pode ter medo de apostar numa promoção conjunta, apoiada por uma entidade reguladora.
Alerta, todavia, que, para esta parceria ter sucesso, será necessário envolver os empresários dos dois lados da fronteira em projectos que envolvam aplicação de capitais. «Depois, a promoção surgirá naturalmente», preconiza.

Também Vítor Neto, presidente da Associação Empresarial da Região do Algarve (Nera) e ex-secretário de Estado do Turismo, entende que Algarve e Andaluzia devem começar a apostar numa oferta «convergente» para garantir a rentabilidade económica durante todo o ano, embora lembre que a região portuguesa não pode ser comparada ao gigante andaluz, cuja população total é semelhante à de todo o território de Portugal.
Por esta razão, aconselha que uma eventual união de esforços se deve basear num modelo territorial que abranja o Algarve e apenas a província de Huelva, territórios com características semelhantes e com igual de número de habitantes.

Segundo Vítor Neto, é também esta província andaluza que tem contribuído para que Faro se transforme no segundo aeroporto nacional, só encontrando no terminal de Málaga um potencial rival.
Nesta linha, Carlos Luís, vice presidente da Associação Turismo do Algarve e delegado regional da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo, faz mesmo notar que «o aeroporto de Sevilha apenas está a aproveitar cerca de 30 por cento da sua capacidade», pouco mais de dois milhões de passageiros.

Porquê? «Qualquer turista que passe férias na costa de Huelva demora pelo menos três quartos de hora para atravessar Sevilha e chegar ao aeroporto, o que continua a tornar Faro numa opção vantajosa em termos de tempo e de proximidade», observa o também presidente da Confederação dos Empresários do Algarve.
Para Carlos Luís, não faz assim «nenhum sentido» dizer que as unidades hoteleiras de Huelva estão a «roubar» turistas ao Algarve. «Destinos cada vez mais acessíveis, como as Caraíbas, é que são os nossos concorrentes mais directos, e não os espanhóis», assevera.

Bem pelo contrário, o representante andaluz do gigante hoteleiro Barceló queixa-se de que as low cost estacionadas em Faro e as marcações de alojamento operadas directamente pelas companhias aéreas estão a travar o fluxo de clientes.

«Normalmente, o turista compra um voo barato e depois procura, nos motores de busca, hotéis a menos de 50 quilómetros. Nós estamos localizados numa faixa superior a essa distância e isso tem-nos trazido dificuldades», testemunha.

Constituição: PS mantém referendo à regionalização, líder do PS/Algarve está contra




A regionalização e as autonomias regionais, (em que se prevê a audição prévia dos órgãos regionais antes da dissolução da Assembleia Legislativa Regional ) foram dois dos assuntos que geraram maior discussão na reunião de hoje do Grupo Parlamentar do PS, dedicada à análise do projeto de revisão constitucional e que contou com a presença do coordenador geral dos socialistas para este processo, Pedro Silva Pereira.

De acordo com fonte do grupo de trabalho do PS para a revisão constitucional, o projeto dos socialistas não toca no atual texto da Lei Fundamental sobre regionalização, mantendo a exigência de referendo vinculativo (com participação superior acima dos 50 por cento) e a criação de regiões administrativas em simultâneo - ponto que contrasta com o PSD, que admite a criação de uma região piloto.

Porto e Algarve discordam do projecto

Perante a proposta do grupo de trabalho liderado por Pedro Silva Pereira, dois dos mais influentes presidentes de federação do PS, Renato Sampaio (Porto) e Miguel Freitas (Faro) usaram da palavra para defender uma maior flexibilidade negocial dos socialistas neste capítulo.

De acordo com um dos presentes na reunião, o líder do PS/Algarve contrariou uma das correntes de opinião dentro dos socialistas para defender que este é mesmo o momento no sentido de se avançar com a regionalização.

Renato Sampaio sustentou que deverá ser retirado da Constituição a obrigatoriedade de referendo vinculativo como passo prévio para a criação de regiões administrativas.

Neste ponto, o líder do PS/Porto alegou que os cadernos eleitorais "estão inflacionados" em termos de número de eleitores - o que dificulta que se atinja a fasquia da participação superior a 50 por cento para que uma consulta nacional tenha carácter vinculativo.

Renato Sampaio pediu ainda a eliminação da Constituição da República da exigência de duplo referendo, regional e nacional, para a criação de uma região administrativa.

Em síntese, a corrente regionalista do PS espera que até domingo, dia em que a Comissão Política aprovará a versão final do projeto, a direção deste partido dê um sinal de abertura em relação ao processo de regionalização.

Embora o grupo liderado por Pedro Silva Pereira tenha colocado de lado a exigência do PS/Açores de extinção do cargo de representante da República, incluiu no entanto no projeto a obrigatoriedade de audição dos titulares dos órgãos das regiões autónomas pelo Presidente da República antes da dissolução da Assembleia Legislativa Regional.

Ora, este foi precisamente um dos pontos do Estatuto dos Açores que motivou na legislatura passada um choque entre o Presidente da República, Cavaco Silva, e o PS, tendo depois o Tribunal Constitucional considerado inconstitucional esse diploma.

Na reunião da bancada socialista, o deputado Marques Júnior foi uma das vozes que mais se insurgiu contra esta proposta no capítulo das autonomias regionais.

Num ponto em que foi parcialmente acompanhado pelo ex-ministro da Justiça Alberto Costa, Marques Júnior referiu que o Presidente da República, para dissolver a Assembleia da República, apenas precisa de ouvir o Conselho de Estado.

Ou seja, a manter-se a alteração proposta pelo PS, o Presidente da República enfrentaria um processo institucional mais complexo para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores do que para dissolver o Parlamento nacional.


In: Observatório do Algarve

sábado, 9 de outubro de 2010

Receitas de Produtos Tradicionais do Algarve

 Caros amigos,

Já vai sendo a época do figo, no passado, o figo teve um grande papel na economia do Algarve, muita coisa se produzia do figo, desde aguardente, pastas, bolos regionais, o tradicional figo seco, além do figo em si como produto de excelência.

Por isso, deixo-vos aqui esta receita de compota de figo que espero que apreciem.

Cumprimentos cordiais

Luis Passos


Compota de Figos com Pêra e Baunilha

Ingredientes para cerca de 4 frascos (200ml cada):

800g de figos pingo de mel
400g de pêra (peso da fruta já descascada e arranjada)
1 vagem de baunilha
800g de açúcar

Preparação:

Numa panela coloque os figos com a pele e partidos em pequenos pedaços, bem como a pêra. Junte o açúcar e a vagem de baunilha aberta ao meio. Misture bem e leve a lume brando mexendo de vez em quando. Deixe o doce cozinhar até atingir o ponto de estrada (para saber se já está em ponto de estrada: coloque um pouco de doce num prato e passe-lhe com o dedo ou a ponta de uma faca. Se abrir uma "estrada" que não se feche de imediato, o doce está pronto.)
Passe o doce com a varinha mágica (tire a vagem de baunilha primeiro) e coloque-o ainda quente em frascos de vidro previamente esterilizados e bem secos e tape-os bem. Ponha-os depois de cabeça para baixo de modo a criarem um vácuo natural e assim se conservarem mais tempo. Depois de frios guarde-os num local fresco e seco - como uma despensa ou armário.

Bom Apetite!